728 - CURADORES ESPIRITUAIS – OS AGENTES DO ALTO!
Os melhores curadores são discretos em seu trabalho.
Eles calam o ego e deixam o coração fluir o amor sereno...
O toque de suas mãos é gentil e generoso.
Eles têm mãos de Luz!
Pelo alto de suas cabeças desce a sabedoria celeste.
Ao mesmo tempo, a vitalidade da terra beija seus pés.
Enquanto isso, as pétalas dos lótus de seus corações se abrem...
E eles se tornam templos vivos da Luz que cura!
Eles são tranqüilos e conscientes de suas tarefas.
Eles sabem que é a luz do amor que cura, não eles.
São naturalmente contentes, e os seres divinos velam por eles.
Eles são Paz perene!
Eles calam o ego e deixam o coração fluir o amor sereno...
O toque de suas mãos é gentil e generoso.
Eles têm mãos de Luz!
Pelo alto de suas cabeças desce a sabedoria celeste.
Ao mesmo tempo, a vitalidade da terra beija seus pés.
Enquanto isso, as pétalas dos lótus de seus corações se abrem...
E eles se tornam templos vivos da Luz que cura!
Eles são tranqüilos e conscientes de suas tarefas.
Eles sabem que é a luz do amor que cura, não eles.
São naturalmente contentes, e os seres divinos velam por eles.
Eles são Paz perene!
Não carregam posturas arrogantes; são simples e alegres.
São muito gratos ao Grande Espírito, o Grande Curador.
Transitam pela existência sem julgar ninguém.
Eles são da Luz serena!
Eles são curadores, dos outros e de si mesmos.
Trilham seus caminhos sem jamais infelicitar os caminhos dos outros.
Não se magoam com coisa alguma, pois são felizes.
Os seus atos são lúcidos!
Ah, esses curadores, lindos e tranqüilos, que surfam na luz!
São estrelas na carne, agindo em nome do Alto.
Muitas vezes, quietinhos, eles abraçam a humanidade.
Eles nada esperam, só abraçam a alma do mundo.
Sim, eles nada esperam, só agradecem ao Grande Curador.
Eles sabem que há um tempo certo para cada coisa.
Por isso eles trabalham, no tempo certo de seus corações.
Eles sabem que todo momento é tempo certo de aprender...
Eles estão no mundo igualmente com todos, mas há colunas de luz sobre seus caminhos.
Muitas vezes, eles sentem a dor do mundo, em si mesmos.
Nesses momentos, eles se recolhem na prece e haurem forças no Alto.
E vibram as mãos cheias de luz, sob o comando do coração.
Não há orgulho em seus rumos, só satisfação serena.
Não há contendas nem competições em seus caminhos, só cura.
Eles caminham no Darma (1), como o Alto lhes incumbiu.
E eles sabem que só o Grande Curador sabe o que está em seus espíritos.
Eles são conscientes de que, melhorando os outros, os seus nós cármicos se dissolvem na luz...
Melhorando os homens, eles também melhoram a si mesmos, e todo mundo cresce.
Eles sempre agradecem aos anjos da cura, pela inspiração no trabalho.
E, eles sempre dizem, contentes: “Senhor, nada é meu, tudo é Seu. Inclusive eu!”
P.S.: Eles são curadores e agentes da cura interdimensional.
Estão na carne, mas são estrelas.
Curam invisivelmente os homens e os espíritos e, também, a si mesmos.
Eles são da Luz!
Om Sinha Ganapati! (2)
- Esses escritos são dedicados a Paramahamsa Ramakrishna, a quem devo muito e a quem dedico também essas palavras de admiração e respeito:
“Sou como um garoto nas mãos de Ramakrishna.
Ele é o vento de amor espiritual, e eu sou a folha arrastada pelo seu Karuna (compaixão).
Sua paz me envolve, e sou impelido a canalizar idéias espirituais.
Meu coração brilha sob o seu influxo, e passo, eu mesmo, a ser um vento espiritualista a arrastar outras folhas na direção da Luz Maior”.
- Wagner Borges – apenas um pequeno vento espiritualista na Terra.
São Paulo, 30 de agosto de 2006.
Notas:
1. Darma (do sânscrito “Dharma”) - dever, missão, programação existencial, mérito, benção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
2. Om Sinha Ganapati (do sânscrito) – esse é um mantra evocativo de uma das divindades mais queridas dos hindus: Ganesha, o filho de Shiva e Parvati; o deus com cabeça de elefante. É considerado o removedor dos obstáculos. Um de seus mantras mais conhecidos é “Om Ganeshaya Namah!”
Muitas vezes, ele é evocado com um dos seus epítetos: Ganapati, o Senhor dos mundos inferiores e removedor dos obstáculos espirituais e energéticos. Nesse caso, o mantra ficaria assim: “Om Ganapatiya Namah!”
Aqui ele está sendo evocado como “Om Sinha Ganapati!”.
O Om é a vibração interdimensional do TODO que está em tudo; é considerado o Verbo Divino, a Palavra de Poder de Brahman.
Sinha significa “Leão”. Na tradição hinduísta há um avatar de Vishnu (Narayana, o Divino Preservador) chamado de “NaraSinha” (do sânscrito “Nara”: homem; “Sinha”: leão). Dentro desse simbolismo significa o “Homem-Leão”. Ou, melhor dizendo, “Aquele que tem a força do leão”.
Na cosmogonia hinduísta, Vishnu teve que tomar a forma de um homem-leão para destruir um demônio que estava atormentando a todos. Daí o contexto de força atribuído àquela manifestação divina, como um homem-leão dotado de poder descomunal, para detonar o mal.
