904 - ALGUNS TOQUES CONSCIENCIAIS PARA REFLEXÃO SADIA

(Postado originalmente na Lista Interna do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)

Olá, pessoal.
Segue-se abaixo um texto inédito, escrito durante um congresso de Ufologia, em setembro do ano passado. O mesmo estava escrito num pequeno caderno e eu tinha me esquecido. Então, hoje eu me lembrei dele, e digitei-o ainda agora. E estou postando-o para vocês, mesmo sem a devida correção. Também aproveitei e coloquei alguns toques legais de outros escritos meus nas notas no fim do texto, que também estavam anotados no mesmo caderno.
Em tempo: nem precisa dizer que agora nas férias muitas coisas aconteceram. Muitos lances e vivências espirituais, muitas energias sadias e toques legais da espiritualidade. Inclusive, uma psicofonia gravada durante um lance mediúnico que rolou comigo em Jundiaí, que apresentarei para vocês numa das próximas reuniões.
Trata-se do depoimento de um espírito em recuperação, com revelações incríveis e toques muito importantes.
Também estou anotando, para uma das aulas do grupo, uma série de toques conscienciais de um amparador novo que surgiu na área e está trabalhando comigo.
Tempo não existe, mas o condicionamento humano é regido por datas e, por essa base, estamos entrando num ano novo (mesmo com pessoas carregando velhas babaquices e energias sujas dentro delas).
Então, vamos fortalecer, cada vez mais, as coisas do espírito em nós!

904 - OBSESSÃO VIRTUAL - A MAIS NOVA MODALIDADE DE ASSÉDIO PSÍQUICO

- Por Mauricio Santini -

Hoje eu despertei com uma idéia em bloco vinda dos amigos invisíveis. A mais nova sensação do astral inferior é uma modalidade apelidada de Obsessão Virtual. Simples.
Antes, os principais instrumentos obsessivos eram os desejos desenfreados, isto é, sexo como combustível à sacanagem, o consumo exagerado do álcool e de drogas, o tabagismo, a avidez pelo poder e pelo dinheiro, entre uma vastidão de possibilidades.
Era, e ainda é, comum ver, digo aos mais clarividentes, alguns verdadeiros "encostos" e sanguessugas grudados em bêbados e mendigos. Normal era, e ainda é, notar as entidades vampirescas de energia sexual coladas às auras das ninfomaníacas e dos tarados. E uma alcatéia de lobos ao redor de políticos e empresários inescrupulosos.
Atualmente, e digo isso de carteirinha, os irmãos umbralinos (leia-se, moradores do baixo astral), apostam numa novidade alvissareira para eles: a obsessão virtual. Estes homens sombrios se alimentam da possessão e do controle dos outros. Isso quer dizer que, emoções danosas como ciúmes, baixa estima, inveja, entre outros drinques infernais, são sorvidos pelos internautas das sombras mal intencionados.
Aquela conversinha despretensiosa do MSN pode virar uma bela arrancada para uma grande façanha do astral inferior. O sexo virtual, que nada mais é que um encontro com um desejo escondido e instintivo, é um portal para desgastar a energia criativa e criadora do sexo. O orkut, onde colocamos, ingenuamente, nossos álbuns, fotos de pessoas queridas, nossa rede de relacionamento e até os nossos momentos íntimos, serve de painel de controle de espíritos perversos que têm como meta principal a briga, a injúria, a calúnia e o desacordo entre as pessoas.
Quem de nós nunca foi prejudicado por um destes instrumentos? Agora mesmo, enquanto eu escrevia este texto, (pasmem!), meu computador desligou abruptamente, mas eu, prudentemente, havia salvo o arquivo.
Na minha vida virtual eu já tive incidentes que marcaram com pesar a minha vida. Já fui roubado três vezes pela Internet (senhas dos bancos foram clonadas), já perdi emprego por causa de arquivos gravados no MSN, já tive a minha vida devassada e perdi, injustamente, namoro e relacionamentos. Perdi a vontade de amar na vida real. Também encontrei amigos, estreitei relações e fiz negócios. O computador é meu instrumento de trabalho e sem ele, este texto não poderia ser escrito. Entretanto, é bom que as pessoas comecem a questionar o que devem ou não colocar na rede.
Então vai aqui um conselho amigo de uma pessoa que sofreu e ainda sofre com assédios reais e virtuais: ninguém precisa saber das suas vidas pessoais, nem mesmo seus amigos. Evite colocar suas fotos e dos seus queridos, não informem seus dados particulares, não adicionem pessoas que não conheçam ou confiam plenamente. Usem o computador para pesquisar, mandar mensagens e conversar, entretanto sejam discretos e jamais se exponham. Desconfiem de tudo. Por final, orai e vigiai sempre!
A Internet deve ser um meio de comunicação e não de vida. O recado está dado. Vivam mais e naveguem menos.

