1221 - NAS ONDAS DE LUZ DOS AVATARES – IV*

Meu amigo, outrora, nas terras da velha Índia, você me ensinou que o coração espiritual dos avatares** é como um Sol de Amor e que, dentro de sua Luz, estão todos os seres.
E, diante de minha curiosidade, você me olhou e riu igual criança arteira, e me disse, em Espírito e Verdade:
“Menino, no momento certo, a Mãe Divina lhe mostrará como é isso, na prática... porque tal coisa não se explica, só se sente.”
Sim, você me disse isso e eu fiquei pensando nesse Amor e nessa Luz que viajam pelo céu do coração dos avatares.
E, hoje, nas luzes do século 21, reencarnado nas terras amigas do Brasil, dentro de um vagão de metrô e em meio à multidão, eu me lembrei de você e dos avatares.
Então, veio um facho de Luz sobre a minha cabeça e, suavemente, desceu até o meu peito... E fez o meu coração virar Sol.
E, agora, eu não sei mais o que dizer...
 
P.S.:
Ah, Ramakrishna!***
Hoje eu entendo bem o que você dizia: “Que é só o Amor que nos leva...”
Sim, eu sei e lhe agradeço, por tudo!
 
- Wagner Borges – pequena folha espiritualista levada pelo vento do Espírito...
São Paulo, 14 de novembro de 2012.
 
- Notas:
* As três partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB, nos seguintes endereços específicos:
Parte I -
Parte II -
Parte III -
** Avatar - do sânscrito - emissário celeste; canal da divindade.
*** Paramahamsa Ramakrishna - mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles: Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
 

Texto <1221><05/12/2012>

1221 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LI*

Rostos desconhecidos na multidão...
E todos vindos da mesma Luz.
Porque somos todos um!
 
Mais do que imaginamos, estamos juntos.
Em essência, somos cidadãos do universo.
E não importa a cor de nossa pele...
Pois é a mesma Luz que habita em todos nós.
 
Não somos estranhos – ninguém é!
Podemos falar do Todo* com vários nomes...
No entanto, Ele é o mesmo Poder Imanente em todos.
 
Ah, podemos até pregar em Seu Nome.
Porém, isso é diferente de senti-Lo em Espírito e Verdade.
E quem O sente, não doutrina, jamais!
Porque o Amor não força a barra com ninguém.
 
Não somos altos ou baixos – e nem temos idade alguma.
Porém, ligados ao corpo, estamos sujeitos a tudo isso.
E, às vezes, nos esquecemos de onde viemos...
 
Na verdade, não nascemos nem morremos.
Só entramos e saímos dos corpos perecíveis.
Somos muito mais do que lembramos.
Somos consciências espirituais – como sempre...
 
E estamos aqui na Terra por um tempo...
Portanto, respiramos juntos com todos os seres.
Ah, rodamos juntos com o planeta – e nem percebemos.
 
Não somos negros, brancos, amarelos ou vermelhos.
E se matéria é energia condensada, nossos corpos são energia!
Ou seja, somos todos da raça da Luz.
Portanto, além do que achamos, somos todos um!
 
Viemos das estrelas – e a elas retornaremos.
Estamos aqui de passagem – e não é a primeira vez.
E como isso pode ter virado dúvida em nós?
 
Temos escutado demais a nossa mente técnica e cética...
E nos esquecido de nosso coração – fonte do que sentimos.
Por isso, negamos nossa própria natureza celeste.
E ficamos estranhos até para nós mesmos.
 
Contudo, algo em nós nos diz que há muito mais do que vemos, algures...
Sim, algo mais... Um Amor. Uma Luz.
E isso não se explica, só se sente – e nosso coração compreende.
 
P.S.:
Somos todos um!
Somos cidadãos do universo!
Somos estrelas na carne!
Somos algo mais...
Um Amor. Uma Luz.
(Pois o Todo está tudo!)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 13 de novembro de 2012.
 
- Notas:
** Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
*** Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no meu som a coletânea “Classic Hits” – do músico americano Jim Croce (com um estilo de violão e voz semelhante ao de James Taylor e Cat Stevens, que emplacou vários sucessos nas décadas de 1960/1970, e desencarnou jovem, em 1973, num acidente de avião).
Deixo na sequência alguns links do Youtube com lindas canções dele.
- Jim Croce - I Got a Name
- Jim Croce -These Dreams
 - Jim Croce - New York's Not My Home
 - Jim Croce - Lover's Cross
Jim Croce - Operator
 Jim Croce - Next Time, This Time
 Jim Croce - Time in a bottle
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, lembrei-me de um texto escrito no ano de 2005 - e que foi postado em diversas listas da Internet na ocasião. Então, deixo o mesmo na sequência, para enriquecer esse texto de hoje.
 
 
NO BRILHO DAS ESTRELAS...
 