Aqui no texto o mantra evoca a força conjunta do leão (Sinha) e do elefante (Ganesha). Ou seja, dupla força para detonar e remover a inércia e as energias pesadas e abrir o coração para a Luz Divina.
É aí que entra esse mantra Om Sinha Ganapati no contexto desses escritos sobre curadores espirituais. É um dos mantras que eu havia escolhido para passar para a turma do curso Om Sattva (curso de Hinduísmo e práticas espirituais). Enquanto eu concentrava luz branca no meu chacra frontal, surgiu um amparador do grupo extrafísico “Os Amigos de Ramakrishna” e me sugeriu a utilização desse mantra para limpeza do campo energético. E ainda me disse que era dia de Ganesha e me passou algumas dicas pessoais (depois eu fiquei sabendo que os hindus estão comemorando a semana de Ganesha por esses dias).
Logo a seguir, envolvido e inspirado pelas energias dessa atmosfera espiritual maravilhosa, escrevi esse texto sobre os curadores espirituais. Espero que seja útil e inspire a outros estudantes espirituais, independentemente da linha espiritual escolhida. O importante é fazer o bem sem olhar a quem. E ser feliz!
Detalhe adicional: informações sobre “Os Amigos de Ramakrishna” - é um grupo de amparadores extrafísicos ligados aos ensinamentos universalistas de Paramahamsa Ramakrishna. Na verdade, são meus amigos de outras vidas e, de vez em quando, aparecem para matar a saudade e dar uns toques espirituais legais.
Certa vez, um deles me disse: "Sair do corpo é fácil. Difícil é ficar em paz, dentro ou fora do corpo."
Eles também me ensinaram essa verdade: "Dias ruins não são aqueles de tempestade, que até limpam a atmosfera de fora, mas aqueles dias em que permitimos as pesadas nuvens da mediocridade toldando o céu do coração, dentro de nós mesmos".
Agradeço a esse grupo de amigos pela amizade e pelos toques conscienciais pertinentes, que sempre me ensinam muito.
- Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
Outro detalhe: ainda sobre o Ganesha, há dois textos alusivos a ele (postados juntos) em minha coluna do site do IPPB. O título é “Rompendo a barreira do Passado I e II”. Obs.: Para enriquecer as explicações sobre o Ganesha, deixo na seqüência um texto antigo em que esclareço vários detalhes sobre a cosmogonia hinduísta.
Vamos lá.
DIVINDADE ELEFANTÓIDE
(Reprodução de um e-mail narrando uma projeção e a resposta do prof. Wagner Borges a seguir. A pessoa que nos enviou o e-mail nos autorizou a divulgá-lo, pois poderá ser útil para outras pessoas)
“Prezado Professor Wagner Borges,
Gostaria muito de obter maiores informações sobre um possível personagem da mitologia oriental que tenha uma aparência entre humano e elefante, de estatura baixa... Será de grande utilidade para mim.
Há alguns dias atrás, tive um sonho lúcido (sonho mesmo, não projeção), do qual só me lembro das seguintes cenas:
Eu, acompanhado de um homem e uma mulher, aparentemente humanos e normais, seguimos por uma espécie de túnel muito estreito que parecia ser uma montanha. O túnel em questão tinha o aspecto daquelas fendas estreitas que vemos em documentários sobre cavernas, com algo de túnel de pirâmide do Egito. Suas paredes eram secas, cor de barro claro...
Segundo meus acompanhantes, passaríamos por ali com a intenção de "levar-me de volta pra casa". Não consigo me lembrar o que se passou antes do tal caminho, mas a sensação é que eu estava realmente em outro lugar.
Ao final da passagem, havia uma espécie de galeria, uma caverna, um espaço do tamanho de uma sala grande, mas ainda com aspecto natural, nada trabalhado pelas mãos do homem.
E lá dentro, meus guias se posicionaram ao meu lado, só não lembro quem ficou na esquerda e quem ficou na direita. Suspeito de que estavam sentados em posição de "perna de chinês", mas sinceramente não consigo lembrar-me de quase mais nada pois o que me impressionou mesmo foram os seres que estavam ali diante de nós.
Eram 5, 6 ou 7, não me recordo exatamente quantos eram, mas suas aparências eram muito marcantes. Brancos, do tamanho de uma criança de 2 a 4 anos, um pouco gordinhos e com cabeça de elefante! Mais especificamente de um elefante asiático! As pernas eram bem separadas e curtas, mas não sei se eram de elefante também. Tinham também uns enfeites na testa e na raiz das orelhas, adornos prateados, tipo cordões, como aqueles que se usam em fantasias de carnaval. Não sei se suas mãos estavam juntas como se faz nas orações dos católicos ou se estavam com a palma para cima com as pontas dos dedos encostadas como na meditação... Não lembro... Não consigo mesmo me lembrar de mais detalhes, nem identificar quaisquer aspectos de suas personalidades (alegria, serenidade, compreensão...), a não ser o extremo respeito que suas imagens me faziam sentir por eles. Pareciam-me ser semideuses... De repente, meus companheiros começaram a pronunciar em coro palavras em saudação àqueles seres que estavam à nossa frente. Tudo foi ficando turvo, e então eu estava em casa.
Um abraço!”
Resposta do prof. Wagner Borges:
“Isso não parece sonho. Pelos detalhes, tudo indica que foi uma projeção da qual o seu cérebro mascarou a lembrança na hora em que você entrou no corpo de volta. Digo isso por causa da presença dos seres com cabeças de elefante, o que caracteriza um processo iniciático hinduísta.
