577 - UMA ORAÇÃO DA PRESENÇA II

“Meu irmão, não sei qual é o mal que lhe aflige no momento, mas seja ele qual for, físico ou espiritual, que tudo possa melhorar agora.

Que haja transformação em tudo aquilo que esteja estagnado em seu ser.

Que você possa ser curado no seu espírito, causa de sua vida e de seu destino.

Que os ventos da renovação soprem sobre os seus rumos e escolhas.

Que uma ternura secreta acalente os seus pensamentos.

Que o precioso toque sutil dos protetores espirituais lhe conforte.

Que os anjos da presença secretamente cantem por você.

Que haja um novo despertar em sua vida.

Que o cálido canto dos anjos aqueça o seu coração.

Que o seu mal seja curado, seja na Terra ou no Céu.

Que os anjos da presença compartilhem as bênçãos celestes em seu corpo, e em seu espírito.

Que haja luz em seu ser.

Que a tristeza, a dor e as mágoas sejam dissolvidas na luz.

Que você possa seguir com confiança, pois os anjos da presença estão ao seu lado.

Que as dores de agora, e os problemas do passado dêem passagem para o despertar espiritual se apresentar dentro de você.

Que o seu despertar seja radiante.

E que a sabedoria seja a sua nova parceira.

Que o amor, a eterna presença, esteja sempre com você.”



- Wagner Borges -
São Paulo, 12 de abril de 2003.


- Nota: Essa oração foi direcionada originalmente para um homem que estava desencarnando. Embora envolvido pelas energias maravilhosas dos amparadores que o assistiam espiritualmente, ele estava com muito medo, pois estava sozinho no quarto quando o momento final chegou. Além disso, havia nele um sentimento de solidão muito intenso (por causa do abandono da família e dos amigos ao longo dos anos, e também devido a pesadas cargas de mágoa que ela mantinha agregadas em seu coração).

Eu via o lance à distância, por clarividência, pois no momento estava em meu quarto exteriorizando energias a favor da humanidade (os amparadores estavam me usando como uma espécie de link energético para facilitar os trâmites desencarnatórios do cara).

Em dado momento, um dos amparadores me sugeriu o seguinte:

“Ele está com muito medo e dificultando o desprendimento final. Por isso, não basta apenas enviar energias, é necessário conversar com ele, para dar-lhe suporte psicológico para a transição. Converse mentalmente com ele, de coração a coração, de espírito para espírito, e transmita-lhe confiança e apoio incondicional. Mesmo à distância, vocês estão ligados espiritualmente, em nome do Senhor da Vida. Faça a sua parte e ajude-o!”

Então, busquei a inspiração no Alto e essa oração brotou espontaneamente em meu coração, direto ao coração do cara, que imediatamente se acalmou.

Em seguida, ele adormeceu.

Instantes depois, ele foi arrebatado por uma coluna de luz, que elevou o seu corpo espiritual em direção a um portal extrafísico que se abriu por cima dele. E ali, no meio daquela luz, ele finalmente passou para sua nova morada, naqueles planos extrafísicos cheios de consciências espirituais, todas muito vivas além da carne!

É nessas horas que dá uma alegria danada de poder participar de lances espirituais como esses. Daí lembro-me dos ensinamentos de Krishna para o seu arqueiro-discípulo Arjuna:

“O espírito não nasce nem morre, só entra e sai dos corpos perecíveis.

Que água poderá molhá-lo? Que fogo poderá queimar o imperecível?

Que arma poderá ferir o eterno?”

- Bhagava Gita -



E arremato esses escritos com um ensinamento de Jesus:

“Na Casa do Pai há muitas moradas!”

Sim, e muitas delas são extrafísicas e estão cheias de consciências espirituais, todas muito vivas!

Sim, ELAS VIVEM, ELAS VIVEM, ELAS VIVEM... FOREVER!

* Para enriquecer esses escritos, segue-se abaixo a primeira parte desse texto, postada pelo site em 2003.



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UMA ORAÇÃO DA PRESENÇA
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Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente o ódio.

Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.

Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.

Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.

Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.

Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.

Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.

Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.

Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.

Que em cada amigo o teu coração faça festa e celebre o encanto da amizade profunda que liga as almas afins.

Que em teus momentos de solidão e cansaço esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.

Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível tocando o centro do teu ser eterno.

Que um suave acalanto te acompanhe, na Terra ou no Espaço, e por onde quer que o Imanente Invisível leve o teu viver.

Que o teu coração sinta A PRESENÇA SECRETA DO INEFÁVEL!

Que os teus pensamentos, os teus amores, o teu viver, e a tua passagem pela vida sejam sempre abençoados por aquele AMOR QUE AMA SEM NOME.

Aquele Amor que não se explica, só se sente.

Que esse Amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.

Que esse Amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da PRESENÇA que está em ti e em todos os seres.

Que o teu viver seja pleno de PAZ E LUZ.



(Esses escritos são dedicados a todos aqueles que trabalham por climas melhores na existência, mesmo em meio a diversos problemas na jornada da vida. Essas pessoas que ainda insistem em ser dignas, criativas, generosas e confiantes na luz da PRESENÇA que guia internamente os seus propósitos vitais.

Essas pessoas brilhantes que raramente são notadas pela mediocridade alheia, mas que são bem conhecidas do Espírito Supremo, o verdadeiro Senhor de suas vidas e o único conhecedor do que se passa dentro delas.)



- Wagner Borges -
Jundiaí, 15 de dezembro de 2003.



- Nota: Enquanto eu escrevia esse texto, rolava no som o maravilhoso CD “The Dolphin Song”, de Christa Michell e Stuart Gordon (Gravadora Oreade Music – Holanda).

Trata-se de um virtuoso trabalho de música New Age cheio de teclados atmosféricos permeados por lindos acordes de violino e flauta.

Resumindo: Um CD maravilhoso para meditação e que leva o ouvinte a climas sonoros viajantes, principalmente nas músicas “Angelus” e “Libera” (faixas segunda e terceira, respectivamente.)


Texto <577><17/12/2004>

577 - SERÁ TÃO SIMPLES?

Todo relacionamento está sujeito ao fim, assim como a vida segue sempre à sombra da morte. Isso não é ruim nem é bom, é apenas a natureza. Não existe juntos para sempre, o que existe é juntos com qualidade e com respeito. Não existe juntos para "até que a morte os separe", o que existe é juntos com crescimento e amizade. Qualquer coisa diferente disso é uma pequena morte todos os dias da vida a dois.

Somos humanos; limitados por nossas emoções e por aquilo que fazemos, muitas vezes sem nos darmos conta. Mal sabemos cuidar de nossas vidas, e quando passamos a pensar por dois ou três, ou mais, sentimo-nos acuados, presos, assustados e, muitas vezes, por medo de errar, acabamos estragando algo maravilhoso, que, nem por um momento, nos exigiu que fôssemos perfeitos, afinal a vida só exige que vivamos, e um relacionamento, se for mesmo aquele que nos guiará para uma boa direção, nos aceitará como somos : imperfeitos e quase sempre sem razão.

Estar a dois é enxergar que não precisamos ser super homens ou mulheres maravilhas todo o tempo. É lembrar que, ao mostrarmos realmente quem somos, é que descobrimos se a pessoa ao nosso lado nos ama do jeito que somos ou está nos vendo de um jeito distorcido ou desejando que nos tornemos quem não somos de verdade.

Estamos vivos, mas nos sentimos limitados por não sabermos quanto tempo ainda temos para realizar tudo aquilo que nos trará a tal felicidade, e passamos toda a vida nos esquecendo que viver bem significa que, mesmo com o pouco tempo que temos, há um potencial ilimitado de realizar o impossível com quem está ao nosso lado.

Sei que nada é tão simples, e nenhuma história é igual à outra, mas posso lhe assegurar que sinto o que você sente e busco o que você busca. Sei que de uma forma ou outra, acabaremos chegando aonde queremos chegar, mas ate lá, resta fazermos o melhor para nós mesmos, e lutarmos pela nossa liberdade de pensamento e coração, nem que para isso precisemos deixar para trás os caminhos que pareciam ser corretos e abraçar o desconhecido.

