527 - AMIGOS EXTRAFÍSICOS

Buscador espiritual,

Tu que andas por entre as provas terrestres e que ainda assim buscas a essência espiritual da vida e de ti mesmo, saibas que o teu andar não é solitário. Irmãos espirituais te acompanham e trabalham contigo invisivelmente. Guiam sutilmente tuas energias sem que tu possas percebê-los, mas respeitam tuas escolhas. Conhecem profundamente o carma (1) que te acompanha e as provas humanas que necessitas passar para crescer. Transitam pelo teu viver, sempre te intuindo às atitudes virtuosas.

São as riquezas espirituais dos teus passos e o brilho dos teus objetivos vitais. Acompanham-te incondicionalmente, pois essa foi a tarefa que lhes foi confiada pelos mestres extrafísicos que coordenam os trabalhos espirituais na crosta terrestre.

Irmão buscador, não te esqueças jamais de teus amparadores extrafísicos. Eles são os benfeitores do teu coração, os mentores da tua inspiração, os luminares do teu serviço, os irmãos da tua alma.

Irmão, mesmo que as provas da carne te atribulem e os aguilhões cármicos te aferroem o viver, não duvides:


TU NUNCA ESTÁS SOZINHO ESPIRITUALMENTE!

Tenhas firmeza e paciência, pois tua semeadura frutificará invisivelmente nos férteis campos da Espiritualidade.

Os passos espirituais são claros:
• trabalhar e estudar com afinco;
• amar a todos os seres;
• agir corretamente e com alegria;
• ser luz no caminho;
• estar atento aos sussurros espirituais dos amparadores no íntimo da própria alma.

Irmão buscador, reflitas bem nestes escritos, pois eles são PAZ E LUZ em tua alma. Que teus passos na Terra sejam sempre cheios de virtude!


- Os Iniciados (2) –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual III – Ed. Universalista – 1998.)

1. Carma (do sânscrito “Karma”): É a lei de causa e efeito universal.

2. Os Iniciados: Grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. O grupo é composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos. Eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem sem olhar a quem.

Texto <527><08/06/2004>

527 - A VOZ DO MESTRE II

Quando ele chegou, o meu coração se abriu, e eu vi estrelas!

Elas se ejetavam do topo da cabeça, aos milhares, e ao flutuarem por cima, simplesmente se uniam numa só estrela, imensa, que parecia me dizer no silêncio: “União!”

E ele, vendo o meu espanto maravilhoso, riu e disse:

“Una-se às estrelas na meditação, seja uma delas.

Pense no amor em forma de milhares de estrelas em torno.

Pense nos sofredores do corpo e do espírito. Eles também são estelares.

Eles, você e eu somos estrelas do Pai Celestial.

Fazemos parte do seu sonho criativo de nos fazer felizes.

Somos o seu sonho.

E que esse sonho seja realidade!

Em todos os espíritos-estrelas, um só Brilho.

Em todas as manhãs, uma só Aurora.

Em todas as vidas, uma só Vida.

Em todos nós, um só Pai!

Somos estrelas no sonho do Todo. Portanto, brilhemos, como sonha o Pai-Mãe de todos.”

Ele disse isso e bateu palmas, e de suas mãos surgiram milhares de outras estrelas.

E elas também se juntaram e cantaram o mesmo sonho de Deus: União!


OM Jesus!

- Wagner Borges, espiritualista, feliz da vida, por viajar pela vida com o coração e a mente sempre livre... Nas ondas da Espiritualidade consciente.
São Paulo, 03 de junho de 2004.

* O primeiro texto está postado na seção de textos periódicos enviados semanalmente pelo nosso site. É o texto 526, postado em 04 de junho de 2004.

Texto <527><08/06/2004>

526 - A VOZ DO MESTRE

Nos dias antigos, quando o ego era robusto, e na época em que o Mestre estava ensinando na Terra, às vezes eu o ouvia... E aprendia!
De outras vezes, eu fingia que ouvia.
É que a mente falava alto, e eu achava que sabia.
Contudo, o tempo passou...