O simbolismo dos seres com essa aparência tem um profundo significado espiritual de proteção. Representa a força de Ganesha, o removedor dos obstáculos, filho de Shiva e Parvati.
Há muitas lendas sobre ele na Índia, mas há duas delas que são mais famosas.
Uma delas diz que o Sr. Shiva* saiu para um retiro nos Himalaias e pediu ao seu filho Ganesha para tomar conta da casa. Pediu que ele não deixasse ninguém entrar durante sua ausência. A seguir, ele alçou vôo e foi praticar suas austeridades (em sânscrito: "tapas") no topo do mundo.
Ocorre que suas disciplinas espirituais prolongaram-se demasiadamente, e ele permaneceu nas montanhas sagradas por mil anos. Quando ele voltou para casa, estava barbudo e com um aspecto um tanto quanto severo. Na porta, tomando conta da residência, estava Ganesha. Ele não reconheceu o pai e barrou sua entrada. Os dois discutiram muito, pois Shiva dizia que era seu pai, e Ganesha argumentava que seu pai não tinha barba e o tinha alertado de que um demônio tentaria passar por ali disfarçado.
Os dois entraram em um combate de proporções energéticas incríveis. No decorrer da luta, Shiva levou a melhor e subjugou seu filho.
Com raiva, cortou a cabeça do menino e jogou o corpo no mato. A seguir, foi fazer a barba, tomar um banho e descansar da longa viagem. Quando sua esposa, Parvati, chegou e percebeu a bagunça na entrada da casa e não viu o filho de plantão, logo percebeu que algo terrível havia acontecido. Daí, Shiva disse-lhe o que tinha acontecido. Ela ficou furiosa e ameaçou separar-se dele (sabe como é, fazer uma grevezinha, hehehehe...) caso ele não trouxesse o filho de volta à vida. Temeroso de perder sua consorte divina, a rainha da formosura e da alegria, ele disse-lhe: ‘Está bem, vou trazê-lo de volta, mas se o seu corpo ainda estiver em boas condições, a cabeça já era, pois um chacal da floresta devorou-a ainda agora. Sei disso porque o meu olho espiritual a tudo vê. O que posso fazer é energizar o cadáver e colocar uma outra cabeça no lugar. Entrarei na floresta e deceparei a cabeça do primeiro animal que eu encontrar. Colocarei sua cabeça no corpo do menino e farei com que o seu corpo espiritual entre na carne novamente. Ele viverá no plano físico mais uma vez, mas com a cabeça de um animal.’
Shiva entrou na floresta e o primeiro animal que ele encontrou foi justamente o elefante. Cortou a cabeça do paquiderme, colou-a no corpo e fez o espírito entrar nele (fico imaginando o Shiva emendando o cordão de prata do filho e amarrando-o no corpo). Daí, a figura do Ganesha passou a ser a do menino com cabeça de elefante.
Baseado nisso, os hindus reverenciam a Ganesha como o divino protetor das casas e removedor dos obstáculos. Se ele não deixou nem o pai entrar, com certeza não deixará nada pernicioso entrar na casa do devoto.
A outra lenda, mais suave, mas sem a intensidade da primeira, conta que Ganesha era um menino muito bonito. Sua beleza era tão mágica e sua presença tão doce, que as pessoas não prestavam atenção na sua sabedoria e nem escutavam seus ensinamentos. Ficavam cativadas pela sua beleza sobrenatural. Para evitar isso, Shiva cortou sua cabeça e colocou a do elefante no lugar. Dessa forma, todos os que se aproximassem dele seriam libertados por sua sabedoria e não ficariam encantados pela aparência sedutora, mas ilusória. Quem buscasse seu concurso seria pelo objetivo do crescimento espiritual e não mais pelas firulas da vaidade.
As duas lendas revelam lições de sabedoria espiritual e são bem interessantes. Naturalmente, os hinduístas levam isso tudo ao pé da letra e consideram tudo como verdades espirituais inabaláveis. Reverenciam Ganesha com muita fé.
Isso resultou no seguinte: milhões de pessoas pensando em Ganesha ao longo dos séculos formaram uma imensa atmosfera extrafísica (é aquilo que os rosacruzes chamam de egrégora) referente à proteção e inspiração espirituais. Ligados a ela estão vários grupos de amparadores que trabalham exatamente nessa faixa vibratória, devido à sua idéia básica que evoca a proteção divina. Por isso, quando alguém evoca a força espiritual de Ganesha, seja pelo pensamento, pela devoção ou pela ação de um mantra, uma energia de alta intensidade flui interdimensionalmente para seus chacras enriquecendo sua sintonia imediatamente.
Esse é o mesmo mecanismo espiritual para qualquer uma das outras divindades, orientais ou ocidentais, e também para a atmosfera evocada pelos mantras.
Muitas vezes, os próprios amparadores ligados a essa sintonia personificam a figura do Ganesha. Eles plasmam sua aparência em seus corpos espirituais, objetivando uma maior integração com aquela vibração em particular. É assim também com as outras divindades. Certa vez, vi uma entidade que era o Shiva.
Ele vestia-se com aquela tanga iogue, tinha longos cabelos e cobras najas enroscadas em seu pescoço e braços (a naja representa a sabedoria para os hindus). Junto com ele estava um tigre desencarnado (era um animal mesmo, não era uma forma mental e nem um elemental). Eles estavam em pleno ar, a uma grande altura. A seguir, surgiu um avião em pleno vôo, e eles entraram nele atravessando a fuselagem da aeronave. Por intuição, soube que ele iria prestar uma assistência espiritual para alguém dentro do veículo.