São Paulo, 10 de dezembro de 2008.

- Nota de Wagner Borges: Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos, e sempre me emociono com os seus textos brilhantes e cheios daquele algo a mais que só os grandes escritores e poetas possuem.
Para ver outros textos dele, é só entrar em sua coluna na revista on line de nosso site - www.ippb.org.br.


Texto <904><17/12/2008>

903 - DANÇANDO COM A VIDA

(Como Shiva Nataraja*)

 
Dance, como um floco de luz na noite.
Não nas baladas escuras dos homens,
Mas nas pistas luminosas do Eterno.
 
Dance, como Shiva, no universo.
Celebre a vida! Cada dia é chance de recomeço.
Cada dia apresenta sua lição. Então, aprenda!
 
Você sabe: quando o amor floresce, tudo muda.
O coração se ilumina e transforma o viver.
E nada mais será como antes...
 
Dance, como Shiva, para descerrar o véu das ilusões.
Para ter a coragem de agüentar um grande amor
Transformando o coração num sol.
 
Para ser você mesmo, além do que pensa e sente...
Para ver a Luz do Eterno em cada coisa transitória.
E, assim, não ser enganado pelas aparências ou circunstâncias.
 
Sim, dance como Shiva, para dissolver as emoções estranhas.
Para limpar as brumas da ignorância.
Para encontrar o amor real, que é a essência de tudo.
 
Ou, melhor dizendo, para reencontrá-lo.
Você sabe: isso é um presente!
Transforme os ruídos de seus dramas em lindas canções.
 
Celebre. Você pode. Em seu coração...
Se dançar nas pistas luminosas do Eterno.
Como um floco de luz na noite...
 
P.S.: Vale a pena viver! Para aprender as lições.
E, depois, quando Shiva apitar o fim do jogo,
Voar livre, como floco espiritual, para dançar em outras esferas.
Sim, dançar com Shiva, nas estrelas...
Om Namah Shivaya!**
 
Paz e Luz.
 
- Esses escritos são dedicados aos estudantes e trabalhadores dignos de todas as linhas espirituais, que, mesmo diante de dificuldades variadas (internas e externas), jamais renegam a espiritualidade e nem fogem da raia. Esse pessoal forte, igual à vida, que enfrenta o materialismo exacerbado com seu coração cheio de luz e de amor pelo Supremo.
Que Shiva os fortaleça na jornada, cada vez mais, em espírito e verdade.
 
- Wagner Borges (mestre de nada e discípulo de coisa alguma).
 
São Paulo, 12 de setembro de 2008.
 
- Notas:
* Shiva - na Cosmogonia hinduísta, o Divino é representado por três aspectos fenomênicos: Brahma - O Criador, Vishnu - O Preservador, e Shiva - O Transformador.
Shiva é o senhor de todas as transmutações na natureza, é o senhor das energias e de todo movimento vital. Em muitas representações simbólicas, Ele é representado como o "Nataraja", O Dançarino Divino que faz o universo vibrar e girar em sua eterna dança cósmica. Por isso algumas imagens O mostram dançando dentro de uma roda (o universo).
** Om Namah Shivaya - mantra evocativo das vibrações espirituais de Shiva.
Obs.: Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de dois trechos da sabedoria de Osho, que li ontem, em um ótimo livro contendo uma seleção de seus ensinamentos, recentemente lançado pela Editora Verus:
 
