1270 - PROCURA NO CORAÇÃO

- Por Delfos* -
 
És um viajor do Infinito, a evolução não é uma chegada e sim uma jornada.
Iniciou-se um dia e não sabes quando chegará seu fim, nem pode sabê-lo, porque seu fim jamais chegará.
Quando aportaste ao reino dos homens, trouxeste contigo todas as indumentárias que adquiriste nos outros reinos.
Algumas delas, porém, já não te são necessárias e te apegas a elas como se elas te garantissem a própria vida, e te fixas nelas como se nada mais houvesse além de teus limites.
Procura detectá-las, vai aos porões de ti mesmo, busca essas ervas daninhas e faz delas algo de proveitoso; o veneno que traz a morte, em doses adequadas, pode promover a vida.
Não és produto do passado nem um bandeirante do futuro, mas um filho do Eterno.
Fixa-te no Eterno e compreenderás a tua própria natureza íntima; fixa-te no Eterno e inúmeros mistérios dissipar-se-ão diante de ti - e dentro de ti.
 
 (Recebido espiritualmente por Milleco** - Extraído do livro “Meu Além de Dentro e de Fora”.)
 
- Notas:
* Delfos - pseudônimo extrafísico de um grande pensador e filósofo brasileiro.
** Milleco - médium carioca que recebeu espiritualmente dois livros de Delfos.
Detalhe: Milleco é deficiente visual.

Texto <1270><10/07/2013>
 

1269 - O IOGA DO RISO E O SAMADHI DO ROQUE

(Resposta de um espírito à seguinte pergunta: “Quem abandona o caminho espiritual fica mal no Astral?”)
 
Não liga para isso, não.
Cada um é de um jeito e segue por onde quiser...
O importante é você estar bem consigo mesmo e fazer o Bem.
Se você se sente bem em sua jornada, ótimo. Ajude o mundo com isso...
Significa que você está fazendo corretamente o seu trabalho.
Se alguém se desviou do que precisava fazer, isso não é problema seu.
E mesmo se alguém se enrolou na parada, fique na sua e não se meta.
“A cada um segundo suas obras”, não é mesmo? Isso é simples causa e efeito.
É carma*, como se diz espiritualmente. Por isso, Jesus alertava a respeito.
Resumindo: faça sua parte direito! E não perca tempo julgando a tarefa alheia.
 
                                   * * *
 
Ria mais. Encante-se com a vida. Aprecie a companhia dos amigos verdadeiros.
Se for noite, admire o céu estrelado. Se for dia, apaixone-se pela luz.
Se chover, saia dançando... Mas não se meta a cantar, pois sua voz é horrorosa.
Eu ri muito aí na Terra. E, depois, vim rir no Astral. É o que sei fazer melhor.
Como se diz, “O que está em cima é como o que está embaixo” e vice-versa...
Eu ri muito aí embaixo... E, agora, rio muito aqui em cima. Esse é o meu darma**.
Se quiser, imagine que eu sou o Buda da risada (e eu flutuo rindo mesmo).
Ou, então, apenas pense que eu sou um espírito contente e consciente.
 
                                   * * *
 
Você fez uma pergunta e eu me meti na resposta – rindo, é claro.
Como se diz por aí, “atravessei na frente” e resolvi a parada.
E, no seu lugar, eu me perguntaria, por que isso aconteceu?
Talvez, porque seja melhor você prestar atenção na sua vida!
Ou, quem sabe, você mesmo esteja indo para o “lado escuro” ao julgar os outros.
Então, não se faça de rogado... Comece a rir agora mesmo – e faça o Bem.
 
                                   * * *
 
Adaptando o ensinamento de Jesus, eu digo: “A cada um segundo suas risadas!”
Ou seja, eu pratico o Ioga do riso e o samadhi***acontece na minha cara!
Daí, eu ensino as estrelas a rir e me torno mestre de mim mesmo.
Solto-me no espaço, rindo... E descubro Deus rindo comigo.
E Ele me diz, “Belo ensinamento, a cada um segundo suas risadas!”
Por isso, eu lhe digo, meu rapaz: “Alcance o samadhi rindo e seja feliz.”
 
                                   * * *
           
Aquele que julga o erro dos outros, está cometendo o seu próprio erro.
E quem presta atenção nas trevas alheias, perde a própria luz, por sintonia escura.
Quem se liga no que é ruim, chafurda junto. E quem se acha bom demais, se ferra!
O que cada um joga no mundo, o carma devolve igual. É um bate e volta danado...
Então, fique atento ao que pensa e faz... E jamais prejudique ninguém.
Como se diz, “Quem têm boca vai a Roma!” – Mas, quem ri, viaja melhor até lá.
           
