1242 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ.

(Ganga Narayana – Om Rama)
 
Certa vez, eu vi Paramahamsa Ramakrishna* assistindo espiritualmente a um jovem em seu leito de morte.
Ele se agachou sobre o rapaz moribundo e disse-lhe o mantra ”Ganga Narayana – Om Rama” **.
Logo a seguir, houve o desligamento do espírito em relação ao corpo e sua consequente partida para outros planos...
Então, o mestre da simplicidade saiu do recinto e foi orar à Mãe Divina, agradecendo-a pela oportunidade de ter ajudado o rapaz.
Eu vi que seu rosto brilhava muito e quando ele levantou a cabeça, estremeci, pois vi algo em seus olhos: um fogo doce e arrebatador.
E, aí, eu soube que ele estava vendo algo mais... Um Amor. Uma Luz.
Ele tinha entrado em uma de suas expansões da consciência habituais, e estava com o foco da atenção em outros planos, algures... talvez acompanhando a trajetória do rapaz, de volta para a Casa das Estrelas.
E depois, quando ele retornou ao estado normal da vigília física, começou a rir com aquele seu jeito de criança, e disse-me:
“Meu filho, é uma grande honra assistir a volta do espírito ao Seio Eterno da Mãe Divina. O voo do rapaz foi tão lindo...
Cegos são aqueles que só veem a matéria e não percebem o brilho do Eterno em cada ser.
Lembre-se sempre de que assim como os rios desembocam no mar, os espíritos desembocam no oceano de Amor da Mãe Divina, sempre vivos, como deve ser...
Então, projete a Luz espiritual sobre as trevas da morte e esclareça aos homens da Terra sobre a questão crucial da imortalidade da consciência. Faça isso por obra e graça da Mãe Divina!
E agradeça a Ela pela chance do serviço sadio e liberador das consciências. No futuro, quando se lembrar desse momento e do mantra ‘Ganga Narayana – Om Rama’, você saberá que é chegada a hora!”
Ah, Ramakrishna, hoje eu me lembrei disso. E sei que é chegada a hora da consecução do serviço projetado pelo mundo espiritual.
Aqui está ele: “Algo mais... Um Amor. Uma Luz.”
E, agora, eu vou fazer como você me ensinou: vou orar à Mãe Divina, em agradecimento pelo darma*** desse livro.
Que esse trabalho leve alento espiritual a todos os que perderam entes queridos e ilumine seus corações na senda da Consciência Cósmica.
Ganga Narayana - Om Rama!
 
P.S.:
Esse é o texto de abertura de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
Natal, Rio Grande do Norte, 15 de fevereiro de 2013.
 
- Notas:
* Paramahamsa Ramakrishna - mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
** Mantra – do sânscrito – palavra oriunda de manas: mente; e tra: controle; liberação – Literalmente, significa "Controle ou liberação da mente".
Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores.
Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.
Obs.: Ganga Narayana - Om Rama: trata-se de um poderoso mantra do sânscrito (utilizado por diversos mestres hindus em situações difíceis). Sua tradução é a seguinte:
- Ganga, denominação em sânscrito e em bengali para o Ganges (rio da Índia, considerado sagrado no hinduísmo; nasce no Himalaia e corre em direção à baía de Bengala). Também significa a energia que purifica e limpa os caminhos;
- Narayana: O Preservador e Protetor da vida na Cosmogonia hinduísta;
- Om: o Verbo Divino, a vibração do Todo em tudo;
- Rama: o sétimo avatar de Vishnu (na Cosmogonia hinduísta, acredita-se que Vishnu encarne parte de sua Luz como um avatar espiritual entre os homens. Ao longo da tradição dos hindus, diz que Ele encarnou por nove vezes em períodos diferentes. Na sétima vez, Ele "personificou" o nobre Rama. Para maiores detalhes, ver o épico "O Ramayana", escrito pelo rishi Valmiki).
*** Darma – do sânscrito “Dharma” – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
 

Texto <1242><27/03/2013>

1242 - TÁ NA CARA!

