776 - ENSINAMENTOS DA MÃE

1. Uma gota de prática é melhor que um oceano de teorias, conselhos e boas resoluções.
2. Um dos principais obstáculos para o estabelecimento de uma harmonia progressiva é nossa ansiedade em provar ao nosso oponente que ele está errado e nós estamos certos.
3. Estamos sempre cercados pelas coisas em que pensamos.
4. Não tens direito de julgar um homem a não ser que sejas capaz de fazer melhor aquilo que ele faz.
5. É necessário nobreza de caráter para não ficares ressentido com alguém que te fez bem.
6. Para o homem comum, o sábio é uma espécie de caixinha de música, onde é bastante colocar uma moeda de uma questão para receber a resposta automaticamente.
7. A nobreza de um ser é medida pela sua capacidade de gratidão.
8. Quando sentires que não sabes nada, então estás pronto para aprender.
9. Apenas o egoísmo é que fica chocado quando encontra egoísmo nos outros.
10. Não é o número de anos que viveste que te faz envelhecer. Tu te tornas velho quando paras de progredir.
11. Não te importes com a estupidez dos outros, importa-te com a tua.
12. A perfeição não é um máximo nem um extremo. É um equilíbrio e uma harmonia.

- Mirra Alfassa -

Nota de Wagner Borges: Mirra Alfassa - conhecida como “A Mãe” – foi a principal discípula de Sry Aurobindo, um dos grandes sábios hindus que viveu na primeira metade do século 20.

Texto <776><12/05/2007>

776 - VIVEKA – O DISCERNIMENTO CONSCIENCIAL

Se eu citar Jesus e seus ensinamentos e, até pregar em seu nome, mas não respeitar a crença dos outros, tudo isso de nada adiantará.
Se eu admirar Krishna e cantar mantras e louvores ao divino, mas não tiver amor pela vida, então estarei perdido em mim mesmo.
Se eu meditar profundamente e falar dos ensinamentos dos rishis, mas não vir o divino em tudo, nada serei realmente.
Se eu seguir os ensinamentos de Buda e, até pregar em nome do iluminado, mas não praticá-los nas lides da vida cotidiana, então tudo continuará em trevas dentro do meu coração.
Se eu falar dos ensinamentos dos mestres, ou dos mentores espirituais, mas não viver com alegria nem me apaixonar pelo Todo, com certeza terei perdido o tempo de vida e suas experiências.
Se eu falar de Shiva, mas não transformar o meu ego em servidor da luz, de que adiantará?
Se eu falar dos santos, dos boddhisattvas, dos avatares, ou mesmo dos anjos, mas ainda carregar violência em meu coração, tudo permanecerá estranho dentro de mim.
Se eu falar da luz, mas carregar maldade em meus anseios e portar as faixas escuras do ódio no coração, então andarei em trevas.
Se eu falar da Mãe Divina e de sua doçura incondicional, mas projetar as farpas do egoísmo e da maledicência sobre os outros, estarei em miséria consciencial.
E se eu estudar os temas conscienciais, mas permanecer cheio de medo diante do invisível e ainda temer as provas do caminho, então só restarão as cinzas de minha ignorância diante do meu olhar de impotência.
Mas, se mesmo diante das dificuldades, eu assumir o comando de minha consciência e melhorar o que penso, o que sinto e o que faço, então serei eu mesmo melhorado.
E essa é a grande riqueza que alcançarei: eu mesmo melhorado!
Não é o que acredito que faz o que eu sou. É o que eu sou, realmente, que me faz como sou.
Por todo tempo, por onde eu for, seja com quem for, que seja eu mesmo, sempre melhorado, sempre aprendendo...
Maravilha das maravilhas, eu mesmo, sempre feliz.

P.S.:
De que adiantam as vitórias efêmeras no mundo, se, por dentro, na casa do coração, reina a desordem e a agitação?
De que adianta ter um corpo lindo, se a alma é pequena e cinzenta?
De que vale encher a cara de bebida, se, por dentro, tudo está ressecado e sem brilho?
De que adianta deitar com alguém na cama, se o coração não chama e o pensamento/sentimento voa para longe, para outro coração?
De que adianta ser arrogante por fora, se, por dentro, o medo de viver corrompe os melhores potenciais do ser?
De que adianta falar de amor, sem amar realmente?
De que adianta “viver sem viver”, só se arrastando, sem outros horizontes?
De que adianta a um homem ganhar o mundo, se ele perder sua alma?

Paz e Luz.

- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, mestre de coisa alguma e discípulo de coisa nenhuma, que sempre agradece ao Todo, por tudo.
São Paulo, 02 de maio de 2007.


Notas:

* Viveka – do sânscrito – discernimento espiritual.

* Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mentores dos Upanishads.

