1627 - INICIAÇÃO - CRÔNICA DE UM DESPERTAR - III*

1627 iniciacao cronica de um despertar iii
 
 
INICIAÇÃO - CRÔNICA DE UM DESPERTAR – III*
(O Fogo Que Transborda Secretamente)
 
“O Fogo está em teu coração!
Então, transborda, irmão...
Aqueça o mundo com a Espiritualidade.
Ilumina os corações...
Trabalha com denodo.
O Sol te conhece!
O Fogo é em ti!
Então, projeta Luz, irmão...
Clareia a senda para teus irmãos.
O Fogo é a Força de tudo o que é forte!
Mas não abrasa o coração.
Só derrete os escolhos...
E faz a joia resplandecer.
Então, o coração brilha como nunca.
O Fogo está em ti!
Transborda...
Transborda...
Transborda...”
 
- Os Iniciados** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges.)
 
- Nota de Wagner Borges:
Nos templos de outrora, nas terras quentes do Egito, com essas palavras, os hierofantes*** chancelavam o coração dos seus pupilos nas iniciações espirituais. São palavras de fogo vivo. E até hoje, aquecem os ideais luminosos dos que aspiram e respiram os valores do Alto. Isso só será devidamente compreendido pelos corações que também transbordam... em Espírito e Verdade.
Ao final desses escritos, eu, que sou mestre de nada, atrevo-me a complementar esses toques dos Iniciados com algumas palavras de fogo do meu próprio coração (o templo real da consciência).
“No Fogo, o ouro.
Um coração dourado...
Iniciado na Luz.
Quando os portais se abrem...
O que se vê é só o Amor resplandecendo.
E quem, em seu coração, compreende isso...
Realmente compreende.
E sabe por onde vai...
Porque o Fogo ilumina sua jornada.
É Fogo D’Alma!
É Amor transbordante...
(Não abrasa, só transforma.)
Quem sabe disso, é feliz.
Sim, muito feliz, de formas inimagináveis.
Bem poucos entendem isso...
Mas, quem compreende, brilha junto.
Por sintonia. Por Amor. Pela Luz.
Sim, só quem compreende...
Em Espírito e Verdade...
 
Paz e Luz.
 
Obs.:
Enquanto eu editava essas linhas, rolava aqui no meu som a música “Save the World”, da banda inglesa de pop/rock Mike & Mechanics – projeto musical de Mike Rutherford, baixista e guitarrista do Genesis. Então, deixo, na sequência, o seu link no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=1oGw13q_sJM
 
- Notas do Texto:
* As duas partes anteriores desse texto podem ser acessadas nesses links:
Parte I –
Parte II –
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por mentores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
*** Hierofantes - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, eram os mestres que testavam os neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.

Texto <1627><12/05/2018>

1627 - EXTRATOS DOS ENSINAMENTOS DOS RISHIS*

1627 extratos dos ensinamentos dos rishis
 
 
EXTRATOS DOS ENSINAMENTOS DOS RISHIS*
 
Caro amigo(a)...
Se quiseres entrar na cidade de Brahman**, apresenta ao guardião do portal o passaporte do Amor incondicional... e não temas!
O guardião pode perceber os teus pensamentos mais secretos.
Mas, se em meio ao denso emaranhado das tuas formas mentais, ficar claro o brilho do teu esforço em superar a roda de Samsara***, ele sorrirá e guiará os teus passos na jornada interior.
Lembra-te dos ensinamentos dos rishis:
- Tudo é Brahman!
- Tu és Ele!
- A morte é uma quimera de Maya****.
- Para aquele que atingiu a riqueza do estado de serenidade imperecível e emancipou-se das vias ilusórias da mente, que valor do mundo poderá tentá-lo?
- Junta a palha das tuas tolices e acende o fogo do discernimento.
Faz uma fogueira em teu próprio Ser e queima as intemperanças.
Dança em volta do fogo da sabedoria e celebra a nova lucidez que surgirá cheia de brilho em tua consciência. Observa o crepitar das chamas e deleita-te sentindo o pipocar de novos pensamentos repletos da alegria silenciosa que abraça a alma do mundo sob a inspiração celeste. Oferece a fogueira à Brahman!
- Convida o Divino Concertista para um concerto na câmara secreta do teu coração. Ele tocará a canção eterna do silêncio.
E tu o ouvirás no silêncio, no silêncio, no silêncio do despertar da tua consciência.
- Tens um Sol de Amor em teu coração.
Irradia a tua Luz na linha do horizonte do infinito de teus potenciais espirituais e dilui as trevas da madrugada do teu antigo eu.
Opera o milagre do amanhecer da Consciência Cósmica em teu Ser.
- Tens um amigo secreto que não vês.
Ele ora por ti. Ele impulsiona o teu viver. Ele te aguarda na calada da noite do teu velho eu pretensioso e tolo.
- Desperta... para o Sol do Samadhi*****.
 
