508 - TÉCNICA PROJETIVA BÁSICA

Todo mundo sabe que as projeções acontecem naturalmente, ou então são induzidas por meio de técnicas ou práticas.

Vou falar aqui de uma técnica básica e simples, mas que funciona muito bem. Para que todos entendam melhor, vamos primeiro definir dois termos:

- RUÍDO INTRACRANIANO: Este termo é usado tanto para descrever estalos dentro da cabeça, indicativos de que a pessoa está para se projetar, quanto para descrever aquele famoso “zumbido” que a gente parece ter quase que o tempo todo, entre os ouvidos, atribuído aos fluxos e refluxos da circulação energética. Se neste momento você prestar atenção ao que está acontecendo dentro de sua cabeça, provavelmente vai ouvi-lo: ziiiiiiinnnnnn!
É deste segundo ruído que estou falando aqui. E assim, vamos chamá-lo mais especificamente de ZUMBIDO INTRACRANIANO.

EV - Sigla de Estado Vibracional: Para entender o que é, imagine uma boa carga de sua própria energia vital, concentrada como se fosse uma bola energética, meio dentro, meio fora de você. Para provocar o EV, primeiro você visualiza esta bola percorrendo todo seu corpo, dos pés à cabeça, sem parar, em ida e volta, cada vez mais rápido, mais rápido... Nesse embalo, uma hora o EV de verdade pega no tranco, torna-se um processo automático (ou seja, seu corpo físico começa a vibrar, de forma incontrolável, e é como se uma corrente elétrica sem choques ou então calafrios, sem frios, o estivessem percorrendo), e vai ficando cada vez mais forte, até projetar seu corpo astral para fora do corpo físico.

Ok. Então vamos ao mecanismo da técnica projetiva.
A idéia é modular o ruído intracraniano e coordená-lo com um EV.

PROCESSO

Deite-se e relaxe um pouco. Contar de 1 a 60, de trás para frente, uma ou duas vezes, enquanto respira pausadamente, é uma boa técnica de relaxamento.

Depois disso, inicie o processo:

1. Imagine a tal bola energética percorrendo seu corpo, dos pés à cabeça. Faça isto conscientemente, por alguns minutos, depois deixe acontecendo em “segundo plano”.
2. Dirija sua atenção para o zumbido intracraniano.
3. Module o zumbido intracraniano, ou seja, faça com que ele se torne bem uniforme, alto e contínuo, como uma linha sonora que estivesse atravessando sua cabeça, de um ouvido ao outro. Da direita para esquerda, da esquerda para direita, em vai e vem, não importa. Do jeito que ele estiver zumbindo estará bom, desde que fique bem modulado. Ao mesmo tempo, não descuide daquele EV que você está fazendo em segundo plano.

É isso, e a coisa é mais fácil de fazer do que parece, quando a gente está deitado e de olhos fechados. Ao mesmo tempo em que você se mantém consciente do zumbido, deixando-o correr solto entre os ouvidos, você vai tentando fazer o EV pegar embalo sozinho. Ou seja, a idéia é você manter uma cruz energética ativa, dentro de si mesmo (um braço da cruz será a linha do zumbido entre os dois ouvidos, o outro será o EV, do alto da cabeça à ponta dos pés).

Esta técnica de irradiar a energia em cruz também servirá para imobilizar os olhos, fechados, num ponto só - o ponto dentro de sua cabeça onde os braços desta cruz se encontram.

Este ponto é importante, e poderá ser mantido como "único ponto de consciência", e/ou usado como porta de saída do corpo astral.

Deixe a cruz funcionando, e procure ir se soltando cada vez mais, procurando tornar-se um pequeno ponto semiconsciente, bem ali no eixo da cruz, apenas percebendo as vibrações. Vá se deixando ir, em direção ao sono.

Se com isto você - ainda acordado, meio dormindo ou logo que pegar no sono - entrar em EV, procure não se assustar. Aceite o EV, como quem conseguiu um objetivo desejado, mantenha-se calmo e apenas pense em “sair”.

Só com isto o corpo astral descolará do físico.

Lembre-se de que projeções não têm risco nenhum, e que nestas horas um medo bobo pode até frustrar uma experiência que, com certeza, seria inesquecível.