Quando um relacionamento falha, não existe nada que explique ou que aponte uma causa; muito menos algo que traga uma solução mágica ou uma reconciliação. Nós podemos acreditar em qualquer coisa, mas o fato é que essas coisas acontecem para que a gente entenda que a vida não pára, apenas segue em frente em outra direção.

Infelizmente, muitas vezes acabamos deixando para trás alguém ferido por nossas decisões ou pelo que sentimos, mas se formos maduros o suficiente para esquecer o orgulho, ou quem pensa estar com a razão, poderemos ainda perdoar ou pedir perdão, ou ao menos tentar entender que somos todos crianças, que ao tentar fugir da escuridão, acabamos sozinho por um tempo, até encontrar de novo o caminho para o coração.

Minha avó dizia que o que não nos mata, nos torna mais forte; eu mudaria a frase para aquilo que não nos mata, nos torna mais sábios. Cada queda, cada coração partido guarda consigo esse pequeno milagre de nos regenerar e acaba por nos fazer ressurgir como uma Fênix das cinzas, pronto para mais uma experiência, pronto para mais um caminho, que mesmo incerto, vai moldando quem somos e vai indicando o nosso destino de volta pra casa, de volta para um novo ritmo, de volta para uma nova estória, uma nova canção.

Se tudo isso parece ser muito simples para você, parabéns, você está começando a ver também que a vida é simples, complicado são os nossos caminhos até enxergar que nunca houve complicação.



- Frank -
Londres, 05 de dezembro de 2004.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco,
participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br

Texto <577><17/12/2004>

577 - SAINDO DO CORPO E ENTRANDO NUMA ÁRVORE

(Relato projetivo originalmente postado nas listas Viagem Astral e Voadores, ambas dedicadas à discussão das experiências fora do corpo na Internet*)


- por Marco Antonio Coutinho -



Buenas, pessoal.

Esta manhã tive uma experiência interessante, enquanto fora do corpo, e sugiro aos amigos tentarem realizar. Pode parecer óbvio para alguns, mas eu nunca a havia realizado.

Aconteceu que eu vim de uma semana particularmente desgastante, tanto do ponto de vista físico, quanto do emocional. Quando chegou a sexta-feira, estava mesmo no meu limite, "esticado", por assim dizer. Procurei relaxar e ficar quieto em casa, e fui melhorando aos poucos, mas ainda muito desenergizado.

Agora, na madrugada/manhã deste domingo, fui retirado do corpo e encaminhado para um local de muitas árvores, coisa que não falta aqui nesse Rio de Janeiro de mata atlântica. Ao chegar lá, percebi que deveria entrar em uma das árvores. Eu já havia realizado fisicamente exercícios de abraçar as árvores e delas receber energia. Mas jamais havia passado pela cabeça que poderia fazer esse exercício de forma ainda mais eficaz, se o realizasse fora do corpo.

E assim fiz. Não apenas abracei, mas penetrei na árvore e deixei-me ficar ali por alguns momentos. A sensação era realmente revigorante e muito, muito deliciosa. Pude sentir a consciência da árvore, e o quanto ela partilhava satisfeita aquela imensa energia que processava em si mesma. Uma forma de amor, diferente daquele que concebemos como humanos que somos.

Voltei ao corpo e acordei sentindo-me imensamente bem. Como estou até agora. E tive duas lições importantes.

A primeira é o exercício em si. Sair do corpo e fundir-se nas árvores, buscando energia e força é algo que eu recomendo vivamente. Não tenho dúvidas de que a coisa não apenas é altamente energizante, como tem também um poder curativo insuspeitado.

A segunda foi sentir em primeira mão o quanto as árvores e a natureza como um todo são importantes para nós. O quanto, mais do que isto, são parte da mesma família do que nós. Eu já sabia disto. Mas perceber tão diretamente foi uma experiência realmente transformadora.



Fraterno abraço,


Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2004.