Que olhar é esse, cheio de estrelas?
Que brisa é essa, cheia de ternura?
Que Amor é esse, que possuiu meu coração?
Que esfera de Luz dourada é essa, que paira acima de mim?
Algo me diz, internamente, que estou ganhando um presente sutil.
Imediatamente, desce uma cascata de Luz no alto de minha cabeça.
Parece ouro derretido, bem quentinho, que entra na mente...
Então, surge um clarão branco-prateado no centro da testa.
No centro da tela mental, surge a figura de um dos espíritos da Companhia do Amor. Ele sorri e me diz: “Tá na hora de escrever, meu chapa!”
Inspirado por ele, velho conhecido meu, venho para o computador.
Quem sabe sai algo bom aqui, que ilumine a consciência?...
Que inspire o coração e traga alegria de viver...
Que faça valer a pena existir – e que seja bom...
De espírito a espírito, vamos ver o que rola, em nome de Deus.
Vamos lá!

* * *

Nesse jogo de viver, ninguém é dono de nada.
Nem do corpo, que é da Terra.
O espírito entra e sai da carne, mas sobe sem peso.
Só leva aquilo que se é, por dentro.
 
Só se leva o próprio jeito de ser, nem mais nem menos.
Sem máscaras, só a verdade de si mesmo, na própria energia.
Sem delongas e quimeras, o pensamento refletido na cara!
E no Astral, todo mundo vê e sabe, quem é quem, pela Luz que leva.
 
O espírito é o que é, não adianta encenar.
Tá na cara, e também, no coração, na ação, e na expressão.
Às vezes, dentro de um belo corpo, mora um espírito tiririca.
Mas, é só olhar bem e constatar: aqueles olhos não brilham!
 
Engana-se quem avalia o perfume apenas pelo frasco bonito.
Se o espírito é bom, a Luz tá na cara e nos olhos.
Dentro ou fora da matéria, é a Luz que mostra o real.
E isso é óbvio: quanto mais tiririca na ação, mais embaçado fica o espírito.
 
Na morte, o espírito alça voo e cai fora da carne parada.
Isso também ocorre no sono, mas aí a carne não está parada, só de folga.
E quanto o tal sai do corpo*, sua energia o revela totalmente.
Por onde viajar, ele estará exposto por si mesmo, na Luz que levar...
 
Isso é tão fácil de entender... Tá na cara!
Mas, por que é que tem cara que ainda aparece embaçado?
Serão suas idéias empanadas pelas tolices e remoques bobos?
Ou será burrice mesmo?
 
Haja paciência! Haja saco astral!
Só O Papai do Céu mesmo, para agüentar essa cambada de embaçados.
Para dar-lhes chances diversas de recomeço e esperanças.
Para dar-lhe novas vidas, mesmo com eles repetindo as tolices...
 
Só O Papai do Céu é que tem tanta paciência (ela é eterna e infinita).
Mas, Ele é Sábio e tá de olho. Ninguém engana o Dono do universo!
E como não custa nada avisar, Ele manda os espíritos chegarem junto.
E a Companhia do Amor fala as coisas diretamente, na lata, sem circunlóquios.
 
Só não entende quem não quer... Ou for embaçado mesmo.
Tá na cara, gente! Tá na atitude! Tá no coração! Tá na energia!
Cada um é o que é. E a Luz não deixa esconder nada...
Quem não tem conteúdo, roda feio nas engrenagens cármicas.
 
Em contrapartida, quem é legal, brilha muito.
Mesmo que na Terra não notem, O Papai do Céu sabe!
Ele sabe tudo! Ninguém O engana! Ele vê o brilho do coração.
E, também, tá na cara!
 
Assim, está dado o recado que Ele nos incumbiu no dia de hoje.
Aqui na Companhia do Amor não tem conversa fiada.
O Papai de todos falou, então tá falado! Ninguém vacila!
É por Ele que nós escrevemos, só por Ele.
 
