1174 - AMOR NO CORAÇÃO - AURORA NO OLHAR... - II*

(Transbordando de Luz na Senda...)
 
Você sabe: o Amor é um estado de consciência.
É como a primavera: faz bem a todos.
Por isso, as Almas Livres** sempre ensinaram sobre o caminho do coração – e não o caminho da cabeça.
Porque Elas sabiam que não há como a mente - e seus esquemas ilusórios -, compreender a profundidade do Amor.
Aquilo que se sente, em Espírito e Verdade, é muito maior do que as explicações ventiladas pelo ego de quem tenta compactar sentimentos em noções estratificadas mentalmente.
É como uma linda canção: toca o seu coração, de formas admiráveis e misteriosas.
Ah, o Amor que se explica não é sentimento real – não mesmo... É apenas jogo emocional do ego.
Aliás, só o Amor compreende o Amor – assim como, só se aprende a viver, vivendo... E não há uma cartilha para isso.
Quando o coração escuta a canção certa, tudo muda - a sintonia espiritual acontece... E isso não tem tempo ou lugar, simplesmente é!
Quando o coração sente outro coração, respira junto, mesmo à distância.
É simples assim: é sintonia, de alma para alma.
E quem pode explicar isso só com a mente e suas ilações teóricas sobre o sentir?
Não, não há como alguém escrever um tratado teórico de como lidar com os sentimentos... Porque o coração lê diretamente, na linguagem prática da alma, o que se passa em outro coração.
É por isso que quem ama tem dificuldade em esconder o que sente... Porque o seu coração transborda de Luz, e isso é claramente percebido por outro coração na mesma sintonia, mesmo à distância.
Ah, essa é a coisa mais poderosa de todas! E também é a mais perigosa para o ego, porque suscita grandes transformações no Ser, pois, na presença do Amor, tudo muda.
Agora você sabe: isso não se explica, só se sente...
É como a linda canção: faz você viajar nas ondas de sentimentos maravilhosos e misteriosos.
Por isso, as Almas Livres inspiraram espiritualmente ao sábio Shankara um de seus grandes ensinamentos, que diz:
“Há uma Luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos.
É a essência da alma.
Essa é a Luz que mora no coração.”
Então, pegando uma carona nesse ensinamento, eu lhe digo:
“Tenha coragem de assumir a Luz do Amor em seu coração... Aceite-a!”
Ah, isso não se explica, só se sente...
 
P.S.:
Às vezes, me perguntam se estou apaixonado por alguém, e se escrevo por causa disso. Na verdade, há muitos anos que o meu chacra cardíaco está aberto e cheio de Luz.
Por isso, sinto um Grande Amor passando pelo meu pequeno coração – e também uma alegria natural. Então, deixo o meu coração escrever através de mim.
E sei que isso não se explica, só se sente... Mas sei, também, que, quem ama, de alguma maneira, de alma para alma, compreende.
Bom, finalizo esses escritos com outro ensinamento extraído da Sabedoria Perene: “Quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.”
 
(Dedicado a todos aqueles que amam realmente – e que têm a coragem de vencer a si mesmos -, e aos que transbordam seus corações de Luz, só porque escutam uma linda canção.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma, mais uma vez, transbordando...
Florianópolis, 26 de abril de 2012.
 
- Notas:
* A primeira parte desse texto pode ser acessada no site do IPPB, no seguinte endereço específico: [BR]
** Almas Livres – Sobre isso, favor ver os dois textos postados nos seguintes links específicos do site do IPPB:
"Lembrando as Almas Livres…" - Parte I - [BR]
"Lembrando as Almas Livres…" - Parte II -[BR]
 

Texto <1174><18/05/2012>

1174 - ENTRANDO NA LUZ...

