1313 - ESTRELANANDA* - ALÉM DO QUE OS OLHOS VEEM...

(Para Onde Vão os Bebês Quando Dormem)
 
Quem explica um Grande Amor?
O que se sente...
Algo que desce no coração.
Como uma suave brisa na noite...
Um orvalho secreto.
 
Quem canta a música das esferas?
Que só se escuta com o coração...
Algo que vem das estrelas.
Como o ensinamento dos sábios espirituais...
Chamando para o despertar da consciência.
 
Quem escuta o vento do espírito soprando na noite?
Que não é em cemitério algum!
Algo que sussurra o Eterno...
Como um sol brilhando dentro do coração.
E que diz: “O Todo está em tudo!”
 
Quem sabe aonde vão os bebês quando dormem?
Com certeza, viajam espiritualmente para além da abóboda celeste...
Para brincar com os Seres de Luz.
Sim, eles vão voar por entre as estrelas...
Lá em cima, de onde vieram.
 
Quem sabe dos segredos do Grande Espírito?
Que só se revelam no coração de quem ama...
Como uma Luz serena e imperecível.
Algo que desce da Casa das Estrelas...
E sussurra, em Espírito e Verdade, “que ninguém morre!”
 
Quem olha como o Amor olha a vida?
Com certeza, os que sentem algo mais...
Algo que desce no coração.
Como um orvalho secreto...
E que diz: “viva, aprenda, cresça, trabalhe, ria, e ame.”
 
P.S.:
Quem vê o sol brilhando na noite?
Ou uma estrela prânica** pairando sobre sua cabeça?
Ou os bebês voando e brincando na Casa das Estrelas?
Ou o Infinito Imanente beijando o seu coração?
Ou os espíritos vivendo, algures...?
Ah, quem pode compreender o que não pode ser descrito em palavras?
O que se sente... E faz o seu lar virar Céu.
 
(Dedicado a um Olhar Secreto e Sereno, que vela por todos os estudantes e trabalhadores espirituais, de todas as linhas baseadas na Luz.)
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma, olhando por entre os planos e vendo os bebês brincando com os espíritos, algures...
São Paulo, 12 de dezembro de 2013.
 
- Notas:
* Ananda – do sânscrito - bem-aventurança; êxtase espiritual.
** Estrela Prânica - do sânscrito, prana - a força vital; a energia - no contexto iogue é a estrela espiritual, manifestação do plano divino (ou seja, significa uma técnica iogue de concentração no olho espiritual. Consiste na visualização de uma estrela energética dentro de um círculo azul, que, por sua vez, está situado dentro de outro círculo amarelo dourado. Isso é visualizado no ponto energético entre as sobrancelhas - próximo ao ajna chacra, o chacra frontal).
Essa técnica foi ensinada por Krishna a Arjuna - e também é ensinada pelo sábio espiritual Vyasa.
A estrela prânica também pode ser visualizada em qualquer um dos chacras principais, com destaque para o chacra cardíaco.
(Para melhor compreensão sobre isso, sugiro ao leitor ver o texto "A Canção das Estrelas-Bebês", no seguinte endereço específico do site do IPPB:  https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2322)
Obs.: Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o CD duplo “Happiness is the Road” – da banda inglesa de rock progressivo Marillion. A música “This Train in my Life” – segunda faixa do volume 1 -, é linda demais. E também a música “Trap the Spark” – oitava faixa do volume 1.
(Segue-se abaixo os links do site do Youtube para quem quiser ouvir essas duas lindas canções).
Marillion:
- “This Train Is My Life” (Original) -
- “This Train Is My Life” (Live) -
- “Trap the Spark” (Original) -
- “Trap the Spark” (Live) -

