499 - O CAMINHO DA PRÁTICA

Certas coisas só passam da fé para a certeza pelo Caminho da Prática.
Lembro-me bem da primeira vez em que tive uma experiência fora do corpo, e assustado fiquei olhando com rabo de olho aquele outro na cama, que parecia, mas não era o meu verdadeiro “eu”.
Recordo-me melhor ainda do dia em que fechei os olhos e vi os meus centros de energia girando pelo meu corpo, e em multicores esses tais chacras passaram de coisa de místico para coisa tão real quanto meus cabelos, tão real quanto aquela energia em volta das pessoas no ponto do ônibus, no banco ou na praça. Energia que parecia ter vida própria e mudava de cor, à medida que um sorria ou outro chorava.
Tudo isso pelo Caminho da Prática. Caminho esse que assusta até quem é mais veterano de jornada e lhe prova na vigília que algumas coisas são realmente
verdades, enquanto outras são uma furada. Foi por esse Caminho que novamente descobri outra certeza, se bem que essa eu preferia que continuasse apenas sendo crença.
Estávamos indo, minha esposa e eu, para o supermercado, quando senti uma sensação de ódio pelo ar. Era como se fosse uma brisa que envolvia a gente e tocava nas pessoas que estavam ao nosso redor. Não havia nada de errado com a gente para que eu sentisse aquilo a nossa volta. O nosso dia estava bem bacana e não havia qualquer razão para que essa sensação ruim nos atingisse, e embora minha esposa não tivesse ainda percebido, a sensação estava nítida no ar.
Ao mesmo tempo em que sentia isso, percebi por intuição uma outra onda que parecia querer me alertar e sussurrava em meu ouvido: “cuidado!”.
A essa altura, não mais escutava minha esposa, que ainda parecia não ter notado, e só passei a observar que por onde quer que passássemos as pessoas pareciam estar alteradas e prontas para brigar e reagir à primeira provocação.
A sensação durou por toda a jornada para o mercado até a volta para casa, e eu pisando em ovos, mantendo a atenção redobrada para não entrar em atrito com ninguém, pois sabia que não ia resultar em coisa boa. Sei lá como, apenas sabia que sabia.
Mais tarde, já em casa, comentei com a Auri sobre o que tinha sentido, achando que tinha viajado na maionese e estávamos salvos. Disse-lhe:
“O que houve é que senti que alguma coisa ruim estava prestes a ocorrer e nos atingir. Não comentei nada para não lhe assustar, mas desde que saímos de casa tinha a impressão de que o mundo ao meu redor estava me alertando para tomar cuidado com algo. Não sei muito sobre sincronicidade ou todas essas idéias, mas sei quando a intuição vira alerta, e pareceu que eu estava lendo o mundo me pedindo para manter a calma, porque algo iria tentar nos abalar, mas graças a Deus não era mesmo nada.”
Já era tarde da noite e fomos meditar juntos. Sons de mantras, boa sintonia, sono vindo e a gente deita; quando quase-dormindo, ouvimos o som do celular, e era uma mensagem.
Ela levanta, olha o celular e parece estar alterada. Peço que ela leia e escuto atento enquanto as palavras vão ferindo meu coração como navalhadas na alma, quebrando a harmonia do nosso leito ainda brilhando ao som dos mantras.
Um mal-entendido bobo, uma amizade que por cobranças abusivas passaram de respeito para ameaça; uma vingança boba em palavras enviadas pelo telefone, que começaram a fazer estrago desde cedo, com o único intuito de abalar, de desestabilizar quem está com a consciência limpa e em paz.
Perdemos o sono e o sossego, começando a discutir sobre amizades que se tornam grandes problemas e se vale mesmo à pena tentar ajudar as pessoas ao nosso redor. Tento acalmá-la, mas estou alterado, e decido então tentar relaxar, me concentrar na minha respiração, num mantra ou numa visualização que me acalme, mas é tarde demais e já mudei de faixa; entrei na sintonia distorcida e meu “rádio mental” começa a captar sons, gritos, ecos e ameaças, tudo tão alto que parecem estar ecoando dentro do quarto. Vozes que são reais demais para serem apenas coisa da cabeça.
Sempre soube que uma dia minha clariaudiência* despertaria, mas não dessa forma, não captando tanta coisa ruim enviada. Culpo a mente, pelo dom que não pedi e esqueço que tudo é sintonia; pois se estou captando ondas AM, basta mudar para FM e ouvir o que está tocando por lá. É o que faço. Demoro, mas consigo dominar o dial da minha rádio, e vou sintonizando, acalmando, respirando, visualizando e viajando para o mundo de dentro que abre a porta para o mundo de fora.
No dia seguinte, voltamos a conversar sobre o assunto e ficamos assustados com o fato de que uma simples mensagem tivera tanto poder e em como entramos no clima de ódio, mesmo tendo sido avisados. Palavras de ódio ou de amor têm mesmo o poder de criar ou destruir. E por mais que não tenha sido uma lição tão agradável assim de se absorver, penso novamente nesse Caminho da Prática e em como ele transforma teoria em ação, fé em certeza. E é por esse Caminho que descubro que tão real quanto os chacras girando, aura dilatando, e estar fora do corpo me olhando, é quando você descobre que o mundo realmente fala, que sintonia é tudo, e que como diz a galera mais veterana de casa: “Assediador que vive aqui nesse mundo é bem pior do que os que morreram e vivem do lado de lá”.