Tenho visto vários outros amparadores na mesma condição envolvidos em trabalhos extrafísicos.
No seu caso, acho que você foi levado pelos seus guias a um lugar extrafísico na freqüência do Ganesha. Por isso, a presença dos seres com cabeças de elefante. Acho difícil ser um sonho, pois você desconhecia esses detalhes antes. Talvez você tenha sido levado até lá por já estar envolvido com essa sintonia desde outras vidas. Ou até mesmo por uma questão de proteção espiritual.
Detalhes adicionais:
- O sábio Vyasa elaborou o grande épico do "Mahabharata" (uma de suas partes é o "Bhagavad Gita" - "A Canção do Senhor" - que conta os ensinamentos de Krishna ao seu discípulo-arqueiro Arjuna no campo de batalha), mas quem escreveu tudo foi o Ganesha. Por isso, uma de suas presas é quebrada. Ele a quebrou para escrever o épico com ela.
- Na cosmogonia hinduísta cada uma das divindades (em sânscrito: "Devas") possui um animal como seu veículo (em sânscrito: "Yana") de transporte entre o Céu e a Terra. Por exemplo: Brahma (veículo: Hamsa - um cisne branco); Vishnu (veículo: Garuda - uma espécie de híbrido de homem com uma imensa ave); Shiva (veículo: Nandi - um touro branco, o touro da paz). O veículo de Ganesha é um ratinho. Por isso, em todas as figuras ele aparece com um ratinho a seus pés. Na verdade, isso esconde uma grande metáfora, característica do simbolismo oriental. É que o elefante teme o rato. Não é que ele não possa enfrentá-lo, mas seu receio é de que o roedor entre pela sua tromba. Nesse caso, o paquiderme fica literalmente louco e desembesta enfurecido destruindo tudo a sua volta. O rato preso ali começa a morder a mucosa interna da tromba tentando escapar da prisão em que se enfiou. Ao mostrar Ganesha com o rato aos seus pés e submetido a ser seu veículo, o simbolismo demonstra que ele não teme a nada.
- Ganesha tem um irmão menor chamado Kartykeya (também chamado de Skhanda ou Muruga). Ele é o senhor das hostes luminosas que combate os demônios em todos os lugares. Seu veículo é o pavão. No simbolismo, ele é associado às Plêiades e também é considerado um protetor dos trabalhadores espirituais de todos os lugares.
- Todos os nomes das divindades e os nomes de seus veículos são considerados como mantras. Fica difícil explicar cada um deles aqui por e-mail. Isso acabaria virando um livro. Uma hora dessas eu conto como é que fiquei sabendo dessas coisas durante uma das experiências espirituais mais marcantes de minha vida, ocorrida no ano de 1994.
- Mantra de Ganesha: OM NAMAH GANESHAYA. Também pode ser evocado somente como OM GANESHA.
- Só para enriquecer um pouco mais essas informações, coloco aqui alguns outros mantras das divindades hindus:
Brahma: OM
Vishnu (Hare): OM NAMO NARAYA NAYA
Shiva (Hara): OM NAMAH SHIVAYA
Krishna: OM NAMO BAGHAVATE VASUDEVAYA –
Cada um deles tem um significado esotérico, mas não dá para explicar isso aqui por e-mail.
P.S.: Nunca estudei o sânscrito (pelo menos nessa vida atual), nem sou hinduísta. O que aprendi (ou relembrei) foi fora do corpo e durante muitos ensinamentos dos amparadores. A partir de 1994, eles começaram a me passar o significado dos mantras e de muitas outras coisas e pediram-me para começar a transmitir isso para as pessoas através dos cursos e palestras. Daí, comecei a acoplar o que eu sabia sobre Espiritualismo, Espiritismo, Teosofia, Ocultismo, Umbanda, Projeciologia, Bioenergia, Antroposofia, Taoísmo e outros temas espiritualistas com os ensinamentos hindus que eu recebia extrafisicamente. Isso é legal, pois me permite transitar em todas as áreas e ter conhecimentos variados sem me prender a coisa alguma. E de mente aberta eu ainda escuto rock progressivo, adoro futebol (fui um meia esquerda razoável quando jogava), namoro, estou sempre de brincadeira com os amigos e estou cheio de alegria e amor brilhando em meus olhos. E isso é resultado de eu estar dentro dos parâmetros da minha programação existencial e estar trabalhando com dedicação naquilo que programei antes mesmo de reencarnar nessa vida atual. Meu trabalho é esse mesmo: unir os estudos de Projeciologia e Bioenergia com todos os conhecimentos sadios oriundos de outras fontes espiritualistas, fazendo disso uma síntese inteligente, criativa, simples e humana.
Por que estou lhe dizendo isso?
É porque a figura do Ganesha também representa abertura e universalismo.
Você não teve essa visão à toa. Ver algo assim pressupõe que você precisa alargar seus horizontes para estar bem sintonizado com os amparadores em suas atividades, principalmente as espirituais.
Ganesha também é considerado o patrocinador dos escritores, pois ele foi o escrivão do Mahabharata. Quem sabe você não escreverá algo interessante que ajude os outros no caminho espiritual ou humano?
Não quero lhe assustar, mais a visão também pode significar que estão querendo arranjar um filho para você.
Sugestão de leitura relacionadas:
- Fábulas da Índia; Manoj Das; Editora Shakti.
- Histórias da Antiga Índia; Manoj Das; Editora Shakti.