Texto <1313><07/02/2014>

1313 - A VIAGEM ESPIRITUAL DE UM POETA

Ainda agora, enquanto eu estudava na quietude do meu quarto, lembrei-me de um poeta extrafísico amigo. Imediatamente, senti vontade de escrever algo sobre o arco-íris. Por isso, vim aqui para a varanda do apartamento ver o que rola nessa rara noite quieta de São Paulo, metrópole onde o Todo me colocou para viver e trabalhar.
Lá, no céu nublado, nesse momento, não dá para ver nem as estrelas, mas a lembrança de um poeta extrafísico pode varar os planos e chegar por aqui em forma de ideia colorida.
Não tenho o talento do meu amigo com as palavras, mas posso pegar a ideia e transcrevê-la aqui do meu jeito mesmo. Com certeza, que não terá a beleza de sua arte, mas portará algo legal: as cores de uma ideia na tela mental dos leitores.
Então, vamos lá...
 
                                          * * *   
 
Certa vez, um poeta admirava o arco-íris, enquanto esperava a inspiração chegar... Inicialmente, ele pensou em escrever um poema para sua amada. Depois, ele pensou em escrever algo para uma amiga idosa, senhora a qual ele idolatrava e que morava distante. Finalmente, resolveu escrever algo dedicado a um rishi* que ele admirava muito.
Lá no céu, os raios solares faziam a festa na atmosfera e tocavam as gotinhas de água em suspensão nas nuvens. O efeito disso era um portentoso arco-íris que encantava o poeta.
Em certo instante, ele fechou os olhos em busca de inspiração. Para sua surpresa, um majestoso deva** emergiu do ar à sua frente e saudou-o em silêncio.
Então, o poeta foi tomado por uma poderosa sensação de enlevo espiritual... De maneira arrebatadora, o seu corpo espiritual projetou-se para fora do corpo físico*** e elevou-se à grande altura.
Ao seu lado, no ar, estava o deva silencioso. Em torno dele, havia uma aura multicolorida. Porém, o que mais o encantou o poeta foi a postura majestosa natural que emanava daquele Ser. Parecia que o próprio ar em torno respeitava aquele enviado celeste.
O poeta olhou para baixo e viu o seu corpo físico sentado de olhos fechados e totalmente imóvel, vazio de seu dono, deixado ali temporariamente e animado por sua vitalidade instintiva.
Voltando a olhar para o deva à sua frente, este lhe fez um gesto, apontando para o arco-íris, que, agora, lhe parecia muito mais brilhante em suas cores.
A seguir, o deva lhe passou um ensinamento espiritual secreto e voou para a imensidão estelar de onde tinha vindo.
O poeta voltou abruptamente para o corpo - como se despencasse das alturas, atraído por laços vitais invisíveis para dentro da carne instintiva. Ele não se lembrou claramente de tudo, e começou a escrever naquele mesmo instante uma poesia dedicada ao Grande Arquiteto Do Universo, que seria publicada posteriormente em um de seus livros mais conhecidos.
Com o tempo, assim como ocorre com todos os homens submetidos à roda reencarnatória, o poeta voltou para a pátria espiritual, lá no céu dos poetas generosos.
 
                                          * * *   
 
Até hoje, ninguém sabe qual foi o ensinamento que o deva lhe passou. Porém, aquela experiência o marcou muito. Tanto que ele pensou nela lá no céu, e sua lembrança acabou varando as barreiras interplanos, finalmente chegando aqui como uma ideia na noite quieta.
Sei lá porque, mas imagino o meu amigo extrafísico escutando espiritualmente do deva algo assim:
“Olhe o arco-íris e receba o ensinamento das cores:
O vermelho chama para a vida. Ele é o guardião da carne. Ele é o elo com a terra.
O laranja emana saúde física e disposição saudável para os empreendimentos. Ele é o guardião da vitalidade.
O amarelo é o vivificador natural da inteligência. Ele é o guardião da alegria e da criatividade. Ele é o estimulador da vitalidade e da vontade de criar e expressar no mundo os talentos da inteligência.
O verde é o amigo de todas as cores. É o guardião da cura e do carisma. É o estabilizador dos sentimentos manifestados no corpo e no espírito.
O azul celeste é a cor da tranquilidade. É o guardião das aspirações elevadas. É paz.
O azul índigo é o guardião das visões espirituais. É o mestre que levanta o véu da mente e arrebata o espírito às alturas de seus potenciais latentes.
O violeta é o mestre das transformações. É o guardião da ascensão secreta que eleva o espírito do homem gradualmente ao longo dos ciclos evolutivos. É o alquimista espiritual transformando o vil metal dos desejos egoístas em aspirações douradas de progresso e ascensão na jornada do aprendizado.
Algures, na eternidade de suas vivências além da carne, em alguma noite calma, você se lembrará integralmente desse nosso encontro. E sua lembrança fecundará espiritualmente o coração de um amigo, que mesmo na noite nublada da cidade cinzenta e dolorida de violência, escreverá sobre as sete cores do arco-íris.”
 