- Frank -
Londres, 03 de fevereiro de 2004.

* Clariaudiência: É a capacidade de escutar sons e manifestações parapsíquicas.

Texto <499><02/03/2004>

499 - AMPARO A GALOPADAS

Quando estamos viajando, minha esposa e eu costumamos sempre realizar exercícios energéticos antes de dormir no lugar em que vamos passar a noite, porque sabemos que assim que dormimos, nossos corpos astrais vão se deparar com as energias do lugar, que nem sempre são das melhores.
Se temos sorte e a sintonia é boa, saímos da energia do quarto direto para outros lugares com energias compatíveis com a nossa, mas se estamos mesmo azedos e cheio de encrencas internas que não conseguimos resolver até a hora de dormir, o sono promete surpresas que não gostaríamos mesmo de lembrar.
Outro fator bem importante ao dormir em ambientes não-familiares, é o fato de que há pessoas que moram naquele lugar (legais ou complicadas, pouco importa), e para eles, nós é que somos os intrusos. Sabendo disso e depois de diversas experiências frustradas de caça-fantasmas, onde queríamos limpar o ambiente, percebemos que é possível uma convivência tranqüila entre quem está vivo e está de passagem, com quem está também “vivo”, mas vive ali permanentemente, se é que vocês me entendem.
Para tanto, o que combinamos foi de realizar os nossos exercícios sem querer expulsar ninguém do lugar, e com isso ficamos nos sentindo bem. Mas se o morador do lugar quiser pegar carona na energia gerada, a decisão é dele e não algo forçado só para garantir que não sejamos incomodados.
Naquela noite, fizemos as práticas habituais, mas eu sentia que algo estava errado comigo, e eu sabia bem o motivo. Havia chovido todo o dia, os planos de viagem não funcionaram naquele dia e estávamos hospedados no meio de uma cidade na costa do País de Gales, milhas distante do lugar onde deveríamos estar, a região das montanhas onde havia ruínas de vilas celtas. Foi o bastante para me deixar frustrado, e para que minha mente reclamasse mais do que ficar em paz para dormir.
O resultado foi que, enquanto minha esposa deveria estar se projetando a jato pelo teto para outros planos, eu estava preso dentro desse plano e dentro do
corpo. Sentia o estado vibracional (1) e estava preparado para sair, mas ao mesmo tempo tentava sair e voltava, inúmeras vezes, feito um iô-iô. E lá pelas tantas, um sujeito desencarnado que deveria estar por lá só observando veio tirar uma casquinha da minha inabilidade de manter distância astral do corpo.
Quando o sujeito se aproximou, senti na hora o “sentido de aranha” avisando que eu iria ser atacado. Mas como eu devia estar mais “aqui do que lá”, não consegui ver quem era, embora ele conseguisse me ver muito bem e não demorou muito para me atacar. Foi quando senti uma forte pressão no chacra sexual e arrepios por toda espinha.
O ataque continuou enquanto eu tentava me afastar, até que sem conseguir sair, me joguei de vez de volta para dentro do corpo, e aí ocorreu tudo aquilo que eu não queria, mas que é sonho de todo assediador extrafísicos: entrei em catalepsia (2), sem conseguir me mover, mas sentindo tudo ao meu redor, tanto desse lado quanto do lado de lá. Paralisado, eu sentia que estava sendo drenado energeticamente do estômago para baixo, e eu não conseguia pensar em nada para me defender e sair daquele apuro. Sabia das técnicas de defesa vibracional, mas não conseguia terminar o pensamento nem o comando mental, pois tinha entrado em pânico.
