587 - VIAJANDO ESPIRITUALMENTE NA JÓIA FLAMEJANTE

Mãe Divina, que jóia flamejante é essa que paira agora por cima de minha cabeça?
É semelhante a um diamante, com o fogo crepitando à sua volta.
Por vezes, as suas chamas tornam-se esverdeadas, mescladas com o amarelo.

Ah, Mãe, que fogo celeste é esse que veio me visitar de surpresa?
E por que me sinto como um menino tímido diante dessa manifestação?
Será porque sinto nessa jóia flamejante o selo de algo superior em ação?

Diga-me, Mãe, qual é o mistério desse fogo espiritual?
É mais do que uma mensagem ou toque espiritual... Será um presente?
E mais: serei digno de recebê-lo (ou compreendê-lo)?

Ah, essa jóia é a riqueza espiritual, e o fogo é a consciência acesa e desperta!
Mãe, ilumina-me, para que eu saiba aquecer minha consciência nesse fogo sutil.
E guia minha jornada na Terra, para compartilhar essa riqueza, por onde eu for...

Mãe, caramba!
De quem é esse olhar lúcido e amoroso, logo atrás da jóia flamejante?
E que amor é esse que me possuiu por inteiro?

Ah, Mãe, me dê forças para agüentar tanto amor chegando...
É muita areia para o meu caminhão!
É tanto amor, que não sei se o meu corpo agüenta.

Sou um menino tímido no meio das chamas que me envolvem.
O iogue de outrora é agora um menino no meio das ondas de amor.
Ah, essas chamas purificadoras... e esse olhar cheio de amor.

Mãe, se não agüento tanto amor, Você me permite compartilhá-lo?
Deixa essas ondas curativas maravilhosas seguirem além...
Para aquecerem outras consciências e iluminarem outros caminhos.

Deixa esse fogo entrar nesses escritos, direto na consciência dos leitores.
Deixa essa jóia chegar em seus corações, para torná-los ricos de luz, também.
Deixa o olhar amoroso nessas linhas, direto no olhar dos leitores.

Mãe, mesmo que poucos compreendam isso, faz esse fogo viajar por aí...
Agora compreendo o porquê dessa manifestação nesse momento.
É que o amor não tem hora para chegar... e ele chega mesmo.

É um presente celeste, é um mimo da luz.
Diante de tal grandeza, só me resta ser um menino impressionado.
O iogue de antes exultaria, mas hoje ele é só um menino encabulado de amor.

Mãe, será por isso que Ramakrishna me chamava de “Menino da Mãe”?
Aqui, no meio desse fogo do espírito, eu me rendo aos Seus desígnios.
E só peço a Você, que leve esses escritos por aí... para outros meninos e meninas...

Para que eles saibam que não estão sozinhos na jornada da vida.
Para que eles sintam o amor e a abundância chegando em seus corações.
Para que eles jamais desistam de seus sonhos e das coisas positivas.

Mãe, obrigado pelo presente flamejante.
Obrigado pela riqueza da jóia depositada em meu chacra coronário*.
Oxalá, que eu seja o menino legal que Ramakrishna tanto sonhou um dia.

Om Shakti Namah!**


- Wagner Borges -
São Paulo, 29 de janeiro de 2004.

* Chacra Coronário: É o chacra mais elevado do ser humano. Situa-se no meio do alto da cabeça (topo da cabeça) e tem grande influência nos fenômenos de expansão da consciência (samadhi, consciência cósmica). A sua raiz energética está ligada à glândula pineal (epífise), e por isso, também, apresenta grande influência nos fenômenos projetivos e mediúnicos.

Ver os seguintes livros sobre chacras: “Os Chacras”; C. W. Leadbeater; Ed. Pensamento – “Teoria dos Chacras”; Hiroshi Motoyama; Ed. Pensamento – “Mãos de Luz”; Barbara Ann Breenan; Ed. Pensamento - e “Elucidações do Além”; Ramatis/Hercílio Maes; Ed. do Conhecimento.

** Om Shakti Namah (do sânscrito): Saudação iogue ao poder divino em sua manifestação como Mãe Divina; Saudação à Mãe Kundalini (Shakti).