E, um dia, o coração se abriu e a mente se calou.
E eu novamente ouvi a voz do Mestre no silêncio.
Finalmente compreendi, no coração, o que ele ensinava.
E ele apenas disse: “Filho, eu sempre estive com você. Que bom que você despertou. Vem, o Pai-Mãe de todos nos espera na Luz!”

OM Jesus!

- Wagner Borges, que não é cristão nem coisa alguma, e que continua agradecendo ao Pai-Mãe de todos, O Grande Arquiteto Do Universo, O Grande Espírito, por todas as chances de crescimento que recebe.
São Paulo, 02 de junho de 2004.

Enquanto eu digitava esses escritos, lembrei-me de um belo texto que o Jon, colega do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB, postou ontem na lista do grupo na Internet:





===
PAZ
===

Qual a sua definição de "paz"?

Penso que "paz" seja um ponto de luz que dança no centro do peito.

É um ponto pequeno que pula, brinca e sorri.

Semelhante a um sorriso de criança.

No inicio você não entende.

Não interage com ela.

Você se mantém atento às coisas que realmente importam.

Ela continua sorrindo.

Depois de muita insistência, sua mente pergunta: "Mas afinal, qual é a graça?"

E ela continua sorrindo.

Em algum momento, você começa a rir dela.

Ela te contagia com simplicidade.

Um sorriso sereno e terno.

A paz é um ponto de luz que dança e sorri dentro do peito.

Um ponto pequeno, infinito...

Texto <526><04/06/2004>

525 - BUSQUEMOS A LUZ

Procura a idéia pelo valor que te é próprio.

Quando a moeda comum te vem às mãos, não indagas de onde proveio. Ignoras se procede da casa de um homem justo ou injusto, se esteve, antes, a serviço de um santo ou de um malfeitor.

Conhecendo-lhe a importância, sabes conservá-la ou utilizá-la, com senso prático, porque aprendeste a perceber nela o selo da autoridade que te orienta a luta humana.

O dinheiro é uma representação do poder aquisitivo do governo temporal a que te submetes e, por isso, não lhe discutes a origem, respeitando-o e aproveitando-o, na altura das possibilidades com que se apresenta.

Na mesma base, surgem as idéias renovadoras e edificantes.

Por que exigir sejam elas subscritas, em sua exposição, por nossos parentes ou amigos particulares, a fim de que produzam o efeito salutar que esperamos delas em nós e ao redor de nós?

Toda página consoladora e instrutiva é dádiva do Alto.

Não importa que os pensamentos nela corporificados tenham vindo por intermédio do espírito de nossos pais terrestres ou de nossos filhos na carne, de nossos afeiçoados ou de nossos companheiros.

O essencial é o proveito que nos possa oferecer.

O dinheiro com que adquires o pão de hoje pode ter passado ontem pelas mãos do teu adversário maior, mas não deixa de ser uma bênção para a garantia de tua sustentação, pelo valor de que se reveste.

Assim também, a mensagem de qualquer procedência, que nos induza ao bem ou à verdade, é sempre valiosa e santa em seus fundamentos, porque, usando-a em nossa alma e em nossa experiência, podemos adquirir os talentos eternos da sabedoria e do amor, por tratar-se de recurso salvador nascido da infinita misericórdia de nosso Pai Celestial.

Busquemos a luz onde se encontre e a treva não nos alcançará.


- Emmanuel -

(Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier - Texto extraído do livro "Fonte Viva" - Editora da Federação Espírita Brasileira - FEB.)


Texto <525><01/06/2004>

525 - CONVERSANDO ESPIRITUALMENTE COM FERNANDO PESSOA

(Nas Águas Correntes com o Poeta Iniciado no Vinho do Místico)

Enquanto eu trabalhava num texto, no silêncio da madrugada fria e silenciosa da grande metrópole, ele apareceu sutilmente à minha frente. Pela primeira vez eu o via nitidamente. Ele, o poeta português tão admirado, o iniciado que cantou o seu Portugal como um pedacinho perdido da Atlântida na face da Europa.

