726 - AS LIÇÕES DAS VIDAS PASSADAS E DAS INICIAÇÕES

(Toques salutares sobre os vínculos cármicos em relação às existências passadas, particularmente no que diz respeito às ordens iniciáticas e possíveis juramentos)

- Por Luis Levy -

Baseado nas coisas que eu PROVAVELMENTE já passei, dá pra frisar alguns pontos:

1. É mais fácil ser corajoso do que ter compaixão.
2. É mais fácil ter origem nobre (sangue azul) do que ter um CORAÇÃO nobre.
3. É mais fácil ganhar batalhas em campo aberto do que vencer a luta entre Ego e Self.
4. É mais fácil ter "certezas absolutas" e dogmas do que redefinir o tempo todo sua realidade.
5. É mais fácil procurar o sexo oposto em múltiplas e superficiais experiências do que viver UMA delas de forma plena.
6. É mais fácil dispor da LEALDADE por obrigação hierárquica do que inspirar essa lealdade sem violência.
7. É mais fácil empunhar a espada do que ser carinhoso.
8. É mais fácil sair do corpo do que agir com Ética e Responsabilidade.
9. É mais fácil fugir das pessoas e ser um eremita amargo do que aprender JUNTO com elas.
10. É mais fácil viver a fantasia das aparências do que desafiar esse "Grande Esquema das Coisas".

Todos estes itens são "lições" que eu trago graças às minhas existências anteriores. Todos eles, sem exceção, são coisas que eu tenho que desenvolver HOJE se quiser crescer e cumprir os meus objetivos nessa vida. Para mim, só vale à pena voltar a esse passado distante/duvidoso se o fazemos para aprender o que importa: amar e transcender o ilusório.


São Paulo, 15 de maio de 2003.


Nota de Wagner Borges: Luis Levy é cineasta, estudante espiritualista e participante da lista Voadores na Internet (www.voadores.com.br). Essa mensagem foi postada originalmente na lista MALKHUT (agregada a Voadores), que é um grupo independente para falar de assuntos esotéricos, ocultistas, teológicos e tântricos em abordagem voadora, com compromisso com a espiritualidade e o discernimento. Temática da lista: Carma, Vidas Passadas, Jesus Histórico, Paulinos X Joanitas, Espiritismo, Paulo de Tarso, Fernando Pessoa, Templários, Cruzadas, Ankh, Astrologia, Maçonaria, Chave de Hiram, Calendário Maya, Povo do Sol, Mágika X Magia e outros. Para participar da lista, basta enviar um e-mail para: malkhut-subscribe@egroups.com

Texto <726><01/09/2006>

725 - FLORES

(Um Conto Inspirado na Visita ao Templo Zu Lai*)

- por Maria Guida Leite de Souza -

Elles estavam felizes em suas simples existências de flores.
Um ao lado do outro, expunham suas delicadas corolas ao calor ameno de uma manhã de inverno.
Talvez por causa disso, havia uma inexplicável alegria na voz das monjas, apesar dos mantras de culto aos mortos.
Ninguém podia imaginar quanto tempo elles tiveram que esperar até estarem assim, tão próximos um do outro, pendendo do mesmo galho.
Ella já havia perdido a esperança, enclausurada na forma de pequena semente.
Elle repousou tranqüilo e quase sem memória, nas cinzas de alguém que havia sido, muito depois do tempo em que estiveram juntos, numa vila de pescadores, ao norte da Sicília.
Lembrava-se vagamente da estranha alegria que sentira, quando a urna mortuária foi colocada na mochila do monge. Cruzaram as águas do Índico, e depois, as do Atlântico, sempre na direção do poente.

Acordava e adormecia, embalado pelas ondas. E à medida que o tempo passava, ia ficando cada vez mais desperto.

