589 - MEDIOCRIDADE

- Por Osho -


“Nunca se acomode em alguma mediocridade, porque isso é um pecado contra a vida. Nunca peça que a vida não tenha riscos e nunca busque segurança, porque isso é buscar a morte.”

589 - ANANDA

Quando eu andava perdido nas vagas da ilusão, o toque de Amor do Sr. Krishna me despertou para a Realidade.

Desse momento em diante, deixei a estrada do meu ego e passei a trilhar o caminho da Sabedoria.

588 - LOUCO DE AMOR

- Por Frank -

"Ele não tinha asas, não que eu as tenha visto. Nem parecia com a gente, acho que nem rosto ele tinha. Ele era apenas luz", dizia o homem enquanto uma multidão ouvia suas palavras.

- Tem certeza que o que você viu não foi o farol do caminhão que o atropelou e lhe deixou doido? - disse uma das pessoas na multidão, levando boa parte dos ouvintes à risada.

“Não, amigo. Não foi um caminhão que me atropelou. Eu fui atropelado pelo amor.”

Eu estava caminhando pelo Hyde Park em meu horário de almoço, quando resolvi ouvir os loucos da Esquina dos Palestrantes ( Speaker´s Corner), um lugarzinho do parque onde qualquer um sobe num banquinho e faz sua palestra, seu discurso ou sua pregação para quem quiser ouvir. Os palestrantes levam realmente a sério o que fazem, e precisam disputar os ouvintes aos gritos, uma vez que, às vezes, há mais gente falando do que escutando.

O que se vê é um desfile dos tipos mais absurdos falando dos assuntos mais loucos que se possa imaginar. Desde o velho muçulmano com o Alcorão na mão e uma bandeira da Palestina na outra, até o típico pastor dominical falando sobre o apocalipse.

Entre a mulher que foi abduzida por um ET e a senhora que luta pelo fim da caça à raposa, acabei em frente ao palestrante que falava sobre Anjos.

Ao lado da sua cadeira, quadros que aparentemente tinham sido pintados por eles, mostravam explosões de cores que o homem explicava ser a forma do Anjo que vira.

“Como falei, eles não possuem aparência humana e não falam. Quando querem se comunicar, a gente ouve musica.”

Fiquei ouvindo, curioso e tentando raciocinar se o cara tinha tido alguma experiência mesmo, ou estava viajando na maionese, mas o que ele falava batia bem com aquilo que eu acreditava sobre os Anjos ou Devas*, esses seres que estão em nosso imaginário desde o principio da humanidade.

Ele falava da sua experiência, de uma maneira tão real, que realmente convencia até quem não acreditava em nada, e ele não parecia ser um desses vizinhos malucos, pelo contrario, ele parecia estar fora de lugar, literalmente falando de ouro a quem só entendia o que era chumbo.

“Ele, e vou chamá-lo de ele porque não sei se me refiro a este ser como ele ou ela, ficou na minha frente por algum tempo e eu sabia quem ele era, apesar de não ter a menor idéia do por quê aparecera para mim. Perguntei se ele era realmente um anjo e eu ouvi apenas música. Era como se eu sentisse que as ondas da melodia tocavam cada célula em meu corpo e aquela era a sua mensagem para mim.

Ele falava de amor através de ondas suaves de compaixão, que tocavam o meu corpo, enquanto eu olhava para ele e via explosões de luzes em dourado e vermelho.

Parecia que a própria luz que permeia o universo estava ali à minha frente.

Naquele momento, senti que esse amor que ele me enviava parecia também sair de dentro de mim e comecei a lembrar de todas as pessoas que me são queridas, até que me vi enviando amor até para os meus inimigos e pessoas que nem conhecia. Entendi, naquele momento, por que Deus não fala com a gente quando a gente pede.

Se estando à frente de um anjo você já sente isso, imagina se estivesse com o Criador cara-a-cara?

O que o Anjo me passou era amor demais para eu carregar comigo e desde a experiência eu tenho pintado esses quadros, escrito poesias e abraçado todo mundo, tentando compartilhar de alguma forma esse amor que o Anjo me passou, e que ainda sinto tão latente no meu peito.

