1105 - NA SENDA DA TUA ALMA

(Quando a Rosa Fala ao Coração)
 
Irmão de senda espiritual,
Por favor, olhe para dentro de ti mesmo,
E veja o sol em teu próprio coração.
 
Redescobre o teu verdadeiro caminho, para além dos caminhos...
E hasteie a bandeira do discernimento em tua jornada,
Para que ela tremule sob a ação do vento da esperança.
 
Preste atenção em Tua Alma, pois tu vives n’Ela – e por Ela.
E a tua verdadeira origem é a Luz.
E a música dos astros retumba em ti, sempre...
 
Tu vieste das plagas estelares.
Portanto, tu és um cidadão do universo.
Mas, no momento, estás tocando a pele viva da Terra.
 
Tu és filho do Grande Arquiteto Do Universo!
E carregas a eternidade em teu coração.
Ah, as estrelas são tuas irmãs.
 
Não te esqueças de Tua Alma, jamais!
Olhe dentro de ti mesmo – em tua essência.
E reconhece o Poder de Teu Pai Celestial.
 
O mesmo Poder que engendrou o infinito...
E que é o Amor mais lindo de todos.
E que habita em teu coração.
 
Irmão estelar, jamais renegue tua origem.
Porque, sem a Luz, tu não és nada!
E, sem Amor, tu te tornas miserável.
 
Às vezes, o teu ego te engana e te seduz...
Então, tu tergiversas na senda e se perde no abraço do orgulho.
E Tua Alma acaba sofrendo nos meandros de tuas ilusões.
 
E quando tu te perdes, machucas aos outros – e também a ti mesmo.
E, no entanto, tu poderias haurir forças nas asas da prece.
Para energizar teus passos na senda...
 
Ah, nos momentos de prova, escute Tua Alma.
Então, tu perceberás uma linda rosa florescendo em teu coração.
E tu te sentirás abraçado por um Grande Amor.
 
Irmão de senda, nada está fora de teu Ser.
E quando tu reconheces Tua Alma, te sentes em casa...
Porque tua origem é a Luz.
 
Ah, jamais te esqueças de Tua Alma – por nada nesse mundo.
E nem renegues ao Teu Pai Celestial – que te deu o sopro vital.
Ah, rende-te ao Amor que habita em teu coração.
 
Diante das dores do mundo, recolhe-te em prece, e cale o teu ego.
E pede a Tua Alma que vibre pelo Bem de todos.
E, em silêncio, abrace o mundo com energias serenas e amistosas.
 
Ah, meu irmão, deixe a rosa florescer em teu coração.
Pelo Bem de Tua Alma... Na Força de um grande amor.
Porque a tua verdadeira senda é no Coração do Todo.
 
Então, caminhe... Com toda Tua Alma, sempre honrando a Luz.
Com a tua flor aberta, pelo Bem de todos...
Em Nome do Grande Arquiteto Do Universo, Fonte Imanente de todos.
 
Que Deus abençoe a tua jornada.
 
Paz e Luz.
 
- Os Iniciados* –
(Recebido por Wagner Borges – São Paulo, 18 de março de 2011.)
 
- Nota:
* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
** Esse texto faz parte do prefácio do livro “Eu, Pilatos” – do meu amigo Mauricio Santini -, lançado pela Editora ProLíbera. A obra é o resultado de suas experiências metafísicas vividas ao longo de anos. São clarividências, clariaudiências, projeções astrais, e percepções extrassensoriais, entre outras, que viajam num dos acontecimentos mais importantes do planeta, a passagem de Jesus de Nazaré pela Terra.
Para obter mais informações sobre o livro (que também pode ser adquirido no IPPB), é só acessar o site da Editora ProLíbera: http://proliberaeditora.com.br/livro.php?lv=28 

Texto <1105><01/07/2011>

1105 - SMARA, SMARA*... – II

(Iniciados e Trilhas Espirituais)
 