Ella adivinhou que o reencontro estava próximo, quando o fruto vermelho que a envolvia tocou os lábios da monja.
A jovem chinesa revolveu-a dentro da boca, riscou de leve sua pele com os dentes brancos, cuspiu-a na palma suave da mãozinha casta. Depois, deixou que ela adormecesse meses a fio, no bolso quente do casaco.
Um dia, sem mais nem menos, a monja chegou ao seu destino, desfez as malas e sacudiu a roupa para o lado de fora das janelas do templo.
Ella foi arremessada para o sopé do morro, onde mais tarde, haveria um lago e um jardim. O peso da enxurrada e os pés dos operários empurraram-na cada vez mais fundo, solo adentro.
Fechou-se o mais que pode, resistindo ao calor dos verões, mas um dia, reconheceu que não podia esperar mais. Explodiu num emaranhado de radículas, num caule fino e reto, que, mesmo contra a sua vontade, crescia rapidamente, em direção à luz.
Não eram mais do que duas pequenas folhas, tremendo ao fresco vento outonal, quando o missionário chegou ao templo.
A cerimônia foi breve, as palavras, desconhecidas, o tom, solene.
E então - maravilha das maravilhas - a caixa talhada em sândalo abriu-se, no ar, e Elle choveu sobre Ella, em forma de nuvem cinza-prateada.
Se vegetais suspirassem ou gemessem de prazer, a noite chuvosa teria sido entrecortada por ruídos inexplicáveis.
Mas, como brotos de cerejeiras e cinzas humanas têm uma natureza dócil e silenciosa, Elle deixou-se assimilar por Ella, molécula após molécula, até circular livre e feliz, pelo delgado corpo, como seiva, evitando, por pura prudência, as extremidades.
Parecia ser um final feliz, se não fosse a intromissão do elemental responsável pelo projeto da árvore que Ella estava destinava a ser.
Evandór exigia uma tomada de decisão!
Elle não poderia, continuar circulando por muito tempo como seiva, sob pena de comprometer o desenvolvimento dElla. Elle deveria tornar-se uma parte qualquer da planta, permanecer ali por algum tempo, submeter-se à natural continuidade do ciclo, sendo descartado, e re-assimilado por outro projeto - animal, vegetal ou animal.
Entristeceram-se.
Ella deixou pender seus poucos finos galhos, até o dia em que Elle resolveu que seria flor.
E por que não, semente?- indagou o elemental - irritado.
Elle não disse nada, mas, Ella, em sua longa experiência de planta, havia compreendido tudo.
Cerejeiras demoram a florescer. Elle havia escolhido a alternativa mais segura. Fechar-se em si mesmo, como semente, dentro de um fruto, era correr o risco de perder-se d’Ella novamente.
Sendo flor, mesmo murchando e morrendo, as chances de ser novamente assimilado seriam muito maiores.
Diante do firme propósito d’Elle, o elemental deixou cair o queixo, pensativo, até porque intuía que essa escolha sinalizava novos problemas.
Depois da decisão d’Elle, Ella abandonou sua ocupação de guia, no topo do ramo central, e concentrou-se no desenvolvimento de um ramo secundário.
Em vão, o elemental tentou dissuadi-la. Noite e dia repetia a Ella que experiências assim não resultavam bem. Além de não fazer parte do projeto original, o novo galho era um desperdício de energia vital. Explodiria em folhas e flores de uma vitalidade exuberante, para definhar e morrer, em seguida. Isso sem falar no transtorno que o ramo inesperado trazia à proverbial beleza externa da planta.
Ella não ligava. Já havia escolhido uma consciência substituta para a cerejeira. Quando não pode mais esconder seu plano, revelou que seu projeto não era o de ser galho, mas, de individualizar-se em flor, ao lado d’Elle.
Como alma-semente da cerejeira, Ella podia programar o seu próprio desabrochar, e, mais do que isso, sincronizá-lo ao d’Elle. Viveriam juntos alguns belos dias de flores, e, com sorte, seriam descartados e assimilados, inúmeras vezes, em caule, folha, flor ou raiz, até que a cerejeira deixasse de existir.
Tempo feliz foi o meditativo elaborarem-se, projetos de botões, desenvolvendo suavidade de pétala, impulsividade de pistilo, intensidade de pólen.
Aprenderam que ser flor significa abandonar-se em humilde servidão às necessidades da reprodução, seguindo as duras leis da progressão geométrica, tanto no domínio da química que determina tonalidade e fragrância, quanto no controle da mecânica biológica, que estabelece textura e simetria.
Concentraram-se na expressão de curvas e recortes.
Esmeraram-se na compreensão da sutil diferença entre estar côncavo ou convexo.
Até que um dia, cederam ao apelo irreversível da estação e, sob o sol nascente de agosto, desabrocharam - finalmente! - inseguros, mas alegres.
Tremiam, sem saber se era o vento frio, ou a intensidade do momento, o que lhes dificultava a respiração.
Juntos, reconheceram-se próximos, frágeis, únicos, belos, e, mais do que tudo, felizes.
A tarde caiu. O templo esvaziou-se. O calor do sol tornou-se noite gelada, que obrigava a um doloroso recolhimento.
Estou sem forças - Ella pensou.
Estou cansado - Elle disse.
Então, a mão impulsiva de uma mulher arrebatou o galho, passando-o com um sorriso de desdém pelo rosto de um homem triste e magro, que caminhava ao lado. Correu, e no meio da ponte sobre o lago, atirou o galho à água.
Surpresos, Elle e Ella gastaram as últimas forças tentando manter as corolas para fora da água. Por fim, boiavam, na direção da margem.
O homem cruzou a ponte, curvou-se, esticou o braço, e na larga palma da mão, acolheu, com devoção, o galho. Em silêncio, guardou as flores no bolso do paletó.
Naquela mesma noite, Elle e Ella foram cuidadosamente colocados entre as páginas de um volume de Shakespeare e ainda estão lá.
Volta e meia são visitados pelos olhos mansos do homem triste, que recorre a elles, em busca de consolo.
Enquanto lê os poemas em voz alta, toca os corpos ressecados, e nesse contato encontra um estranho alívio. As flores lhe renovam a certeza de que o amor é algo palpável, e não uma mera sensação.
Às vezes, os olhos brilham, cheios de lágrimas, outras, estão entorpecidos pela bebida.
Nesses momentos, Elle e Ella refletem sobre a insensatez dos humanos e sua pouca ou nenhuma determinação. E silenciam, como as naturezas mortas costumam sempre fazer.
Mas, continuam felizes, em suas simples existências de flores.