Ver os livros: “Tantra”; George Feuerstein; Ed. Record/Col. Nova Era – “Kundalini – The Arousal of the Inner Energy”; Ajit Mookerjee; Ed. Thames and Hudson (Londres, England) – “El Poder Serpentino”; Sir John Woodroffe; Ed. Kier (Buenos Aires, Argentina).

Texto <587><18/02/2005>

586 - NO CORAÇÃO DO AMOR: A LUZ DO ESPÍRITO

(Quebrando a Dor da Perda)


Pai, sei que você não se lembra dos nossos encontros espirituais e até pensa que são apenas sonhos, mas eu vejo você com freqüência. Às vezes, antes mesmo de você dormir, eu já estou por perto. Pena que você não acredita nisso!

Parte de você sente (talvez aquela parte do coração que sente e ama), enquanto a outra parte, sua mente, racionaliza e afasta qualquer sensibilidade.

E eu fico olhando você, entre admirado e carente, inteligente e amargo, espírito e homem, meu Pai!

Passamos poucos anos juntos aí na Terra, mas nos divertimos bastante, não é mesmo?

Eu era bom de bola, mas você ainda é um perna-de-pau no futebol!

Agora você vai ao campo sem minha presença física e chora a minha falta. Mas eu estou muito vivo e agora jogo em outros campos, muito além do que os seus sentidos físicos podem mostrar. Continuo jogando um bolão e, às vezes, até os anjos vêm assistir!

Pai, nessa noite mesmo nós nos encontramos, em espírito, enquanto o seu corpo dormia na cama. Nos abraçamos e falamos de tantas coisas... Ah, quantas risadas, igual a antes...

E eu pergunto a você: por que é que você ri junto comigo, em espírito, enquanto seu corpo ronca na cama, e durante o dia chora minha falta e deixa a amargura entrar em seu coração?

Sei que você não se lembra dessas coisas, mas não gosto de ver você chorando e se lamentando pelos cantos.

Foi você quem me ensinou a rir!

Foi você quem me ensinou a cantar!

Foi você quem me valorizou enquanto vivi na Terra!

Foi você o meu companheiro!

Então, Pai, pára de chorar!

Segue a vida e ensina às pessoas o que você me ensinou.

Valorize a si mesmo, do jeito que você me mostrou.

E não me busque no cemitério, que é um lugar horrível demais.

Apenas durma sorrindo e pensando em nossas brincadeiras de antes. Basta isso!

E aí, nos encontraremos novamente e falaremos de muitas coisas, e nossas risadas alegrarão a noite.

Pai, amo você!

Se quiser, faça uma prece, não porque eu precise dela, mas para que o seu coração se abra para Deus.

Lá de cima, Ele autorizará o nosso encontro espiritual.

Volte a sorrir no corpo, como você faz em espírito.

Volte a viver sonhando!

Seja sempre o Pai amigo e generoso que conheci.

E nunca mais chore por mim. Na verdade, ria por mim.

Pai, estou sendo muito bem cuidado por aqui, fique tranqüilo**.

Agora, só falta você parar de chorar e voltar a viver e rir...

Nós nos encontraremos, à noite, em espírito...



(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 03 de fevereiro de 2005.)

* Essa mensagem me foi passada durante uma experiência fora do corpo por um espírito desencarnado com aparência de um menino branco (cabelos castanhos e algumas sardas no rosto) de uns doze anos aproximadamente. Porém, quando retornei ao corpo físico, pela manhã, me esqueci completamente do encontro com ele. Horas mais tarde, quando eu me preparava espiritualmente para ir fazer o meu programa na Rádio Mundial (sempre medito antes de ir fazer o “Viagem Espiritual”, pois pintam inspirações de última hora por parte dos amparadores extrafísicos), o menino apareceu novamente, e dessa vez eu o vi pela clarividência.

E aí eu me lembrei do lance projetivo com ele e da mensagem passada. Imediatamente peguei papel e caneta e escrevi rapidamente tudo o que me lembrei do seu recado, com o meu jeito de transcrever, mas com o jeito espiritual dele de se expressar. E ele, à minha frente, mas sem que eu pudesse divisá-lo claramente, pois havia uma luz intensa à sua volta, me pediu que lesse a sua mensagem pelo programa de rádio.