Se tu escutas a música das esferas com todo teu coração...
Se tu sentes o Coração do Todo pulsando em teu coração...
Se tu oras a favor do bem da humanidade...
Se tu sentes que há um Buda-criança em teu coração...
Se tu andas no mundo com os Magnos Valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade em teus passos...
Se a tua jornada é justa e equânime e de acordo com o Alto...
Se tu transformas tuas lágrimas em Luz...
Se tu, mesmo sob o peso das provas acerbas, continuas fiel à tua Fé...
Se tu resistes ao mal e vences a ti mesmo...
Se tu respiras – e aspiras a Luz...
Se tu sonhas com um mundo melhor e fazes tua parte, confiando num Poder Maior...
Se tu te lembras de Jesus, e teu coração enternece...
Se tu respeitas os teus avós e teus pais, e amas os teus filhos, com todo coração...
Se tu escutas a boa música e te lembras do Céu...
Se tu resistes ao canto melífluo das más companhias e, pelo contrário, só escutas o som da Luz em teu coração...
Se tu te consideras um eterno neófito do Grande Arquiteto Do Universo...
Se tu sabes que o teu verdadeiro grau iniciático é o Amor que permeia tuas ações...
Se tu te sentes bem com tua própria companhia...
Se tu unes tuas mãos em frente ao teu peito e falas com o Pai Celestial, em espírito e verdade, com todo teu SER...
Se tu sentes a Consciência Cósmica brotando nas pétalas do lótus do teu coração...
Se tu sentes que os teus passos na senda são guiados por Krishna...
Se tu, mesmo estando humano no momento, te reconheces como um espírito...
Se tu, mesmo diante do aguilhão da dor e da morte, ainda assim ergues os teus olhos para o Alto e te lembras de um Grande Amor...
Se tu sentes a presença amiga dos mentores espirituais junto contigo na senda...
Se tu te reconheces como centelha viva da Luz do Todo...
Se tu te sentes como irmão das estrelas e do infinito...
Se tu sentes o abraço secreto dos iniciados espirituais de todas as eras...
Se tu agradeces o dom da vida e reverencias o teu Primeiro Amor...
Se tu lês essas linhas, e elas te fazem pensar no Grande Arquiteto Do Universo...
Se tu sentes um Grande Amor, que nem tu mesmo compreendes...
Se tu sentes que o Todo está em tudo...
Então, tu és um iniciado espiritual, meu irmão!
 
(Dedicado aos que estudam e trabalham na senda espiritual e que, mesmo sob o peso das provas e do ceticismo do mundo, jamais renegam sua espiritualidade.)
 
Paz e Luz!
 
(Texto inspirado espiritualmente pelo Grupo dos Iniciados**.)
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 04 de maio de 2011.
 
- Notas:
* Smara, Smara – do sânscrito – “lembre-se, lembre-se sempre!”
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Obs.: a primeira parte desse texto está postada no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5964:895-smara-smara&catid=31:periodicos&Itemid=57  

Texto <1105><01/07/2011>

1104 - CENTELHA

Somos bem mais do que pensamos.
Mais do que seres humanos, somos cidadãos do Universo.
E as estrelas são nossas irmãs!
No momento, estamos humanos, e a Mãe Terra nos guarda.
Mas não deixamos de ser espíritos, em momento algum.
Ah, a Luz do Todo também esta em nossos corações.
E quando nos esquecemos disso, algo dói dentro da gente.
Porque nós não vivemos sem a Luz!
E esse é um dos motivos que nos leva à tristeza sem motivo.
Sim, quando bloqueamos nossa natureza espiritual, ficamos tão pobres...
E tudo fica cinzento e confuso.
E só há uma cura para isso: reconhecer-se como consciência espiritual...
E reconectar-se com a Luz dentro do próprio coração.
Ou seja, perceber-se como centelha viva de um Grande Amor, que está em tudo.
Não dá para tirar a impressão luminosa do Todo em cada um de nós.
Ah, vamos acabar com a dor e ser felizes... Porque nós merecemos!
E não podemos fazer por menos: somos centelhas vivas do Eterno.
Então, por favor, vamos ser felizes de forma íntegra e verdadeira...
Que a dor vá embora, e que assim seja.
O Todo* está em tudo!
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges –
São Paulo, 27 de maio de 2011.
 