São Paulo, 8 de setembro de 2005.

- Nota de Wagner Borges (em agosto de 2006): Esse belo conto de Maria Guida (colaboradora do excelente site somostodosum – www.somostodosum.com.br) foi postado originalmente na lista Voadores da Internet (lista sobre temas projetivos e espirituais – www.voadores.com.br). Na ocasião, ela escreveu para o pessoal da lista o seguinte:

“Oi gente!
Saindo de um longo período de envolvimento com hóspedes, família e trabalho, dei uma olhadinha nos assuntos correntes na lista e, bom... nossa! Puxa vida! - Parece que não tem nada a ver com o que tenho a oferecer no momento. É o que saiu, quentinho do forno, um conto que brotou em mim durante a nossa visita ao Templo Budista Zu Lai. Mesmo que já faça algum tempo, e que destoe bastante das conversas que vocês estão tendo agora, resolvi postá-lo aqui na lista.
Taí! Bom ou ruim, é de vocês.
Eu gostei muito de escrever, e senti muita paz enquanto a história evoluía, através de mim, contando-se.

Obrigada a todos, pelo presente.

Abração!

– Maria Guida –“

Pois é, Maria Guida, eu é que agradeço por você ter escrito um conto tão lindo e tê-lo compartilhado com as pessoas. E agora, vou remetê-lo alegremente para o pessoal cadastrado na lista de textos periódicos do site do IPPB.
Sabe, viver as atribulações diárias na Terra sem se permitir a vivência do lúdico em nossas vidas, é o equivalente a ver a vida com tons opacos e infelizes. Por isso, sempre agradeço ao Grande Arquiteto Do Universo quando escuto música de boa qualidade, abraço e beijo minhas filhas, faço uma piada e rio demais, faço amor com brilho nos olhos, ou quando leio um texto inspirado, como esse seu, tão cândido e verdadeiro.
Quando leio algo assim, simplesmente ganho o dia!
E aí me lembro daqueles poetas e escritores inspirados, que fazem meu coração se derreter de amor e admiração: Kabir, Rumi, Tagore, Fernando Pessoa, Kalil Gibran Kalil, Sry Aurobindo, e tanto outros luminares que escreviam ao coração e falavam ao espírito.
Pois é, minha amiga, quando li o seu conto me lembrei deles.
E, como sempre acontece, o meu coração se derreteu naquele amor que não se explica, só se sente.
Novamente, obrigado pelo amor interpenetrado nas palavras de seu conto.
Oxalá, os leitores possam apreciá-lo, e que seus corações sejam iluminados.
Um abraço.