                                   * * *
 
Sugestão para o seu desenvolvimento espiritual: leia essas linhas novamente.
Interligue as palavras chave do texto: Riso. Buda. Jesus. Carma. Samadhi...
Compreendeu a lição? Se tocou?... Então, ria e saia dançando com as estrelas.
(Como se diz, “Semelhante atrai o semelhante”. Ou seja, se você rir, certamente nos encontraremos. E Deus estará rindo junto conosco.)
 
P.S.:
Como se diz por aí, Namastê!****.
Ou seja, a risada que está em meu coração,
Saúda a risada que está no seu coração, pois ela é a mesma.
           
Um forte abraço e um lindo axé aqui do Astral.
 
- Roque –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 27 de junho de 2013.)
           
- Nota de Wagner Borges:
O Roque é meu amigo e desencarnou há anos. Inclusive, trabalhamos junto em um grupo espiritualista. É um sujeito raro e está sempre rindo, como sempre fez quando vivia aqui na Terra. Depois de tanto tempo dele ter se mandado para o “lado de lá”, finalmente o meu amigo está aparecendo para mim.
E quando um outro amigo (também espiritualista) me mandou um e-mail com uma pergunta específica, o Roque apareceu aqui em casa e me disse: “Deixe-me responder essa! Garanto que será bom até mesmo para outras pessoas que lerem a resposta. E é uma chance de voltarmos a trabalhar juntos. Amigos servem para isso: escrever e rir juntos.”
O resultado disso são esses escritos, que portam o discernimento e a alegria do meu amigo. E como ele está bem! Que legal reencontrá-lo na senda espiritual, firme e ativo no que sempre gostou, depois de tantos anos.
Certas coisas não têm preço. Uma delas é ver a risada do Roque, bem vivo além da morte, e saber que o meu amigo continua feliz.
(Cemitério e saudade, que nada! Sou mais a risada do Roque, lá em cima, dançando com as estrelas, algures...)
 
Paz e Luz.
           
- Notas do Texto:
* Carma - do sânscrito, Karma - ação; causa – é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo, obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes. A isso os antigos hindus chamaram de carma.
** Darma – do sânscrito, Dharma – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
*** Samadhi – do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
**** Namastê - é um cumprimento ou saudação utilizada geralmente no Sul da Ásia. Utiliza-se na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação e faz-se um gesto com as mãos dobradas, sem ser necessário falar algo.
Namastê é o cumprimento em sânscrito que literalmente significa "curvo-me perante a ti", e é a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro. O gesto expressa um grande sentimento de respeito, invoca a percepção de que todos indivíduos compartilham da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo, portanto o termo e a ação possuem uma força pacificadora muito intensa.
Namastê também é muito utilizado no Ioga, e é algo que se diz ao instrutor, para demonstrar que o praticante é um criado, e o gesto significa "curvo-me perante ti"; e o próprio termo significa “fazer uma saudação”.
Como saudação, namastê pode ser dito com as mãos juntas em frente ao tórax e com uma ligeira curvatura, para indicar profundo respeito; pode-se colocar as mãos em frente a testa, e no caso de reverência a um deus ou santidade, coloca-se a mão completamente acima da cabeça.

Texto <1269><05/07/2013>

1269 - MÚSICA DA ALMA – II

Existe um equilíbrio maravilhoso na Natureza, onde o Yin e o Yang se mesclam na dança do Chi*.
Muitas vezes, os músicos inspirados captam, sem perceber bem, essa dança do Chi e projetam-na na música terapêutica.
A música pode curar, pode fluir em você e operar disposições em sua consciência.
Veja como as notas musicais levam o Chi até você...
Feche os olhos e respire o som, mergulhe na viagem sonora de sentir o Chi viajando pelo seu Ser. Note como seu estado de espírito muda para melhor, sinta sua aura** se renovando e a “sujeira consciencial” se esvaindo de sua mente.
A Música-Chi é rica e o Tao*** abençoa quem a reverencia como manifestação do equilíbrio da Natureza no seu próprio Ser.
Quem equilibra o Chi em si mesmo, eleva a virtude e amplia a consciência.
Os amigos do Tao-Chi aconselham: “Sejam suaves, alegres e amigos de todos.
Viajem bem pela existência humana, equilibrados naTerra, mas sabendo que seu espírito pertence aos planos celestiais.
 