Pronto. Seu vôo já pode ser programado para hoje à noite. Boa viagem.

- Bene -
São Paulo, 30 de dezembro de 2003.

- Nota de Wagner Borges: Peço licença ao Bene para acrescentar uma nota de rodapé explicativa do que é um EV – estado vibracional. Talvez ajude a outros projetores a identificarem em si mesmos o que são essas vibrações que surgem acopladas aos processos projetivos.

- Estado vibracional: É um dos sintomas projetivos que muitas vezes antecede uma projeção da consciência. Trata-se da aceleração das vibrações do corpo espiritual em relação ao seu desprendimento do corpo físico.
A pessoa sente como se uma poderosa carga de eletricidade vibrasse velozmente por todo o seu corpo (muitas vezes com forte zumbido ou estridência dentro da cabeça)
Fazendo uma analogia para facilitar o entendimento desse sintoma projetivo, é algo semelhante ao funcionamento do motor de um carro a álcool. Quando está muito frio, o motorista precisa esquentar bem o motor para depois dar a partida com segurança de que o mesmo irá "pegar". Então, o carro faz aquele barulho característico do motor em funcionamento: "Vrummmm... Vrummmm... Vrummm..."
Da mesma forma, o corpo espiritual (psicossoma, perispírito, corpo astral) também acelera as suas vibrações para escapar da inércia do corpo físico (que apresenta um padrão vibracional mais lento devido a ser mais denso).
Podemos dizer que ele está esquentando a máquina para decolar para fora do corpo denso. Nesse instante, o projetor sente poderosas descargas energéticas varrendo internamente o seu corpo (e também atuando na soltura do duplo etérico, campo vibracional adstrito ao corpo físico).
Muitas vezes, tais descargas apresentam-se como se anéis energéticos envolvessem o corpo por fora em alta velocidade.

Texto <508><02/04/2004>

507 - MENSAGEM DO GASPARETO

Viver, como se fosse o último dia...

Trabalhar, como se fosse para Deus...

Gostar de todos, como se fosse amor...

Libertar-se, como se estivéssemos no fim de todas as dores.

Olhar tudo como se fosse obra de arte.

Caminhar, como se estivéssemos nas nuvens.

Abraçar a todos, como se fossem nossos filhos.

Perdoar, como se nunca tivéssemos sido ofendidos.

Desapegar, como se não tivéssemos mãos.

Cooperar, como se não houvesse luta.

Sorrir, como se tudo fosse uma brincadeira.

Recomeçar, como se fosse a última chance.

Em qualquer ação, o importante é fazê-la com classe, como se fosse pela primeira vez, consciente de que o tempo não volta e que tudo é para sempre.


- Luis Antonio Gasparetto -

- Nota de Wagner Borges: Gasparetto é meu amigo e colega de Rádio Mundial. É psicólogo, terapeuta, espiritualista, autor de vários livros de auto-ajuda e médium de pintura mediúnica (psicopctografia) internacionalmente conhecido.
continua

Texto <507><30/03/2004>

507 - PENSE...

Pense nas grandes massas, ainda sem o acesso ao esclarecimento espiritual.

Pense em quantas pessoas estão urdindo, agora mesmo, planos maquiavélicos na intenção de outras pessoas.

Pense naqueles que acalentam o ódio no coração e vertem o fel emocional pelo olhar ensandecido de ego.

Pense em quantos estudantes espirituais você já viu se afastarem do caminho por causa de questões ridículas, que nada mais eram do que arroubos de personalismo dos envolvidos.

Pense em quantas vezes você viu pessoas com excelente potencial espiritual desistirem por causa da falta de empenho e dedicação em seu próprio desenvolvimento.

Pense em quantas vezes você viu companheiros emanando farpas psíquicas contra outros colegas de senda espiritual, muitas vezes por questões tolas, que os levaram a projetar formas-pensamento doentias, filhas de seus egos feridos.

Pense em quantas vezes você viu colegas encarnados projetando emoções e energias pesadas na direção de alguém, e agindo piores do que muitos espíritos desencarnados obsessores.