- Nota de Wagner Borges: Marco Antonio Coutinho (mais conhecido como MAC) é nosso amigo e um dos maiores pesquisadores das experiências fora do corpo no Brasil. É autor do livro “Além do Corpo” (Editora Mauad) e o organizador de um excelente site sobre as saídas do corpo, cultura e espiritualidade: Spiritu, Psique, Soma: www.marco.antonio.nom.br

Ele nos autorizou a postagem desse relato projetivo.

* As listas Viagem Astral e Voadores são as duas principais listas brasileiras de discussão na Internet sobre as experiências fora do corpo. O Marco Antonio Coutinho, mais conhecido como MAC, é um dos moderadores da lista Viagem Astral. O endereço na Internet é http://br.groups.yahoo.com/group/viagem-astral

O endereço da lista Voadores é www.voadores.com.br

Texto <577><17/12/2004>

576 - NA COLUNA DE LUZ COM O RABI II

Querido Rabi,

Hoje acordei lembrando-me de você.

Inicialmente, achei que isso era uma vaga reminiscência de alguma vivência extrafísica ocorrida durante o sono do corpo.

Contudo, ainda agora percebi uma imensa coluna cor de vinho sobre a cidade de São Paulo. Ela se locomovia girando sobre si mesma, como uma espécie de tornado energético dentro dela, na parte central.

Por diversas experiências anteriores, sei que essa manifestação espiritual é coordenada pelos devas em conjunto com várias equipes extrafísicas ligadas à sua egrégora de pura compaixão.

Só de ver aquele colosso energético rodopiando por sobre vários bairros da cidade, entrei num estado alterado da consciência, e fui interpenetrado por uma atmosfera de contentamento sereno.

Pensei nos espíritos doentes resgatados por dentro da coluna e interpenetrados pela luz que cura e compreende a todos.

Por meio daquela varredura energética, a coluna succionava os sofredores extrafísicos apegados aos níveis densos concomitantes ao plano físico. Além disso, mudava o padrão espiritual dos lugares e das pessoas, e tudo isso sem que alguém percebesse algo no físico.

Fiquei olhando, admirado, a manifestação de um trabalho de assistência espiritual de tal grandeza. Na parte de baixo da coluna, os amparadores soltavam os espíritos apegados dos ambientes humanos e conduziam os mesmos para dentro da energia cor de vinho. Acima deles, no nível médio da coluna, vários devas causavam o turbilhão que se manifestava no centro. Pareciam anjos (mas sem asas) pairando sobre os ambientes. E na parte alta da coluna, eu vi os seus olhos, Rabi.

Então, entendi o motivo de ter despertado lembrando de você. É que eu já estava ligado a essas vibrações de assistência extrafísica desde o período projetado fora do corpo, durante o sono normal, apenas não tinha registrado isso de forma consciente no cérebro, ao retornar para o plano denso.

E agora, Rabi, não sei mais o que dizer. Só sei que sinto os seus olhos interpenetrando os meus olhos, e percebo, no silêncio interdimensional, as suas ondas de compaixão abraçando incondicionalmente todos os seres.

E compreendo, agora, mais do que nunca, o toque que um dos queridos amparadores extrafísico me passou há tempos:

“Quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer!”

Rabi, querido, muito obrigado, por tudo.

Om Jesus!



PS.: O amor jamais julga, só ama!

Ele é forte porque é incondicional.

Ele nada quer, não tem segundas intenções, nem é proselitista.

Ele trabalha em silêncio nas dobras do tempo e do espaço, mas transcende a ambos.

É eterno e suave.

O amor é tudo!

E quem compreende em silêncio, o compreende!

Quem sente esse amor no coração, mesmo sem vê-lo, sabe, e viaja quietinho em suas ondas de regeneração, por todos os planos e consciências.

Mesmo sem ouvir, escuta sua canção.

Mesmo sendo humano, sente-se divino.

O amor é o amor!

E só ele é que sabe tudo o que é!

Quem o compreende, compreende...



- Wagner Borges – ser humano com qualidades e defeitos, espiritualista que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, mas que se sente um sortudo pelos lances espirituais que rolam em sua vida.