- Autobiografia de Um Iogue; Paramahansa Yogananda; Editora Self Realization.
- Viagem Espiritual Vol. III; Wagner D. Borges; Editora Universalista.
Escrevi tudo isso escutando o disco do conjunto de rock progressivo americano "Journey" (CD. "Greatest Hits Live"; Gravadora Sony Music; Lançamento nacional).
Paz e luz para você!
OM GANESHA!
- Wagner Borges -
Nota:
* Shiva (do sânscrito): O terceiro aspecto da divindade na cosmogonia hindu: 1. Brahma (O Criador); 2. Vishnu (O Preservador); Shiva (O Transformador). Sua esposa divina é Parvati, mãe de Ganesha.
Texto <12/09/2006>
São muito gratos ao Grande Espírito, o Grande Curador.
Transitam pela existência sem julgar ninguém.
Eles são da Luz serena!
Eles são curadores, dos outros e de si mesmos.
Trilham seus caminhos sem jamais infelicitar os caminhos dos outros.
Não se magoam com coisa alguma, pois são felizes.
Os seus atos são lúcidos!
Ah, esses curadores, lindos e tranqüilos, que surfam na luz!
São estrelas na carne, agindo em nome do Alto.
Muitas vezes, quietinhos, eles abraçam a humanidade.
Eles nada esperam, só abraçam a alma do mundo.
Sim, eles nada esperam, só agradecem ao Grande Curador.
Eles sabem que há um tempo certo para cada coisa.
Por isso eles trabalham, no tempo certo de seus corações.
Eles sabem que todo momento é tempo certo de aprender...
Eles estão no mundo igualmente com todos, mas há colunas de luz sobre seus caminhos.
Muitas vezes, eles sentem a dor do mundo, em si mesmos.
Nesses momentos, eles se recolhem na prece e haurem forças no Alto.
E vibram as mãos cheias de luz, sob o comando do coração.
Não há orgulho em seus rumos, só satisfação serena.
Não há contendas nem competições em seus caminhos, só cura.
Eles caminham no Darma (1), como o Alto lhes incumbiu.
E eles sabem que só o Grande Curador sabe o que está em seus espíritos.
Eles são conscientes de que, melhorando os outros, os seus nós cármicos se dissolvem na luz...
Melhorando os homens, eles também melhoram a si mesmos, e todo mundo cresce.
Eles sempre agradecem aos anjos da cura, pela inspiração no trabalho.
E, eles sempre dizem, contentes: “Senhor, nada é meu, tudo é Seu. Inclusive eu!”
P.S.: Eles são curadores e agentes da cura interdimensional.
Estão na carne, mas são estrelas.
Curam invisivelmente os homens e os espíritos e, também, a si mesmos.
Eles são da Luz!
Om Sinha Ganapati! (2)
- Esses escritos são dedicados a Paramahamsa Ramakrishna, a quem devo muito e a quem dedico também essas palavras de admiração e respeito:
“Sou como um garoto nas mãos de Ramakrishna.
Ele é o vento de amor espiritual, e eu sou a folha arrastada pelo seu Karuna (compaixão).
Sua paz me envolve, e sou impelido a canalizar idéias espirituais.
Meu coração brilha sob o seu influxo, e passo, eu mesmo, a ser um vento espiritualista a arrastar outras folhas na direção da Luz Maior”.
- Wagner Borges – apenas um pequeno vento espiritualista na Terra.
São Paulo, 30 de agosto de 2006.
Notas:
1. Darma (do sânscrito “Dharma”) - dever, missão, programação existencial, mérito, benção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
2. Om Sinha Ganapati (do sânscrito) – esse é um mantra evocativo de uma das divindades mais queridas dos hindus: Ganesha, o filho de Shiva e Parvati; o deus com cabeça de elefante. É considerado o removedor dos obstáculos. Um de seus mantras mais conhecidos é “Om Ganeshaya Namah!”
Muitas vezes, ele é evocado com um dos seus epítetos: Ganapati, o Senhor dos mundos inferiores e removedor dos obstáculos espirituais e energéticos. Nesse caso, o mantra ficaria assim: “Om Ganapatiya Namah!”
Aqui ele está sendo evocado como “Om Sinha Ganapati!”.
O Om é a vibração interdimensional do TODO que está em tudo; é considerado o Verbo Divino, a Palavra de Poder de Brahman.
Sinha significa “Leão”. Na tradição hinduísta há um avatar de Vishnu (Narayana, o Divino Preservador) chamado de “NaraSinha” (do sânscrito “Nara”: homem; “Sinha”: leão). Dentro desse simbolismo significa o “Homem-Leão”. Ou, melhor dizendo, “Aquele que tem a força do leão”.
Na cosmogonia hinduísta, Vishnu teve que tomar a forma de um homem-leão para destruir um demônio que estava atormentando a todos. Daí o contexto de força atribuído àquela manifestação divina, como um homem-leão dotado de poder descomunal, para detonar o mal.
Aqui no texto o mantra evoca a força conjunta do leão (Sinha) e do elefante (Ganesha). Ou seja, dupla força para detonar e remover a inércia e as energias pesadas e abrir o coração para a Luz Divina.
É aí que entra esse mantra Om Sinha Ganapati no contexto desses escritos sobre curadores espirituais. É um dos mantras que eu havia escolhido para passar para a turma do curso Om Sattva (curso de Hinduísmo e práticas espirituais). Enquanto eu concentrava luz branca no meu chacra frontal, surgiu um amparador do grupo extrafísico “Os Amigos de Ramakrishna” e me sugeriu a utilização desse mantra para limpeza do campo energético. E ainda me disse que era dia de Ganesha e me passou algumas dicas pessoais (depois eu fiquei sabendo que os hindus estão comemorando a semana de Ganesha por esses dias).
