560 - MILHÕES DE SÓIS

Eis aí a alma do sábio:
Tão brilhante como o Sol,
Tão suave como a luz do luar,
Tão esperançoso na evolução de todos os seres,
Tão simples e alegre, igual as crianças.

560 - A GRANDE MAGIA: SER CANAL DO AMOR E PARCEIRO DA LUZ!

A grande magia é a arte de ser útil àquelas vagas sutis que estimulam o progresso de todos os seres. Ser canal consciente das ondas de amor que interpenetram a vida. Ser parceiro da luz na consecução dos valores verdadeiros.
O mago verdadeiro é súdito do amor e parceiro da natureza. Trabalha com seus elementos como quem pede passagem para algo sagrado. Sabe que os seus movimentos são observados no seio do invisível.
Ao entrar em relação com seus elementos invisíveis, ele sabe que, além das coisas físicas que podem servir de receptáculo às energias do Astral, o seu próprio coração é o principal conversor e receptáculo das forças vitais.

559 - ESTRANHOS TÃO CONHECIDOS!

Esquecerei seu rosto e provavelmente nem me lembrarei do que lhe ocorreu quando eu virar a próxima página.

Não o conheço, nem ele é daqui, o que faz parecer, para mim, que seu corpo caído é algo assim bem holliwoodiano, bem mentirinha.

No espaço que se segue, no segundo que corre, medito na frase islâmica que diz:

"Quem fere um, fere todo mundo” (1), e sintonizo com a alma do mundo, que me diz: "Não julgue, apenas ame."

Fecho os olhos, tentando não entender.

Deixo o coração assumir o comando e vejo novamente o rosto do homem estranho caído num canto de Bagdá, de Diadema ou do Haiti, e sinto que eu sou ele, e ele faz parte de mim. Sei que somos todos interligados.

Sei que atinjo os outros, não só com o que faço, mas também com o que penso e sinto. Sei que apenas um pensando besteira e sujeira, se liga a muitos outros pensando bobagem e catástrofe.

Decido calar a boca da mente e voltar a me concentrar no silêncio das batidas do coração, ao mesmo tempo em que visualizo esse estranho tão conhecido tombado num canto de sua estrada; porém, o que percebo é apenas o seu corpo caído, pois o seu espírito já está levantado.

Envio meu sorriso para ele, que retribui com um olhar cheio de brilho.

Brilho que já está ausente do seu corpo.

Brilho que é comunicação entre a gente, duas estrelas que agora cintilam em planos diferentes.

Sei que parece bobo, sei que parece inocência, mas cada um dá aquilo que tem de sobra na sua despensa (2), e em tempo de tragédia estampada em todas as capas e soprada aos quatro ventos, ainda reajo com um sorriso quando, sem querer, sintonizo com esses estranhos tão conhecidos em seus cantos, onde agora só há seus corpos caídos, pois suas almas cometas já estão além do sol do infinito.


- Frank -
Londres, 24 de Setembro 2004

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos. Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br


- Notas do texto:

1. Frase do Alcorão.

2. Frase de Jesus, segundo o Evangelho de Tomé.
- Outra nota de Wagner Borges: Para enriquecer esta citação do trecho do Evangelho de Tomé feita pelo Frank, deixo aqui um pequeno comentário que fiz na nota de rodapé de um texto antigo postado pelo site:
“Cada um dá o que tem em seu interior: O esclarecimento e a assistência consciencial efetuados por uma pessoa derivam naturalmente do seu estado íntimo. Isso me lembra um trecho do Evangelho apócrifo de Tomé: um dia, passavam Jesus e seus discípulos por um homem, que lhes proferiu injúrias em altas vozes; mas Jesus lhe retrucou só com amabilidades. Então, seus discípulos lhe perguntaram por que respondia com boas palavras a quem lhe proferia más palavras? Ele lhes respondeu: Cada um dá o que tem em sua despensa."

Texto <559><13/10/2004>

559 - QUANDO OS MORTOS VISITAM OS SEUS MORTOS

Dia de finados?
Tontice!
Ninguém morre.
Finados é tolice.

Na boa, sem julgamento:
Você visita restos mortais?
Você visita a tumba tal?
Mesmo você sabendo que é imortal?

Desculpe, é que não resisto.
E insisto.
Você ainda leva flores?
E elas representam suas dores?

Saudade?
Isso não tem idade.
No campo ou na cidade,
Vai para a cova toda vaidade.

Você é rei do espírito?
Ou é súdito da matéria?
O caixão é de mogno ou de madeira?
Tanto faz, isso tudo é besteira.

Você ainda chora a perda?
Mesmo estudando o astral?
Saudade não tem idade...
Vaidade, vaidade, vaidade...

O dia de finados vem aí...
E o cemitério ficará cheio de mortos.
Eles visitarão os cadáveres vazios.
Morto visitando morto, que dia torto!

Os mortos não pertencem a ninguém.
E os vivos também não!
Se não tem ninguém morto,
Por que existe esse dia torto?