São Paulo, 11 de dezembro de 2004.



- Nota:

* Para melhor compreensão dos leitores, segue-se na seqüência a primeira parte desse texto (postada pelo site como texto 404, em fevereiro de 2003):





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NA COLUNA DE LUZ COM O RABI
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Em certa ocasião, Jesus subiu no alto de uma montanha para apreciar um lindo pôr-do-sol. Ele gostava de ver a luz solar brilhando na linha do horizonte. Nesses momentos, ele respirava a energia suave do entardecer e vislumbrava os devas (1) trabalhando na atmosfera.

Inspirado, ele fechou os olhos e agradeceu ao Senhor de todas as coisas a beleza da luz solar tingindo de vermelho-alaranjado a linha do horizonte distante. Pensou no infinito poder que gerava luzes como aquelas na imensidão sideral. O mesmo poder que iluminava o coração dos homens.

Quietinho, ele orou ao Pai Celestial pelo bem da humanidade.

Do céu, uma coluna de luz desceu sobre ele. Energias emanadas pelo Alto entraram em seu chacra do alto da cabeça (2) e desceram ao centro de seu chacra peitoral. (3) Dali elas fluíam por todo o seu corpo e irradiavam para fora, tornando-o um centro de expansão luminosa.

Poderosas ondas de amor-luz se expandiam dele e se propagavam silenciosamente para todos os homens. Silenciosamente, o meigo Rabi (4) abraçava luminosamente a sofrida alma da humanidade.

Aquelas energias chegavam até mesmo nos planos densos do Astral e iluminavam incontáveis espíritos atormentados em suas covas trevosas.

O Rabi abraçava os homens encarnados e desencarnados... Ele os amava tanto!

Ele permaneceu no alto da montanha até o anoitecer.

Quando ele desceu, alguns dos discípulos o esperavam no sopé da montanha. Eles lhe perguntaram:

"Mestre, que luz era aquela?"

Jesus fitou-os serenamente, e lhes disse:

"Bem-aventurados aqueles que servem aos desígnios superiores do Pai Celestial! Quando quiserem orar, pensem numa coluna de luz enviada pelo Alto. Sintam-se inundados de agradecimento e amor ao Pai. E abracem o mundo secretamente."

Então, olhando a lua cheia que já despontava no firmamento, ele arrematou:

"Quando eu partir do plano físico, arrebatarei comigo uma multidão de espíritos que ainda estão acorrentados a magias antigas e os levarei a Casa do Pai. Quando orarem, lembrem-se disso.

Pensem nos homens encarnados e desencarnados que povoam esse orbe terrestre em seus vários planos de manifestação.

Abracem o mundo com amor.

Na longa fieira das reencarnações sucessivas vocês viverão entre os homens disseminando as verdades espirituais. Não os reconhecerão, pois vocês estarão vestindo outros corpos adequados às condições de suas tarefas no seio do mundo. Mas eu estarei com vocês nas luzes do coração.

As inspirações beneficentes descerão em vocês pela coluna de luz e os transformarão em centros irradiantes de amor-luz.

E os devas e espíritos luminosos os acompanharão invisivelmente nas jornadas de esclarecimento e ajuda espiritual entre os homens.

No momento certo eu os arrebatarei definitivamente à Casa do Pai celestial, onde o quinhão de luz do Senhor aguarda a chegada dos justos.

Até lá, vocês permanecerão entre a Terra e o Céu, servindo aos desígnios superiores.

Bem-aventurados aqueles que trabalham em nome do Senhor da vida!"

E ali, no sopé da montanha, o meigo Rabi abraçou os discípulos e dotou-lhes de particular benção secreta a ser compartilhada entre os homens ao longo dos séculos.


* * *


Hoje, mais do que nunca, em época de turbação coletiva e de intensa violência em vários setores da vida humana, é necessário erguer os pensamentos ao Pai Celestial e abrir o coração com humildade e discernimento, para que a coluna de amor-luz possa descer sobre todos nós e nos tornar trabalhadores dignos da seara espiritual que guia nossa existência.

