1244 - VIAJANDO ESPIRITUALMENTE NO COLO DE KRISHNA... - II

Oh, Krishna, Senhor dos Olhos de Lótus!
Quando escuto o Teu Canto, tudo muda dentro de mim.
Quando o som de Tua Flauta percorre os meus nádis (1), minha coluna se enche de Luz dourada.
Quando vejo o Teu Olhar por entre os planos, os meus chacras (2) se tornam sóis de bem-aventurança.
Quando o Teu Coração toca o meu coração, me derreto de Amor...
Quando viajo espiritualmente nas ondas do Samadhi (3), deslizo pelos Teus Cabelos cheios de estrelas.
Quando Tu chegas de mansinho em meu lar, o meu mundo interno estremece diante de Tua Luz Serena e Amiga.
Quando vejo o sofrimento dos homens, penso em Ti.
Quando vejo o sofrimento dos espíritos perdidos na noite dos tempos, também penso em Ti.
Quando o mal se aproxima, penso no Teu Sorriso.
Quando amo, lembro-me do Teu Afeto pelas Gopis (4).
Quando o cansaço físico chega, durmo pensando em Ti.
Quando saio do meu corpo denso (5), é em Teu Nome que viajo espiritualmente pelos diversos planos e pratico a assistência extrafísica.
Quando os Seres de Luz me orientam a jornada, eles também falam de Ti, com admiração, em Espírito e Verdade.
Quando respiro, faço o que tu me ensinaste: honro o Amor Divino no Prana (6) – e abraço a Vida em mim.
Quando brinco com o Rama (7), penso em Ti brincando junto.
Quando abraço meus amigos, lembro-me do Teu Abraço Sutil.
Quando projeto energias salutares a favor de alguém, penso nas Tuas Mãos interpenetrando minhas mãos, nas luzes da cura.
Quando alguém me diz que meus olhos estão brilhando muito, eu dou uma sonora risada, pois sei que, na verdade, é o brilho do Teu Olhar que está transbordando pelo meu olhar.
Quando vejo o cadáver de uma criança ou de um ancião, faço o que Tu me orientaste: penso em Ti abraçando os espíritos que partiram de volta para a Casa das Estrelas...
E quando escrevo algo nas ondas da inspiração espiritual, sinto que Tu enches de bênçãos os escritos... Então, sei que um Grande Amor viaja junto até outros corações, em Espírito e Verdade.
Ah, Krishna, que saudades, Meu Grande Amigo!
 
Om Namo Bhagavate Vasudevaya (8).
 
P.S.:
Quando “eu era meu”, a escuridão me abraçou.
Então, tu vieste nas ondas do Amor...
E raiou a aurora do Samadhi no céu do meu coração.
Então, tudo mudou.
E, agora, eu não sou mais meu.
Sou Teu, Govinda (9).
Todo Teu, em Espírito e Verdade.
E é só o Amor que nos leva...
 
(Dedicado aos meus amigos Thanya Lima, Antonio Decesaro e Viviane Mozzato,do Espaço Semeando Luz, de Caxias do Sul, na linda serra gaúcha).
 
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista consciente e contente, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, “51 anos de encadernação”, nem oriental ou ocidental, pois sabe que é um cidadão do universo temporariamente hospedado no plano físico, para aprender, viver, amar, rir, e seguir...
Caxias do Sul, 22 de março de 2013.
 