Há muito tempo que eu queria vê-lo, pois também sou seu admirador. E ali estava ele, de frente, fitando-me com uma expressão simpática e emanando uma atmosfera amistosa. Pelo seu jeito e pelas suas energias, suas condições espirituais são ótimas.

Engraçado. Sempre o imaginei do jeitinho tristonho e tímido com que ele era retratado nas fotos, mas ali estava ele, com semblante alegre, olhos brilhantes e um jeito seguro de ser, e sem óculos. Com o bigodinho escuro destacando-se no rosto bem alvo, vestia um suéter azul marinho com sobretudo da mesma cor por cima.

É nesses momentos que se vê o quanto o corpo espiritual (1) plasma exatamente aquilo que o espírito quer ou pensa sobre si mesmo. Ele poderia aparecer como uma bola de luz ou um corpo de luz, mas preferiu aparecer como um ser humano bem próximo, do jeitinho parecido com o de sua última encarnação na Terra.

Em dado momento, ele olhou para cima, como se visse alguém espiritual que eu não percebia. Então, prestei mais atenção e senti uma presença sutil, em forma de estrela de cinco pontas, na parte de cima do ambiente. Não identifiquei quem era, mas, por intuição, saquei que era um amparador extrafísico, que nos bastidores espirituais estava patrocinando aquele nosso encontro.

Foi quando o poeta se aproximou mais e tocou com um dedo na minha testa (2).

A partir desse momento, comecei a ouvi-lo mentalmente e a vê-lo melhor ainda, e ele abriu um largo sorriso. Sentia dele uma emanação de satisfação, como aquela de quando se encontra um amigo que há muito não se via.

Pensei em correr para o computador, para anotar tudo o que ele comunicasse, mas ele fez um gesto com a mão e me pediu para escrever no papel mesmo, como os poetas antigos faziam. Daí peguei um caderno e comecei a grafar o que se segue:

“No silêncio da madrugada te visito. Os meus pensamentos são teus.
Em teu coração aberto, pulso eu. Etéreo e sincero, absorto em teus sentidos...
Te digo mais: troco o meu chapéu pela tua estrela.
Pega o meu espírito no teu e escreve o que te der na telha!
Olha a estrela e mergulha no oceano das idéias...
Mexe a caneta pelo papel, como os poetas de outrora, que olhavam as águas correntes fundindo-se no grande mar, junto com suas lágrimas, enquanto escreviam o que lhes desse na telha.
Faz como o Tejo (3): entra no mar e se dissolve... e escreve o que te der na telha!”

* * *

“Os ideais superiores são como a arte.
Poucos apreciam.
Mas os que sabem, valorizam.
Os que não sabem, pisam sem ver.
Pérolas aos porcos?
Nem tanto, nem tanto...
Os ideais superiores não precisam de supervisores paramentados.
Não precisam ser sublinhados nem sublimados (ou subestimados).
Eles existem por si mesmos, naquelas alturas apropriadas, a que só chegam os iniciados que apreciam a arte.”

* * *

“Se colegas de ideal não pontificaram e ainda deitaram o vinho por terra, isso não é motivo para se guardar a safra na adega do esquecimento.
Há outros iniciados que apreciam uma boa safra.
Esses não ficam bêbados nem se esquecem dos altos ideais.
Não andam trôpegos nem faltam ao dever.
Esses conhecem o vinho do mistério superior, e ao sorvê-lo, despertam!
Enquanto alguns desperdiçam o vinho, outros se elevam sobriamente às estrelas.
Há gente nessa Terra que já conhece a safra do Céu, e brinda com os entes celestes o despertar do próprio espírito.”

* * *

“Como eu te disse no início: troco o meu chapéu pela estrela em cima da tua cabeça.
Depois, vamos brindar em frente às águas correntes.
E semelhante aos poetas de outrora, vamos deixar nossas lágrimas se misturarem nas correntes do Tejo do Além... que se fundem no grande oceano de estrelas.
Vale muito erguer as taças do vinho místico (4), para celebrar com a companhia apropriada, a lucidez dos poetas iniciados nas safras celestes.”