P.S.:
Não somos gênios do Além.
Não somos formas mentais nem demônios.
Não somos superiores nem inferiores.
Não somos mestres de ninguém (nem de nós mesmos, ainda).
Somos só um bando de caras legais, BEM VIVOS.
Ninguém morre! Nem mesmo aqueles caras embaçados.
É só a vida que segue, em outros planos, no infinito, na eternidade...
É só o Amor de Deus que acontece, florescendo a vida além da carne.
É só a Luz que cada um carrega, expressando-se no Astral - e além...
É só o valor da vida, que segue dentro de cada um, bem na cara!
É só essa alegria de estar vivo, que supera toda saudade de quem ficou na Terra.
É por isso que estamos na área, como gente que somos, falando na lata.
Não carregamos nenhum livro sagrado, pois sagrada é a vida que pulsa em cada um. Não temos doutrina, só Amor no peito, Luz na cara e verdades de frente, na lata.
Não temos apego à vida na Terra, nem à do Astral, gostamos mesmo é de Deus.
Esse Cara legal, Dono de tudo, Papai de todos, que deixa a gente escrever.
Que deixa a gente chegar junto, como espíritos leais, como deve ser...
Esse Cara legal, cheio de paciência com todos, que mandou a gente dizer:
“Se toquem, tá na cara! Tá na atitude! Tá no coração!
Tá na Luz que cada um leva...”
 
Por ora, a turma da Companhia do Amor se despede dos leitores inteligentes e amorosos, desejando a todos uma cara luminosa, cheia de coisas boas, como a cara de Deus, Papai de nós todos, encarnados e desencarnados, todos BEM VIVOS MESMO!
 
- Companhia do Amor – A Turma dos Poetas em Flor.
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Companhia do Amor – A Turma dos Poetas em Flor – Vol. 2” – Edição de Autor - 2006.)
 
- Nota de Wagner Borges: A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, favor ver sua coluna na revista on line do site do IPPB: www.ippb.org.br 
 
- Nota do Texto:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
 

Texto <1242><27/03/2013>

1241 - AMITABA* – O ESPLENDOR DA LUZ INFINITA...

O esplendor da Luz infinita não pode ser visto pelos olhos comuns...
Pois só um coração livre de mágoas pode percebê-la.
É algo além do ego e seus apelos personalísticos.
Não vêm da Terra e nem pertence a algum mestre.
Na verdade, até mesmo os Bodhisattvas** se inspiram nela.
São eles que ensinam seus discípulos sobre o poder da Luz.
Eles também ensinam sobre ser criança novamente, ou seja, puro de espírito.
E falam do Grande Amor que permeia a existência, em todos os planos.
Ah, diante das pressões e dificuldades, eles se concentram no mantra que ilumina a senda... Om Namah Amitabaya! Om Namo Amitabaya! Om Namo Amitabaya!
Porque, segundo eles, esse mantra erradica as trevas da ignorância.
E toda coisa maléfica se afasta sob o poder da Luz.
É como a Luz da aurora, dissolvendo as sombras da madrugada e chamando a vida... E só o coração compreende isso, o que se sente e não pode ser explicado.
O poder da Luz despertando o Buda*** que mora na essência do próprio Ser.
Aquilo que não se vê, só se sente... E que faz o Amor acontecer.
Ah, não vêm da Terra mesmo! Vêm da Terra Pura dos Budas.
E inspira os Bodhisattvas a abraçarem em silêncio a todos os seres sencientes.
Assim como inspira verter esses escritos para outros corações...
Sim, corações que, apesar de todas as dificuldades, ainda aspiram à Luz.
Essa Luz verdadeira – esplendor do infinito -, que erradica o falso esplendor do ego... Essa Luz de Amitaba!
(Essa Luz que viaja junto com esses escritos – de coração a coração –, nas ondas da Consciência Cósmica...)
 
Om Namah Amitabaya!
 
P.S.:
Escrevi essas linhas enquanto escutava um CD de mantras budistas. E uma das músicas era justamente evocativa do Buda Amithaba. Então, entrei no clima da mesma e verti essas palavras como forma de expressão criativa do que esse mantra significa.
Deixo na sequência quatro links do site do Youtube contendo versões diferentes desse mantra:
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 12 de março de 2013.
 