P.S.:
Há quatro formas de se olhar um arco-íris:
1. Pela óptica de um técnico, que só vê um fenômeno natural de refração da luz.
2. Pela percepção do poeta, que se inspira e escreve algo legal.
3. Pela percepção do rishi, que vê Brahman **** em tudo, e apenas ri e diz:
“As cores, o poeta, o técnico, o deva e tudo mais são aspectos do Todo que está em tudo!”
4. Pela consciência cósmica do Supremo, que também ri e diz:
“É legal pra caramba ver um arco-íris aqui de cima. Será que eles gostaram daquele tom de violeta na frequência mais alta?”
 
Paz e Luz
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
 
- Notas:
* Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
** Devas – do sânscrito – divindades; seres de luz; seres celestes.
*** Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
**** Brahman – do sânscrito - O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo; Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
Obs.: Enquanto eu passava esses escritos a limpo, rolava aqui no som um DVD da grande vocalista americana Chaka Khan. E uma de suas canções que mais aprecio é a  “Love Me Still”. Então, deixo na sequência dois links do site do Yutube contendo essa linda canção dela.
- Chaka Khan – “Love Me Still” (com Bruce Hornsby no piano) -
- Chaka Khan – “Love Me Still” (Live - com Mark Stephens no piano) -

Texto <1313><07/02/2014>

1312 - QUESTIONAMENTOS PROJETIVOS E CONSCIENCIAIS

(Resposta ao E-mail de um Amigo do Rio de Janeiro)
 
- Wagner, meu bom amigo, você pode me dar algumas dicas de como melhorar o nível de minhas saídas do corpo*?
Eu gostaria de melhorar nisso. E como você estuda isso há tanto tempo, com certeza pode me ajudar com seus toques espirituais.
Vai, me ajuda aí, velho amigo.
E quando vier dar alguma palestra aqui no Rio de Janeiro, como aquelas que você dava antigamente no bairro do Leblon, nas noites de sextas-feiras (bons tempos aqueles em que você morava aqui e podíamos conversar até tarde sobre os assuntos espirituais), por favor, me avise. Vou levar uns amigos que tem saídas do corpo e morrem de medo – e, quem sabe, convencê-lo a não se esquecer de sua terra e vir esclarecer a galera daqui também.
 
- Resposta:
Meu amigo, permita-me respondê-lo de uma forma diferente, paradoxalmente, com outras perguntas. No cerne delas está a essência das experiências fora do corpo, aqui consideradas como uma arte parapsíquica a ser desenvolvida com discernimento, alegria e criatividade – sempre de forma construtiva.
Afinal, de que adianta estudar esse tema, se não for para rir mais e ser feliz?
Então, para responder suas questões projetivas, envio-lhe outras questões...
Espero que isso o estimule a estudar com mais carinho e dedicação essa maravilhosa arte das saídas do corpo.
E, por favor, seja feliz.
(Quando for possível, darei uma passadinha aí para visitá-lo.)
 
