670 - CACHOEIRAS DA MÃE DIVINA

- Por Washington da Silva -


Por milhares de anos, estive em barulho profundo na minha alma.
Passei pela natureza e não aprendi quase nada.

670 - A FONTE DOS INICIADOS

(Banhando-se nas Luzes do Coração Espiritual)


Há uma fonte de amor secreta em teu coração.
É a água da vida, que vem da nascente do Eterno.
Bebe dela e mata a sede do teu espírito.
É água perene, em ti mesmo.

Solta-te e banha-te em suas águas curativas.
Limpa-te dos detritos psíquicos de tuas emoções densas.
Encosta as mãos no peito e ora ao Grande Espírito.
Ele é o Senhor de tua fonte, e teu Pai Secreto.

669 - LÁGRIMAS DO DESPERTAR

(Texto Postado Originalmente na Lista Voadores da Internet)

- Por Frank -


Sensação de amor, olhos chorando, despertando levemente e abrindo os olhos.

Lágrimas correm dos meus olhos, mas não há tristeza, apenas alegria.

Por que estou chorando? Será que me projetei para fora do corpo físico?

Não me lembro de nada...

669 - SUICÍDIO: UMA GRANDE LAMBANÇA!

(Falando na Lata Sobre Vida Após a Morte)



Dá um dó danado ver alguns desencarnados ainda pensando em suicídio. O problema desses caras não é ter saído do corpo de vez, pois é mesmo o que eles queriam quando estavam dentro da carne. Acontece que não rolou o que eles queriam verdadeiramente: o apagão da lucidez, para não ter mais que existir e pensar naquilo que eles não conseguiam enfrentar nas provas da vida.

Eles descobriram que matar o corpo não significa matar a consciência. E que, dentro ou fora da carne, eles continuam os mesmos, nem mais nem menos. As coisas ruins e boas estão neles mesmos, bem lá dentro de seus espíritos.

668 - O ANJO DE QUATRO PATAS

- Por Frank -


Quando a idade bateu em sua porta, trouxe junto a tristeza e o abandono.

Visitas, somente as testemunhas de Jeová aos domingos; o telefone só tocava por tele-marketing. Estar sozinho não é fácil em nenhuma fase da vida, mas na velhice era mortal. Ele precisava de companhia, mas os parentes estavam sempre ocupados para lembrar que ele existia.
 
Pouco a pouco, sentia a vontade de viver se esvaindo. Acreditara que não sentiria alegria nunca mais, até o dia em que um anjo de quatro patas surgiu em sua vida. Faminto, sujo, sarnento, ele tinha a perna ferida de tanto “viralatar" por aí, e olhos carentes que chamaram a sua atenção e a sua vontade de ajudar.

Dizem que o amor de verdade nasce da vontade incondicional de se dedicar sem

esperar nada em troca, e foi assim que o amor entre ele e o anjo nasceu. O cachorro precisava de cuidados, e ele queria cuidar.

Foi só uma questão de tempo para que a casa velha desse lugar à jovialidade do querer continuar... O anjo de asas caídas agora pulava que nem criança, e o seu rabo, que antes estava perdido entre as pernas, voltou a querer tocar o céu.

O velho já não sentia mais as dores no peito; o cansaço, que antes era diário, foi virando fim de mês e indo cada vez mais para longe. O anjo de quatro patas havia lhe devolvido a vida, e tudo o que ele tinha lhe oferecido foi um pouco de cuidado e um prato de comida.

Em pouco tempo, o velho rejuvenesceu e o cachorro trocou a rua pela amizade do homem e, muito embora seus vizinhos lhe criticassem, dizendo que não era certo tratar um cachorro como se fosse gente, o velho enxergava o cão como o seu melhor amigo, um companheiro que Deus havia lhe enviado, para resgatá-lo do esquecimento humano.



São Paulo, 15 de dezembro de 2005.

Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos. Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br

Texto <668><08/02/2006>