Olhando a imensa teia tecida por Maya (5) para aprisionar o coração dos homens na violência e no desânimo coletivo, penso no Rabi sentado no alto da montanha orando e com uma coluna de luz sobre ele.

E sei que de alguma forma invisível ao mundo, um abraço silencioso e toques espirituais são derramados na alma da humanidade. De alguma forma, o Rabi toca a todos nós. E uma coluna secreta inunda o coração de amor-luz.

Que no "sopé da montanha de nós mesmos", no cadinho secreto de nossos corações, possamos ser justos e dignos do abraço do Rabi. (6)



Paz e Luz.


PS: Esses escritos são dedicados aos estudantes espirituais de todas as linhas que batalham por dias melhores na existência, que mesmo sob diversas pressões ainda continuam sendo dignos do caminho espiritual que abraçaram.


- Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, filho da dona Maria Rita e do seu Valdemar, pai da Heleninha e da Maria Luz, que escreveu tudo isso inspirado pela presença do espírito-doutor André Luiz.

São Paulo, 10 de fevereiro de 2003.



- Notas:

1. Devas (do sânscrito): Anjos; Divindades; Seres celestiais.

2. Chacra do alto da cabeça: Chacra da coroa; Chacra coronário. É o centro de força mais elevado no conjunto dos sete chacras principais. É o centro da consciência pura, sempre apontando para o Céu.

3. Chacra peitoral: Chacra cardíaco. É o centro de força que expressa os sentimentos e abre a alma ao influxo das luzes do amor divino.

4. Rabi: Mestre.

5. Maya (do sânscrito): Ilusão.

6. Enquanto passava a limpo esses escritos, lembrei-me de uma prece luminosa ensinada pelo inspirado antroposofista alemão Rudolf Steiner:





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Ó LUZ!
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"Ó Luz!
Que reanima
Os corações dos pobres pastores.

Ó Luz!
Que ilumina
As sábias fontes dos reis.

Ó Luz divina!
Sol de Cristo,
Reanima os nossos corações.

Ilumina
As nossas frontes,
A fim de que justos sejam os atos
Inspirados pelos nossos corações;

E justas as metas que
As nossas cabeças querem atingir!
Ó Luz!"

- Rudolf Steiner -


Texto <576><14/12/2004>

576 - ALGUMAS PALAVRAS COM O RABI

Rabi, querido.

Nesse momento estou preparando mais um texto para enviar pela Internet.

O mesmo é sobre você, e muitas pessoas irão lê-lo daqui a pouco, algumas em casa, outras no escritório, e outras mais, à noite ou no fim de semana, quando houver tempo para isso.

Eu sei que você sabe disso, mas é que enquanto passo a limpo essas linhas, fico a pensar nas vibrações sutis que acompanham o texto e nos corações sensíveis à paz que irão sintonizá-las. Penso que você irá abraçá-las enquanto elas lerem o texto.

Sabe, só de preparar esse envio de texto entrei num estado alterado de consciência, e meu coração se encheu de amor e agradecimento. Esse é o motivo pelo qual as lágrimas rolam pelo rosto enquanto digito aqui no note-book.

Ás vezes, fico pensando se o meu coração agüenta tanto amor chegando, esse amor que não se explica, só se sente. Esse amor que derrete o coração...

Vejo o ambiente do meu apartamento todo claro, permeado por energias superiores, e até mesmo o som da música que está rolando parece-me dotado de vibrações sutis.

O sol brilha lá fora, Rabi. E aqui em casa brilham as luzes espirituais que você enviou. Essas mesmas luzes que irão junto com esses escritos iluminar a outros corações por esse mundão de Deus.



PS.: Rabi, aprendi que sem amor ninguém segue...

E é você que está nessas linhas!

Oxalá, que os leitores possam encontrá-lo,

E que os olhos deles também fiquem iguais a dois pequenos sóis,

Irradiando o amor que você conduz,

Amigo Jesus.



- Wagner Borges -
São Paulo, 14 de dezembro de 2004, às 16h49min

* Rabi: Mestre.

Texto <576><14/12/2004>