                                   * * *
 
Quando você deita o seu corpo no leito e fecha os olhos, quais são as imagens que pululam em sua tela mental interna?
Você dorme pensando em que?
Você tem medo de seres extrafísicos?
Você costuma encher o seu quarto de Luz?
Você costuma agradecer ao Todo pelo dom da vida?
Você considera sua cama como um cantinho luminoso?
Você costuma se lembrar dos mentores espirituais na hora de dormir?
Você dorme pensando o que dos outros?
Você lê algum livro com conteúdo espiritual elevado na hora de deitar?
Você costuma ouvir boa música na cama?
Você tem o hábito de meditar antes de dormir?
Você costuma ler sobre as experiências fora do corpo?
Você sabe que conhecimento não é o mesmo que sabedoria?
Você se reconhece como um espírito temporariamente reencarnado?
Você vê o estudo das saídas do corpo só de forma teórica e técnica?
Você coloca Amor, Alma e Coragem em seus estudos espirituais?
Você honra a Luz em sua jornada e sente-se agradecido ao Alto?
Você têm a coragem de vencer a si mesmo(a)?
Você sabe que não sabe tudo?
Você se considera um cidadão do universo?
Você é capaz de rir de si mesmo(a)?
Você dorme pensando em Paz e Luz?***
 
- Wagner Borges – apenas seu amigo, não seu mestre.
São Paulo, 15 de dezembro de 2013.
 
- Notas:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.   
** Segue-se abaixo um pequena bibliografia sobre as experiências fora do corpo, para que você possa aprofundar suas pesquisas nesse tema:
- Viagem Espiritual - Vols. 1, 2 e 3 - Wagner Borges - Editora Universalista.
- Projeção Astral – O Despertar da Consciência – Liliane Moura Martins – Editora Vida e Consciência.
- Aventuras Além do Corpo - William Buhlman - Editora Ediouro.
- O Segredo da Alma – William Buhlman – Editora Pensamento.
- Viagem Extrafísica - Geraldo Medeiros Jr. - Editora Forever.
- Projeções da Consciência - Waldo Vieira; Editora IIPC.
- Projeciologia – Waldo Vieira – Editora IIPC.
- Viagens Fora do Corpo - Robert Allan Monroe - Editora Record.
- Além do Corpo - Marco Antonio Coutinho – Editora Mauad.
- Sana Khan - Um Mestre no Além - Luiz Roberto Mattos - Editora Bookemakers.
- Voltar do Amanhã - George G. Ritchie - Editora Nórdica.
- A Viagem de Uma Alma - Peter Richelieu - Editora Pensamento.
- A Projeção do Corpo Astral - Sylvan J. Mulddon e Hereward Carrington - Editora Pensamento.
- Para ver uma extensa bibliografia específica (nacional e internacional) sobre as experiências fora do corpo, favor acessar o site do IPPB, no seguinte endereço específico:  https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6637&Itemid=71  
Obs.: Deixo na sequência um lindo texto do Oliver Fox, que foi um pesquisador e praticante das experiências fora do corpo na primeira metade do século 20. Leia-o com atenção, pois, quem sabe, poderá inspirá-lo em seus estudos projetivos e conscienciais.
É um texto lúdico, que diz mais do que alguns livros extensos sobre o tema, pois porta uma sintonia espiritual elevada (e você poderá “pescar” algumas pérolas espirituiais que o autor deixou nas entrelinhas – e também em algumas expressões simbólicas inseridas no mesmo).
 