E isso foi feito no programa desse dia – 03 de fevereiro de 2005 – e que será disponibilizado oportunamente na seção de multimídia de nosso site, na seção Rádio IPPB, onde são incluídas mensalmente as gravações dos programas. Inclusive, não me limitei a somente ler a mensagem no ar, mas contei vários detalhes adicionais sobre o lance espiritual e os mecanismos projetivos e parapsíquicos envolvidos numa vivência dessas. Diga-se de passagem, o programa foi emocionante e a repercussão entre os ouvintes foi muito intensa e positiva (para quem não ouviu o programa, ou para quem quiser ouvi-lo novamente e entrar na maravilhosa atmosfera espiritual que envolveu o lance todo, é só aguardar um pouco, pois a gravação desse programa será incluída no site até o fim desse mês de fevereiro).

Obs.: Não sei detalhes particulares do menino nem sua procedência familiar. E o mais importante não é isso, mas o conteúdo do seu recado, que passa um toque de imortalidade e faz muito bem para quem perdeu um filho e está triste com a dor da perda. Por isso faço tal mensagem vir a público, pois conforta a outras pessoas.

Esclareço, ainda, que não recebo mensagens particulares do Astral nem dou consultas espirituais. O que recebo são sempre mensagens que serão úteis no contexto coletivo de esclarecimento e assistência espiritual. E são os amparadores extrafísicos que coordenam a passagem dessas informações, sempre com o objetivo de reafirmar a imortalidade da consciência.



** Para complementar e enriquecer esses escritos, posto na seqüência um texto que foi enviado pelo site em 2002, mas que cai bem aqui, no final desses escritos sobre a imortalidade da consciência.

Segue-se o mesmo logo abaixo.





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VIAGEM ESPIRITUAL NO CÉU DAS CRIANÇAS
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Existe um lugar para onde as crianças vão quando dormem.

É o Céu das crianças.

Lá, os anjos entendem o que elas falam.

Elas brincam de voar e de colorir as nuvens.

E ninguém lhes diz "não", pois não há perigo algum nesse lugar.

Sob a luz do luar, os seus cordões energéticos são branco-prateados. No entanto, sob os raios de sol, eles tornam-se douradinhos.

Essas crianças volitam fora do corpo sem nenhum medo. Para elas, a viagem espiritual é algo natural. Não é nada técnica, é só brincadeira de voar.

Significa voltar um pouco para a casa espiritual durante o sono. Rever os amigos extrafísicos de outrora, da época de adultos, anterior a vida atual, antes do Supremo disfarçá-los de bebês.

Voar e atravessar o arco-íris relembra muitas coisas. Do vermelho ao violeta, passando pela chuva rumo ao Céu.

Nas alturas, nenhuma criança chama pela mãe ou pelo pai. Elas vêem o "Pai-Mãe" de todos e sentem a maior segurança. Elas estão em suas mãos e por isso voam brincando.

Nem se lembram de seus corpos adormecidos na Terra distante, pois os tomam como mais um brinquedo de entrar e sair. Por intuição sabem que são espíritos antigos em formas infantis.

Mas, quem liga para isso quando pode voar nas cores?

Brincar de roda no ar com os anjos é mais divertido do que assistir desenhos na televisão. Viajar fora do corpo e sentir a chuva atravessando o corpo espiritual é mais legal do que andar na montanha russa.

O parque dos anjos é mais legal! E a segurança é total.

As crianças sabem como fazer a viagem espiritual acontecer.

Para elas, basta deitar e se soltar, faz parte de sua natureza livre.

Não sabem técnica projetiva alguma, só dormem rindo.

É que elas vêem algo que os adultos, ex-crianças esquecidas do Céu, não podem ver: a presença dos anjos e dos amparadores espirituais.

Esse é o motivo pelo qual os espíritos reencarnados, ainda crianças, projetam-se para fora do corpo com tanta facilidade.

Eles sentem saudades do Céu, dos anjos, dos amparadores e do "Pai-Mãe" de todos.

Sob a luz do luar ou sob os raios solares, as crianças seguem o vôo.

Seus cordões energéticos podem ser branco-prateados ou dourados. Mas, elas não se importam com isso, o importante é voar e brincar.