- Os Iniciados****** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges.)
 
- Notas:
* Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
** Brahman – do sânscrito - O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo; Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele/Ela é Pai-Mãe de todos.
*** Samsara – do sânscrito – a roda reencarnatória; o fluxo incessante de renascimentos através dos mundos.
**** Maya – do sânscrito - ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por diferenciação.
***** Samadhi – do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
****** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por mentores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

Texto <1627><12/05/2018>

1626 - GRANDE ESPÍRITO, ESTRELAS NA SENDA - II

1626 grande espirito estrelas na senda ii
 
 
GRANDE ESPÍRITO, ESTRELAS NA SENDA - II*
 
Existe uma sabedoria ancestral que os homens brancos convencionaram chamar de Xamanismo, na tentativa de designar um conjunto de práticas e ensinamentos ancestrais dos povos indígenas (que sequer tiveram sua origem entre os povos nativos da Terra, mas vieram de outros planos em eras primevas da humanidade).
O conjunto desses conhecimentos foi repassado de mestre para discípulo, de xamã para xamã, o homem ou a mulher da sabedoria e da integração com a natureza...
Em algumas ocasiões, essa sabedoria (que não pertence a nenhum xamã, já que todos os seres são seus canais), desce mais uma vez entre os homens e mulheres de todos os povos, porque todos são irmãos, brancos, negros, vermelhos ou amarelos.
Todos são pedacinhos vivos do Grande Espírito e, nas condições adequadas, podem absorver essa essência espiritual e veiculá-la de formas variadas no mundo.
Essa sabedoria ancestral ensina que o xamã verdadeiro (não apenas de função, nem de investimento religioso), caminha com coração e alma...
 