- Nota:
* O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

Texto <1104><29/06/2011>

 

1104 - A FOLHA DA ÁRVORE PIPAL

- Por Thich Nhat Hanh* -

 

Sob a árvore pipal, o eremita Gautama** focou todos os seus formidáveis poderes de concentração para examinar profundamente o seu corpo. Observou que cada célula era como uma gota de água de um rio fluindo infindavelmente através do nascimento, existência, morte, e não conseguia encontrar nada no corpo que permanecesse imutável, ou que se pudesse dizer que contivesse um eu independente. Intermesclado com o rio do seu corpo, estava o rio dos sentimentos, no qual cada sensação era uma gota de água. Essas gotas também se misturavam umas com as outras num processo de nascimento, existência e morte. Alguns sentimentos eram prazerosos, alguns, desagradáveis; alguns, neutros, porém tudo era impermanente: eles apareciam e desapareciam assim como as células do corpo.

Com sua grande concentração, Gautama explorou a seguir o rio das percepções que seguem fluindo ao longo dos rios do corpo e dos sentimentos. As gotas no rio das percepções mesclavam-se e influenciavam uma à outra em seu processo de nascimento, existência e morte. Se a percepção de alguém era equivocada, a realidade lhe aparecia velada. Ele viu que as pessoas eram apanhadas em infindável sofrimento devido às suas percepções distorcidas: elas acreditavam ser permanente, o que é impermanente; acreditavam ser um eu, o que não é um eu; acreditavam que aquilo que não tem nascimento e morte, tem nascimento e morte, e dividiam em partes o que é inseparável, indivisível.

Em seguida, Gautama focou a luz da sua consciência sobre os estados mentais que eram fontes de sofrimento – medo, raiva, ódio, arrogância, inveja, apego e ignorância. A plena consciência irradiou-se dentro dele como um sol brilhante, e ele utilizou aquele sol de consciência para iluminar a natureza de todos estes estados mentais negativos. Viu que eles emergiam devido à ignorância. Eram o oposto da mente atenta. Eram a escuridão – a ausência de luz. Ele viu que a chave da liberação residia em sobrepujar a ignorância e penetrar profundamente no coração da realidade, atingindo uma direta experiência dela. Esse não era um conhecimento baseado no intelecto, no raciocínio, mas na experiência direta.

No passado, Sidarta havia andado por inúmeros caminhos para dominar o medo, a raiva e o apego, porém os métodos que tinha utilizado não geraram frutos porque eram apenas tentativas de suprimir tais sentimentos e emoções. O monge agora entendia que a causa deles era a ignorância e que, quando alguém se desvencilha da ignorância, os obscurecimentos mentais se desvanecem por si mesmos, como sombras desaparecendo sob a luz do sol nascente. O vislumbre de compreensão de Sidarta era fruto de sua profunda concentração.

Ele sorriu e elevou o olhar para uma folha da árvore pipal impressa contra o céu azul, sua haste revoando para frente e para trás como se o estivesse chamando. Olhando profundamente para a folha, com clareza, viu a presença do sol e das estrelas – sem o sol, sem a luz e o calor, ela não existiria. Isto é assim, porque aquilo é daquela maneira. Também viu, na folha, a presença das nuvens – sem nuvens, não poderia haver chuva e, sem a chuva, a folha não poderia ser. Ele viu a terra, o tempo, o espaço e a mente – todos estavam ali presentes. Realmente, naquele exato momento, o universo inteiro existia naquela folha. A realidade da folha era um maravilhoso milagre.