Pense em quantas vezes você viu colegas doutrinando espíritos e pedindo-os para perdoar os adversários, sem que eles mesmos praticassem o perdão que tentavam exigir dos outros.

Pense em quantas vezes você viu estudantes espirituais chorando no cemitério por uma perda que nunca existiu, pois eles sabem que ninguém morre.

Pense em quantas vezes você viu médiuns com medo de espíritos.

Pense em quantas vezes você viu componentes de grupos espirituais faltarem levianamente às reuniões que participavam.

Finalmente, pense em quantas oportunidades foram perdidas ao longo da vida, e quantas chances de crescimento espiritual foram deixadas de lado.

Pense nas pessoas que se arrastam pela vida apenas sobrevivendo, sem pensar, sem sentir, sem poder levantar o véu das coisas espirituais, e sem conseguir sair do atoleiro material ou emocional em que se enfiaram.

Pense nisso tudo, e erga os pensamentos ao Alto, que lhe deu a chance de perceber que há algo a mais do que apenas comer, beber, dormir e copular cegamente pela vida, e agradeça por todas as oportunidades de aprendizado, mesmo aquelas que lhe foram provas difíceis na jornada.

Pense que a vida está passando e a morte não tem hora para chegar... Não sabe quanto tempo lhe resta...

Pense... E agradeça!*

PS. Logo após eu digitar essas linhas, surgiu um dos espíritos da Cia. do Amor** e me ditou o seguinte:

"Quem martela demais a mente, amarrota os pensamentos.

Quem pisa demais nos sentimentos, deixa pegadas de dor por onde vai.

Quem pisa na bola espiritualmente, perde a jogada, e faz gol contra.

Quem pensa e agradece ao Papai do Céu pelo trabalho espiritual que abraçou com amor e coração, não faz bobagens, pelo contrário, só faz golaços e joga bem nos campos da vida.

Os seus ‘passes’ são luminosos, é craque da vida, e a toda hora dribla o mau humor e enfia a bola por entre as pernas do ego.

Quem não corre do jogo espiritual, nem nega fogo no serviço pelo qual é responsável, é craque de Deus.

E a bola das experiências continua rolando pelos campos da vida...

O craque não pisa nela, e ela gosta dele, pois os seus ‘passes’ são luminosos."

(Esses escritos são dedicados aos trabalhadores e estudantes espirituais, de todas as linhas, que batalham sem esmorecer por climas melhores na existência, e que não fogem da senda espiritual por motivo algum, pois sabem que sem isso todo o resto ficaria muito pobre e sem viço.)


- Wagner Borges -

São Paulo, 28 de março de 2004, às 02h39min.

* Escrevi esse texto logo depois de reler uma bonita mensagem que recebi de um filósofo extrafísico, em 1999. A mesma já foi postada no site, no mesmo ano, mas estou reproduzindo-a novamente aqui para apreciação em conjunto com o texto de agora.
continua

Texto <507><30/03/2004>

506 - O AMOR DO CRISTO VIVO

- por Maurício Santini -

O Cristo não quer espirrar sangue na sua cara! O Cristo não deseja a celebração da imagem do Gólgota. O Cristo não quer que você O acompanhe no Seu calvário nem nas estações de terror da Via Dolorosa. O Cristo não promove massacres nem sessões de tortura. O Cristo não culpa ninguém!

O Cristo está vivo, solte-O da sua cruz!

Tire os cravos que perfuram infames as Suas mãos. Deite, nas Palmas do Mestre, as lágrimas perfumadas de amor pela Sua causa. Com cuidado, retire a inclemente coroa de espinhos da Sua cabeça e orna Seus cabelos com flores do campo.

Lave Seu rosto com as águas do Jordão límpido e, com seu manto, enxugue Sua face tingida de púrpura. Certamente, Sua Verdadeira Imagem se imprime mais no coração do homem do que na santidade de um Sudário!

Limpe as Suas feridas e chagas e beije Seus olhos. Unge-Os com o bálsamo da alegria e o ungüento da paz e esquece de toda a dor! O Cristo não pede que você se crucifique por Ele e sim que viva por Ele. Viva Nele!