* * *
 
Todos podem reencarnar em várias condições...
Aquele que foi xamã ontem, hoje pode ser homem branco reencarnado, e o homem branco poderá ser o xamã de amanhã.
Essa sabedoria ensina que o xamã verdadeiro abre o seu coração ao Grande Espírito, como canal consciente e sensato... e quando ele pega um punhado de areia e joga numa fogueira, imagina que é como o Grande Espírito semeando estrelas (ele sabe que o Grande Pai está nas estrelas e nos grãos de areia e em tudo).
Quando o xamã verdadeiro acende uma fogueira e faz o seu ritual, ele curva sua cabeça aos espíritos que o orientam e ao Grande Espírito.
Quando acende o fogo, que para ele é sagrado, imagina que está queimando impurezas de si mesmo e que está oferecendo Luz ao mundo... está acendendo outros corações com aquela chama.
Quando o xamã verdadeiro pisa no solo da Terra, ele sabe que está pisando o tecido vivo da existência em forma sólida, pelo poder do Grande Espírito de condensação das energias.
Quando ele mergulha nos rios, sabe que estes são veias do mundo, carregando a linfa vital planetária, que é a água. Então, ele agradece o dom da vida que esse elemento propicia.
Quando o xamã verdadeiro sobe à montanha, ele sabe que, na verdade, está escalando níveis dentro dele mesmo...
Quando ele passa por uma iniciação, ele não está interessado em grau algum, pois sabe que os testes aos quais ele é submetido são testes de espírito, e o grau que ele carrega é o seu caráter, sua bondade e seu respeito pelas coisas da existência. Respeitando a criação e todos os seres, assim ele respeita o Grande Espírito que é o Criador de tudo.
Quando o xamã é verdadeiro, ele se senta embaixo de uma grande árvore, sabendo que ela é sua irmã... então, ele entrega o seu coração a ela e se solta e, muitas vezes, é curado, não de seus ferimentos físicos, mas de suas feridas emocionais. A irmã árvore o libera de cargas energéticas pesadas, adquiridas no contato com as pessoas doentes que ele trata (e também com os espíritos carentes).
Quando o xamã é verdadeiro, ele olha para cima, para o espaço sideral, e considera a abóboda celeste como se fosse o teto da existência, o teto da sua casa... então, ele olha as estrelas como se fossem suas irmãs e agradece ao Grande Espírito pelo despertar de sua consciência e pelos valores que norteiam sua jornada xamânica (que não é a jornada de quem não quer reconhecer o espírito e a essência das coisas em tudo).
Sem a inspiração do Grande Espírito e dos espíritos luminosos que o assistem, o xamã sabe que não teria forças para trilhar essa senda.
O xamã verdadeiro sabe que os seus pensamentos são lidos pelo invisível.
Ele sabe que o espírito do vento sussurra mensagens sutis... sabe que o som do vento passando pela campina baixa pode trazer outras energias. Então, ele escuta, com seu coração, os sussurros espirituais da natureza.
Quando ele faz um ritual solitário, sem que ninguém saiba, ele oferece ao mundo o poder da cura (e abraça o mundo em nome do Grande Espírito, porque ele é o seu veículo).
Quando os xamãs verdadeiros se reúnem no mesmo espaço físico (porque já estão reunidos no espaço do coração) e dão as mãos, eles imaginam que estão dando as mãos aos espíritos luminosos, formando uma corrente, que, por sua vez, se propaga a favor de todos.
O xamã verdadeiro sequer pensa que é xamã, porque sabe que Xamã mesmo é o Grande Espírito, o Mestre de todos os seres.
Ele também sabe que os seus valores não serão compreendidos pelos outros e, mesmo assim, honrará sua trilha e até caminhará solitário por ela, se assim for necessário... porque ele jamais deixará de cumprir a missão que o Grande Espírito lhe ordenou. Caminhará contente por sua trilha se tiver amigos caminhando com ele, de mãos dadas; mas, se não for possível, ele caminhará assim mesmo, no silêncio solitário, de mãos dadas com as estrelas e com a Terra.
Em alguns dias especiais, a sabedoria antiga abraça o mundo mais de perto e alguns homens e mulheres, de diversas tradições, conseguem captar uma parte disso...
E, assim, por todos os lugares flui uma nova brisa, invisível, espiritual, que areja as mentalidades e as energias (areja até mesmo os espíritos apegados a matéria e a ódios antigos).
Para esses, o xamã faz uma prece ao Espírito da Águia, para que ele venha e arrebate esses espíritos doloridos para o alto, para aqueles planos maiores do Grande Espírito, para que eles recebam a cura necessária.
Para aqueles mais afoitos e ansiosos, o xamã reza para o Espírito do Urso, para que ele venha e arrebate a pessoa para dentro de uma caverna espiritual, onde ele apaziguará o seu coração na arte da paciência de esperar a nova primavera que virá...
Para os doentes, o xamã convoca o Espírito da Serpente e ora pela cura, pela troca da pele e pela renovação de quem precise.
O xamã pede ao Espírito do Búfalo a abundância para todos...
Ao Espírito da Borboleta, a liberdade dos pensamentos.
Ao Espírito do Golfinho, a alegria.
Ao Espírito da Baleia, a sua sabedoria ancestral e sua memória.
Ao Espírito da Formiga, a noção do trabalho e da responsabilidade.
O xamã verdadeiro, quando une suas mãos aos seus irmãos, sabe que cada um deles está representando a muitos outros. Também sabe que, dando as mãos, ele toca as estrelas, o planeta e a outros corações, pela união dos propósitos, pela conexão dos valores e pela verdadeira ecologia dentro de sua própria consciência.
O xamã verdadeiro é pura gratidão ao Grande Espírito, por todas as coisas... pelo Amor que sente pela existência, pelos amigos, pelos filhos, pelos pais, pelos avós, pelos ancestrais e por seus parceiros e parceiras de vida (agradece pela Luz que um dia desceu sobre sua vida, despertando-o para outros horizontes e valores).
Muitas vezes, o xamã é iniciado num local ermo da natureza, para testar sua têmpera sozinho; porém, outras vezes, ele é testado em grupo, em conjunto com outras consciências. No teste está o seu valor e no valor está a sua Luz.
 