O corpo é da Terra, o espírito é de Deus.
Cadáver não é pessoa, tumba não é lar.
Na Terra, os despojos; no Céu, a Matriz.
É isso que a Espiritualidade Maior diz.

Mas os mortos não escutam, só resmungam.
Dia de finados é pura lamentação.
Eles enchem o cemitério de flores
Para cobrir suas dores.

Pelo menos a floricultura fatura o dela.
Enquanto as pessoas "fraturam" a inteligência.
Mas a cova está pintada,
Mesmo que lá não tenha nada!

Finados, dia inútil, fútil...
Dia de coisas mortas andarem até o cemitério,
Como zumbis em procissão. É justo:
Que os mortos visitem os seus mortos!


- Vidigal -
Cia do Amor** - A Turma dos Poetas em Flor.
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 25 de setembro de 2004.)

* Expressão baseada num ensinamento de Jesus: “Deixe que os mortos enterrem os seus mortos!”

** A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para maiores detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro "Cia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor" (Edição independente - Wagner Borges), e sua coluna na revista on line do site do IPPB: www.ippb.org.br

Texto <559><13/10/2004>

559 - VIAGEM ESPIRITUAL COM A GENTE DAS ESTRELAS

(Toques do Vento do Espírito, Para Quem Quer se Tocar!)

Você chegou, mas eu não o vi.
Minha mente vagava longe na noite...
Pacientemente você esperou eu me tocar
De que o seu toque sutil estava aqui.
Então, olhei o céu escuro e nublado da cidade,
E pensei em como seria bom escrever algo legal.
Daí, senti o seu toque no ar.
E algo desceu e tocou essas linhas, por minhas mãos:

“Na noite da grande metrópole, onde os homens dormem sob os céus nublados de suas ilusões, sopra o vento do espírito. Suas correntes portam mensagens invisíveis.
Na calada da noite, as vozes espirituais chegam onde devem chegar.
O mistério quer se expressar entre os homens... O Grande Espírito o enviou.
Sua mensagem é clara, pelo menos para quem está realmente DESPERTO:

‘Olhe além das nuvens e da noite, acima, na abóbada sideral.
Ali, os seres brilhantes estão chamando os homens para o vôo do espírito.
Singrando os mares estelares, nas naves-pensamento, eles vêem outras coisas.
Olham para os corpos dos homens, mas vêem o que se passa em seus espíritos.
Não chamam os homens de terrestres, mas de irmãos!
Não trazem doutrina alguma nas naves, nem milagres ou maldições.
Sua religião é o AMOR.
Para eles, todas as formas de vida são sagradas, naturalmente.
Não são deuses nem demônios, são apenas gente estelar, irmãos da gente...
Eles não querem a adoração dos homens, querem o seu DESPERTAR!
Por isso, eles dizem, lá de cima: ‘venham voar com a gente’.
E alguns vão mesmo, somente em espírito, enquanto o corpo ronca na cama.
E com essa gente de outros orbes, irmãos da gente, eles aprenderão outras canções.”

* * *

Você chegou, esperou, deu o toque, e eu me toquei.
Daí, escrevi essas linhas para tocar os outros.
Enquanto isso, lá em cima, a gente estelar toca os caras no vôo, em espírito.
E eu me toco de que é hora de deitar o corpo no leito, para também tocar essa gente,
A daqui e a das estrelas, em espírito, tocado por você.
No toque com eles, com você e comigo mesmo, me toquei de um toque maior:
O TOQUE DE DEUS!
E o toque interpenetrante do Todo está em tudo!

P.S.: Amparador espiritual anônimo, muito obrigado pelo seu toque, aqui na calada da madrugada. Vou deixar a carcaça roncando aqui na cama e decolarei DESPERTO, em espírito, para aprender os toques e canções daquela gente estelar lá em cima.
Essa mesma gente legal, que sempre me chama de irmão e me trata como igual, pois, dizem eles, somos filhos do mesmo Todo que está em tudo!
E depois, quem sabe, trago as canções e toques aqui para baixo, para tocar os que ainda dormem, sem toque algum de DESPERTAR...
Oxalá, que esses toques sejam justos e de acordo com o discernimento.
E que as canções sejam de Paz e Luz.

(Essas linhas são dedicadas ao meu amigo Luiz Medeiros, e ao casal Emília e Vítor Hugo França, espíritos leais que o Supremo enviou como meus companheiros incondicionais na senda espiritual e humana.)

- Wagner Borges – Sujeito com qualidades e defeitos, carioca radicado em São Paulo, 43 anos de “encadernação”, pai da Helena e da Maria Luz, neófito da vida, que sempre diz para a namorada que quem ronca é só o seu corpo vazio, e que, enquanto isso, ele mesmo está lá em cima, em espírito, aprendendo novos toques e canções com a galera das estrelas, que é legal também, como a gente mesmo.

São Paulo, 23 de setembro de 2004, às 03h52min.


Texto <559><13/10/2004>