* Bodhisattvas - do sânscrito – são aqueles seres bondosos que estão perto de se tornarem Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do amor de todos os Budas.

* Avatares – do sânscrito – enviados celestes; emissários divinos; seres de luz.

* Enquanto passava esse material a limpo, lembrei-me de um texto do poeta Walt Whitman. Reproduzo o mesmo na seqüência.






CANTO A MIM MESMO

- por Walt Whitman -

Estão todas as verdades
À espera em todas as coisas:
Não apressam o próprio nascimento
Nem a ele se opõem;
Não carecem do fórceps do obstetra,
E para mim a menos significante
É grande como todas.
Que pode haver de maior ou menor do que um toque?

Sermões e lógicas jamais convencem;
O peso da noite cala bem mais
Fundo em minha alma.

Só o que se prova a qualquer homem ou mulher,
É o que é;
Só o que ninguém pode negar,
É o que é.

Um minuto e uma gota de mim
Tranqüilizam o meu cérebro:
Eu acredito que torrões de barro
Podem vir a ser lâmpadas e amantes;
Que um manual de manuais é a carne
De um homem ou de uma mulher;
E que num ápice ou numa flor
Está o sentimento de um pelo outro,
E hão de ramificar-se ao infinito,
A começar daí,
Até que essa lição venha a ser de todos,
E um e todos possam nos deleitar
E nós a eles.

- Texto extraído do livro “Folhas das Folhas de Relva”; Editora Ediouro.

Nota de Wagner Borges: Walt Whitman – 1819-1892 - grande poeta e escritor norte-americano.


Texto <776><12/05/2007>

775 - NA CACHOEIRA DE LUZ COM A MÚSICA QUE CURA

(Depoimento de um Músico Extrafísico Revitalizado e Feliz)

“Sim, eu estou aqui.
Depois de muito tempo, estou feliz.
Totalmente desintoxicado, nessa cachoeira de luz*.
Os meus versos eram ácidos, como eu mesmo.
E minha música era forte e vibrante.
Misturei flores e garra celta nas canções.
Nos shows ao vivo eu liberei o meu fogo.
Mas por dentro eu queimava mais do que podia.
E nada me satisfazia; nem drogas ou álcool.
Mas eu insistia, enquanto o fogo me consumia por dentro.
Ao mesmo tempo, eu cantava e tocava, pois isso era minha vida.
Era quando eu tocava as pessoas com o meu som, com o meu fogo.
O preto e o branco, o ácido e o suave, o prazer e a dor... Tudo era som!
E o fogo de dentro se alastrava mais e mais... Era fogo sem fim...
Minha mãe sabia, mas nada podia fazer. Só ela me entendia.
E os meus amigos viam que eu afogava o meu som no álcool em excesso.
E as drogas me tiraram a saúde para levar minha banda em frente.
Era visível para todos, e eu mesmo sabia do buraco em que me afundava.
As drogas e o álcool acalmavam o meu fogo, mas me consumiam de todo jeito.
O fogo maldito queimava minhas flores e acabava com o meu som.
Tentando apagá-lo, eu acabava por me entorpecer; e paguei um preço alto.
Minha saúde se foi, minha banda se esfacelou, e minhas canções murcharam.
Não dava mais para continuar... A viagem era ruim e não aplacava mais o fogo.
O show chegara ao seu final, sem palmas ou bom som, só com o meu desgosto.
Eu tinha perdido a doçura, as flores e a alegria de viver; minha música já era!
O meu baixo, tão potente, gemia de dor enquanto o fogo me queimava.
Ah, minha mãe! Só você compreendia o choro ácido do meu coração.
O seu garoto irlandês, de alma celta, pele morena e fibra de roqueiro.
Agora mesmo, nessa cachoeira de luz, me lembro de você e do seu amor.
Sei que você cuida da memória do meu som, mas estou feliz aqui.
Até fizeram uma estátua em minha homenagem, mas não ligo para isso.
Sou mais essa cachoeira de luz aqui. Mas gosto quando se lembram de mim.
Algumas bandas se inspiraram no som da minha banda, e eu também curto isso.
E há pessoas que ainda gostam da minha música; também gosto disso.
Apesar do fogo, a música ficou. Ficou uma centelha minha em alguns corações.
Estou rindo muito agora. Aquele fogo se foi na luz que me abraçou aqui.
Estou totalmente desintoxicado, livre, eu mesmo, sem o fogo, cheio de saúde.
Estou com tesão de viver, com o baixo na mão e um monte de canções.
E não encontrei nenhum inferno por aqui, só aprendi a lidar com a minha dor.
E continuo achando os pregadores religiosos uns hipócritas danados.
Não fui para o inferno deles; eu já tinha o meu por dentro, e queimava bem mais.
E também tinha o antídoto: a música que pulsava em mim.
Finalmente, me recuperei e me livrei das dependências que me dominavam.
Constantes banhos de luz e muita música me fortaleceram; voltei a rir!
A doçura voltou. Estou consciente e feliz. Nessa cachoeira de luz, eu canto.
O fogo se foi, mas a canções ficaram. E o som do baixo está potente!
Se você quiser, escreve isso tudo. Talvez melhore alguém que ler.
Ou, talvez, ajude a apagar o fogo de alguém, enquanto houver tempo.
E, se alguém escutar minha música e ficar contente, isso me faria mais feliz.
Tirando o fogo, o som da minha banda era muito forte e fez história boa.
Também fico contente de você gostar de minha música e de me ver revitalizado.
Quando você puder, venha tomar um banho espiritual nessa cachoeira de luz.
Quem sabe podemos escrever algumas canções juntos?”