P.S.:
Simbolizando o dia de hoje, auspicioso, pela Luz emanada para toda a Terra, para toda a humanidade, vamos pensar na figura de uma Grande Estrela sobre todos nós.
Uma estrela, simbolizando a união dos nossos propósitos e tudo aquilo que o Grande Espírito quer de nós em nossas jornadas.
 
(Essas linhas são a transcrição das palavras que projetei durante uma reunião com o Grupo de Estudos do Espaço Origens, no bairro do Brooklyn, em São Paulo. Na ocasião, eu vi um mentor extrafísico ligado às tradições nativas... e por inspiração dele, verti esses apontamentos de alma xamânica).
 
- Dedicado aos meus amigos Vitor Hugo França, Marisa Oliveira, Leonardo Dolfini, Leandro Dolfini, Wladimir Jr, Nair Cortijos, Luis Medeiros, Ricardo Gafanhoto, Márcio Harada, Sergio Scabia, e Jefferson Orlandi.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
 
- Notas:
* A primeira parte desse texto está postada nesse link:
Ver também o texto “A Magia do Grande Espírito – II”, postado nesse link:
 

Texto <1626><05/05/2018>

1625 - LEMBRANDO DAS ALMAS LIVRES - IV

1625 lembrando das almas livres iv
 
 
LEMBRANDO DAS ALMAS LIVRES – IV*
(No Bojo da Assistência Extrafísica)
 
Lá, onde as ondas do Carma** não chegam mais, é o lugar das Almas Livres.
É de onde Elas vêm... no silêncio do “Amor Que Ama Sem Nome”.
Às vezes, durante um trabalho de assistência espiritual, eu sinto suas presenças no Invisível Imanente. Então, algo acontece em meu coração...
Poderosas ondas de Amor Incondicional varrem todo meu Ser.
Nesses momentos anônimos e serenos, o meu “pequeno eu” capitula diante da vastidão dos sentimentos verdadeiros.
Sim, é possível viajar nas miríficas ondas de Ananda*** das Almas Livres...
E tocar a outros corações no infinito da vida.
A ação sutil das Almas Livres é bondosa e universalista, a favor do Bem de todos os seres, incondicionalmente. Suas ondas de Ananda chegam às praias de todos os corações...
Elas não julgam e nem exigem nada de ninguém!
Às vezes, eu vejo o olhar delas por entre os planos, e isso me faz escrever sobre as coisas do espírito... como agora, no bojo de mais um trabalho de assistência extrafísica.
Sim, como agora, na Ananda dessas linhas... na cheia de um Grande Amor.
Ah, eu não passo de uma pequena folha levada pelo Vento do Espírito...
 
P.S.:
Lá, nem em cima nem embaixo...
No seio da Consciência Cósmica, Elas velam.
Essas Almas Livres, benfeitoras serenas e discretas...
Com seus olhos de lótus na Sattva**** do Eterno.
Às vezes, eu me atrevo a falar dessas Coisas do Espírito...
Porque me sinto cada vez menor diante de um Grande Amor.
E, também, porque eu vejo os olhos-sattva abençoando a tudo e a todos.
Então, eu escrevo... em Espírito e Verdade.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma, apenas uma folhinha espiritualista levada pelo Vento do Supremo...
São Paulo, 26 de abril de 2018.
 