- Notas:
* Amitaba (ou Amitayus) – é um dos Budas maiores. Significa “A Luz Infinita”.
É uma corruptela chinesa da expressão sânscrita Amrita Buddha – ou imortal iluminado. Nome de Gautama Buda. Este termo possui variações diversas, tais como Amita, Abida, Amitaya (ou Amitayus). É o esplendor infinito (Amita-Abha).
Mantras evocativos: Om Amitabaya Namah; Om Namah Amitabaya; Om Amitaba Hrih.
Obs.: Ver o lindo texto “Amitaba – O Paraíso no Peito”, de autoria do meu amigo Frank Oliveira, no seguinte endereço específico do site do IPPB: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10599:1128-amitaba-o-paraiso-no-peito&catid=31:periodicos&Itemid=57 
** Boddhisattvas – do sânscrito – são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do amor de todos os Budas.
*** Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um Ser iluminado e desperto.
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, lembrei-me de outro texto com atmosfera espiritual budista, que me foi passado por um amparador extrafísico ligado às vibrações dos Budas e Bodhisattvas (que me passa orientações há anos). Então, posto o mesmo na sequência.
 
 
MEDITANDO COM A COMPAIXÃO
 
Medite na divina compaixão.
Bilhões de Budas estão sorrindo no coração.
Cante com eles.
Sorria!
 
Os homens não entendem,
Mas a compaixão é a cura das agonias.
Os Budas são médicos da alma,
O remédio é a meditação serena.
 
Não medite com a mente,
Simplifique as emoções,
Não tenha medo, una-se à compaixão.
Om Mani Padme Hum*.
 
Consciência búdica ou crística?
Tanto faz o nome que chamarem,
Compaixão é compaixão!
Que rótulo isso precisa?
 
Os Budas não falam à mente,
E nem se engolfam na adoração cega.
Eles vão direto no coração e dizem:
Paz, Paz, Paz...
 
Bilhões de Budas e Cristos... no coração.
Sorria e cante com eles!
Seja uno com a compaixão incondicional.
Fique em paz**.
 
Om Mani Padme Hum.
 
- Um Mentor Extrafísico Budista -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 03 de janeiro de 2002.)
 
- Notas:
* Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a joia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Joia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa joia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", lançado no Brasil pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Lua Music – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a cappella pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.
** Trechos de ensinamentos budistas:
“Assim como a rocha sólida não é abalada pelo vento, os sábios não se abalam pela culpa ou elogio.” - Dhammapada; verso 81.
“Assim como a luz da lamparina pode romper a escuridão que está lá há mil anos, pode também a centelha da sabedoria extinguir a ignorância que já dura há muitas eras.”
– Mestre Hui Neng, sexto patriarca Zen; século 7 D.C.
“Sidarta Gautama - nascido há muito tempo, morto há muito tempo.
Buda - nunca nascido, nunca morto.” - Grafiti Zen.
“Não procure seguir as pegadas dos mestres; procure o que eles procuraram.”
- Provérbio Zen.          
 