(Um Até Breve ao Prof. Ademar Ramos)
 
A vida não é só viver, é também sentir.
E eu sinto você.           
Agora, estamos em planos diferentes.
Mas, quem disse que o coração se importa com isso?
Às distâncias?... Apenas coisas da mente e seus condicionamentos espaciais.
Porque, quando um coração sente outro coração, o espaço e o tempo se dobram diante do Amor... E o que se vê é uma Luz.
E, dentro dela, duas almas que se tocam por entre as miríades de planos da vida.
Então, aqui da Terra eu lhe envio um grande abraço, de alma para alma.
Porque a vida não é só viver... É também transcender a si mesmo.
E, nesse momento, você está viajando, de volta para sua Fonte Original, lá em cima, na casa das estrelas.
E a mesma Luz por onde você viaja agora, é a mesma que está aqui comigo.
É a Luz da Alma... E só quem ama é que compreende isso.
E quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.
(Ademar Ramos, que a sua viagem na Luz seja linda!)
 
P.S.:
Escrevi essas linhas nos estúdios da Rádio Mundial (São Paulo – 95.7 FM), um pouco antes do início do programa Viagem Espiritual - que apresento todos os domingos, das 12h30min às 13h.
Ao chegar, o Evaldo Ribeiro me informou que o prof. Ademar Ramos havia desencarnado no dia anterior, após um período muito adoentado. E ele estava triste e me pediu para falar algo no ar, pois muitos ouvintes da rádio também estavam tristes com a notícia.
Então, escrevi esse texto e li o mesmo no ar, em homenagem ao colega que viajou de volta para casa. E fiz isso com conhecimento de causa, porque participei de vários eventos junto com ele, desde palestras até programas de TV (principalmente o programa Dimensões, apresentado pela Rosana Beni).
O Ademar Ramos era ocultista e maçom, além de ter participado por muitos anos de estudos na Eubiose e na Teosofia. E, por várias vezes, discordávamos sobre a abordagem de alguns temas espirituais, mas sempre com respeito um pelo outro.
Bom, agora ele já se mandou para o “lado de lá”. E ficam aqui esses escritos em sua homenagem. E espero que os seus alunos e admiradores ponham em prática os seus ensinamentos conscienciais e não fiquem pesarosos com a sua passagem. Tomara que, pelo contrário, eles emanem energias sadias em sua intenção e compreendam que ele continua vivo, como sempre...
Sim, tomara que eles transcendam a noção ilusória de perda e lembrem-se do cerne do trabalho dele: CONSCIÊNCIA!
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 05 de fevereiro de 2012.

Texto <1174><18/05/2012>

1173 - KETU*

Caro leitor,
Você pode dizer nove milhões de vezes que a vida é injusta e que o Amor não existe. E, no entanto, nove milhões de vezes você será abençoado por um Amor cósmico que não quer saber se você acredita nele, ou não.
Esse Amor o ilumina, mesmo que você não o sinta conscientemente.
Dentro das fibras de sua alma, Ele vibra.
E, de dentro para fora, Ele faz brotar a Luz que você não imaginava ter dentro de si mesmo.
Você pode esconder-se ou até mesmo bloquear-se dessa vibração cósmica.
Porém, esse Amor é paciente e imortal, assim como você mesmo.
No momento em que você se abrir, lá estará Ele, de plantão, esperando-o.

                                             * * *

Não se desespere perante os percalços do caminho.
De outra frequência vibratória, vários corações espirituais estão batendo e torcendo por você.
Seres luminosos, amigos de outras eras, estão vibrando Amor e presença em cada momento de sua vida.
Cada passo que você dá é monitorado por olhos compreensivos, que vêem em você não um ser humano com vários defeitos, mas, um espírito em evolução, que precisa de carinho para crescer no rumo certo.
Por isso, queime suas ilusões com o fogo da sabedoria e use sua Luz para ver qual é o caminho verdadeiro.
Faça uma fogueira no interior de sua alma e incinere seus desejos inferiores.
Use como combustível o sentimento e a vontade de ser bom.

                                           * * *

Quando a tristeza bater à sua porta, lembre-se dos olhos espirituais que o observam. Não os decepcione.
Use a vontade e vença as barreiras humanas ou astrais que o pressionam.
Não desanime, porque você não está sozinho.
Vários planos estão unidos a você.
Pé na estrada e visão larga em todos os sentidos; Amor vibrando no coração; Luz jorrando pelos olhos; vitalidade irradiando do corpo; sabedoria vivendo na cabeça - e uma paz infindável morando na alma.
É o que nós, seus amigos inseparáveis, lhe desejamos nesta data de aniversário da libertação de uma raça**.