Notas do texto:
1. Templo Zu Lai: templo budista sediado em Cutia, cidade próxima a São Paulo.
2. Elementais: seres extrafísicos ligados aos elementos da natureza.
Para mais detalhes sobre esses espíritos da natureza, sugiro a leitura dos seguintes livros (todos editados no Brasil pela Editora Pensamento): “A Viagem de Uma Alma”; Peter Richelieu – “O Lado Oculto das Coisas”; Charles Webster Leadbeater – e sobre os devas, senhores da natureza e hierarquicamente superiores aos espíritos da natureza, ver o livro “O Reino dos Deuses”; Geoffrey Hodgson.

Texto <725><29/08/2006>

725 - AS GOTINHAS DE LUZ DO G.A.D.U.

- por Wagner Borges -

Que, desde aqueles Planos Celestes, até os vales mais profundos da Terra;
Dos aglomerados galácticos até o fundo dos mares;
Da imensidão da vida até os corações de todos os seres;
Possa descer uma chuva de luz do Grande Espírito.

Que suas gotinhas de compaixão lavem as feridas dos homens.
Que elas limpem as mágoas e dissolvam as emoções tristes.
Que elas cheguem ao centro do espírito, dando-lhe um banho de luz.

Que aquele algo a mais, que não é visto, mas é sentido, possa brilhar em cada ser.
Que a chuva de luz chegue a cada canto, como um encanto lindo.
Que suas gotinhas inspirem os homens para novas canções de vida.

Que, no Céu de todas as egrégoras, do Oriente para o Ocidente, haja mais luz!
Que o Olho da Sabedoria se abra no delta do triângulo luminoso.
Que o Espírito do Cristo abrace todos os construtores e parceiros da vida;
Enchendo de amor os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Que, sob os auspícios do Grande Arquiteto Do Universo, os construtores sejam justos!
Que sua chuva de luz lave todo mal e inspire a construção de prédios de luz no mundo.

Que assim seja, no Céu ou na Terra;
Pois o TODO está em tudo!

Que o Olho da Sabedoria mostre a verdade que está no coração de cada um.

Paz e Luz.

(Prece inspirada por um dos amparadores da equipe extrafísica de Ramatís).

P.S.:
Esses escritos foram feitos logo após uma palestra que ministrei numa Loja Maçônica de Curitiba. Ao final da mesma, realizei uma pequena prática de visualização criativa com o grupo presente. Enquanto rolava o lance, percebi pela clarividência um imenso triângulo luminoso (com um olho aberto em sua parte superior) plasmado por cima do templo. Dele emanava uma energia rosa-brilhante, cor bem característica de ondas de amor propagadas, de cima para baixo, abençoando a reunião. Era lindo de se ver e, ao mesmo tempo, emocionante.
E, mais acima dele, no céu, surgiu uma imagem imensa de Jesus com os braços abertos.
O curioso é que coloquei um Cd de mantras com uma canção budista, que falava justamente da compaixão viajando invisivelmente e libertando todos os seres das cadeias do sofrimento.
Ou seja, eu estava num templo maçônico, fazendo uma visualização com uma canção budista, vendo acima, no Astral, um triângulo, com a figura de Jesus mais além e abençoando o lance todo.
Bendita Compaixão, que não vê diferença de sexo, religião ou raça de ninguém, e abençoa a todos incondicionalmente.
Bendita Luz, que não olha a doutrina de ninguém, e que sempre protege a reunião de pessoas ligadas aos objetivos construtivos e benéficos, seja em que grupo for.
Bendito Amor Celeste, que inspira as egrégoras e limpa o coração dos homens.
Bendita Consciência Cósmica, que sempre orienta a manter a mente e o coração abertos na senda dos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Agradeço aos amigos maçons e aos guardiões espirituais de sua egrégora, que sempre me recebem muito bem quando realizo palestras em seus templos.
E agradeço ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo.

Curitiba, 17 de agosto de 2006.