Quando nós olhamos para o espaço sideral, com o coração generoso e a mente aberta, naturalmente o nosso ego curva a cabeça...
E, muitas vezes, admirados com o esplendor do infinito, as lágrimas vêm naturalmente aos olhos.
Olhando para o brilho das estrelas na imensa tapeçaria sideral, muitas vezes nós nos perguntamos: “Quem é o causador de todo esse brilho?”
Olhamos para cima em busca dessa Causa Cósmica Maior...
Mas não vemos nenhum Senhor de barbas longas, lá em cima, condenando os seres humanos a coisa alguma.
Pelo contrário, nós vemos um brilho intenso e zilhões de estrelas piscando na imensidão, como se nos alertassem de que a base da vida é a Luz.
Ao olhar para as estrelas, com o coração generoso, os problemas humanos se tornam pequenos demais, diante de tal grandeza.
Ao olharmos para o espaço sideral, por intuição, tomamos consciência de que, em outros orbes, outras humanidades também estão olhando para as
estrelas.
Em muitos desses orbes foram desenvolvidos recursos que permitem aos seus habitantes singrarem as estrelas com suas naves reluzentes.
Nós olhamos lá para cima, mas não vemos suas naves; no entanto, eles nos vêem e aguardam o despertar da humanidade para parâmetros melhores, para que possa haver um intercâmbio sideral digno.
Em outros orbes, outros homens e mulheres estão olhando para o espaço também. Eles são nossos irmãos e primos siderais.
Eles também se perguntam a mesma coisa: quem será o causador deste brilho?
Então, dentro do coração, inspirado ao olhar para o espaço sideral, nós podemos perceber, entre um sentimento e outro, no espaço interdimensional entre os próprios pensamentos, que existe uma canção sideral, que não é escutada nem percebida pelos sentidos da carne.
Uma canção que ecoa pelas dobras do coração, uma canção de Amor e de Luz...
Ela viaja por entre as estrelas e também dentro de cada um de nós.
A canção da Criação! A canção Estelar!
Uma canção sem som, que inspira, ilumina e que faz pensar na Grandeza Universal.
Ao olharmos para o espaço sideral, com o coração e a mente abertos, as lágrimas vêm naturalmente aos olhos.
Enquanto a canção vai descendo e entrando pelos chacras* - e chegando ao coração... Transmitindo alguma mensagem secreta, que, em um nível consciente, não percebemos; mas, talvez, em um nível inconsciente esteja sendo comunicada alguma idéia nobre, ou algum sentimento elevado que nos ajude pela caminhada da evolução.
Para que nós também, um dia, possamos singrar as estrelas em naves reluzentes. Mas, por enquanto, mesmo chumbados aqui na Terra, possamos pelo menos manter a integração espiritual com esses nossos irmãos e primos siderais, com as estrelas e com o Grande Arquiteto Do Universo.
Que cada um de nós possa, dentro de si mesmo, fazer uma integração sadia, e que essa integração se propague invisivelmente para outras pessoas, em outros lugares...
Nós, aqui da Terra, os habitantes de outros orbes, os extraterrestres que nos visitam secretamente, e quantos mais seres houver na imensidão sideral, todos olham para as estrelas e também se perguntam: “Quem será o causador deste brilho?”
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges -
São Paulo, 02 de fevereiro de 2005.
 
- Nota:
* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
 

Texto <1221><05/12/2012>

1220 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ – L*

Nunca é tarde para crescer...
Mas isso é decisão da alma.
E não pode ser decidido na mente, não!
 
Porque é coisa do coração.
E também é assim nos relacionamentos.
É algo de alma para alma.
E não se pode barganhar com isso.
 
Porque o Amor real não é um negócio de ganhar ou perder.
É sintonia espiritual, de coração a coração.
E quem ama, sabe: sentimento algum pode ser descrito em palavras.
 
No entanto, a Luz de um olhar pode revelar tudo...
Ou, quem sabe, um simples toque de mão?...
E, em ambos, o coração se entrega.
 
Mas, quem explica isso?...
O que se sente e o que se vê além dos sentidos comuns.
Há algo mais... um Amor, uma Luz.
E quem ama, sente e sabe disso.
 
Porque olha e toca, algures...
E seu coração voa, por entre os planos, para o Céu.
E, Lá, a morte não existe – e o Amor continua...
E o que se vê são as consciências extrafísicas, bem vivas!
 
Sim, há algo mais... um Amor, uma Luz.
E ter certeza disso é decisão de alma.
E não há barganha nisso, pois o coração sabe.
Ah, não tem conversa, não!
 
Quem ama, sabe que a vida continua...
E isso não se explica, só se sente.
Um Amor, uma Luz. Há algo mais...
 
P.S.:
Sempre é tempo de crescer.
É decisão da alma.
E se é Amor, a Luz acontece.
Seja na Terra, ou no Astral, isso é assim.
E quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 11 de novembro de 2012.
 