(Este texto é dedicado, com Amor imperecível, a todos aqueles que batalham contra o racismo). 

- Os Iniciados*** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. III” – Editora Universalista - 1998.)

- Notas:
* Ketu – do sânscrito – bandeira; emblema; marca; sinal.
** Esse texto foi feito no dia 13 de maio de 1992 – quando eram comemorados os 104 anos do dia da Libertação dos escravos no Brasil.
*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista.
Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
 

Texto <1173><15/05/2012>

1173 - SAINDO DA GOSMA PSÍQUICA - II

(E Entrando na Luz do Sorriso)
 
Na vida, bom humor é fundamental.
E isso vale também para o pessoal que mora no plano espiritual.
Porque, na Terra e além, o espírito é sempre o mesmo.
Dentro do corpo, ou fora dele*, cada um é o que pensa, sente e faz.
E quem ri, descongestiona o seu campo emocional e flexibiliza suas energias.
É como o gato: precisa espichar-se para manter suas energias em equilíbrio, senão elas acumulam em seu corpo e lhe causam desconforto.
É preciso rir mais, principalmente de si mesmo... E deixar de lado um monte de preconceitos e tolices que bloqueiam a livre expressão do Ser.
Ah, é necessário baixar a bola do ego e sentir-se integrado à vida, de forma simples e prazeirosa.
Chega de arrogância!
Chega de posturas de mestre ou de patrulheiro ideológico da vida alheia.
A vida é rica. E todas as coisas são feitas de energia...
Matéria é energia condensada; e energia é matéria em estado radiante.
Ou seja, tudo é energia em graus variados de condensação.
Portanto, rir é fundamental para a livre circulação das energias, seja no corpo físico ou no corpo sutil**.
E rir de si mesmo é um grande remédio para curar-se do vírus da arrogância.
E sentir-se partícula do Todo é só alegria.
Bom humor é fundamental, na Terra e além... Pois, quando você ri, sua Luz fica mais linda.
 
- Wagner Borges -
Ourinhos, Sul de Minas Gerais, 20 de abril de 2012.
 
- Notas:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
** Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
Obs.: Segue-se abaixo a primeira parte desse texto.
 