“O amor é a força mais benéfica do mundo. Nada vai mais fundo que o amor: ele cura não só o corpo, não só a mente, mas também a alma. Se o indivíduo é capaz de amar, todas as feridas desaparecem. Ele se torna inteiro – e ser inteiro é ser santo.
Se você não é inteiro, não é santo. A saúde física é um fenômeno superficial; ela pode ser garantida pela medicina, pela ciência. Mas a essência mais íntima de seu ser só pode ser curada por meio do amor. Aqueles que conhecem o segredo do amor conhecem o maior segredo da vida. Para eles não há amargura, velhice ou morte. Claro que o corpo um dia ficará velho e morrerá, mas o amor revela a verdade: a pessoa não é o corpo, é pura consciência. Você não nasce nem morre. E viver nessa consciência pura é viver em sintonia com a existência. A bem-aventurança é um subproduto da vida em sintonia com a existência.”
 
“Quando desperta, você começa a viver a vida de um modo totalmente diferente. Embora sua vida continue a mesma, você não é mais o mesmo. Sua abordagem é diferente, até seu estilo é diferente. Você vive mais consciente, não vai tateando no escuro. Vive com o coração e não com a cabeça. Sua vida se torna amor, compaixão, se torna uma canção, uma dança, uma celebração. É claro que quem tiver contato com você será infectado – isso é contagioso. É como fogo no mato: vai se espalhando.”
 
(Textos extraídos do livro “Meditações Para a Noite” – de Osho – Editora Verus.)
 
- Nota: Osho (Bhagwan Srhee Rajneesh; 1931-1990) foi um famoso guru indiano, que, entre as décadas de 1960-1980, viajou pela Índia e por diversos países levando os seus ensinamentos conscienciais, polêmicos e profundos, libertários e inteligentes, e, por isso, compreendido por muitos e incompreendido por outros.
Particularmente, gosto muito dos seus ensinamentos e extraio muita coisa boa deles. Tenho muitos dos seus livros (o meu livro preferido dele é o “Sementes de Mostarda”, onde ele interpreta magistralmente o sermão da montanha de Jesus), e penso que suas idéias estavam muito à frente de seu tempo, e, por isso, foram tão mal compreendidas pelas pessoas. Isso não significa que tudo em seu trabalho foi ótimo, pois muitos exageros foram cometidos, principalmente por grupos de discípulos que se enrolaram bastante ao confundirem suas idéias e fazerem dele o que ele menos queria: torná-lo um guru (e apegar-se à sua figura de iluminado e isento de falhas humanas, como qualquer outro ser humano).
Finalizando, deixo um trecho dele que evidencia bem isso que estou comentando aqui:
“Nunca seja inspirado por ninguém.
Permaneça aberto.
Quando você vir um lindo pôr do sol,
Desfrute essa beleza;
Quando vir um Buda,
Desfrute a beleza do homem,
Desfrute o silêncio, desfrute a verdade
Que o homem realizou,
Mas não se torne um seguidor.
Todos os seguidores estão perdidos.”
 
- Osho –
 
Obs.: Há diversos textos dele postados na seção de textos conscienciais da revista on line de nosso site – www.ippb.org.br.

Texto <903><12/12/2008>

903 - UM GRANDE AMOR NUM PEQUENO CORAÇÃO IV

(Quando o Espírito Fala ao Espírito)

 
Há muitos corações feridos nesse mundo.
Não por amor, como muitos asseveram.
Mas pelas ilusões acalentadas.
Pela arrogância; pelo medo do que é verdadeiro.
Ninguém é vítima de coisa alguma.
Cada escolha apresenta suas inevitáveis conseqüências.
E muitos escolhem caminhos que passam longe da Luz.
Engolfam-se em energias estranhas e atitudes infelizes.
Perdem o rumo, sem sequer perceberem isso.
O amor não tem nada a ver com isso.
O que pega é o orgulho, que sempre se acha o tal.
E é ele que se acha ganhador ou perdedor de alguma coisa.
Na maioria das vezes, perde o bom senso e ganha a mágoa.
E se arrasta em si mesmo, lamuriento e pesado.
O amor não usa máscaras e nem machuca o coração.
O que faz isso são as ilusões e as escolhas equivocadas.
O amor não foge de si mesmo e nem renega nada.
Quem faz isso é o medo!
O amor não rouba a luz do coração.
Quem faz isso são as emoções mal-resolvidas.
O amor não anestesia a consciência.
Pelo contrário, desperta o Ser para a luz e a vida.
O amor não agride e nem se deixa levar pelo mal.
Pelo contrário, é do Bem e faz querer viver.
O amor não se vende, nunca!
Ah, o amor é o amor... Não se explica, só se sente.
 