Passara por aquela situação antes e nada daquilo era novidade, mas estava deixando de lado uma regra simples na defesa astral: quando as técnicas “saírem para passear”, lembre-se apenas de que assediador extrafísico odeia poesia. E apesar de não ter condições de recitar Drummont ou Vinicius de Moraes, eu
sabia o quanto o nome de Krisha ou de Jesus formavam versos e versos de energia ao meu redor, e o cara não ia conseguir ficar impassível com tanto amor que os nomes desses caras fazem circular em volta da gente. O problema era que eu sequer conseguia repetir o nome de um dos dois, e na minha confusão mental eu confundia um nome com o outro e ficava uma mistura de Crishna ou Krishto, e à medida que eu continuava essa repetição confusa na minha mente, percebi que o problema virou vantagem e tinha criado um mantra infalível, melhor ainda, comecei a notar que o meu mantrazinho misturado estava sendo acompanhado por uma gaita de fole, era como se algum músico maluco de World Music tivesse aproveitado minha mistureba para criar um som ainda mais maluco: uma canção com mantras orientais e fundo musical Celta.
Fui ganhando confiança enquanto notava que ficava cada vez mais lúcido, e já sentia que podia sair daquele estado de paralisia. O cara ou a cara, ou seja lá quem fosse aquele assediador foi se afastando (apesar de não vê-lo, senti que não estava mais sendo drenado), e o som Celta ainda continuava ecoando pelo ar mixado com a minha voz mental, que a essa altura lembrava já o Krishna Das, cantor de Bhajans e Mantras indianos.
Não vi quem me atacava, assim como também não vi quem tocava a musica que ainda estava no quarto quando abri os olhos no físico. Fiquei imaginando
aquele amparador extrafísico daquela região como um músico astral que carregava música por onde quer que fosse.
Quando minha mulher acordou, antes que eu tivesse perguntado se ela tinha sentido algo, ela já foi falando que tinha sentido gente no quarto enquanto dormia e que foi atacada também. A partir daí não se lembrava de mais nada, mas se recordava de que um cavaleiro a tinha salvado. Na hora pensei com orgulho que esse cavaleiro só podia ter sido eu, mas quando lembrei do som celta percebi que o crédito não era meu, e sim de algum Cavaleiro Celta Astral daquela região do Reino Unido que ajuda pobres casais em apuros e em perigo de ser atacado por monstros astrais, e que vem a galopadas tocando sua música ao primeiro som ou sinal de sintonia.

- Frank -
País de Gales, 19 de janeiro de 2004.

Notas de Wagner Borges: Peço licença ao Frank para acrescentar duas notas de rodapé explicativas do que é o estado vibracional – EV e a catalepsia, dois dos principais sintomas projetivos. Talvez ajude a outros projetores a identificarem em si mesmos o que são esses sintomas que surgem acoplados aos processos projetivos.