* G.A.D.U. - no contexto maçônico é a abreviatura do “Grande Arquiteto Do Universo”; O Supremo; O Absoluto; Deus; O Todo que está em tudo!
* Ramatís – sábio mentor espiritual que opera no extrafísico do Brasil orientando a diversos trabalhos espiritualistas de forma universalista.
* O tema da palestra foi sobre as experiências fora do corpo (projeções da consciência, viagens fora do corpo) e as egrégoras espirituais sobre os templos do mundo.
* A palestra foi realizada na Loja Verdadeira Luz - Número 117, que realizou a mesma em sessão conjunta com a Loja Dezenove de Novembro - Número 87.
* Para ver outros escritos no contexto maçônico, ver o texto “Viajando na Pulsação do Coração do Grande Arquiteto Do Universo”, em minha coluna da revista on line do site do IPPB – www.ippb.org.br
* Egrégora (do grego “Egregorien”, que significar “velar”, “cuidar”) - É a atmosfera coletiva plasmada espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.
É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude (independentemente de linha espiritual) forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, à qual se agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interdimensional.
Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei."
Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.
O dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza esse mundo será melhor de viver.
Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que ajudam a todos, independentemente de credo, raça ou cultura esposada.

Texto <725><29/08/2006>

724 - NA LUZ SERENA DO ALTO

(Transcrição das Orientações de um Amparador Extrafísico)

Amigos e irmãos de espírito,
Vocês sentiram a dor do mundo em seus corações.
Em momentos assim, recolham-se na prece e no silêncio.
Fiquem consigo mesmos, quietos e serenos, ligados ao Alto.

Os gritos dos espíritos sofredores ecoam por entre os planos...
E se juntam ao choro da humanidade em prova.
Essa é a dor do mundo, que muitos sentem sem saber.

Pensem numa coluna de luz vertendo luz dourada sobre suas cabeças.
Essa luz é terna, acolhedora, serena e amiga.
Que ela chegue até vocês e inundem seus corações de paz perene.
E, que siga, do peito até a base da coluna, iluminando-a também.

Lembrem-se do Espírito do Cristo descendo e abraçando os homens.
Unam seus corações ao coração Dele!
Encham seus rostos com a luz. Tornem-se sóis!

A sabedoria não é uma conquista, é um estado de consciência.
Fiquem na Paz e na Luz, sempre!

P.S.: Essas orientações foram direcionadas para um grupo de projetores extrafísicos, logo após um trabalho de assistência espiritual fora do corpo.
O orientador é um dos espíritos do grupo de amparadores dos Iniciados*.

- Os Iniciados -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 10 de maio de 2006).

- Notas de Wagner Borges:
* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
* Levei esses escritos para compartilhá-los com a turma de 120 integrantes do grupo de estudos do IPPB. Inspirado pelas vibrações amigas desses amparadores queridos, conduzi uma prática com o pessoal, baseada na coluna de luz citada no texto.
Como eles mesmos dizem, é a “Luz Serena do Alto”.
Por sorte, a nossa amiga Sandra Keiko, participante do grupo, gravou tudo e depois transcreveu a prática sugerida, disponibilizando-a para todos.
Agradeço a ela pelo trabalho de transcrição e pela gentileza de disponibilizar o material para postagem no site.
Também agradeço aos amparadores do grupo dos Iniciados, pela confiança depositada em nosso trabalho de esclarecimento e assistência espiritual.
Segue-se a transcrição logo abaixo.