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 17 de dezembro de 2007.)

P.S.:
O cara desse depoimento foi um baixista fenomenal em sua época. Como gosto de rock, conheço bem o seu trabalho. Não passo detalhes sobre sua pessoa devido ao assédio das pessoas querendo comprovações e detalhes pessoais. E não posso deixar de considerar as repercussões dos familiares dele a esse respeito. Então, mantenho o seu nome no anonimato, pois o importante é o recado dele. Outro detalhe: Esse depoimento dele foi colhido diretamente no plano extrafísico, durante uma experiência extracorpórea**. Depois, quando voltei ao corpo físico, anotei tudo rapidamente, para não esquecer posteriormente.

Paz e Luz.

* A cachoeira de luz que o espírito menciona faz parte de um templo de cura no plano extrafísico. Já vi várias outras em diferentes locais de cura do Astral. Ficar embaixo de uma delas regenera as energias do corpo espiritual – corpo astral, perispírito, psicossoma, corpo de luz.

** Experiência Extracorpórea ou Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico. Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo; Projeção astral - Teosofia; Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz; Experiência fora do corpo - Parapsicologia; Viagem da alma - Eckancar; Desdobramento, Desprendimento espiritual ou Emancipação da alma – Espiritismo.

Texto <775><09/05/2007>

775 - VIAGEM ESPIRITUAL – MILHARES DE SÓIS

No centro do olho espiritual, milhares de sóis.
No coração, só um chamado: o do amor incondicional.
Nos chacras, a pulsação psíquica.
Nas mãos, a luz da cura.
Ao deitar o corpo no leito, um chamado:
Aquele, da viagem espiritual...
No coração, uma prece ao Todo;
Para ser útil onde o Supremo assim desejar.

Discernimento e lucidez, serenidade espiritual.
Pensamentos profundos, para voar bem alto...
Alegria na jornada espiritual, para ficar bem leve.
Para ir e vir, sempre feliz.

P.S.:
Na Terra ou no Espaço, CONSCIÊNCIA.
Dentro ou fora do corpo, ALEGRIA.
Nos chacras, LUZ.
E no olho espiritual, MILHARES DE SÓIS.

Esses escritos bem simples são dedicados aos bons projetores e estudantes sadios – de todas as linhas de estudo - dessa maravilhosa arte das experiências fora do corpo. Que o Grande Arquiteto Do Universo ilumine suas jornadas, intrafísicas e extrafísicas, e lhes dê forças e inspiração para continuarem estudando e trabalhando nesse tema tão maravilhoso.

Paz e Luz.

- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, sempre estudando de tudo, com a mente e o coração abertos...

São Paulo, 07 de maio de 2007.

* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

* Viagem Espiritual - ou Projeção da Consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico. Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo; Projeção astral - Teosofia; Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz; Experiência fora do corpo - Parapsicologia; Viagem da alma - Eckancar; Desdobramento, Desprendimento espiritual ou Emancipação da alma – Espiritismo.