Texto <1241><22/03/2013>

1241 - MEDITAR PARA AGIR

- Por Eros* -
 
Fascinado pela Realidade Transcendente, o asceta abandonou o mundo que lhe parecia hostil e mergulhou em profunda meditação, no santuário da Natureza.
Direcionando o pensamento para a busca divina, logrou superar os condicionamentos corporais, passando a gozar da plenitude.
As viagens do desdobramento espiritual** se lhe amiudaram - atendido por discípulos emocionados, que passaram a acompanhá-lo, encarregando-se da manutenção das necessidades físicas, que se lhe tornaram mínimas - e, ao retornar, cada vez, mais exaltava o transe, preconizando o desprezo pela Terra.
Longos dias passava em meditação, realizando o milagre de viver no mundo e conviver com os Mestres nas Altas Esferas, volvendo sempre, mais triste e mais amargo, face aos seus limites humanos.
Num grande encontro espiritual, defrontou venerando Mestre, que o esclareceu:
“Reencarnaste para viver no mundo e servir os homens. Recomeçaste a experiência para ajudar, daqui havendo partido com a tarefa de transformar o meio doente, no qual se movimentam as criaturas.
Foste investido do dever de conduzir a esperança e acender as luzes da fé e do amor nos corações e mentes infelizes.
Certamente, o reconforto que experimentas na Vida Estuante é recompensa, que somente se Logra após a ação praticada e a Luta vencida.
Fugir do mundo é entorpecer o sentimento e anestesiar a razão.
Volta à convivência com os companheiros e dá-lhes o que tens conquistado.
Ajuda-os a ascender. A meditação é um meio para alcançar-se a ação do bem, que é a finalidade superior da vida.”
Após uma pausa, que se fez natural, o Mensageiro concluiu:
“Buscando a Realidade transcendente, ama o teu irmão caído e levanta-o, a fim de que, juntos, se ergam às cumeadas redentoras.”
O asceta caiu das Regiões Felizes e, abrindo-se ao amor e à compaixão na Terra, tornou-se uma Lição viva de caridade e fé, descendo aos homens para aprender a subir a Deus, porque somente na ação se revelam os propósitos de todo aquele que diz crer.
 
(Recebido espiritualmente pelo médium baiano Divaldo Pereira Franco - Texto extraído do excelente livro “Em Algum Lugar No Futuro” - Livraria Espírita Alvorada Editora).
 
- Notas:
* Eros: benfeitora espiritual que adotou o pseudônimo de Eros (palavra grega que significa amor) para manter-se no anonimato.
** Desdobramento espiritual: experiência fora do corpo; projeção extrafísica; viagem espiritual; emancipação da alma; viagem fora do corpo.
 

Texto <1241><22/03/2013>

1240 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ – LIV*

(Na Luz Branca do Samadhi)
 
Que energia é essa?
Que desce como um orvalho sereno...
Na topo da nossa cabeça.
 
Que nos faz pensar no infinito...
E ver algo mais... Um Amor. Uma Luz.
 
Que nos liga, de coração a coração...
Com aqueles que vivem além.
Sim, além... Na Casa das Estrelas.
 
Que nos faz assim, médiuns da Luz.
E transforma os nossos chacras em pequenos sóis.
 
Que nos faz “UM” com tudo!
De todo coração, como pequenos Budas.
Assim, nas ondas do Samadhi**.
 
Que nos faz sentir o Eterno num momento...
Muito além do entendimento comum.
 
Que nos ilumina , por dentro e por fora.
Com Luz branquinha e serena.
Sim, Luz generosa.
 
Que nos leva por entre as estrelas, algures...
Até onde estão os espíritos amigos.
 
Que nos acalenta no seio da noite...
Com um fogo doce e arrebatador.
Que arde serenamente, sem abrasar.
 
Que, invisivelmente, nos ama em silêncio...
E inspira os nossos melhores momentos.
 
Que nos faz abraçar o mundo, como os Budas abraçam...
Com a compaixão brotando do coração e cantando dentro de nós:
Om Mani Padme Hum... Om Mani Padme Hum... Om Mani Padme Hum!***
 
Que nos ensina que há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
E que a vida continua, sempre...
 
Que energia é essa?
Que, no meio da noite, faz tudo virar sol...
Bem dentro de nós.
 
(Dedicado a Sry Ramana Maharishi e Francisco Cândido Xavier.)
 