PRÁTICA COM A LUZ SERENA DO ALTO

Procure elevar os pensamentos em conjunto com um sentimento profundo de amor no coração.
Procure pensar em contentamento, alegria com as coisas...
Preste atenção nessa música, pois ela cria uma atmosfera etérea, celestial...
Pense que, enquanto estamos escutando essa música agora, pode haver consciências de outros planos aqui no salão (extrafísico) com a gente, também escutando a mesma música e comungando de suas emanações psíquicas sadias.
Talvez esses espíritos carentes nunca tenham escutado algo assim. Enquanto nós escutamos, sintonizamos em algo melhor e passamos para eles também!
Utilizando-se da capacidade da imaginação, visualizem uma coluna de luz dourada sobre você; é uma coluna amarelo-ouro, bem larga, vindo de cima para baixo...
Pense em uma consciência superior, vasta, cheia de amor incondicional, emanando esse fluxo de luz sobre você.
Imagine que a luz dourada desta coluna é bem morna, terna, gentil e serena, como se a própria luz acalentasse você e acariciasse energeticamente o seu chacra coronário.
Visualize, também, que você recebe o som da música pelo topo da cabeça.
Faça que essa energia entre pelo chacra coronário e vá até o centro do seu peito, no chacra cardíaco, tornando toda a área peitoral dourada, como se fosse um sol nascente dentro do peito.
Imagine os toques do piano que você escuta dentro do seu peito, bem no meio do sol peitoral.
Leve a atenção ao chacra básico e imagine que a luz do peito desce até a base da coluna, acendendo essa região também com o dourado, para que o seu corpo se enriqueça com essa energia.
Uma coluna luminosa que vem de cima, entra pelo coronário e flui até o centro do peito, e em seguida desce até a base da coluna.
Agora, leve a atenção para o seu chacra frontal, onde surge um foco de luz no meio da sua testa.
Imagine que a luz da sua testa se espalha para dentro do rosto, fazendo com que ele fique luminoso, transformando-o em um sol.
Concentre-se nesta luz do seu rosto e faça com que ela se expanda devagarzinho, aumentando o brilho, e pense que a irradiação do seu rosto de luz possa favorecer o bem de qualquer pessoa, encarnada ou desencarnada, de qualquer lugar...
Continue irradiando essa luz serena...
Imagine que essa luz irradiada do seu rosto vai se somando com a luz do rosto dos colegas do grupo, formando uma irradiação coletiva na sala.
Enquanto respira, tente sentir a luz das paredes, dos seus pés, do chão, da cadeira, como se você respirasse junto com a pulsação da luz do salão; o seu rosto como um sol...
Pense que alguma coisa boa possa irradiar para a humanidade, incluindo sua família... Faça isso sem fazer força alguma, apenas visualizando e sentindo um rosto de luz.
Existe um trecho da Bíblia que fala que Jesus subiu em uma montanha com dois discípulos e aí o rosto dele ficou resplandecente (transformou-se num sol).
O que Jesus fez? Ele apenas projetou o seu rosto espiritual um pouco para fora do rosto carnal (e era um rosto de luz); e aquele não era um rosto barbudo, mais parecia um sol.
Pense nisso, seu rosto de luz...
E também se diz que o Buda, que tinha pele morena porque era hindu, de vez em quando ficava todo dourado (resplandecente, a pele dele parecia de ouro).
Por quê? Porque a pele luminosa do psicossoma dele ultrapassava a pele física, e era só luz...
Pense nisso, um corpo de luz dentro do corpo físico, exteriorizado pelo rosto.
Lembrar-se de Buda, Jesus e de outros caras legais é sempre bom, não por dependência religiosa, mas por admiração sadia.
Pense nisso, pense em coisas boas e projete a luz para toda a humanidade, sem distinção de raça, sexo ou religião.
Pense maior: a luz emanada para as muitas humanidades espalhadas pela imensidão sideral, nossos irmãos de outros orbes e estrelas distantes, centelhas do mesmo Todo que está em tudo!
Fique bem, consigo mesmo e com a existência.

Paz e Luz.

- Wagner Borges –

- Notas do Texto:
* Chacras (do sânscrito) – são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia (prana, chi) do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
* Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito, o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.
Obs.: a pineal: é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal (também chamada de “epífise”) é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.
* Chacra Frontal é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise (pituitária) e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento.
* Chacra Cardíaco – é o centro de força situado no centro do peito, no espaço espiritual interno da caixa torácica, se correlacionando com o coração e o pulmão. Logo, é o responsável pela energização do sistema cardio-respiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. É o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo.
* Chacra Básico – é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está ligado às glândulas supra-renais e tem relação direta com os fenômenos bionergéticos e parapsíquicos oriundos da ativação da kundalini.
Obs.: Kundalini é um tema complexo para explicar por e-mail. O seu estudo envolve o conhecimento aprofundado dos chacras, dos nádis que correm ao longo da coluna (ida, pingala e sushumna) e das glândulas endócrinas, bem como um conhecimento básico dos yantras e bijas-mantras específicos para sua ativação.
Kundalini (do sânscrito) significa literalmente "enroscada". Esse nome deve-se ao seu movimento ondulatório que lembra o movimento de uma serpente. Daí a expressão esotérica "fogo serpentino". Ela também é chamada pelos iogues de "Shakti" (do sânscrito): a força divina aninhada na base da coluna (chacra básico).
Kundalini nada tem a ver com o sexo diretamente, muito embora seja a energia que ativa e vitaliza a sexualidade. Devido à prática de exercícios tântricos que envolvem a contenção do orgasmo, quando esse conhecimento chegou ao Ocidente foi logo desvirtuado. Hoje, esse tema surge associado a rituais e posturas sexuais aqui no Ocidente. No entanto, o despertar da kundalini é um processo puramente espiritual e energético em essência. Envolve a ativação dos chacras, principalmente do chacra cardíaco, que equilibra e distribui corretamente o fluxo ascendente da shakti ao longo dos nádis. Não significa acender um foguete esotérico no traseiro e decolar pelos nádis ao longo da coluna, como muita gente imagina. "Acender" não significa necessariamente "ascender".
Particularmente, não gosto do processo de despertar da kundalini que é feito por grupos esotéricos ocidentais. Prefiro o trabalho mais energético e naturalista do Ioga.
* As músicas que estávamos ouvindo durante a prática eram de dois CDs do tecladista new age americano Robin Miller: "In the Company of Angels" e "Transcendence" – ambos os trabalhos importados.
* Enquanto passava a limpo esses escritos, lembrei-me de uma oração essênia muito inspirada. Segue-se a mesma abaixo.