SAINDO DA GOSMA PSÍQUICA E ENTRANDO NA LUZ DO SORRISO*
 
Houve uma época em que eu era muito triste.
Havia uma enorme fenda em minha alma, por onde eu perdia muita energia.
Por isso, passei a ver a vida de forma cinzenta e macambúzia.
Nada me agradava, e em tudo eu via alguma coisa para criticar.
Como efeito de tal estado de consciência melancólico, projetei minhas amarguras nos textos que escrevia. De forma ácida e contundente, joguei nos meus escritos a minha dor e o meu vazio interior.
Movido apenas pelo intelecto cabuloso, tornei-me arrogante e pedante em excesso. Qualquer coisa era motivo para irritação e desmandos emocionais diversos.
Disparei muitas setas ácidas, por meio dos meus escritos, e tudo era o alvo. Nada e ninguém escapavam do meu escrutínio devastador.
Em minha ilusão, eu era o pensador, e o mundo era a escória.
Fiz muitas inimizades com essa minha postura arrogante e considerava tal coisa como absolutamente natural, num mundo que eu julgava cheio de mentecaptos.
Como eu disse no início, eu era muito triste e enfadonho.
O tempo passou, e eu envelheci, como todos, pois ele não perdoa!
No entanto, em lugar da idade me trazer sabedoria, eu me tornei mais amargo ainda. Na verdade, torcia para que a morte viesse logo!
Por fim, o momento fatal chegou, mas não da maneira como eu imaginara.
Em meu pessimismo crônico, eu esperava que houvesse uma espécie de anulação da consciência, mas tal não aconteceu.
Não deixei de existir nem de pensar; pelo contrário, pensava mais do que nunca.
E isso me assustou muito!
O desligamento do mundo, propiciado pela morte, só me alijara do corpo físico, mas não destruíra minha mente.
E ali estava eu, ser pensante, assustado igual criança no escuro, no desconhecido do além vida... Abduzido irremediavelmente para fora do ergástulo terreno, vi-me imerso num mar de formas mentais cinzentas.
Eu flutuava no meio do lixo mental que acumulara em torno da mente, por uma vida inteira de amargura.
Eu era prisioneiro de um verdadeiro calabouço psíquico, formado pelos meus próprios pensamentos negativos. Estarrecido, eu descobri que era prisioneiro de uma gosma psíquica engendrada em minha própria mente.
Então, fiz o impensável: gritei, gritei e gritei... E não era contra ninguém.
Pela primeira vez, o alvo de minha frustração era eu mesmo!
Mergulhei numa profunda melancolia pós-morte, e eu era o único responsável por ela. De tanta acidez emocional, terminei atolado no meu próprio vômito psíquico.
Por um tempo que não sei determinar exatamente, fiquei nesse estado de consciência obscuro, ruminando minha mesquinharia mental.
Todavia, apesar de minha imensa petulância, recebi uma ajuda providencial.
Alguém rompeu o meu casulo psíquico e dispersou as energias cinzentas em torno.
Era um homem alto e magro, de cerca de 60 anos de idade, meio calvo, com cabelos brancos nas laterais, vestido de branco e com uma expressão simpática.
Ele me tirou daquela gosma terrível e me disse, de forma bem humorada:
“E aí, meu chapa! Está na hora de você arrotar sua amargura.
Chegou o momento de abrir as portas de seu coração, para que outros ares ventilem suas emoções. Eu faço parte do grupo de escritores e poetas da Companhia do Amor.
E, como você também escrevia lá na Terra, sobrou para o nosso grupo atendê-lo.
Mas não esquente a cuca, não! Está na hora de melhorar, meu chapa!”
Guiado por esse novo amigo, desprendi-me daquele clima psíquico ruim.
Fui tratado e energizado. Tomei banho de luz e fiz terapia por um tempo.
Mas o que me curou mesmo foi o bom humor desses fantásticos amigos da Companhia do Amor. Eles me ensinaram a rir e levar as coisas na esportiva.
Respeitaram-me, mas não fizeram concessões ao meu ego.
Falaram-me tudo que eu precisava ouvir, na cara, sem dó nem piedade.
E, ao mesmo tempo, fizeram-me rir demais; fizeram-me ver o meu papel cinzento de ser amargo. Então, só me restou cair na lábia deles e rir junto do meu ridículo.
E, pela primeira vez em muito tempo, eu me permiti rir e assim desafoguei os meus dramas internos. Como eles dizem por aqui, “desopilei o fígado”.
Agora estou numa nova etapa, sem desavenças comigo mesmo ou com o mundo.
A fenda em minha alma foi fechada por uma massa de luz e sorrisos.
Aprendi que há muita inteligência na simplicidade de quem sabe levar a vida de um jeito alegre. E que arrogância é doença psíquica séria.
De que adianta ser cheio de cultura e estudo, se isso não iluminar suas emoções?
O que mais quero agora é ser simples; quero falar e escrever sobre novos temas, mas sem críticas literárias ou intelectualismo escabroso.
Quero ser feliz! Quero rir igual aos amigos da Companhia do Amor.
Que se inicie uma nova etapa, sem apertos no coração ou conversa mole.
Que haja luz e risos, para preencher as fendas que separam o ser de si mesmo.
Como aprendi por aqui, “todo tempo é tempo de aprender”.
 
- Um Novo Amigo e Calouro da Companhia do Amor** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Ribeirão Preto, 13 de dezembro de 2006).
 
- Notas:
* Esses escritos são a transcrição de uma conversa extrafísica (enquanto eu me encontrava fora do corpo durante o sono), que tive com um espírito que foi assistido há algum tempo pela turma da Companhia do Amor.
Registrei mentalmente o seu depoimento e logo em seguida voltei para o corpo. No entanto, só consegui me lembrar de parte da conversa. Porém, horas mais tarde, quando eu me encontrava dentro de um avião (no trajeto entre São Paulo e a cidade de Ribeirão Preto), veio o resto do papo na mente e aí anotei tudo rapidamente nas páginas do livro que estava lendo no momento, ali mesmo, durante o voo, enquanto uma aeromoça me observava atentamente, talvez pensando como é que eu conseguia me concentrar e escrever de forma tão rápida.
** A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor" - Edição independente - Wagner Borges - e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br  
 