Logo a seguir, envolvido e inspirado pelas energias dessa atmosfera espiritual maravilhosa, escrevi esse texto sobre os curadores espirituais. Espero que seja útil e inspire a outros estudantes espirituais, independentemente da linha espiritual escolhida. O importante é fazer o bem sem olhar a quem. E ser feliz!
Detalhe adicional: informações sobre “Os Amigos de Ramakrishna” - é um grupo de amparadores extrafísicos ligados aos ensinamentos universalistas de Paramahamsa Ramakrishna. Na verdade, são meus amigos de outras vidas e, de vez em quando, aparecem para matar a saudade e dar uns toques espirituais legais.
Certa vez, um deles me disse: "Sair do corpo é fácil. Difícil é ficar em paz, dentro ou fora do corpo."
Eles também me ensinaram essa verdade: "Dias ruins não são aqueles de tempestade, que até limpam a atmosfera de fora, mas aqueles dias em que permitimos as pesadas nuvens da mediocridade toldando o céu do coração, dentro de nós mesmos".
Agradeço a esse grupo de amigos pela amizade e pelos toques conscienciais pertinentes, que sempre me ensinam muito.
- Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
Outro detalhe: ainda sobre o Ganesha, há dois textos alusivos a ele (postados juntos) em minha coluna do site do IPPB. O título é “Rompendo a barreira do Passado I e II”. Obs.: Para enriquecer as explicações sobre o Ganesha, deixo na seqüência um texto antigo em que esclareço vários detalhes sobre a cosmogonia hinduísta.
Vamos lá.
DIVINDADE ELEFANTÓIDE
(Reprodução de um e-mail narrando uma projeção e a resposta do prof. Wagner Borges a seguir. A pessoa que nos enviou o e-mail nos autorizou a divulgá-lo, pois poderá ser útil para outras pessoas)
“Prezado Professor Wagner Borges,
Gostaria muito de obter maiores informações sobre um possível personagem da mitologia oriental que tenha uma aparência entre humano e elefante, de estatura baixa... Será de grande utilidade para mim.
Há alguns dias atrás, tive um sonho lúcido (sonho mesmo, não projeção), do qual só me lembro das seguintes cenas:
Eu, acompanhado de um homem e uma mulher, aparentemente humanos e normais, seguimos por uma espécie de túnel muito estreito que parecia ser uma montanha. O túnel em questão tinha o aspecto daquelas fendas estreitas que vemos em documentários sobre cavernas, com algo de túnel de pirâmide do Egito. Suas paredes eram secas, cor de barro claro...
Segundo meus acompanhantes, passaríamos por ali com a intenção de "levar-me de volta pra casa". Não consigo me lembrar o que se passou antes do tal caminho, mas a sensação é que eu estava realmente em outro lugar.
Ao final da passagem, havia uma espécie de galeria, uma caverna, um espaço do tamanho de uma sala grande, mas ainda com aspecto natural, nada trabalhado pelas mãos do homem.
E lá dentro, meus guias se posicionaram ao meu lado, só não lembro quem ficou na esquerda e quem ficou na direita. Suspeito de que estavam sentados em posição de "perna de chinês", mas sinceramente não consigo lembrar-me de quase mais nada pois o que me impressionou mesmo foram os seres que estavam ali diante de nós.
Eram 5, 6 ou 7, não me recordo exatamente quantos eram, mas suas aparências eram muito marcantes. Brancos, do tamanho de uma criança de 2 a 4 anos, um pouco gordinhos e com cabeça de elefante! Mais especificamente de um elefante asiático! As pernas eram bem separadas e curtas, mas não sei se eram de elefante também. Tinham também uns enfeites na testa e na raiz das orelhas, adornos prateados, tipo cordões, como aqueles que se usam em fantasias de carnaval. Não sei se suas mãos estavam juntas como se faz nas orações dos católicos ou se estavam com a palma para cima com as pontas dos dedos encostadas como na meditação... Não lembro... Não consigo mesmo me lembrar de mais detalhes, nem identificar quaisquer aspectos de suas personalidades (alegria, serenidade, compreensão...), a não ser o extremo respeito que suas imagens me faziam sentir por eles. Pareciam-me ser semideuses... De repente, meus companheiros começaram a pronunciar em coro palavras em saudação àqueles seres que estavam à nossa frente. Tudo foi ficando turvo, e então eu estava em casa.
Um abraço!”
Resposta do prof. Wagner Borges:
“Isso não parece sonho. Pelos detalhes, tudo indica que foi uma projeção da qual o seu cérebro mascarou a lembrança na hora em que você entrou no corpo de volta. Digo isso por causa da presença dos seres com cabeças de elefante, o que caracteriza um processo iniciático hinduísta.
O simbolismo dos seres com essa aparência tem um profundo significado espiritual de proteção. Representa a força de Ganesha, o removedor dos obstáculos, filho de Shiva e Parvati.
Há muitas lendas sobre ele na Índia, mas há duas delas que são mais famosas.
Uma delas diz que o Sr. Shiva* saiu para um retiro nos Himalaias e pediu ao seu filho Ganesha para tomar conta da casa. Pediu que ele não deixasse ninguém entrar durante sua ausência. A seguir, ele alçou vôo e foi praticar suas austeridades (em sânscrito: "tapas") no topo do mundo.