- Tao-Chi**** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. 3” – Editora Universalista – 1998.)
 
- Notas:
*Chi - do chinês - força vital, energia.
Obs.: Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
** Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
***Tao - do chinês - O Caminho; a Essência de tudo; O Todo.
Na verdade, o Tao não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:
“Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.
Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.
Está em toda parte e nunca se esgota.
Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.
Não conhecendo seu nome, chamo-o Tao.
Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente.”
- Lao Tzé - in “Tao Te Ching” – China; Século VI a.C.
****Tao-Chi: Equipe extrafísica de amparadores ligados à atmosfera espiritual do Taoísmo. Originalmente eram duas equipes: a equipe Tao e a equipe Chi. Posteriormente, as duas equipes se fundiram numa só: Tao-Chi.
Esse grupo me passa ensinamentos oriundos do Taoísmo adaptados à realidade ocidental e aos estudos espirituais modernos, notadamente sobre as projeções da consciência – experiências fora do corpo - e os estudos de Bioenergia.
São exímios manipuladores de energia e ajudam a muitos projetores extrafísicos.

Texto <1269><05/07/2013>

1268 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LX*

(A Maravilha do Tao da Música no Coração do Homem)
 
O Divino também se expressa pela música...
Quem escuta com o coração, sabe.
Sente algo mais... Um Amor. Uma Luz.
Isso é uma maravilha: sentir o Eterno em si mesmo.
Como pode o homem desconsiderar isto?
 
Ah, o poder de cura da música, que alegra o viver...
Que nos faz pensar no infinito e nas estrelas.
Que faz o nosso coração fremir nas ondas de um Grande Amor.
Que faz o nosso corpo espiritual ficar mais luminoso.
Que faz sentirmos as vibrações do Chi...
 
Sim, a música nos faz viajar além da linha do horizonte...
Algures, na imensidão da vida, na Casa do Supremo.
E, maravilha das maravilhas, tudo isso dentro de nós.
Ah, o sábio Lao-Tzé estava certo: há uma joia em cada coração.
E a Eterna Urdidura do Princípio Vital só se revela ali.
 
E como pode isso ser mistério para o homem da Terra?
O Amor Que Gera a Vida criando a música das esferas sutis...
E as estrelas dançando com o Chi** na nossa frente.
Ah, que coisa linda! Quando sentimos o Tao na música...
E só agradecer o dom da vida e a chance de apenas SER.
 
No alto da montanha Kum Lun, os mestres taoístas se maravilham...
Porque eles também vêem as estrelas dançando com o Chi.
Eles vêem a vida acontecendo em todos os planos – e o Tao***em tudo.
Eles escutam aquela música... E ensinam que é preciso rir mais.
Sim, rir mais, principalmente do ridículo de nós mesmos.
 
E, talvez, por isso, o sábio Chuang-Tzú falasse da alegria dos peixes****.
Quem sabe, para alertar a todos de que é preciso rir mais.
Pois, quando a gente ri, o Chi circula melhor e a vida flui com gosto...
Então, nosso coração escuta aquela música e sente o Eterno.
Ah, quando a música fala ao nosso coração, não há mais nada a dizer.
 
P.S.:
O sábio taoísta Lie-Tao ensinou o seguinte:
“Ter não é o mesmo que SER.
SER é muito mais...
É saber sentir a música com o coração.
É ver estrelas dançando na frente.
É dançar junto com o Chi.
É rir de si mesmo.
É agradecer ao Tao...
Pela música; pelo riso; pela vida.
É perceber algo a mais...
Um Amor. Uma Luz.
Maravilha das maravilhas, é apenas SER.
E quem sabe isso, valoriza a lição.
E vê o brilho da joia em seu coração.
E se maravilha mais ainda...
SER... Um Amor. Uma Luz.”
 
(Dedicado aos mestres taoístas Lao-Tzé, Chuang-Tzú e Lie-Tao - e aos meus amigos do grupo extrafísico do Tao-Chi.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 12 de junho de 2013.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** - Chi - do chinês - força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
*** Tao - do chinês - O Caminho; a Essência de tudo; O Todo.
Na verdade, o Tao não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:
"Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.
Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.
Está em toda parte e nunca se esgota.
Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.
Não conhecendo seu nome, chamo-o Tao.
Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente."
- Lao Tzé - in "Tao Te Ching" – China; Século VI a.C.
**** Ver o texto “A Alegria dos Peixes” – do mestre taoísta Chuang-Tzú -, no seguinte endereço específico do site do IPPB:
Obs.:Enquanto eu digitava essas linhas, lembrei-me de um texto do grupo extrafísico do Tao-Chi, que apresenta grandes correspondências com esses escritos de hoje. Então posto o mesmo na sequência.
 