Embora, ordinariamente, pensemos que uma folha nasça na primavera, Gautama podia ver que ela já estava lá por um longo, longo tempo, na luz do sol, nas nuvens, na árvore e nela mesma. Vendo que a folha jamais havia nascido, pôde ver que ele próprio também jamais havia nascido. Ambos, a folha e ele mesmo, tinham apenas se manifestado – nunca tinham nascido e, assim, eram incapazes de morrer. Com este vislumbre de consciência, ideias tais como nascimento e morte, aparecimento e desaparecimento, dissolveram-se, e a verdadeira face da folha, assim como a sua verdadeira face se revelaram. Ele pôde ver que a presença única de qualquer fenômeno tornava possível a existência de todos os demais fenômenos. Um incluía todos, e todos estavam contidos em um.

A folha e seu corpo eram um. Nenhum deles possuía um eu separado ou permanente. Nenhum deles podia existir independentemente do restante do universo. Vendo a natureza interdependente de todos os fenômenos, Sidarta viu a natureza vacuosa de tudo – que todas as coisas eram desprovidas de um eu separado, isolado. Ele percebeu que a chave da liberação repousava nestes dois princípios de interdependência e não-eu. As nuvens flutuavam através do céu, formando uma alva base para a translucente folha da árvore pipal. Talvez, naquele entardecer, as nuvens encontrassem uma frente fria e se transformassem em chuva. Nuvens eram uma manifestação; a chuva, outra. As nuvens também eram não-nascidas e não morreriam. Se as nuvens compreendessem aquilo, Gautama pensou, com certeza, cantariam alegremente enquanto caíssem em forma de chuva sobre as montanhas, florestas e campos de arroz.

Iluminando os rios do corpo, sentimentos, percepções, formações mentais e consciência, Sidarta agora entendia que a impermanência e ausência de um eu são as próprias condições necessárias à vida. Sem a interdependência e ausência de um eu, nada poderia crescer ou se desenvolver. Se um grão de arroz não tivesse a natureza da impermanência e da vacuidade em relação a um eu, ele não poderia transformar-se na muda de arroz. Se as nuvens não fossem desprovidas de um eu e impermanentes, não poderiam se transformar em chuva. Sem a natureza impermanente e desprovida de um eu, uma criança jamais se transformaria em um adulto. “Logo, – ele pensou – aceitar a vida significa aceitar a impermanência e a ausência de um eu. A fonte do sofrimento é a falsa crença na permanência e na existência de eus separados. Vendo isso, entender-se-ia que não há nem nascimento nem morte, nem produção nem destruição, nem um nem muitos, nem interior nem exterior, nem grande nem pequeno, nem puro nem impuro. Tais concepções são falsas distinções criadas pela falsa intelecção. Se alguém penetrar na natureza vacuosa de todas as coisas, transcenderá todos os obstáculos mentais e se liberará do ciclo de sofrimento.”

De uma noite à seguinte, Gautama meditou sob a árvore pipal, fazendo brilhar a luz da sua consciência por sobre seu corpo, mente, e todo o universo. Seus cinco companheiros já o haviam abandonado há bastante tempo, e seus copraticantes eram, agora, a floresta, o rio, os pássaros e os milhares de insetos viventes na terra e nas árvores. A grande árvore pipal era sua irmã de prática. A estrela vespertina que aparecia enquanto ele se sentava em meditação a cada noite, também era sua irmã de prática. Ele meditava até alta madrugada.

As crianças da vila vinham visitá-lo somente no começo da tarde. Um dia, Sujata trouxe para ele uma oferenda de mingau de arroz cozido com leite e mel, e Svasti trouxe uma braçada de grama kusa fresca. Após o menino retirar-se para conduzir os búfalos de volta à casa, Gautama foi sendo dominado por um profundo sentimento de que alcançaria o Grande Despertar naquela mesma noite. Na noite anterior, havia tido vários sonhos incomuns. Em um deles, viu-se deitado lateralmente, com sua cabeça repousando sobre um travesseiro constituído pelas montanhas dos Himalaias; sua mão esquerda tocando as praias do mar ao leste; sua mão direita tocando as praias do mar ao oeste, e seus dois pés descansando contra as praias do mar ao sul. Em outro sonho, uma enorme flor de lótus, tão grande quanto uma carruagem, crescia do seu umbigo e flutuava até tocar as nuvens mais altas. Num terceiro sonho, incontáveis pássaros, de todas as cores, voavam para ele, vindos de todas as direções. Estes sonhos pareciam anunciar que seu Grande Despertar estava bem próximo.