Seus pais ainda não sabem, mas elas não estão dormindo mesmo.

Deixaram os seus corpos de brinquedo e foram dar uma voltinha...

Mas elas estão seguras: O Pai-Mãe de todos está olhando-as.

Ele sabe que elas irão crescer fisicamente e esquecerão de tudo.

Mas, enquanto isso, por hoje, elas ainda voam e brincam livremente.

Seus pais não sabem de nada, mas ELE sabe e ri no invisível.



(Esses escritos são dedicados a Sry Aurobindo e Francisco de Assis, dois mestres espirituais, que de tanto amor e ligação com o divino, mais pareciam crianças de Deus andando pela Terra dos homens adultos tristes e desmemoriados de sua capacidade de voar espiritualmente).



Paz e Luz.



- Wagner Borges -
São Paulo, 24 de abril de 2002.



- Nota: Enquanto digitava esses escritos, lembrei-me de uma canção alegre e muito conhecida do fenômeno musical americano Louis Armstrong. Finalizo esses escritos com ela e deixo aos leitores um abraço espiritual cheio de amor e discernimento, sabendo que há muitas encrencas no mundo e dentro das pessoas, mas sabendo também em cada um pode surgir algo bom para transformar o que é trevoso em algo luminoso. Se não há paz no mundo externo, que pelo menos haja um pouco de paz dentro do coração e bom humor para tocar a bola em frente com dignidade. Mesmo que o mundo não entenda como falar de amor e espiritualidade em meio a tantas encrencas diárias, há alguém muito maior que sabe.

ELE ri no invisível e compreende. E também deve gostar dessa canção maravilhosa do mestre musical Louis Armstrong.





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“QUE MUNDO MARAVILHOSO”
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Louis Armstrong


Eu vejo árvores verdes, rosas e vermelhas também

Eu as vejo desabrocharem, para mim e você

E eu penso comigo mesmo, que mundo maravilhoso

Eu vejo céus azuis e nuvens brancas

O abençoado dia luminoso, a sagrada noite escura

E eu penso comigo mesmo, que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris, tão lindas no céu

Estão também nos rostos das pessoas passando

Eu vejo amigos apertando as mãos, dizendo "Como vai você?"

Eles estão realmente dizendo: "Eu te amo"

Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer

E eles aprenderão muito mais do que eu jamais saberei

E eu penso comigo mesmo, que mundo maravilhoso

Sim, eu penso comigo mesmo, que mundo maravilhoso

Ó sim!





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“WHAT A WONDERFUL WORLD”
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Louis Armstrong



I see trees of green, red roses too

I see them bloom for me and you

And I think to myself, what a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white

The bright blessed day, the dark sacred night

And I think to myself, what a wonderful world

The colours of the rainbow, so pretty in the sky

Are also on the faces of people going by

I see friends shakin´ hands, sayin´ "How do you do?"

They´re really saying "I love you"

I hear babies cryin´, I watch them grow

They´ll learn much more than I´ll ever know

And I think to myself, what a wonderful world

Yes, I think to myself, what a wonderful world

Oh Yeah

Texto <586><11/02/2005>

585 - A LIÇÃO DO ARJUNA

- Por Frank -


Domingo. O dia está claro e não há sinais de chuva.

O calor me lembra o Brasil, enquanto sento na grama do parque e abro o jornal nessa manhã londrina tão estranha sem a habitual e eterna garoa.

Relaxado, olho a manchete do jornal e mergulho no mundo onde crianças são mortas por terroristas e tudo parece estar mergulhado no caos. Ao meu redor, a vida irradia o contrário nas imagens das crianças brincando no parque e nos adultos correndo ou se abraçando, como se não existisse mundo além do verde que se estende até onde a vista pode alcançar.

Continuo imerso naquele oceano de imagens trágicas do jornal. Meus olhos navegam por aquele mar turbulento de letrinhas que provocam um maremoto no meu coração.

Enquanto vejo no jornal tanta morte, lembro-me de Krishna e de Arjuna, no Baghavad Gita, onde Krishna explica ao seu arqueiro e discípulo que ninguém nasce ou morre, apenas entra e sai dos corpos perecíveis. E mesmo acreditando nisso, a lágrima ainda assim escorre pelo meu rosto furtivamente.