 
VOANDO ESPIRITUALMENTE NAS ONDAS DA SERENIDADE...
(O Chamado dos Sábios Espirituais da Morada do Dragão)
 
Amigo, é hora de voar espiritualmente.
Lá da Montanha sagrada de Kun Lun, lar dos sábios taoístas, ecoa um chamado secreto... O seu eco sutil atravessa as distâncias e evoca o Chi que cura o espírito.
Escute o seu coração, pois ele ouviu o eco além dos ruídos do mundo.
Alguém disse: “Lá da Morada do Dragão, os mestres chamam os viajantes extrafísicos. É hora do encontro, além do corpo, em meio às estrelas, filhas do Tao.”
No silêncio da noite, curve sua cabeça e agradeça a quem lhe concedeu a dança da vida nas ondas do Chi. Aquele Poder, que não pode ser definido pelo homem: o Tao!
Pense no sorriso sereno dos sábios e apenas solte-se na noite, deslizando...
Medite no olhar lúcido e brilhante dos amigos espirituais... E encontre-os!
Enquanto o seu corpo adormece, você atende ao chamado da Morada do Dragão.
Como a música que se propaga pelo ar, você segue os ventos do espírito...
Como os sábios ensinam, monte no dragão de Chi e voe livremente.
Com modéstia, aprenda os ensinamentos daqueles que são serenos e livres.
Pondere sobre o Amor incondicional que eles emanam naturalmente.
E observe a alegria deles, despojados das peias do egoísmo e da arrogância.
Eles riem com o olhar e conhecem profundamente cada viajante espiritual.
Pelos nove mundos siderais, eles viajam ensinando as artes da serenidade.
E são eles que agora chamam, lá das montanhas sagradas de Kun Lun.
É hora de voar, para aprender e trabalhar, em espírito, nas ondas do Chi...
Na Morada do Dragão, todos sabem quem é o Real Poder do Universo: o Tao!
 
P.S.:
Amigo, seja como a música: apenas solte-se pelo ar, serenamente...
No silêncio da noite, aprenda com os sábios as artes da Paz.
E não se esqueça de agradecer a quem lhe concedeu a graça de dançar no Chi.
Os sábios ensinam: “Nos nove mundos siderais, sábio é o Tao, UM de todos.”
 
- Tao-Chi*
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 27 de junho de 2006).
 
- Notas:
* Tao-Chi: Equipe extrafísica de amparadores ligados à atmosfera espiritual do Taoísmo. Originalmente eram duas equipes: a equipe Tao e a equipe Chi. Posteriormente, as duas equipes se fundiram numa só: Tao-Chi.
Esse grupo me passa ensinamentos oriundos do Taoísmo adaptados à realidade ocidental e aos estudos espirituais modernos, notadamente sobre as projeções da consciência – experiências fora do corpo - e os estudos de Bioenergia.
São exímios manipuladores de energia e ajudam a muitos projetores extrafísicos.
Obs.:Enquanto eu passava essas linhas a limpo, pensei em enriquecê-las com algum texto taoísta. Daí fui até o site da Sociedade Taoísta do Brasil e encontrei um ótimo texto do sacerdote taoísta Vitor Nascimento, onde ele fala sobre os aspectos espirituais da Montanha Sagrada de Kun Lun no contexto chinês. Reproduzo o mesmo na sequência.
 
 
RETORNAR AO KUN LUN
 
“Subir a Montanha Sagrada Kun Lun, na China, significa elevar-se espiritualmente.”
 