Muito cedo, naquela tarde, Gautama meditou andando ao longo das margens do rio. Ele desceu até a água e se banhou. Quando o crepúsculo começou, retornou para sentar-se embaixo da costumeira árvore pipal. Sorriu assim que enxergou a verdejante grama kusa bem-arranjada aos pés da árvore. Nesse mesmo lugar, ele já havia feito tantas descobertas importantes em sua meditação. Agora, o momento que tanto aguardava estava se aproximando. A porta para a Iluminação estava por se abrir.

Lentamente, Sidarta sentou-se em posição de lótus. Ele olhou, a distância, para o rio que fluía silenciosamente, enquanto a brisa suave roçava nas forragens ao longo das margens. A noite na floresta era tranquila, ainda que extremamente vívida. Em volta dele, trinavam milhares de diferentes insetos. Ele voltou sua consciência para a respiração e semicerrou seus olhos. A estrela vespertina apareceu no firmamento.

(Texto extraído do livro “Velho Caminho, Nuvens Brancas – Seguindo as Pegadas do Buda” – Editora Bodigaya – 2007.)

 

- Notas:

* Thich Nhat Hanh – nascido no Vietnã, em 1926, é poeta, mestre Zen e ativista da paz, sendo autor de 75 livros. Presidiu a Delegação Budista da Paz em Paris, durante a guerra do Vietnã, tendo sido indicado por Martin Luther King Jr. para o Prêmio Nobel da Paz.

** Sidarta Gautama – o Buda (Índia; 500 a.C.).

Obs.: Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.


Texto <1104><29/06/2011>

 

1103 - O EGO E O MEDO

- Por Swami Sivananda* -
 
Algumas pessoas não temem os tigres da floresta.
Algumas pessoas não têm medo dos tiros num campo de batalha.
No entanto, têm pavor da opinião pública.
O medo da opinião pública atrapalha o caminho do aspirante ao progresso espiritual.
Ele deverá ater-se aos seus próprios princípios, às suas próprias convicções, muito embora seja perseguido e muito embora esteja a ponto de ser feito em pedaços em frente à boca de um canhão. Apenas assim crescerá e compreenderá.
Todos os aspirantes sofrem desta moléstia funesta que é o medo.
O medo de todos os tipos deverá ser totalmente erradicado por Atma-Chintana**, por Vichara***, pela devoção e pelo culto da qualidade oposta: a coragem.
O positivo vence o negativo. A coragem vence a timidez e o medo.
Para que eu compreendesse completamente o segredo sutil da atuação da mente, passaram-se anos. Através do poder de imaginação, a mente causa estragos.
Medos imaginários diversos, o exagero, as histórias inventadas, as dramatizações mentais, a construção de castelos no ar, tudo isso se deve ao poder da imaginação.
Até mesmo um homem perfeito e saudável tem alguma doença imaginária ou qualquer outra devido ao poder de imaginação da mente.
Um homem pode ter um pouco de fraqueza ou Dosha (falta).
Quando ele se torna seu inimigo, você logo exagera e enfatiza a sua fraqueza e Dosha. Você até mesmo acrescenta ou conta histórias sobre muitas fraquezas mais e Doshas. Isso se deve ao poder da imaginação. Perde-se muita energia por conta dos medos imaginários.
 
(Texto extraído do livro "Concentração e Meditação" - Editora Pensamento).
 
- Notas:
* Para mais informações sobre o trabalho do Swami Sivananda, favor acessar o seguinte endereço específico do site do IPPB: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2027&catid=79%3Apensamento&Itemid=111 
** chintana: pensando, refletindo.
*** vichara: discriminação.

Texto <1103><22/06/2011>