 
A CANÇÃO DE ADEUS DA ALMA
 
- Por Oliver Fox -
 
Quando as últimas notas da Sinfonia do Verão se insinuarem pelo jardim, eu me prepararei para uma viagem.  Fecharei o Livro das Horas e colocarei o meu lacre em cima com mão firme.
Nunca mais desta janela verei a casta donzela oriental chegando, corada pelo sono, ou a esquadra desfraldando o Velocino Dourado, navegando para Oeste.
Mas eu nunca os esquecerei; eles estão embalsamados no depósito da memória; seus presentes estão preservados no santuário do Espírito.
Não precisarei de nenhum ouro para a viagem, somente os tesouros do Amor, os primeiros frutos do Sacrifício. Se não os tiver, partirei de mãos vazias.
Nenhuma crença escrita em papel servirá como um passaporte: somente as Leis da Devoção – Pensamento Correto, Trabalho Correto – gravados pelo Escultor da Vida nos pergaminhos do Coração.
Eu deixarei aqueles que me amaram... Suas trêmulas palavras de adeus, guardarei com carinho no coração, para sempre.
Com minha mão sobre o trinco, sorrindo olharei para trás, e lhes darei minha benção.
A terra para onde viajarei não está distante... Embora eu me mude para um novo lar, ainda seremos vizinhos. A cerca que nos separa não é uma mata impenetrável; ela será trespassada pelas flechas do Amor desferidas por um desejo respeitoso.
Eles ouvirão minha voz confortando-os na noite de suas aflições. Minha mão apertará as deles no leme quando eles navegarem por mares perigosos.
E então, quando o Gongo da Noite tocar o amém para o Discurso do Tempo, eu abrirei a porta de par em par e irei para diante, dentro da Aurora, cantando.
Como estará cerrada e silenciosa a casa, depois da minha partida! Ninguém me verá ou ouvirá partir, salvo aqueles que têm visão.
Com sandálias aladas como o Pensamento eu viajarei pela estrada. Levantarei meus olhos para as montanhas coroadas de glória. E lá, no final da viagem, alguém mais bela do que uma rosa, mais terna do que uma mãe, mais compreensiva do que os sábios, estará me esperando.
Minha saudação, apenas estas palavras: “É você, Amor?” 
Em resposta, somente estas palavras: “Venha! Sou eu!”
Então, em silêncio, depois da busca, depois de arar, da semeadura, depois da vigília, dos lamentos, da esperança, para os campos da Colheita nós iremos de mãos dadas.
 
(Texto extraído do livro “Astral Projection - A Record of Out-of-the-Body Experiences” - The Citadel Press – New Jersey, U.S.A.)
 
- Nota de Wagner Borges: Alguns textos deste livro foram publicados esporadicamente como artigos soltos na década de 1920 (há alguns comentários sobre eles na excelente introdução de Hereward Carrington para o livro “A Projeção do Corpo Astral”, editado por ele e Sylvan J. Muldoon em 1929, nos E.U.A.). Posteriormente, já durante a década de 1930, Oliver Fox finalmente publicou-os em forma de livro completo na Inglaterra.
Trata-se de um clássico das saídas do corpo e dos sonhos lúcidos, além de mencionar bastante a glândula pineal (epífise).
Oliver Fox (pseudônimo do inglês Hugh Callaway, 1886-1949), Yram (pseudônimo do ocultista francês Marcel Louis Fohan, autor do excelente livro “Le Medecin de L´âme”) e Sylvan J. Muldoon (1903-1971) são os principais autores projetivos das décadas de 1920 e 1930, com obras lançadas em aberto sobre o tema, e muito contribuiram na divulgação do tema entre os leigos.
Esses três caras, aos quais cada um de nós, projetores e pesquisadores dos temas projetivos, devemos bastante pela abertura mencionada, são chamados por alguns pesquisadores de o “triunvirato” de projetores.
Um inglês, um americano e um francês tocaram bem a bola projetiva lá atrás.
Oxalá, possamos tocar bem a nossa bola projetiva também nos dias de hoje, sempre estudando com modéstia e vontade de crescer, e nunca com a presunção de que sabemos muito sobre essa bela arte das experiências fora do corpo.
Não somos mestres projetores. Somos apenas projetores.
E, antes de tudo, somos consciências espirituais estagiando em corpos densos necessários ao nosso aprendizado e evolução.
Logo, dentro ou fora do corpo, que possamos aproveitar todas as oportunidades de crescimento que se nos apresentam na existência cotidiana.
Dentro ou fora do corpo, sejamos felizes!
Em tempo: agradecimentos especiais ao Ricardo Schimidt, nosso amigo, que gentilmente aceitou o meu pedido de traduzir o livro do inglês para o português, e assim nos permitiu o acesso a esse material em nosso idioma.
 
Paz e Luz.
 