- Por Vitor Nascimento -
 
Desde os tempos imemoriais, muitas sociedades tradicionais consideravam que a existência humana só era possível graças a uma comunicação permanente com o mundo celestial.
Esta comunicação era garantida pela existência de aberturas (no alto e embaixo), através das quais colunas ou pilares cósmicos sustentavam e ao mesmo tempo faziam a ligação entre o “nosso” mundo, o que estava acima e o que estava abaixo dele.
Aquelas sociedades consideravam que este eixo (axis mundi) que liga e sustenta o Céu e a Terra possuía uma característica importante: ele se situava no centro do mundo.
Mas esse mundo, sagrado por excelência, não era uma mera fantasia, pois para aquelas sociedades, era o sagrado que propiciava o verdadeiro sentido da realidade, isto é, viver o mais próximo possível dos locais das manifestações dos mestres ou divindades, repetir seus gestos, suas palavras, praticar seus ensinamentos; tudo isso fazia com que aquelas pessoas pudessem viver em uma atmosfera impregnada de realidade. Portanto, a manutenção daquela ligação era imprescindível para a existência dos “dez mil seres” (tudo que existe).
Existem algumas imagens que exprimem a ligação com o mundo celestial além da coluna (ou pilar). Entre elas estão a escada, a árvore (ou tronco) e a montanha.
Muitas culturas falam de Montanhas Sagradas que se situam no “centro do mundo”, como o Meru na Índia, o Harabereizati no Irã, o Gerizim na Palestina, o Kun Lun na China, entre tantas outras.
Da mesma forma, muito templos se espelham no simbolismo da Montanha Sagrada, e assim possuem em seus nomes termos que se referem àquela imagem: Templo da Montanha, do Monte ou da Nuvem (que encobre as montanhas), como é o caso do Monastério da Nuvem Branca em Beijing.
Subir a montanha Sagrada significa elevar-se espiritualmente, ao mesmo tempo em que representa também uma viagem ao centro (do mundo). E, se entendermos o centro como origem, então a busca pela Montanha Sagrada significa também o Caminho do Retorno, o retorno à origem, ao Tao.
 
 
O MONTE KUN LUN
 
Kun Lun é uma das Montanhas Sagradas mais importantes da China.
Não se sabe o sentido do termo Kun Lun, que a julgar pelo ideograma é anterior à escrita chinesa. Existe o Kun Lun no nível físico: trata-se de uma cadeia de montanhas na região leste da China e que faz parte do conjunto montanhoso dos Himalaias.
O nome da montanha “física” foi dado em homenagem à Montanha Sagrada. Em relação a esta última, conta a tradição taoísta que, quando as cinco forças criativas do universo revelaram seus conhecimentos, criaram assim a ordem no Universo, e nesse momento ergueu-se de um imenso oceano o Monte Kun Lun, que foi assim descrito:
“Era uma ilha gigantesca e íngreme, cercada por fortíssimas ondas de nove quebras; sustentava um grande tronco no alto do qual havia um continente...”
O Monte Kun Lun inteiro é chamado de “Cidade Inferior do Rei de Jade”, pois representa o mundo material que é governado por ele. O Rei de Jade simboliza a consciência universal.
Ainda segundo a tradição, o Kun Lun é a morada de todos os deuses: “Todos os homens sagrados, imortais do mundo sob o Céu, têm seu governo no alto do Monte Kun Lun, no continente da coluna.”
Dizem que esta coluna seria feita de bronze polido, com um diâmetro de cerca de três mil léguas e sua altura chegaria aos céus. O Monte Kun Lun Sagrado é entendido como sendo uma escada que conduz ao Céu, já que se trata de uma montanha feita de infinitas dimensões. Existe um Monte Kun Lun acima do outro: quando se consegue entrar no primeiro nível da montanha ainda tem o segundo, terceiro, quarto níveis, e assim sucessivamente... Seguindo o caminho do Monte Kun Lun chega-se à mais alta hierarquia espiritual.
Por isso o Kun Lun é considerado pelo taoísmo como o símbolo da Montanha Sagrada que conduz o praticante à realização da grande obra espiritual.
Antigamente havia uma fotografia em nosso templo, na Sociedade Taoísta do Brasil, do Mestre Liu da Ordem da Espada, da Escola da Tradição dos Imortais Kun Lun (Escola Kun Lun). Mestre Liu queria subir o Monte Kun Lun Sagrado, e para isso buscou uma entrada a partir da montanha “física”. Ele foi para lá e em estado de meditação profunda fez três tentativas para entrar. Na primeira e na segunda não obteve sucesso, mas na terceira conseguiu.
Ao entrar, viu-se em uma grande montanha, com uma grande floresta, diferente do lugar em que estava. Lá encontrou seus mestres e o Patriarca de sua Escola lhe esperando. De lá, ele e um dos mestres começaram a subida da montanha, que era muito alta, e assim levaram dias, semanas para subir.
Durante o caminho, o mestre ia explicando a seu discípulo o que era, e o que significava cada lugar, cada planta, animal, rocha, riacho e fonte que encontravam. Havia árvores, animais e toda uma natureza desconhecida da humanidade.
Em um dado momento, chegaram a um lugar em que havia uma árvore frondosa, gigantesca, e sob ela, já envolvido pelo cipó, um velhinho sentado em estado meditativo. Sua barba e cabelos longos cobriam o chão. Nesse momento o mestre de Liu disse-lhe: “Não fique aí parado, feche os olhos, ajoelhe-se e reverencie”.
O mestre depois explicou: “aquele em meditação é o nosso patriarca, o primeiro corpo do nosso patriarca, ou seja, ele saiu do mundo físico e entrou no mundo do Kun Lun espiritual. De lá, meditou de novo, transcendeu de novo, criou outro corpo e foi para o outro Monte Kun Lun, deixando o corpo parado lá, em meditação, há centenas de milhares de anos. Ele não está mais naquele corpo, está em outro nível do Kun Lun, mas tem que reverenciar, pois é o primeiro corpo ascencionado do patriarca da Linhagem Kun Lun.”
Portanto, o Patriraca já havia seguido para o segundo ou terceiro nível do Kun Lun, e o Mestre Liu estava ligado ao primeiro nível.
Conta-se que aos 95 anos de idade, Mestre Liu reuniu algumas pessoas entre discípulos e iniciados e falou: “Vou retornar ao Kun Lun”. Então ele se sentou e simplesmente “desligou-se” - o espírito dele foi pelo menos para o primeiro nível e lá deve estar continuando o seu trabalho espiritual para poder ascender aos outros níveis.
A Tradição Taoísta propicia ao praticante caminhos para a realização espiritual e o Kun Lun representa o estágio mais elevado dessa realização. Sua grande altura, forma íngreme e as fortes ondas, indicam que o acesso não é fácil, mas que, com trabalho, torna-se uma condição possível e segura de se atingir, porém, é preciso “dar a partida” com simplicidade, afetividade e humildade. Se o Caminho começa debaixo dos pés, como diz Lao-Tsé, então vamos começar, ou melhor, vamos “Retornar ao Kun Lun”.
 