Queime essa cruz de madeira, enterre essa cruz de metal! O que importa não é como, quem ou qual o por quê que Jesus foi morto, pela simples razão de que Ele jamais esteve morto! Cristo está vivo, remove você a pedra do Seu sepulcro!

É hora de brindar o Amor do Cristo Vivo! Faça-O com a taça do seu coração!

Cristo não voltará um dia à Terra, Cristo jamais Se foi!

(Inspirado no infeliz massacre sangrento do filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson.)


São Paulo, 25 de março de 2004.

Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos, e sempre me emociono com os seus textos brilhantes e cheios de daquele algo a mais que só os grandes escritores e poetas possuem.

Para ver outros textos dele, basta entrar em sua coluna na revista on line de nosso site (www.ippb.org.br)

Texto <506><25/03/2004>

506 - PEQUENO RECADO PARA UM DEFICIENTE FÍSICO

A vida apresenta diversas maneiras de ensinar às consciências em evolução o caminho da maturidade. Às vezes ela usa como instrumento de iluminação do caminho, o processo da dor e da adversidade. Por isso, não leve em conta o seu estado físico atual. O que representa o seu corpo físico transitório perante a sua essência: um espírito imortal e diretor do seu próprio destino infinito?

No íntimo de sua consciência existe um imenso potencial espiritual latente a ser melhor desenvolvido e explorado, para o seu próprio benefício e da coletividade. Nunca se menospreze, em nenhuma circunstância.

Você pode até pensar que tenha sido ruim o que lhe aconteceu, mas há pessoas num estado bem pior. Você está com o lado esquerdo do corpo paralisado, mas a sua vontade está livre para movimentar-se e criar grandes coisas.

O lado direito de sua cabeça está danificado, mas sua mente está intacta, pronta para alçar vôos dignos na casa da maturidade.

Há pessoas que, mesmo possuindo um corpo em perfeitas condições fisiológicas, não têm uma vontade tão forte como a sua, e embora tenham a livre capacidade de movimentação, não estão livres das presilhas psicológicas que as acorrentam a um mundo mental ínfimo e deformado.

A experiência que a vida está lhe dando é dura, mas é também enriquecedora para o seu processo interno de crescimento consciencial, bem como para as pessoas que convivem com você. Aproveite esta vivência da melhor maneira que puder, pois o que representam alguns anos de sacrifício habitando um corpo danificado, diante do alto grau de paciência e fibra que você está adquirindo, através das inúmeras dificuldades que esse corpo lhe oferece?

Lembre-se que você é um espírito imortal e que irá levar para os planos extrafísicos, após a desativação do soma*, os valores e habilidades que esta experiência está lhe dando.

O projétil que perfurou a sua carapaça craniana não danificou sua vontade de viver nem a sua bondade e alegria interior. Trate de exteriorizar essas suas qualidades para a melhoria das pessoas no mundo. A vida precisa de pessoas como você.

Não perca tempo: arranje uma atividade que auxilie os outros e faça você crescer mais ainda. De início, então, que tal imaginar a força da vida fluindo através de suas capacidades energéticas em favor do benefício dos outros, como um dínamo gerador de eletricidade curativa, ou tal qual uma usina de força mental a gerar pensamentos maravilhosos em prol da coletividade?


Boa sorte!

- Dr. Luiz Raphael** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Rio de Janeiro, 10 de setembro de 1990.)

PS: Um dia após eu ter recebido esse recado para um amigo que ficou deficiente físico em decorrência de um ferimento à bala na cabeça, enquanto passava a limpo os escritos, um dos espíritos da Cia do Amor*** apareceu e ditou-me o seguinte:

“Amigo, não fique sentido
Por não ter morrido,
Pois pior do que isso,
Foi ter, de novo, renascido.

Vá em frente,
Que a vida ficará contente.
Não deixe de contar com a gente
Nem com o poder de sua mente.

Relaxe e sorria da desgraça.
Trate-a com muita graça
E seja mais um ser bondoso
A espalhar amor pela praça.”

- Cia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor.

* Soma (do grego): Corpo físico.

** Dr. Luiz Raphael: Médico espiritual especialista em assistência extrafísica e exímio manipulador de energias.

*** A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos.

Em sua grande maioria, são poetas e muito bem-humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Texto <506><25/03/2004>