Texto <775><09/05/2007>

774 - 50 BILHÕES DE GALÁXIAS E EU

- por Affonso Romano de Sant´anna -

Dizem-nos que os astrônomos descobriram que em vez de dez bilhões, existem 50 bilhões de galáxias. E isto dito como se eu tivesse alguma noção da grandeza anterior, daqueles dez bilhões. Começo a revirar papéis e a memória para saber onde é que foi que li algo sobre quantas estrelas existem numa galáxia. Não encontro. Descubro que elas viajam por aí a uma velocidade de 300 quilômetros por segundo.
Também fico sabendo que para atravessar uma galáxia, umazinha que seja, são necessários mil anos-luz. Se um ano-luz tem nove trilhões de quilômetros quadrados, é só botar no papel e calcular; no papel, porque nenhuma máquina de calcular é suficiente. Isto feito, vamos calcular então quanto tempo seria necessário para atravessar essas 50 bilhões de galáxias?
E se dentro de dois anos descobrirem que existem 200 bilhões de galáxias?
Em 1989, portanto, apenas ontem, noticiaram que havia por aí afora apenas uma simples muralha de galáxias - claro que não consegui entender isto. E até 1920 havia quem acreditasse que a Via Láctea era o centro do Universo.
Mas, para nosso espanto recente, Andrei Sakarov em 1988 falava que era possível pensar que existem outros universos.
Por isto, lhe digo: eu estou preparado para tudo. Para ler, por exemplo, numa manhã dessas, que uma equipe de astronautas acabou dando de cara com Deus.
Para isto não precisavam ir tão longe. Bastava olhar os insetos em nosso gramado ou a dança dos genes ou das bactérias no interior do nosso organismo, mesmo do mais ordinário criminoso, para que o que estava no infinitamente grande, num jogo de espelhos, se refletisse no infinitamente pequeno, como já intuíam os filósofos de antanho.
Gostaria muito de estar vivo no dia em que desembarcássemos em outro planeta e ali descobríssemos seres inteligentes, se possível, mais inteligentes que nós. Imagino-os, em entrevistas interestelares, explicando coisas comezinhas que até então não entendíamos, como essa história de que a gente tem alma, ou o que é afinal a eternidade, ou o tempo, essa coisa que existe e não existe.
No entanto, não gostaria e até lamentaria muitíssimo se, ao contrário, desembarcando em outro planeta, descobrissem comunidades mais primitivas que nós. Já se sabe no que ia dar: Iríamos tratá-los como índios kraian-a-kores e ficaríamos com a síndrome dos irmãos Villas-Boas vendo-os serem destruídos e conspurcados por nossa cultura; e, em breve, esses seres de outro mundo estariam tomando nossas bebidas e usando jeans. E infelizes.
O que me impressiona é que a descoberta de mais de 40 bilhões de galáxias não alterou em nada nosso cotidiano. Jogam-nos na cara uma notícia dessas, a ouvimos displicentemente, como se houvéssemos escutado que "a safra de soja este ano bateu novo recorde" ou "ontem choveu muito". Escutamos a notícia e ficamos metafísicos, no máximo, por dez segundos. E logo 50 bilhões de galáxias com seus cinco quatrilhões de estrelas foram obnubiladas pelo preço da abóbora a dez centavos ou do frango a 99 centavos.
O certo, no entanto, era a Organização das Nações Unidas (ONU) ter decretado um feriado universal para a gente passar a noite inteira, na praia ou nas sacadas, nas montanhas ou nos terraços, pensando nessa informação. Preferia que o pessoal que fica apitando na praia para avisar aos fumantes de maconha que a polícia vem aí, que eles apitassem por essas galáxias, 50 bilhões de vezes.
No dia seguinte à informação sobre a descoberta de tantos mundos, no trabalho, no entanto, não vi ninguém comentar o feito. Um gol de Túlio*, provoca mais estremecimento. E o drama de uma só estrela como Vera Fischer move-nos mais que 50 bilhões de galáxias.
Na favela ao lado, pensei que estavam comemorando a descoberta. Achei estranho o horário para a celebração: uma e meia da manhã. É quando se vê talvez melhor o céu. Mas não era celebração. Balas luminosas, como minúsculos cometas, saíam do morro na direção dos policiais e iam se perder em outras órbitas. Em uma guerra, e não era nas estrelas.
Que ministro interrompeu a reunião para ponderar sobre as 50 bilhões de galáxias?
Quem na bolsa de valores aquilatou isto?
Que chofer de táxi conversou com a madame sobre esse assombro?
Que burocrata deixou de carimbar documentos que fosse, para mostrar seu pasmo?
No entanto, o céu ficou maior. Bem maior. Deram-nos de presente um enigma interminável. Minhas interrogações se ampliaram 50 bilhões de vezes.
Por isto, agora sou um homem diferente na galáxia de meus mínimos interesses. Além de algumas lembranças incrustadas em meus sentidos e além de meia dúzia de intenções na vida, agora transporto 50 bilhões de galáxias nos olhos.
Aliás, nem precisava tanto. Bastavam essas duas velas consumindo-se na própria luz sobre essa mesa de jantar no terraço onde recordo o que amei e a quem amo.
A noite, dentro e fora de mim, tornou-se interminavelmente luminosa.

- Crônica extraída do Jornal “O Globo” – edição de 30 de janeiro de 1996.

Nota de Wagner Borges:
Affonso Romano de Sant´anna é um dos maiores escritores e poetas do país.

Nota do texto:
* Túlio Maravilha: Artilheiro do Botafogo entre os anos de 1994-1997. Foi campeão brasileiro pelo time em 1995 e campeão carioca em 1996.

Texto <774><04/05/2007>