- Nota:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
 

Texto <1220><30/11/2012>

1220 - BRUMAS DA ALMA

Sonho que estou dirigindo meu carro por uma estrada sinuosa entre grandes montanhas cinzentas...
Há um forte nevoeiro envolvendo o manto da noite e a visibilidade não está nada boa. Ainda bem que sou boa motorista e controlo bem meu veículo, pois essa rota que escolhi é muito perigosa.
Meus faróis de milha estão altos, perfurando a massa brumosa à minha frente.
Sorte a minha por não estar carregando nenhum carona, pois não gosto de ninguém dando palpites na minha maneira de dirigir. Não suporto ninguém me dizendo o que fazer. Além disso, o carro é meu e, nós estamos bem acostumados um com o outro. O controle do veículo é totalmente meu e é assim que eu gosto.
Dirijo, dirijo, dirijo... E essa estrada sinuosa nunca termina.
O tempo passa e não consigo vencer o nevoeiro. Em dado momento, dou-me conta de que posso controlar o veículo, mas não posso controlar o meio ambiente à minha volta. O nevoeiro, a pista e as montanhas não estão submetidos ao meu controle. Assusto-me com essa constatação e encolho-me no banco do carro, perdendo a consciência do momento.
Bruscamente, desperto na cama e percebo a realidade ao meu redor. Estou segura em casa e o sonho se despedaçou.
Contudo, sinto “cacos invisíveis” espalhados em minha mente.
Olho para o relógio: são três e meia da manhã.
Viro-me na cama e sinto que meu coração quer me dizer algo que não percebo.
Encolho-me sob as cobertas e procuro me entregar ao sono novamente.
Acolho Morfeus* e embalo-me na hipnagogia**...
E é aí, no limiar entre a vigília e o sono, que percebo o sussurro do meu coração me dizendo: "O pior nevoeiro é o que obnubila a mente; a estrada mais difícil é a da espiritualidade; e as montanhas mais altas e cinzentas são os pilares do meu orgulho."
 
                                                         * * *
Na noite escura da alma, o amparador espiritual*** é o farol de milha espiritual, perfurando as trevas do caminho e guiando o viajante no rumo da lucidez, da espiritualidade e da simplicidade.
 
                                                         * * *
Quem mergulha nas águas perigosas do orgulho corre o risco de ser abocanhado pelos crocodilos da tristeza!"
 
                                                         * * *
O coração magoado é semelhante a uma casa mal-assombrada: cheio de fantasmas doloridos gritando alto e arrastando as correntes do desequilíbrio no recinto das emoções.
 
                                                           * * *
O ego adora utilizar duas palavras: eu e meu. É por isso que o carma**** também lhe trará no futuro duas palavras: dor e dor!
 
- Os Iniciados -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. 3” – Editora Universalista – 1998.)
 
- Notas:
* Morfeus – do grego - o deus do sono.
** Hipnagogia - é o estado alterado de consciência entre a vigília e o sono.
*** Amparador extrafísico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.
**** Carma - do sânscrito karma - ação; causa – é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo, obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes. A isso os antigos hindus chamaram de carma.

Texto <1220><30/11/2012>

1220 - SETE TOQUES CONSCIENCIAIS DO IOGUE IYENGAR

- Por B. K. S. Iyengar* -
 
1. Assim como um rio caudaloso, adequadamente dominado por represas e canais, cria um vasto reservatório de água, evita a fome e fornece energia abundante para a indústria, do mesmo modo, a mente, quando controlada, fornece um reservatório de paz e gera energia abundante para o enaltecimento da humanidade.
 
2. O iogue compreende as faltas dos outros, ao identificá-las e estudá-las primeiro em si mesmo. Esta auto-análise ensina-o a ser caridoso com todos.
 
3. A ignorância não tem um começo, mas tem um fim. Há um começo, mas não há fim para o conhecimento.
 
4. Quando as águas do amor fluírem através das turbinas da mente, o resultado será a força mental e a iluminação espiritual.
 
5. No verdadeiro amor não há lugar para o “eu” e o “meu”. Quando o sentimento do “eu” e do “meu” desaparece, a alma individual atinge sua maturidade.
 
6. Não é só porque um homem é vegetariano que ele necessariamente deixa de ser violento por temperamento, ou se toma um iogue, embora a dieta vegetariana seja necessária à prática da ioga. Tiranos sanguinários podem ser vegetarianos, mas a violência é um estado de espírito, não uma questão de dieta. Reside na mente humana, e não no instrumento que o homem tem nas mãos. Pode-se usar uma faca para cortar uma fruta ou para matar um inimigo. A culpa não é do instrumento, mas de quem faz uso dele.
 
7. Há dois tipos de ira: uma que rebaixa a mente, ao passo que a outra leva ao crescimento espiritual. A raiz da primeira é o orgulho, que enfurece a pessoa quando preterida. Isso impede que a mente veja as coisas na proporção devida e toma o julgamento falho. O iogue, por outro lado, enfurece-se consigo mesmo quando sua mente se rebaixa ou quando todo o seu conhecimento e experiência não o impedem de agir insensatamente.
 
(Texto extraído do livro “A Luz do Ioga” – B. K. S. Iyengar – Editora Cultrix.)
 
- Nota:
* Iogue Iyengar (Bellur Krishnamachar Sundararaja Iyengar; Índia, 1918-) – mestre iogue, fundador de vários grupos de Ioga pelo mundo, e autor de diversos livros.
 

Texto <1220><30/11/2012>