- Notas:
1. Nádis – do sânscrito – condutos sutis que distribuem a força vital pelos chacras, a aura e todo sistema energético do ser humano.
2. Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
3. Samadhi – do sânscrito – estado de consciência cósmica; expansão da consciência.
4. Gopis – do sânscrito – No Hindusmo, uma gopi é uma das várias vaqueiras que tem devoção pura (bhakti) por Krishna.
5. Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica inerente a todas as criaturas, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
6. Prana – do sânscrito – sopro vital; energia; força vital; fluido vital.
7. Rama – é o meu parceirinho de jornada (um cãozinho da raça YorkshireTerrier, de quatro anos de idade).
Obs.: O seu nome é uma homenagem a Rama, o príncipe-herói do épico “O Ramayana” - e sétimo avatar de Vishnu na Cosmogonia hinduísta.
8. Om Namo Bhagavate Vasudevaya – do sânscrito - é um dos mantras de evocação de Krishna. Om é a vibração interdimensional que interpenetra a tudo e a todos.
Namo: saudação ou reverência ao poder divino.
Bhagavate: respeito ao Senhor.
Vasudevaya: Vasudeva é o nome da família carnal que criou Krishna.
O Ya acrescentado no final significa a característica ativa (masculina) do mantra.
Quando alguém faz esse mantra completo, evoca Krishna como homem que também viveu aqui na Terra e sabe das dificuldades enfrentadas por todos.
Obs.: Sobre esse mantra, favor ver o texto “Surfando nas Ondas da Consciência Feliz – Om Namo Bhagavate Vasudevaya”, postado no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico:
9. Govinda (ou Gopala) - são epítetos de Krishna, considerado como o "Pastorzinho divino", que tangencia os seres na direção da bem-aventurança e da consciência cósmica (muitas vezes associada ao despontar da aurora dissolvendo as trevas - o ego - e fazendo a atmosfera dançar na luz).
Govinda e Gopala também são considerados mantras de dissolução de climas psicofísicos densos. Trazem alegria e espantam as confusões e equívocos.
Obs.: A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB, no seguinte endereço específico:
 

Texto <1244><03/04/2013>

1244 - PUMBA - UM NOVO E LINDO DIA SE ABRIRÁ EM SEU CAMINHO...

(A Partida do Meu Gato-Filho na Quinta-feira da Paixão)
 
- Por Maurício Santini -
 
Eu agradeço tanto a sua presença no meu mundo. E o seu amor a ilustrar os meus dias. Mas, quis hoje, numa quinta de paixão, que o seu sofrimento chegasse ao fim. E a certeza inabalável que um novo gatinho se fará depois deste sono bom e “aliviante”...
Durma, meu filho - e que Francisco de Assis embale os seus sonhos.
Eu o amo, com toda a força de um leão e a candura de um anjo.
Eu não o perdi, pois você ganhou o meu coração para sempre...
E este afastamento físico é muito pequeno para nós.
Quem ama de fato, não se distancia. Assim, fica o seu coração comigo, como uma joia que guardarei em meu peito.
Meu amor, durma agora junto aos Devas* , aos Senhores da Natureza, e aos Protetores de Francisco.
Um novo dia de sol amanhecerá em sua nova vida!
Eu aqui, como seu pai, sem qualquer resquício de egoísmo, quis o melhor para você, a paz... E que a sua consciência desperte o mais breve possível, e venha para perto das mãos carinhosas de quem o amará para os próximos dias.
Durma bem, meu amor.
Um novo e lindo dia de sol se abrirá em seu caminho.
Eu amo você.
 
Seu Pai, nessa vida.
 
São Paulo, 28 de março de 2013.
 
- Nota de Wagner Borges:
Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos, e sempre me emociono com os seus textos brilhantes e cheios daquele algo a mais que só os grandes escritores e poetas possuem.
Para ver outros textos dele, é só entrar em sua coluna na revista on line do site do IPPB:
Obs.: Recentemente escrevi um texto onde narro a passagem final de um gato para o plano extrafísico. Então, para enriquecer esses escritos do Maurício Santini, sugiro a sua leitura. O mesmo pode ser acessado no site do IPPB, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11135:ha-algo-mais-um-amor-uma-luz-xlvii&catid=138:ultimos-textos-postados&Itemid=271 
 
- Nota do Texto:
* Devas – do sânscrito – divindades; seres de luz; senhores da natureza.
 

Texto <1244><03/04/2013>

1244 - LAR DAS ACÁCIAS

(Uma Prática de Visualização Criativa)
 
- Por Silvana Valadares -
 
Imagine uma flor de acácia desabrochando.
Ela abre as pétalas suavemente, e tem movimentos suaves.
Enquanto ela desabrocha, há uma energia que circunda seus galhos e folhas...
É a energia da Terra.
Essa energia é que transforma!
Imagine esta energia vibrando no seu corpo, tomando todas as formas e também enraizando em torno.
Agora, converta esta energia numa Luz branca, que vai aquecendo e tomando o seu corpo... Elevando a temperatura e transmutando as energias negativas - e só deixando a Luz das acácias.
 