ORAÇÃO À MÃE TERRA
(Uma Oração Essênia)

“Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra
Pois é Ela a doadora da vida.
Sabe que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e quem te deu a vida
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolverás.

Sabe que o sangue que corre nas tuas veias
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela
Borbulha nos riachos das montanhas
Flui abundantemente nos rios das planícies.

Sabe que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu
E os sussurros das folhas da floresta.

Sabe que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Sabe que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra
Que te rodeiam feito as ondas do mar cercando o peixinho.

Como o ar sustenta o pássaro
Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltarás novamente.

Segue, portanto, as Suas leis
Pois teu alento é o alento Dela.
Teu sangue, o sangue Dela.
Teus ossos, os ossos Dela.
Tua carne, a carne Dela.
Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.

Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra
Não morrerá jamais,
Conhece esta paz na tua mente
Deseja esta paz ao teu coração
Realiza esta paz com o teu corpo.”

- Evangelho dos Essênios -



Texto <724><26/08/2006>

723 - ARCO-ÍRIS

- por Jill Slee Blackader -


Disse o Vermelho ao Azul:
"Amigo, como é possível que o seu rezar não seja feliz como o meu?"

O Azul disse em resposta:
"Vermelho, por que a sua prece não tem o sentimento da minha?"

O Amarelo disse ao Verde:
"Meu amigo, por que você ao rezar nunca se ajoelha ou se curva?"

Disse o Verde ao Amarelo:
"Você chama isso rezar? Discordo, não é assim que se faz".

Então vieram o Índigo e o Laranja com outras formas de prece, velhas e novas.

O Violeta, coitado, ficou pálido como se estivesse com medo.
Para todos, ele rezava em segredo.

"Ó cores", disse então Deus: "Cada uma de vocês é minha.
Sem minha luz, como poderiam brilhar?
Rezem como sua cor lhes mandar. Não deixem de brilhar.
Preciso de suas diferenças: elas fazem o meu arco-íris."


- Nota de Wagner Borges: Esse texto foi postado por Cláudio Cesarini na lista interna do grupo de estudos do IPPB. Agradeço a ele por ter repassado essa pérola. Como se observa, o texto é lindo e objetivo, simples e profundo, com alma universalista. E complementa o texto “O Homem: Um Arco-Íris de Pensamentos e Sentimentos”, da Cia. do Amor, postado na semana passada (envio de texto 722). Quando perguntei ao Cláudio de onde ele havia extraído o texto, ele me informou o seguinte: “Jill Slee Blackder, o autor do texto, é um artista escocês. Este texto dele foi publicado em um livro sobre Gandhi e o papel de sua mensagem nos dias de hoje. O texto em questão foi utilizado para ilustrar a diversidade de conhecimentos que ajudaram Gandhi a construir sua postura/proposta Política. O cara foi um Universalista de primeira, assim como Tereza de Calcutá.”.

Dados do livro: “O Caminho É a Meta - Gandhi Hoje”.
Autor: Johan Galtung.
Editora: Palas Athena.
Capítulo: Cap.I - O Gandhi Político.

Paz, Paz e Paz!

Cláudio Cesarini.
(Professor de Ioga, estudante de temas espirituais e participante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB).

Texto <723><23/08/2006>