Sim, meu amigo, um caminhão me atropelou e eu enlouqueci, mas foi o caminhão do amor, e eu estou louco de amor.”

Continuei ali escutando, fascinado por aquele homem que pintava anjos, quando o relógio tocou e precisei ir embora trabalhar. Deixando o parque para trás, meus pensamentos estavam com o louco de amor, e uma sensação muito boa foi tomando conta de mim e fiquei assim com esse sentimento por todo o dia.

O louco de Amor me contagiara, e se eu não estiver errado, foi por esse motivo que ele tinha ido parar naquele lugar onde todos falavam do que lhes davam na telha; ele não fora ali para falar de seres celestiais, e sim bancar ele mesmo o papel do Anjo, transmitindo, à sua maneira, amor para todos, que em busca de chumbo, levaram ouro pra casa

Londres, 10 de setembro de 2004.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco,
participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br



- Nota do texto:

* Devas (do sânscrito): Divindades, Anjos, Seres Celestes.

Texto <588><23/02/2005>

588 - UMA VISÃO MÉDICA SOBRE AS PROJEÇÕES ASTRAIS

(Entrevista Publicada na Edição Especial de Viagem Astral da Revista Cristã de Espiritismo)


“Nesta entrevista, o Dr. Luiz Otávio Zahar fala como a classe médica e científica, em geral, encara a questão da saída fora do corpo.


- Por Érika Silveira e Victor Rebelo -


Dr. Luiz Otávio Zahar é médico com especialização em homeopatia, acupuntura e urologia, mestre em saúde ocupacional e formação em hipnologia .

Seu primeiro contato com a projeção astral aconteceu aos 15 anos de idade, em decorrência de uma grave infecção pulmonar. Dr. Zahar relata que tudo começou quando se encontrava na cama tremendo em febre, e sentiu subitamente uma pontada forte em seu peito, seguida de falta de ar, chegando quase a desfalecer. Repentinamente sentiu-se bem, como se já não estivesse mais doente e a dor desaparecera completamente. Ao tentar se levantar, teve uma grande surpresa, estava flutuando no quarto enquanto seu corpo permanecia deitado. Passou alguns momentos refletindo sobre a situação quando se deu conta que sua mãe estava no quarto em prantos. Pensou, então, que estava realmente morto. Imediatamente, sentiu-se tragado para o corpo de volta. Mais tarde, levado a um hospital do Rio de Janeiro e examinado por um pneumologista, recebeu os medicamentos necessários e conseguiu superar o problema.

Filho de livreiro e editor, desde cedo adquiriu o gosto pela leitura, entre diversas obras devoradas, principalmente no período de convalescença. Conta que o livro “A Terceira Visão”, de Lobsang Rampa, foi o que mais lhe marcou, por relatar processos de viagens astrais. “Foi um choque para um garoto de 15 anos saber que aquilo que havia acontecido comigo, outras pessoas também tinham vivenciado e a projeção astral poderia ser provocada de forma voluntária”, diz. A partir disso, nasceu sua busca cada vez maior sobre o assunto. Freqüentou cursos, aprendeu a meditar e não parou mais de ler e pesquisar. Desde então, as projeções astrais, ou, experiências extracorpóreas, passaram a fazer parte constante de sua vida.

587 - NUMA NOITE QUALQUER...

(Projeção e Assistência Extrafísica)


- Por Frank -


Aconteceu ontem à noite, mas poderia ter sido na noite anterior ou em qualquer outra noite.

Após um acidente entre dois carros numa estrada fora da cidade, testemunhas viram um corpo de um homem ser levado por uma ambulância; mas o que eles não perceberam, era que o homem real, na verdade, ainda estava lá, preso na fuselagem do carro destruído, agarrado à idéia de ainda ter um corpo.

Seu cadáver se fora com a ambulância, mas sua alma ou espírito (ou qualquer outro nome que você queira dar para a consciência que anima o corpo físico) ficara no local, viva, mesmo após a morte do corpo, quer ele acreditasse ou não.