P.S.:
Este exercício tem por objetivo proteger a aura da pessoa de ataques psíquicos e de energias inferiores.
A Acácia era tratada com reverência pelos povos antigos, pois era considerada como um símbolo solar, porque suas folhas se abrem com a luz do sol do amanhecer e se fecham ao por-do-sol.
Sua madeira é tida como incorruptível e inatacável por predadores de qualquer espécie e simboliza perenidade, imortalidade e transcendência.
Na Maçonaria, simboliza a inocência, a iniciação e a imortalidade da alma.
 
São Paulo, 17 de julho de 2006.
 
- Nota de Wagner Borges:
Silvana Valadares é estudante de temas espirituais e participante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB.
 

Texto <1244><03/04/2013>

1243 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LV*

(Precisamos Aprender Tanto...)
 
Aqui estamos nós, em mais uma vida...
E o nosso tempo está correndo.
Estamos aqui de passagem!
Viver não é um jogo – nem de longe.
E precisamos aprender tanto...
 
Não estamos aqui só para comer, beber, copular e dormir.
Não mesmo. Porque viver é muito mais...
Mas não se percebe isso só pelos meros sentidos do corpo.
É preciso ver com o coração, com alma e coragem.
Para ver além do que achamos, além do nosso umbigo...
 
Nós viemos das estrelas - e estamos aqui só por um tempo.
E, às vezes, nos perdemos em maneirismos estranhos.
Talvez porque nos esquecemos de nossa real natureza.
Contudo, ainda somos seres espirituais vivendo a experiência humana.
E precisamos aprender tanto...
 
Por vezes, tapamos nossa consciência com carradas de arrogância.
E perdemos tanto, bem mais do que imaginamos...
No entanto, ainda somos o que somos: seres espirituais.
Nunca deixamos de sê-lo, mesmo dentro do corpo físico.
E quando nos lembramos disso, tudo melhora, porque a verdade cura!
 
Ah, por que olhamos para os cemitérios e marejamos nossos olhos?
E por que não fazemos isso olhando para cima, admirados com a vida?
A saudade que sentimos não é só de quem partiu... É saudade de casa.
A mesma casa das estrelas, para onde eles foram, em espírito e verdade.
Então, ambas as saudades se misturam dentro do nosso coração.
 
Às vezes, quando oramos, parece que tiramos um véu escuro da frente...
E o nosso coração viaja, algures... Alcança as esferas espirituais, cheias de vida.
De lá, recebemos um abraço sutil, que não se explica, só se sente.
E um sussurro espiritual sopra em nós: “Há algo mais... Um Amor. Uma Luz”.
Sim, não estamos aqui sozinhos. Outros olhos nos observam, silenciosamente...
 
Ah, quando deixamos cair as escamas de nosso ego, tudo muda.
Porque recordamos de nossa verdadeira natureza estelar.
Então, sabemos que estamos aqui só de passagem...
Viver é muito mais do que só respirar – é também amar e realizar.
E quando reconhecemos isso, o nosso olhar ganha o brilho do amanhecer.
 
Às vezes, quando meditamos, escutamos a música das esferas espirituais.
E isso é em nosso coração, está além da razão comum e dos sentidos físicos.
E algo espiritual novamente sopra em nós: “Há algo mais... Um Amor. Uma Luz”.
Então, a saudade se vai... O que fica em nós não se explica, só se sente.
Ah, precisamos aprender tanto...
 
P.S.:
Aqui estamos nós.
Para ver além do que achamos.
Sem nos perdermos mais.
Sem anestesiar nossa consciência.
Sem negar o que somos.
Olhando a vida como o Amor olha...
Com o olhar do amanhecer.
Com coragem e alma.
De todo coração.
Porque há algo mais...
Um Amor. Uma Luz.
E não estamos sozinhos.
Viemos das estrelas.
E retornaremos a elas...
Mas, agora, estamos aqui.
O tempo está correndo...
E nosso umbigo não é a medida do universo.
Precisamos aprender tanto...
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 21 de março de 2013.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som a linda canção “Copelline”, do bardo americano James Taylor.
(Link do site do Youtube para quem quiser ouvir essa bela canção:
James Taylor - Copperline -
Obs.: Deixo na sequência um texto antigo, que também escrevi escutando canções do bom e velho James Taylor. Segue-se o mesmo logo abaixo.
 