Ocorre que suas disciplinas espirituais prolongaram-se demasiadamente, e ele permaneceu nas montanhas sagradas por mil anos. Quando ele voltou para casa, estava barbudo e com um aspecto um tanto quanto severo. Na porta, tomando conta da residência, estava Ganesha. Ele não reconheceu o pai e barrou sua entrada. Os dois discutiram muito, pois Shiva dizia que era seu pai, e Ganesha argumentava que seu pai não tinha barba e o tinha alertado de que um demônio tentaria passar por ali disfarçado.
Os dois entraram em um combate de proporções energéticas incríveis. No decorrer da luta, Shiva levou a melhor e subjugou seu filho.
Com raiva, cortou a cabeça do menino e jogou o corpo no mato. A seguir, foi fazer a barba, tomar um banho e descansar da longa viagem. Quando sua esposa, Parvati, chegou e percebeu a bagunça na entrada da casa e não viu o filho de plantão, logo percebeu que algo terrível havia acontecido. Daí, Shiva disse-lhe o que tinha acontecido. Ela ficou furiosa e ameaçou separar-se dele (sabe como é, fazer uma grevezinha, hehehehe...) caso ele não trouxesse o filho de volta à vida. Temeroso de perder sua consorte divina, a rainha da formosura e da alegria, ele disse-lhe: ‘Está bem, vou trazê-lo de volta, mas se o seu corpo ainda estiver em boas condições, a cabeça já era, pois um chacal da floresta devorou-a ainda agora. Sei disso porque o meu olho espiritual a tudo vê. O que posso fazer é energizar o cadáver e colocar uma outra cabeça no lugar. Entrarei na floresta e deceparei a cabeça do primeiro animal que eu encontrar. Colocarei sua cabeça no corpo do menino e farei com que o seu corpo espiritual entre na carne novamente. Ele viverá no plano físico mais uma vez, mas com a cabeça de um animal.’
Shiva entrou na floresta e o primeiro animal que ele encontrou foi justamente o elefante. Cortou a cabeça do paquiderme, colou-a no corpo e fez o espírito entrar nele (fico imaginando o Shiva emendando o cordão de prata do filho e amarrando-o no corpo). Daí, a figura do Ganesha passou a ser a do menino com cabeça de elefante.
Baseado nisso, os hindus reverenciam a Ganesha como o divino protetor das casas e removedor dos obstáculos. Se ele não deixou nem o pai entrar, com certeza não deixará nada pernicioso entrar na casa do devoto.
A outra lenda, mais suave, mas sem a intensidade da primeira, conta que Ganesha era um menino muito bonito. Sua beleza era tão mágica e sua presença tão doce, que as pessoas não prestavam atenção na sua sabedoria e nem escutavam seus ensinamentos. Ficavam cativadas pela sua beleza sobrenatural. Para evitar isso, Shiva cortou sua cabeça e colocou a do elefante no lugar. Dessa forma, todos os que se aproximassem dele seriam libertados por sua sabedoria e não ficariam encantados pela aparência sedutora, mas ilusória. Quem buscasse seu concurso seria pelo objetivo do crescimento espiritual e não mais pelas firulas da vaidade.
As duas lendas revelam lições de sabedoria espiritual e são bem interessantes. Naturalmente, os hinduístas levam isso tudo ao pé da letra e consideram tudo como verdades espirituais inabaláveis. Reverenciam Ganesha com muita fé.
Isso resultou no seguinte: milhões de pessoas pensando em Ganesha ao longo dos séculos formaram uma imensa atmosfera extrafísica (é aquilo que os rosacruzes chamam de egrégora) referente à proteção e inspiração espirituais. Ligados a ela estão vários grupos de amparadores que trabalham exatamente nessa faixa vibratória, devido à sua idéia básica que evoca a proteção divina. Por isso, quando alguém evoca a força espiritual de Ganesha, seja pelo pensamento, pela devoção ou pela ação de um mantra, uma energia de alta intensidade flui interdimensionalmente para seus chacras enriquecendo sua sintonia imediatamente.
Esse é o mesmo mecanismo espiritual para qualquer uma das outras divindades, orientais ou ocidentais, e também para a atmosfera evocada pelos mantras.
Muitas vezes, os próprios amparadores ligados a essa sintonia personificam a figura do Ganesha. Eles plasmam sua aparência em seus corpos espirituais, objetivando uma maior integração com aquela vibração em particular. É assim também com as outras divindades. Certa vez, vi uma entidade que era o Shiva.
Ele vestia-se com aquela tanga iogue, tinha longos cabelos e cobras najas enroscadas em seu pescoço e braços (a naja representa a sabedoria para os hindus). Junto com ele estava um tigre desencarnado (era um animal mesmo, não era uma forma mental e nem um elemental). Eles estavam em pleno ar, a uma grande altura. A seguir, surgiu um avião em pleno vôo, e eles entraram nele atravessando a fuselagem da aeronave. Por intuição, soube que ele iria prestar uma assistência espiritual para alguém dentro do veículo.
Tenho visto vários outros amparadores na mesma condição envolvidos em trabalhos extrafísicos.
No seu caso, acho que você foi levado pelos seus guias a um lugar extrafísico na freqüência do Ganesha. Por isso, a presença dos seres com cabeças de elefante. Acho difícil ser um sonho, pois você desconhecia esses detalhes antes. Talvez você tenha sido levado até lá por já estar envolvido com essa sintonia desde outras vidas. Ou até mesmo por uma questão de proteção espiritual.