(Texto extraído do Jornal Tao do Taoísmo - Número 14 – disponível para leitura no site da Sociedade Taoísta do Brasil, no seguinte endereço específico: http://sociedadetaoista.com.br/blog/sociedade-taoista/jornal-tao-do-taoismo/retornar-ao-kun-lun/)
 
- Nota de Wagner Borges:
Vitor Nascimento, autor desse artigo, é professor e sacerdote Taoísta, além de Geólogo e Geógrafo.
O site da Sociedade Taoísta do Brasil apresenta diversos textos oriundos dos ensinamentos ancestrais dos sábios chineses – www.taosimo.org.br  

Texto <1268><03/07/2013>

1267 - TOQUES ETÉREOS NO CORAÇÃO – III*

Aquilo que dá no coração...
Não é coisa comum.
É algo que desce no Céu, dentro da gente.
 
Aquilo que dá no coração...
Não tem tempo ou idade.
É coisa especial!
 
Aquilo que dá no coração...
Não é branco, negro, amarelo ou vermelho.
Na verdade, têm a cor da Luz.
 
Aquilo que dá no coração...
Ninguém entende...
Porque não se explica, só se sente.
 
Aquilo que dá no coração...
Tem a capacidade de dissolver as trevas da solidão...
Porque é grande o poder de cura do Amor.
 
Aquilo que dá no coração...
Acende os chacras**, de formas admiráveis...
Porque o Amor chama a Luz.
 
Aquilo que dá no coração...
Só o Papai do Céu sabe...
Porque Ele sabe o que cada um é!
 
Aquilo que dá no coração...
Transcende o tempo e o espaço...
E faz os olhos ganharem o brilho do amanhecer.
 
Aquilo que dá no coração...
É alegria que honra a Vida.
E quem ama, sabe e compreende.
 
P.S.:
Aquilo que dá no coração...
E que faz o Ser viajar nas ondas de um Grande Amor...
Ah, só o Papai do Céu sabe!...
 
(Esse texto foi escrito dentro dos estúdios da Rádio Mundial de São Paulo - 95.7 FM - um pouco antes do início do programa Viagem Espiritual (apresentado todos os domingos, das 12h30min às 13h), e, em seguida, lido para os ouvintes.
 
Paz e Luz. 
           
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 28 de dezembro de 2012.
 
- Notas:
* As duas partes anteriores desse texto podem ser acessadas no site do IPPB, nos seguintes endereços específicos:
** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. 

Texto <1267><28/06/2013>