Decido, então, deixar o jornal de lado, pois não quero entrar em sintonia com a tristeza coletiva por causa do que ocorreu na Rússia, já há muita tristeza no ar.

Então resolvo calar a mente inquisitória e o coração chorão, e mergulho no silêncio de uma meditação. É difícil calar a mente, que é porta-voz de um senso de revolta de quem não entende por que flores são esmagadas, mas consigo domá-la e fico ali quietinho no silêncio, abraçando o nada que esconde o tudo.

Sinto tranqüilidade, e a confusão vai dando lugar àquela lucidez meditativa tão estranha e tão familiar (parece que eu nunca vou ficar acostumado com ela).

Imagens vêm à mente, e sem julgá-las, vejo novamente Krishna conversando com um Arjuna hesitante em ir para a guerra. Ouço Krishna explicando que há tempo para tudo, inclusive tempo de guerrear. Ao mesmo tempo, lembro-me do dia em que fiquei chocado quando um amigo me disse que se éramos incapazes de ferir alguém nessa vida, é porque em muitas outras vidas já provamos o sabor da espada na mão e o gosto amargo do sangue na boca.

Abro os olhos e fico refletindo sobre isso, sabendo nos apressamos em julgar tudo aquilo que não conseguimos entender. Se não conseguimos o que pedimos, é porque Deus não nos escuta. Se uma criança morre de fome na África, é porque Deus não existe. Seguimos atribuindo a Deus uma responsabilidade e uma ação que dependem apenas de nós para nunca mais ocorrer. Seguimos pedindo explicações para cada folha caída, esquecendo que além das nossas crenças, a natureza segue seu ciclo.

O mundo segue rodando, como sempre fez antes de você ou eu estarmos por aqui, e parece, pelo menos para mim, que quanto mais exigimos explicações, mas confusos ficamos. Sei que para cada coisa que consigo compreender, há outras milhares que preciso aprender a deixar no ar, até a hora certa, quando a vida vai fazer questão de me explicar.

Sei, também, que nada mudou ou mudará debaixo do sol, mas o que se passa no nosso coração se transforma o tempo inteiro.

Tragédias ocorrem, feridas se abrem e no meio de tudo isso estamos nós, seres humanos, aprendendo e evoluindo. Cada um com a sua história, cada um com o seu ponto de vista, cada um com a sua lição.

Cada um com o seu plano de vôo, que exige que aprendamos a voar tanto em dia claros como em noites escuras.

Sei que não há justificativa na tragédia. Sei que não há explicação que sacie o meu coração ou o seu, ansiosos por um motivo. Mas, ali no cantinho daquele parque refletindo sobre tudo isso, tentei acender a minha luzinha, para não contribuir com a escuridão.

Nada parece ser mesmo absoluto. Amor e ódio, vida e morte, compreensão e confusão, são tudo parte do mesmo todo que resulta em experiência. Talvez seja por isso que Krishna diz a Arjuna que ele aceite o seu tempo de guerra.

Talvez porque cada um, a seu tempo, vai aprender a sua lição e seguir para outro ciclo onde o “caminho da dor” não parece ser mais a única opção.

Nesses tempos de tragédia, deixo a pergunta sem resposta.

Acho que estou começando a compreender que quem julga não enxerga.

Quem não enxerga, ignora que é justamente quando o mundo está escuro, que temos que acender a nossa luz.



Londres, 05 de Setembro de 2004.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br

Texto <585><04/02/2005>

585 - CHACRA CORONÁRIO: A ROSA E A ESTRELA NO LAGO DA PAZ

(Uma Prática de Visualização Criativa Para Relaxamento e Contentamento)


Caro leitor e estudante das lides espirituais,

Por favor, eleve os seus pensamentos ao Senhor da Vida.

Com humildade e respeito, sintonize o coração nas moradas do Pai Celestial.

Abra a consciência ao influxo das energias superiores...

Solte-se nas ondas do Amor Incondicional...

Leve a atenção ao meio do alto da cabeça (chacra coronário).

Visualize nesse ponto um pequeno lago de águas cristalinas.