 
SÓ NO CORAÇÃO...
(Na Luz de um Grande Amor)
 
Amor.
Sem palavras.
Só coração...
 
O que se sente.
E não se explica.
Por via alguma...
 
O que vale a pena.
Que faz a Luz acontecer.
E a música também...
 
A coisa mais linda de todas...
Que faz o lótus florescer,
Só no coração...
 
Amor perene,
Que não tem começo ou fim,
E que faz brotar estrelas no olhar...
 
O beijo do Eterno,
Sem palavras,
Só Luz rosada...
 
Canção das esferas siderais,
Que viaja pelo éter, e se escuta
Só no coração...
 
O que se sente...
Como um fogo doce e encantador,
Que queima sem abrasar...
 
A sarça ardente,
Que faz tudo acontecer,
No templo do Ser...
 
Amor...
Essência de tudo,
Só no coração...
 
Que enternece,
Que agradece,
Por tudo...
 
Só no coração...
 
P.S.:
Às vezes, eu escrevo sabendo das coisas.
Outras vezes, escrevo e nem sei os motivos reais disso.
E quando desce uma Luz rosada aqui, eu não sei de mais nada...
Porque o Amor só fala ao espírito, de formas secretas e admiráveis.
E isso é só no coração...
(E quem ama, de alguma forma, compreende*).
 
Gratidão.
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mais espiritualista do que nunca...
 
- Nota:
* Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o belo CD "Live At the Torubadour" (importado – U.S.A.), trabalho do vocalista americano James Taylor – acompanhado ao piano e nos vocais pela vocalista americana Carole King. Trata-se de uma excelente gravação ao vivo, com uma seleção do melhor da carreira dos dois artistas, e com aquelas baladas suaves que falam direto ao coração.
Destaque para as músicas "Blossom", "Fire and Rain", e "Carolina In My Mind" (faixas 1, 3, e 10).
 

Texto <1243><29/03/2013>

1243 - A VERDADEIRA PÁSCOA E A VERÍDICA PAIXÃO

 
- Por Maurício Santini* -
 
Páscoa tem tudo a ver com ovo.
Ovo significa nascimento, quebrar a casca das nossas emoções desregradas, fazer surgir um ser mais iniciado na vida.
Não é para se entupir de chocolate - o Ocidente transforma tudo em desejo -, mas nutrir-se da sabedoria vivida e juntar os cacos dos ovos que deixamos pelo caminho.
Sexta da paixão não é para morrer junto ao Cristo no Gólgota; é sim, renascer com Ele, como se todo o dia fosse a ressurreição de si mesmo.
E deixar as paixões tão mundanas de todas as sextas para alimentar o espírito também, porque “nem só de pão vive o homem”.
Páscoa é renovação. Renovar significa Renascer do Ovo da Vida!
Não basta parar de comer carne no dia santo... E sim, parar de alimentar os próprios vícios, as manias que nos autosabotam, os plasmas das sensações mais baixas.
Não é se confessar ao padre ou ao bispo, e sim, conversar com o próprio Deus que habita dentro - e também fora de nós!
Nem tampouco acompanhar as procissões de dia e ajudar a carregar cinicamente a cruz daquele que representa Jesus. É orar e vigiar os pensamentos, sentimentos e ações. Pensar e sentir o Mestre com alegria.
Páscoa é fazer a passagem do velho para o novo!
É apenas uma travessia, uma ponte com a luz no fim do túnel.
 
São Paulo, 27 de março de 2013.
 
- Nota de Wagner Borges: Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos, e sempre me emociono com os seus textos brilhantes e cheios daquele algo a mais que só os grandes escritores e poetas possuem.
Para ver outros textos dele, é só entrar em sua coluna na revista on line do site do IPPB:
 

Texto <1243><29/03/2013>