Detalhes adicionais:
- O sábio Vyasa elaborou o grande épico do "Mahabharata" (uma de suas partes é o "Bhagavad Gita" - "A Canção do Senhor" - que conta os ensinamentos de Krishna ao seu discípulo-arqueiro Arjuna no campo de batalha), mas quem escreveu tudo foi o Ganesha. Por isso, uma de suas presas é quebrada. Ele a quebrou para escrever o épico com ela.
- Na cosmogonia hinduísta cada uma das divindades (em sânscrito: "Devas") possui um animal como seu veículo (em sânscrito: "Yana") de transporte entre o Céu e a Terra. Por exemplo: Brahma (veículo: Hamsa - um cisne branco); Vishnu (veículo: Garuda - uma espécie de híbrido de homem com uma imensa ave); Shiva (veículo: Nandi - um touro branco, o touro da paz). O veículo de Ganesha é um ratinho. Por isso, em todas as figuras ele aparece com um ratinho a seus pés. Na verdade, isso esconde uma grande metáfora, característica do simbolismo oriental. É que o elefante teme o rato. Não é que ele não possa enfrentá-lo, mas seu receio é de que o roedor entre pela sua tromba. Nesse caso, o paquiderme fica literalmente louco e desembesta enfurecido destruindo tudo a sua volta. O rato preso ali começa a morder a mucosa interna da tromba tentando escapar da prisão em que se enfiou. Ao mostrar Ganesha com o rato aos seus pés e submetido a ser seu veículo, o simbolismo demonstra que ele não teme a nada.
- Ganesha tem um irmão menor chamado Kartykeya (também chamado de Skhanda ou Muruga). Ele é o senhor das hostes luminosas que combate os demônios em todos os lugares. Seu veículo é o pavão. No simbolismo, ele é associado às Plêiades e também é considerado um protetor dos trabalhadores espirituais de todos os lugares.
- Todos os nomes das divindades e os nomes de seus veículos são considerados como mantras. Fica difícil explicar cada um deles aqui por e-mail. Isso acabaria virando um livro. Uma hora dessas eu conto como é que fiquei sabendo dessas coisas durante uma das experiências espirituais mais marcantes de minha vida, ocorrida no ano de 1994.
- Mantra de Ganesha: OM NAMAH GANESHAYA. Também pode ser evocado somente como OM GANESHA.
- Só para enriquecer um pouco mais essas informações, coloco aqui alguns outros mantras das divindades hindus:
Brahma: OM
Vishnu (Hare): OM NAMO NARAYA NAYA
Shiva (Hara): OM NAMAH SHIVAYA
Krishna: OM NAMO BAGHAVATE VASUDEVAYA –
Cada um deles tem um significado esotérico, mas não dá para explicar isso aqui por e-mail.
P.S.: Nunca estudei o sânscrito (pelo menos nessa vida atual), nem sou hinduísta. O que aprendi (ou relembrei) foi fora do corpo e durante muitos ensinamentos dos amparadores. A partir de 1994, eles começaram a me passar o significado dos mantras e de muitas outras coisas e pediram-me para começar a transmitir isso para as pessoas através dos cursos e palestras. Daí, comecei a acoplar o que eu sabia sobre Espiritualismo, Espiritismo, Teosofia, Ocultismo, Umbanda, Projeciologia, Bioenergia, Antroposofia, Taoísmo e outros temas espiritualistas com os ensinamentos hindus que eu recebia extrafisicamente. Isso é legal, pois me permite transitar em todas as áreas e ter conhecimentos variados sem me prender a coisa alguma. E de mente aberta eu ainda escuto rock progressivo, adoro futebol (fui um meia esquerda razoável quando jogava), namoro, estou sempre de brincadeira com os amigos e estou cheio de alegria e amor brilhando em meus olhos. E isso é resultado de eu estar dentro dos parâmetros da minha programação existencial e estar trabalhando com dedicação naquilo que programei antes mesmo de reencarnar nessa vida atual. Meu trabalho é esse mesmo: unir os estudos de Projeciologia e Bioenergia com todos os conhecimentos sadios oriundos de outras fontes espiritualistas, fazendo disso uma síntese inteligente, criativa, simples e humana.
Por que estou lhe dizendo isso?
É porque a figura do Ganesha também representa abertura e universalismo.
Você não teve essa visão à toa. Ver algo assim pressupõe que você precisa alargar seus horizontes para estar bem sintonizado com os amparadores em suas atividades, principalmente as espirituais.
Ganesha também é considerado o patrocinador dos escritores, pois ele foi o escrivão do Mahabharata. Quem sabe você não escreverá algo interessante que ajude os outros no caminho espiritual ou humano?
Não quero lhe assustar, mais a visão também pode significar que estão querendo arranjar um filho para você.
Sugestão de leitura relacionadas:
- Fábulas da Índia; Manoj Das; Editora Shakti.
- Histórias da Antiga Índia; Manoj Das; Editora Shakti.
- Autobiografia de Um Iogue; Paramahansa Yogananda; Editora Self Realization.
- Viagem Espiritual Vol. III; Wagner D. Borges; Editora Universalista.
Escrevi tudo isso escutando o disco do conjunto de rock progressivo americano "Journey" (CD. "Greatest Hits Live"; Gravadora Sony Music; Lançamento nacional).
Paz e luz para você!
OM GANESHA!
- Wagner Borges -
Nota:
* Shiva (do sânscrito): O terceiro aspecto da divindade na cosmogonia hindu: 1. Brahma (O Criador); 2. Vishnu (O Preservador); Shiva (O Transformador). Sua esposa divina é Parvati, mãe de Ganesha.
Texto <12/09/2006>