* * *

Logo após ter me passado esses escritos cheios de nuances iniciáticas, ele fez um gesto de despedida com as mãos. Observei que ele estava emocionado, como se houvesse cumprido alguma missão na passagem desses escritos interplanos.
Na verdade, ambos estávamos emocionados, como se nessa madrugada fria houvesse ocorrido um encontro há muito esperado, de espírito à espírito, diretamente.
Em meio a uma luminosidade branquinha brilhante, ele foi embora para o sítio extrafísico onde mora, às margens do Tejo Astral...
Agora minha noite não está mais fria, pois o meu coração foi aquecido pela visita do poeta brilhante que cantava as glórias da velha Atlântida nas terras de Portugal.

* * *

Ainda embalado pelas energias do poeta, liguei o computador para passar a limpo esses escritos. Então, tive vontade de escrever também. E aí, segui o conselho do poeta: mandei ver o que desse na telha! O resultado é o que se segue na seqüência:

“Não basta apenas viver, é preciso criar.
Não basta apenas acreditar, é preciso viver.
Não basta apenas sentir, é preciso agir.
Não basta apenas respirar, é preciso amar de verdade.
Não basta apenas ser iniciado, é preciso ser completo.
Não adianta fugir de si mesmo, pois o espírito está em todo lugar.
Não basta apenas morrer só de corpo, precisa morrer a ignorância no espírito.
Não basta apenas dizer misticamente ‘EU SOU!’, é preciso SER mesmo, em espírito e certeza da própria imortalidade.
Não basta apenas viver por viver, é preciso ser íntegro na vida que se escolheu levar.
Não basta somente acordar o corpo, após o sono natural, é preciso despertar a consciência para a vida.
Não adianta fumar e beber para esquecer, pelo contrário, o ideal é esquecer de beber e de fumar!
Não adianta entorpecer a lucidez para fugir do encontro consigo mesmo, pois, segundo o ensinamento do poeta desperto, quem toma do vinho do místico, só desperta a consciência... e abre o olho espiritual.
Brindemos a isso, em espírito!
Fernando Pessoa (5), valeu!”

Paz e Luz.

(Esses escritos são dedicados a três mestres espirituais hindus, a quem devo muito: Bábaji, Vyasa e Paramahamsa Yogananda.)


- Wagner Borges, sujeito com defeitos e qualidades, cada vez mais agradecido ao Grande Arquiteto Do Universo por todas as oportunidades de crescimento e trabalho.
São Paulo, 31 de maio de 2004, às 03h34min.

1. “Corpo espiritual” (Cristianismo – Cor. I, cap. 15, vers. 44) – Sinonímias: “Corpo astral” (do Latim “Astrum”: “Estrelado” – Expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente) – “Perispírito” (Espiritismo – Allan Kardec, séc. 19, na França) – “Corpo de luz” (Ocultismo), “Psicossoma” (do Grego: “Psique”: “Alma”; e “Soma”: “Corpo” – Significa literalmente “corpo da alma” – Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia).

2. Testa: Área do chacra frontal, centro energético e parapsíquico responsável pela clarividência e intuição.

3. Rio Tejo: Importante rio de Lisboa, Portugal, local sagrado de partida dos navegadores portugueses, na época áurea de suas incursões marítimas e do descobrimento das terras de além mar. Rio mítico da alma portuguesa e exaltado por Camões e Fernando Pessoa em diversos de seus escritos.

4. Sobre o simbolismo do vinho místico, ver o ótimo livro de Paramahamsa Yogananda: “O Vinho do Místico” – Ed. Self Realization Fellowship. Obs. Esse livro é baseado no clássico árabe de Omar Khayam: “O Rubayat”. Muitos poetas iniciados do passado se utilizavam da metáfora do vinho místico associado ao despertar da consciência, dentre eles o sábio poeta hindu Kabir e o sábio poeta sufi Rumi.

5. Fernando Pessoa (1888-1935): Simplesmente, ele e Camões são os maiores poetas nascidos nas terras de Portugal. Deixo na seqüência dois textos de Fernando Pessoa para apreciação dos leitores.

“Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: ‘Navegar é preciso; viver não é preciso.’
Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.”

(Texto do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética" – Editora Martin Claret.)

Texto <525><01/06/2004>