Esse homem, que vou chamar de Sr. X, nunca acreditou que poderia existir qualquer tipo de vida após a morte, mas lá estava ele apavorado, ignorando com todas as forças que tinha morrido.

Para sorte dele, um sujeito apareceu por ali e podia vê-lo, apesar do Sr. X não conseguir enxergá-lo. Esse sujeito era seu amigo de outras estações, e já há tempos era também o seu Amparador extrafísico (benfeitor espiritual, anjo da guarda, ou qualquer outro nome que você queira dar para essa galera extrafísica que fica nos bastidores do “outro lado da vida”, amparando, cuidando e torcendo pela gente).

Ele sabia que o Sr. X não conseguiria perceber sua presença, nem poderia ouvi-lo, afinal eles possuíam diferentes vibrações energéticas, e o Sr. X naquele momento só via, ouvia e sentia o que ele queria, o que tornava o auxílio espiritual um tanto difícil.

Voando dali (sim, ele não tinha asas, mas podia voar), ele começou a procurar por alguém que pudesse lhe dar uma mãozinha naquele trabalho, e sabia, por sintonia, que havia projetores naquela área (sujeitos encarnados que também brincam de anjos quando estão dormindo) dispostos a ajudar. Por isso, não tardou para encontrar a casa de João, mas o rapaz tinha comido tanto antes de dormir, que o seu corpo astral parecia mais um iô-iô saindo e voltando para o corpo, agarrado pelo chacra umbilical, que trabalhava a todo vapor com o sistema digestório.

Tentou a casa de Maria, na mesma rua, mas ela ainda estava acordada, sem ter conseguido dormir, porque brigara de novo com o namorado por ciúmes.

O último da lista era alguém que o Amparador não queria chamar a princípio, mas devido às circunstâncias e à falta de mão-de-obra, não havia outra forma.Esse projetor era parente do Sr. X e nem desconfiava que alguém da sua família acabara de desencarnar.

Ao chegar ao local, o projetor se preparou para o trabalho e deixou que o Amparador o guiasse naquilo que ele precisava fazer. Rapidamente começou a canalizar energias que transmitissem calma e harmonia e foi enviando-as ao estranho que lhe parecia familiar; porém, ele deixou a sensação de familiaridade de lado e concentrou-se no trabalho que começava a fazer efeito.

Aquela energia serena e amorosa foi acalmando o Sr. X, de tal forma, que suas vibrações foram ficando cada vez mais compatíveis com as vibrações da equipe de resgate extrafísica, que já estava a postos para levá-lo daquele lugar.

O resgate foi rápido e tão logo o trabalho havia terminado, o projetor foi voltando para o corpo, e finalmente acordou sem se lembrar do que tinha ocorrido. Mas ele sentira uma sensação de conforto tão grande, que, pela manhã, a notícia da morte do seu tio, que vinha visitá-lo, não o abalara tanto. Era como se a noite de sono o tivesse preparado para aquele notícia, aquela perda que deixara sua família em choque.

Mesmo diante da tristeza de não ter mais o Sr. X (um dos seus tios preferidos) à vista, ele sabia que ninguém morria, apenas entrava e saia de corpos por vidas sucessivas.

Por intuição, ele sabia também, que seu tio tinha sido amparado e assistido; mas o que não sabia era que ele mesmo tinha ajudado o tio. Ele tinha sido o intermediário entre dois planos, ajudando o Sr. X a passar para o “lado de lá”.

Quanto ao outro anjo (aquele Amparador do começo da estória), ele continua a voar por aí, ajudando outras pessoas a entender que a vida continua depois da morte; por vezes, usando suas próprias asas, outras vezes com a ajuda de asas projetadas.


PS.: Esse texto é apenas uma homenagem a essa legião de anjos que acompanham quem vai e quem fica, tanto na dor da noite escura da morte do corpo físico, quanto no dia claro do despertar da consciência para a vida além da morte.


Londres, 15 de janeiro de 2005.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br

Texto <587><18/02/2005>