Obs.: O livro “Le Medecin de L’âme” (“O Médico da Alma”), do projetor francês  Yram, saiu nos E.U.A com o título de “Pratical Astral Projection” - Ed. Samuel Weiser – Esse ótimo livro de relatos projetivos também tem uma tradução para o Castelhano, editada na Argentina na década de 1980: “El Medico Del Alma” - Ed. Kier - Buenos Aires.

Texto <1312><05/02/2014>

1311 - HOMEM, A CENTELHA VITAL DO TODO - II

Em cima ou embaixo, a canção das esferas espirituais é sempre a mesma.
Ela fala dos Magnos Valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade e conclama aos homens de boa vontade à consecução do Bem sem olhar a quem.
Não pode ser captada pelos sentidos do corpo e nem compreendida por mentes tacanhas e sem lucidez.
É canção que permeia as estrelas e tem sua origem no plano da consciência pura.
Só os corações apaixonados pela Luz conseguem ouvi-la, em Espírito e Verdade.
É canção de Amor incondicional!
Está no ar, mas não toca em nenhuma rádio do mundo, no entanto, está no topo da parada do mundo espiritual.
É canção de vida universal e fala da imortalidade da consciência.
Os rishis* da velha Índia escutavam-na no silêncio, nas asas da meditação.
Os hierofantes** do antigo Egito e da Grécia ensinavam aos seus pupilos a escutá-la por entre as batidas do coração.
Os mestres taoístas da China imemorial escutavam-na na mescla natural das polaridades do Chi***.
Jesus a escutava no som do vento da vida, que vem do Supremo Amor e sopra por onde quer...
Krishna surfava nela junto com os devas****, enquanto enchia o mundo de Luz.
Sidarta Gautama caminhava escutando-a em cada passo e, por isso, dizia que toda trilha estava permeada pela Terra Pura dos Budas.
Ah, em cima ou embaixo, a canção espiritual é sempre a mesma.
E quem ama sabe disso e diz:
“A canção do Todo está em tudo!”
 
P.S.: A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB, no seguinte endereço específico:
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 08 de janeiro de 2014.
 
- Notas:
* Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
** Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava os neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.
*** Chi - do chinês - força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
**** Devas – do sânscrito – divindades; seres celestes; seres de luz.
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no meu som o CD “Holy Water”, da banda inglesa de rock Bad Company. E eu gosto muito de duas músicas desse disco: "If You Needed Somebody" e "Holy Water". Então, deixo na sequência dois links do Youtube para quem quiser ouvi-las.
Bad Company:
- "If You Needed Somebody" -
- "Holy Water" -