Texto <1173><15/05/2012>

 

1172 - FALANDO DE ALQUIMIA INTERIOR - II*

Você sabe: a verdadeira alquimia é aquela que ocorre dentro do coração – a da transmutação consciencial.
Lembre-se: Tudo vibra!
Na natureza, nada morre, tudo se transforma.
Para a borboleta voar, primeiro precisa deixar de ser lagarta... Precisa ter a coragem de sair do casulo escuro para a Luz.
Com o homem também é assim: para singrar os espaços livres e conhecer outros planos na imensidão sideral, primeiro precisa aprender a vencer a si mesmo nas lides da Terra... Ou seja, antes de ascender aos níveis da Consciência Cósmica, precisa deixar o “casulo do seu pequeno eu”.
A alquimia interior transforma o Ser no cadinho secreto do coração. E a pedra filosofal que causa as grandes transformações conscienciais é o Amor.
Talvez, por isso mesmo, muitos sabotem os próprios sentimentos, na vã tentativa de travar os processos alquímicos em seu interior. Porque o Amor renova a Luz, transformando o velho ser de ferro num novo Ser de Ouro.
O pequeno eu - enferrujado de ignorância e medo -, se transforma na Consciência Desperta e sem medo de voar. No entanto, toda transmutação exige o devido tempo de depuração no cadinho da experiência. E isso não é fácil!
Antes de voar livre, a borboleta precisa passar um tempo dentro do casulo escuro e, nesse processo, vai deixando de ser lagarta. Ou seja, vai morrendo para a fase anterior, para, na sequência, renascer no estágio seguinte, literalmente transformada.
Da mesma maneira, o homem de ferro vai morrendo... E, lentamente, o Ser de Ouro vai emergindo, pois, antes do estado de Consciência Cósmica, precisa passar pelo necessário tempo de burilamento na Terra.
E assim também é com o diamante, que, antes de ser linda joia, era carvão.
Sob a ação do tempo e da pressão no seio da Terra, o mineral escuro transforma-se na bela joia que reflete a Luz em miríades de brilhos maravilhosos.
A borboleta é ex-lagarta. O diamante é ex-carvão. E o Ser Dourado (Consciência Desperta), é ex-homem de ferro (ferrugem consciencial).
Ah, mesmo no escurinho do casulo, a lagarta já sonha com a Luz que verá como borboleta livre... E o carvão, aninhado no seio da Terra, já sente as primeiras contrações do diamante em seu ventre.
E, dentro do coração do homem, já surgem as primeiras centelhas da Consciência Cósmica... Mas, antes da iluminação, o devido tempo de depuração no cadinho da experiência.
E haja força para aguentar o Poder do Amor transformando a consciência...
Haja Luz! Sim, mais Luz em cima de nossa ferrugem de dentro, para que, dali, surja o Ouro da Consciência Desperta, brilhando como nunca**.
 
P.S.:
Você sabe: o que está no alto é como o que está embaixo.
E o que está embaixo é como o que está no alto, no milagre de uma só coisa.
E isso é em seu coração.
O lance real não é ter (ferrugem), mas, sim, aprender a Ser (de Ouro)***.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma, aprendendo a Ser.
São Paulo, 13 de abril de 2012.
 
- Notas:
* A primeira parte desse texto foi postada no site do IPPB, no ano de 2004. Para acessá-la, basta entrar no seguinte endereço específico:
 https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&;view=article&id=9516:474-falando-de-alquimia-interior&catid=31:periodicos&Itemid=57
** Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som uma das lindas canções do Yes, que, desde a década de 1970, tem embalado muitos corações naquela Luz que não se explica, só se sente.
Obs.: para quem quiser ouvir essa pérola do rock progressivo, seguem abaixo dois links do site do Youtube (com uma versão de estúdio, original, e uma versão ao vivo, realizada no ano de 2001).
- Yes: "Soon" (parte final da suíte "The Gates of Delirium", do disco “Relayer” - 1974)
http://www.youtube.com/watch?v=jTHpA-thx4A&;feature=relatedYes
- Yes: "Soon" (parte final da suíte "The Gates of Delirium", do disco “Symphonic Live” - 2001)
http://www.youtube.com/watch?v=JTDaSsSaCqE&;feature=fvsr
*** Para enriquecimento desses escritos, deixo na sequência um texto esclarecedor do lúcido ocultista chileno John Baynes (pseud. de Dario Salas).
 