- Notas:
* as Três partes anteriores desse texto podem ser acessadas nos seguintes links:
Parte I -
Parte II -
Parte III -
**Carma - do sânscrito, karma - ação; causa – é a lei universal de causa e efeito - tudo aquilo que pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando causas que, inexoravelmente, apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo, é óbvio que não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente suas causas correspondentes. A isso os antigos hindus chamaram de carma.
*** Ananda – do sânscrito, estado de bem-aventurança espiritual; êxtase espiritual.
**** Sattva - do sânscrito - equilíbrio, pureza.
Tudo o que se refere a sattva é considerado sattvico. Exemplos: paz interior, equilíbrio emocional e energético, sentimentos elevados, lucidez, discernimento e manifestações equilibradas.
Obs.: Enquanto eu editava essas linhas, rolava aqui no meu som a música "Wheels On Beach Park", do tecladista alemão Christopher Franke (ex-Tangerine Dream). Então, deixo, na sequência, o seu link no Youtube:
 

Texto <1625><02/05/2018>

1625 - VIAJANDO PELO CAMINHO DOS NOVE SÁBIOS - II

1625 viajando pelo caminho dos nove sabios ii
 
 
VIAJANDO PELO CAMINHO DOS NOVE SÁBIOS – II*
 
A lagarta deixou de ser...
Porque a borboleta bateu asas.
A natureza tem seu jeito...
O Yang e o Yin se complementam.
O sábio conhece bem os ciclos vitais...
E, por isso, preza o equilíbrio.
O doce e o salgado existem no mundo...
Mas o Tao é insípido (impessoal).
Os rios correm para o mar...
Assim como tudo flui para o Tao.
Um cisco no olho pode atrapalhar a visão...
Assim como uma gota de ilusão bloqueia a sabedoria.
O sábio é como o dragão: voa bem alto...
E sua força vem da sua simplicidade.
Quando ele respira, o chi** flui para os seus olhos...
Então, ele se desprende do corpo e voa.
Os nove mundos siderais se desdobram diante de sua visão...
Pois ele é como o dragão (lúcido e verdadeiro).
A meditação é fundamental para serenar a mente.
Nada mais precisa ser dito: mente limpa, coração leve.
 
P.S.:
Existem muitos caminhos...
Mas todos eles desembocam no Tao***.
A eterna urdidura do princípio vital ecoa em tudo...
E só o Tao compreende o Tao.
Tudo é o Tao. Tudo é Um!
O sábio reconhece isso e voa contente...
Pois ele e o dragão também são Um.
 
- Tao-Chi –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 26 de abril de 2018.)
 
- Notas:
* A primeira parte desse texto está postada nesse link:
Obs.: Sobre o simbolismo dos nove mundos (ou céus) e o dragão, ver o texto “O Tao da Lembrança Vital”, postado nesse link:
** Chi - do chinês - força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
*** Tao - do chinês - O Caminho; a Essência de tudo; O Todo.
Na verdade, o Tao não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:
"Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.
Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.
Está em toda parte e nunca se esgota.
Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.
Não conhecendo seu nome, chamo-o Tao.
Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente."
- Lao Tzé - in "Tao Te Ching" – China; Século VI a.C.
**** Tao-Chi: Equipe extrafísica de amparadores ligados à atmosfera espiritual do Taoísmo. Originalmente eram duas equipes: a equipe Tao e a equipe Chi. Posteriormente, as duas equipes se fundiram numa só: Tao-Chi.
Esse grupo me passa ensinamentos oriundos do Taoísmo adaptados à realidade ocidental e aos estudos espirituais modernos, notadamente sobre as projeções da consciência – experiências fora do corpo - e os estudos de Bioenergia.
São exímios manipuladores de energia e ajudam a muitos projetores extrafísicos.

Texto <1625><02/05/2018>