Texto <1311><31/01/2014>

1311 - INICIAÇÃO REAL

Há muitas moradas no espaço do coração.
Uma delas é o palácio espiritual, onde estão as joias da paz.
Dentro desse palácio, existem muitas salas de iniciação, porém, normalmente, essas salas estão vazias.
Poucos homens adentram esse recinto espiritual em busca da iniciação real.
A maioria é barrada na entrada desse palácio que reside dentro do coração, porque deseja receber a iniciação espiritual portando velhos dramas e ainda carregando antigas mágoas.
Eles chegam aos portões do coração espiritual e querem arrombar a porta com sua arrogância. Entretanto, existem guardas que não permitem a entrada de “brutamontes” que carregam em seu seio o orgulho, a ganância e o ódio.
Esses guardiões, postados na entrada dos salões de iniciação, conseguem observar na aura* os valores necessários e só deixam passar aqueles com real intenção de crescimento e progresso, que querem servir ao grande plano de regeneração da humanidade.
A maioria das pessoas que aporta a esse palácio e a essas salas espera ganhar alguma coisa na iniciação, quando, na verdade, elas precisam mesmo é perder.
Iniciar-se é perder! É perder a arrogância e o próprio ego...
Ninguém ganha nada ao iniciar-se em um caminho espiritual, só perde.
Perde as tolices, perde o eu. E, ao perder a imaturidade, a própria pessoa nota um vasto potencial dentro de si mesma.
As luzes do Bem começam a surgir e ela, então, nota um tesouro espiritual resplandecente brilhando em todas as partes: dentro de si mesma e em todos os seres.
Então, esta pessoa, iniciada pelos hierofantes** do silêncio, só deseja servir, não deseja mais o poder. Ela já não se prende a nenhuma linha em particular. E nela surge o brilho daquelas joias da paz dentro de seu coração.
Aos salões da espiritualidade, só têm acesso aqueles de alma aberta e que trabalham generosamente a favor do progresso de todos os seres, indistintamente, progresso real de todos.
Ser iniciado é ser um serviçal do “Amor Maior Que Governa a Existência”, e que dá vida a todos.
Não significa erguer a cabeça com arrogância, mas, simplesmente, erguer os olhos em direção às muitas moradas do Pai Celestial, além da Terra.
Significa agradecer as possibilidades de crescimento e de trabalho digno - e a oportunidade de prosseguir.
Ser iniciado significa manifestar, cada vez mais, intenso brilho no olhar (que vence toda treva, sem agredi-la).
O iniciado perde muito, pois no caminho da iniciação real ele deixa as quimeras, as ilusões e desprende-se da ganância.
O iniciado não é mais a mesma pessoa, pois morreu o homem velho, sequioso do poder; renasceu um ser dourado que se alegra ao participar de alguma atividade produtiva e generosa a favor da humanidade.
Que todos aqueles que trilham os caminhos da Espiritualidade busquem sinceramente as salas espirituais do palácio que existe dentro do próprio coração. E que cheguem até essas salas portando a humildade real e o imenso desejo de servir ao grande plano de progresso.
Não há diploma nas salas espirituais, não há grau, promessa ou ritual. O que existe é o Amor aplicado, o silêncio e a inspiração profunda, em que o aspirante à iniciação percebe, sem que ninguém lhe diga, aquela Luz Magnânima, que a tudo compreende.
Nas salas da iniciação não há palavras, só Amor, Inspiração e Silêncio.
 
Paz e Luz.
 
- Os Iniciados*** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges).
 
- Notas:
* Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
** Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava os neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.
*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Obs.: Este texto dos Iniciados lembrou-me a bela música “Libertas”, do conjunto mineiro de rock progressivo “Sagrado Coração da Terra” (liderado pelo grande Marcus Viana, um dos maiores músicos do país). Essa canção é do CD “Grande Espírito”, lançado no ano de 1994. Então, para apreciação dos leitores, deixo sua letra na sequência (e, ao final da mesma, o link específico do site do Youtube para quem quiser ouvi-la).
 
 
LIBERTAS
- Por Marcus Viana -
 
Como é difícil cantar o sublime
Num país de miséria e prosperidade
Se em nossas ruas crianças são bichos
Como falar da mãe liberdade
Quantas vezes mais teremos que morrer pela utopia
mártires do grande sonho humano:
A comunhão, a tribo, o amor, o pão, a liberdade
Me diz quem é livre e senhor de si mesmo
Quem não é escravo de suas paixões
Quem domina sua mente e seus medos
No voragem de fogo dos corações
Na febre das grandes cidades
Quem não sofre o jugo e arrasta grilhões
Com o peso da dor da humanidade
Quem não chora perdido na noite?
Alguém nos falou da liberdade: Olhai os lírios do campo
e as aves do céu; não semeiam, nem fiam: escutai o seu canto
No coração da Amazônia, nas cavernas do Himalaia
O curumim e o sábio sabem andar no fio da navalha
Liberdade - Só esses podem chamar teu nome
Abre as asas sobre nós e mata nossa fome
Como pode o teu mundo nascer
Se o velho homem em nós não morrer?
Sê nossa mãe e nossa luz
Nosso farol, liberdade ainda que tarde
A rosa estrela me diz:
Já vejo a glória da manhã
As águas douradas de aquário vertidas em nós
LIBERTAS QUAE SERA TAMEM.

Texto <1311><31/01/2014>