Por alguns instantes, apenas mantenha a atenção no laguinho.

Em seguida, visualize uma estrela brilhante (de cinco pontas) emergindo da água.

Com a estrela pairando sobre sua cabeça, visualize o seu reflexo na água.

Fique assim por alguns minutos, apenas relaxando a mente nessa imagem plácida.

Na seqüência, visualize um botão de rosa branca emergindo das águas.

Suavemente, as pétalas da flor vão se abrindo, sob a luz da estrela acima.

Parece que a flor respira o brilho estelar... e desabrocha contente no brilho.

Agora, imagine que você é a flor que se abre, e que a estrela é o seu amparador*.

Pense na ajuda invisível que você recebe, e agradeça!

Imagine o quanto você é amado pelo amigo espiritual, e fique contente.

Você não está sozinho em meio às provas da carne... há uma estrela logo acima.

Às vezes, você duvida disso, mas a estrela continua ali... e no silêncio, lhe beija!

Ah, quantas vezes você blasfemou e se queixou... e no silêncio, alguém lhe abraçou!

Quantas vezes você chorou... e no silêncio, alguém orava por você!

E agora, aí está você, uma flor desabrochando... e no silêncio, acima, a estrela...

E algures, no centro da imensidão da vida, O Pai Celestial ri por entre as estrelas.

Ele sabe que você, a rosa, e o amparador extrafísico, a estrela, estão aprendendo.

A interação dos dois, mesmo entre planos diferentes, equilibra a ambos.

E a vida sai ganhando, pois, com vocês juntos, há mais brilho no ar.

Você-rosa e o amparador-estrela são irmãos!

Portanto, desabroche feliz e agradeça a estrela pela presença sutil e amparadora.

No lótus das mil pétalas**, você se abre à Luz... e no silêncio, acima, a estrela...

E muito acima, por entre as estrelas, no silêncio sideral, o sorriso do Pai Celestial.



(Dedicado aos amparadores-estrelas do grupo extrafísico dos “Iniciados”).


Paz e Luz.



- Wagner Borges -
Salvador, 27 de janeiro de 2005.

* Amparador Extrafísico: Mentor Extrafísico, Guia Espiritual, Protetor Astral, Benfeitor Espiritual, Guardião Extrafísico.

** Na tradição hindu, o chacra coronário (também chamado de chacra da coroa ou do topo da cabeça) é chamado de “Sahashara”, o lótus das mil pétalas. É o chacra mais elevado do ser humano e é o responsável pela energização da glândula pineal (epífise), além de ter grande importância nas expansões da consciência (estado de consciência cósmica, chamado em sânscrito de “Samadhi”).

Texto <585><04/02/2005>

585 - LUZ

A luz é infinita e acompanha você,
Como as luzes da cidade,
Que iluminam os seus passos.

Esta Luz vem do mais alto do universo,
Sempre nos mostrando que não estamos sozinhos
Lembra?

Em nosso caminho, encontramos e vivemos a Luz.
Essa Luz que atravessa as trevas,
As nuvens mais densas
Permanecendo, às vezes, até apagada,
Como um pequeno e fraco feixe de luz.

Isso acontece devido aos nossos desvios,
Nossas descrenças, nossas dúvidas.
Mas, quando rogamos ajuda aos céus,
Lá está ela, a Luz infinita e incondicional!

Aquela que jamais se apaga,
Que somente desaparece,
Devido à nossa própria cegueira.

Como as luzes da cidade,
Que se intensificam quando mais precisamos delas,
E que diminuem, quando achamos que elas não são mais necessárias.

Que saibamos nos ligar a essa Luz,
Luz de amor e de consciência.
Luz da Divindade Maior que nos orienta.

Luz que nutre os humanos, como a mãe que amamenta.
Como o pai que protege e educa.
Como o ar que nos traz a vida em forma de energia.

A Luz vem e se liga a nós, através do pensamento,
E que isso seja, a cada momento,
Essa ligação feita com a Energia Superior,
Para que possamos acabar com a sombra,
Que insiste em nublar nosso coração

Que a Luz esteja presente na vida de todos.
Hoje e sempre.


- Fernando Golfar -
São Paulo, 10 de março de 2003.


Texto <585><04/02/2005>