P.S.: Como diz o ditado, “o mal que me fazem não me faz mal.
Faz-me mal o mal que eu faço!”
Então, fico com o amor.
Fico com a vida.
Fico com a luz.
E que o Grande Arquiteto Do Universo abençoe a quem ler essas linhas.
 
(Dedicado a Krishna).
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – apaixonado pela vida, sempre.
 
Jundiaí, 19 de novembro de 2008.
 
- Nota:
* As três partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB – www.ippb.org.br -, nos seguintes endereços específicos:
Parte I: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5794.
Parte II: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5939.
Parte III: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5969.

Texto <903><12/12/2008>

902 - NOITE ESTRELADA

- Por Huberto Rohden -
 
Contemplei ao longe um grande ideal - e lá se foi o sossego de minh'alma.
Nunca mais estarei quite comigo mesmo...
Sempre atuará a gravitação do espírito...
Entrou-me no sangue da alma uma angústia cruel...
Sempre oscilará, irrequieta, a agulha magnética...
Sempre clamará o heliotropismo do meu ser...
Lavra-me no íntimo um incêndio voraz...
Feliz do homem profano - satisfeito consigo e com todo o mundo - esse infeliz!
Infeliz do iniciado - insatisfeito consigo mesmo - esse feliz!...
Aquele não conhece esfinges em pleno deserto - não conhece problemas...
Sorri-lhe o dia perene do seu plácido viver...
Mas o homem que pensa e ama - vive num ambiente de estranha agitação...
A sua noite é noite estrelada, sim - mas a treva é profunda e as estrelas altíssimas...
Todo pensar nos faz inquietos - todo querer nos abre Saaras imensos.
Todo viver oscila entre o Getsêmani e o Gólgota...
Todo amor agoniza entre os braços da cruz...
Entretanto, melhor é o inteligente sofrer - que o estúpido gozar...
Prefiro gemer numa noite estrelada - a sorrir num dia sem mistérios.
Prefiro sentir o que adivinho - a dizer o que ignoro...
Prefiro escutar a filosofia do silêncio fecundo - a ouvir a sociologia do ruído estéril...
Mais belos são os mundos que, incertos, entrevejo - que a Terra que meridianamente enxergo...
Creio mais no muito que ignoro - do que no pouco que sei...
Mais firme é a minha fé num universo ideal - do que nesse cosmos real...
Mais me aliciam ignotos horizontes - do que realidades palpáveis...
Bandeirante do além - não repousa meu espírito na querência do aquém...
Não me interessa o que sei - seduz-me o que ignoro...
Mesquinho é o passado, trivial o presente – como me encanta o futuro!
Contemplei ao longe um grande ideal - e lá se foi o sossego de minh'alma!
Nunca mais terei sossego de mim mesmo...
Nunca mais estarei quite comigo...
Devedor insolvente - enquanto viver...
Empolgou-me a noite estrelada do Infinito...
Rebelaram-se as potências dormentes...
Impossível um tratado de paz...
Adoro, ó noite estrelada, seus astros longínquos!
Por eles vivo... Luto... Sofro... Feliz...
 
(Texto extraído do livro "De Alma Para Alma" - do genial filósofo brasileiro Huberto Rohden – Editora Martin Claret.)
 
Obs.: Ver a coluna dedicada a Huberto Rohden em nosso site, na seção de Multimídia – www.ippb.org.br.

Texto <902><09/12/2008>