P.S.:
Escrevi essas linhas enquanto rolava aqui no meu som uma coletânea de canções da linda vocalista do pop americano Leann Rimes. Então, no clima, deixo na sequência alguns links do site do Youtube com belas baladas dela.
- LeAnn Rimes - Strong [Official Music Video] HQ -
-  LeAnn Rimes - I Need You [Official Country Music Video] HQ -
 - Leann Rimes and Brian Mcfadden - Everybody's Someone -
- LeAnn Rimes Reba McEntire - Love Someone Like That -
- Leann Rimes - And It Feels Like (Live @ TOTP) -
-  LeAnn Rimes - "How Do I Live" on Opry Live -
-  LeAnn Rimes - "He Stopped Loving Her Today" at the Grand Ole Opry -
 LeAnn Rimes - Soon -
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 26 de fevereiro de 2013.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** Samadhi – do sânscrito – expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
*** Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a joia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Joia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa joia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis, condutos sutis de transporte energético pelo sistema e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", lançado no Brasil pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Lua Music – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a cappella pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, escutando as músicas da linda Leann Rimes, lembrei-me de dois outros textos que fiz ouvindo suas canções. Então, posto os mesmos na sequência.
 
 
ERA UMA VEZ, NA LUZ DAS ESTRELAS...
 
Era o tempo de sua liberdade,
E você dançava pelo éter...
De mãos dadas com as estrelas.
 
Era a hora de suas escolhas...
E você olhou para a Terra, e sorriu.
E desceu para mais uma jornada no mundo.
 
Era assim que você fazia: dançava no céu.
Mas, agora, você não se lembra disso.
E as estrelas estão com saudades.
 
Era tão lindo o seu vôo...
Você voava cantando e rindo.
E deixava um rastro de luz por onde passava.
 
Era outro tempo, em outro lugar.
Mas chegou a hora da colheita...
E você virou o bebê de alguém.
 
Era o tempo de uma nova vida...
E você riu, e me disse: “Não se esqueça de mim!”
Ah, querida! Como esquecê-la?
 
Era uma vez, acima do mundo e além da vida...
Quando eu fiz uma canção.
E ela falava de você.
 
Era uma vez, querida...
Quando um grande amor desceu em mim.
E eu dancei com as estrelas, por você.
 
Era no espaço, por entre os pensamentos.
Era no coração, por entre os sentimentos.
Era na canção de Amor que fiz, por entre os planos.
 
Era uma vez... Quando o Amor fez o meu coração falar.
Era eu o menino do seu sonho.
E aquela estrela que você tanto gosta, também sou eu.
 
Era eu olhando-a pequena no berço.
E, certa vez, você me viu, e disse:
“Têm um anjo no meu quarto!”
 
Era mais do que um sonho, minha pequena.
E, na letra dessa canção, eu me revelo a você.
Para que você se sinta muito amada.
 
Era outro tempo...
E eu não me esqueci de você.
E a canção fala por mim.
 
Era uma vez... Quando eu dancei com as estrelas.
Por você. Pelo Amor.
Quando eu virei menino.
 
Era uma vez... Quando o amor me fez escrever.
Então, algo desceu do céu, em seu coração.
E você ficou feliz, sem saber o motivo.
 
Era um presente... De outro coração.
Era essa canção, por entre os planos da vida.
E, agora, você sabe: o amor é maior do que tudo!
 
Era uma vez, na luz das estrelas...
 
P.S.:
No silêncio da meditação, eu ouvi uma voz sutil.
Ela me disse: “Deixe o seu coração falar...
Escreva uma canção de Amor, que inspire outros corações.”
E eu fiz. E agora, eu sou só o que o Amor fez de mim.
Sumiu o homem, ficou o menino... E eu, cada vez menor.
Sim, cada vez menor, diante do infinito...
Enquanto um grande Amor fala em meu coração:
“Vive, ama, escreve, compartilha, compreende, ri, e segue...”
 
(Dedicado para aqueles que sentem um grande Amor em seus pequenos corações e que, por isso, são apaixonados pela Vida e pela Luz*.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – transbordando de Amor e Luz no meio da noite silenciosa...
 
- Nota:
* Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no som o CD “I Need You” – da vocalista americana Leann Rimes – Importado – U.S.A.
Obs.: As músicas “I Need You”, “Soon”, “Written in The Stars”, e “I Bellieve in You” (faixas 1, 4, 7 e 9), são lindas.

Texto <1240><20/03/2013>