OS MESTRES E O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL
 
- Por John Baines -
 
Há uma barreira muito forte que costuma afastar os levianos do estudo hermético: a ausência do atrativo exótico, que constitui um anseio seguro para pessoas ingênuas, que buscam a imagem chamativa, em detrimento da verdade intelectualmente discernida.
Deste modo, prestam toda a sua atenção aos supostos mestres que usam vestimentas insólitas e de cores chamativas, ou que usam turbantes e estranhas gemas. O sujeito de aparência comum passará seguramente inadvertido, ainda que seja um grande e genuíno mestre.
O problema reside em que pessoas que têm tido algum tipo de contato com o esotérico, difundem a crença de que os mestres são seres etéreos, que vivem isolados da matéria e que não necessitam talvez comer, defecar e nem respirar. Pensam que a espiritualidade deverá transparecer de tal maneira que o sujeito será sempre incrivelmente formoso, vidente, telepata, possuidor de um estado contínuo de desdobramento e que repudie as coisas materiais.
Para o vulgo, um mestre espiritual não pode ser de aparência comum. Deve ser muito ancião; fazer milagres; viver em um templo, gruta ou retiro.
Deve vestir-se de maneira diferente; ter uma biografia cheia de eventos milagrosos e ter tido como mestre alguma autoridade superior a ele mesmo. Um homem estelar!
Segundo este critério, deveria parecer um extraterrestre; usar gemas provenientes de outro planeta e vestir roupas de estilo galáctico.
Nada disto por certo corresponde ao real, já que um autêntico mestre não se diferencia em nada do homem comum, e assim deve ser precisamente. Muitos bobos perguntam de onde vem a autoridade de determinado mestre, acreditando, talvez, que se alcance esta condição por delegação de funções de uma espécie de "sindicato de mestres".
Nisto influi consideravelmente o costume dos títulos profissionais, dignidades outorgadas pela sociedade aos que têm êxito em determinadas matérias. Provavelmente, se considera que se chega a ser mestre da mesma forma, isto é, sendo nomeado por um comitê de autoridades superiores.
É preciso assinalar que a condição de mestre corresponde a um nível de desenvolvimento espiritual, e não a uma dignidade outorgada por outras pessoas, mesmo que para chegar a ser mestre seja preciso fazê-lo sob a direção de alguém que já possua esse dito estado de consciência.
Existe por acaso algum tipo de documento que possa certificar que "fulano de tal" possui um estado de consciência determinado?
Tal suposição é absurda, já que o nível consciente se demonstra na prática, e não pelo aval de supostos colégios superiores de iniciados ou mestres.
A maestria é um estado de consciência alcançado dentro do mecanismo das leis da natureza, não uma concessão graciosa de alguma divindade ou autoridades superiores.
O autêntico mestre é reconhecido invariavelmente pelos guardiões ocultos que existem no plano da energia/mente, e só estes, ao reconhecê-lo como tal, podem dar-lhe o passe para atuar em determinados contextos.
Estes guardiões a que nos referimos são grandes mestres da antiguidade, que vivem sem o corpo físico, e que têm por missão manter a pureza do conhecimento hermético, evitando que seja contaminado pelas ambições pessoais de pseudosmestres.
Estes seres se encarregam de anular os estudantes de hermetismo que chegaram a obter certos conhecimentos e pretendem fazer péssimo uso deles.
Perguntemos a nós mesmos qual a diferença entre um menino e um adulto, e o óbvio da resposta nos permitirá, de maneira equivalente, separar o falso mestre do autêntico, já que só o desenvolvimento efetivo do ser estabelece a diferenciação.
 
- Nota de Wagner Borges: Esse texto foi extraído do livro “El Desarollo Interno” - de autoria do ocultista e filósofo chileno Dario Salas (que se utiliza do pseudônimo John Baines em suas andanças pela América).
 

Texto <1172><11/05/2012>