1. Estado vibracional: É um dos sintomas projetivos que muitas vezes antecede uma projeção da consciência. Trata-se da aceleração das vibrações do corpo espiritual em relação ao seu desprendimento do corpo físico. A pessoa sente como se uma poderosa carga de eletricidade vibrasse velozmente por todo o seu corpo (muitas vezes com forte zumbido ou estridência dentro da cabeça)
Fazendo uma analogia para facilitar o entendimento desse sintoma projetivo, é algo semelhante ao funcionamento do motor de um carro a álcool. Quando está muito frio, o motorista precisa esquentar bem o motor para depois dar a partida com segurança de que o mesmo irá "pegar". Então, o carro faz aquele barulho característico do motor em funcionamento: "Vrummmm... Vrummmm... Vrummm..."
Da mesma forma, o corpo espiritual (psicossoma, perispírito, corpo astral) também acelera as suas vibrações para escapar da inércia do corpo físico (que apresenta um padrão vibracional mais lento devido a ser mais denso)
Podemos dizer que ele está esquentando a máquina para decolar para fora do corpo denso. Nesse instante, o projetor sente poderosas descargas energéticas varrendo internamente o seu corpo (e também atuando na soltura do duplo etérico, campo vibracional adstrito ao corpo físico).
Muitas vezes, tais descargas apresentam-se como se anéis energéticos envolvessem o corpo por fora em alta velocidade.

2. Catalepsia: Esse fenômeno causa medo em muitas pessoas, mas é muito mais comum do que se pensa. A pessoa acorda no meio da noite (ou mesmo numa soneca durante o dia) e descobre que não consegue se mexer. Parece que uma paralisia tomou conta do corpo. Ela não consegue mexer um dedo sequer. Tenta gritar para chamar alguém, mas não sai voz nenhuma. A pessoa luta tenazmente para sair desse estado, mas parece que uma força invisível tolheu-lhe os movimentos. Inclusive, pode ter alguém deitado do lado e não perceber nada do que está acontecendo. Dominada por aquela paralisia, a pessoa grita mentalmente: "Eu tenho que acordar! Isso deve ser um pesadelo!"
Mas ela já está acordada, só não consegue se mover. Devido ao pânico que a pessoa sente, seus batimentos cardíacos se aceleram. A adrenalina se espalha pela circulação e estimula o corpo. O resultado disso é que a pessoa recupera os movimentos abruptamente, normalmente com um solavanco físico (espasmo muscular). Em poucos momentos, seu cérebro racionaliza o fato e dá a única resposta possível: "Foi um pesadelo!"
Algumas pessoas mais impressionáveis podem fantasiar algo e jogam a culpa da paralisia em demônios ou seres espirituais. Na verdade, a pessoa acordou no meio de um processo vibratório decorrente da mudança do padrão de vibrações do corpo espiritual em relação ao corpo físico. Ela acordou em um estado transicional dos corpos. Simplesmente, ela despertou para uma situação que ocorre todas as noites quando ela dorme. Antes, ocorria com ela adormecida, e naquela situação ela acordou bem no meio da transição. Se a pessoa ficar quieta e não tentar se mover, sentirá uma sensação de flutuação por sobre o corpo.
Ocorrerá um desprendimento espiritual consciente! E então ela poderá comprovar na prática de que aquilo é realmente uma saída do corpo. Verificará por ela mesma de que não se trata de doença ou coisa do demônio.
Se ela não quiser tentar a experiência, é só tentar mover o dedo indicador de uma das mãos ou uma das pálpebras, assim ela recupera o movimento tranqüilamente.

Texto <499><02/03/2004>

499 - PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA

"Quando, durante o sono, a sua alma abandona o corpo, ela não permanece inativa: viaja, contempla a imensidão, comunica-se com os espíritos celestes, se reforça no conhecimento do amor, da sabedoria e da verdade. Quando volta, traz consigo a lembrança de todas essas riquezas e procura registrá-las no cérebro.

Mesmo que vocês não se lembrem imediatamente, como essas grandes verdades deixam um registro etérico, mais cedo ou mais tarde, acabarão tomando consciência delas. Por isso, acontece de vocês receberem, de repente, a comunicação de algumas verdades sublimes que, seguramente, já estavam
dentro de vocês, no seu inconsciente há muito tempo. Não havia chegado até aquele momento, a hora de estarem conscientes disso, mas de repente, surgiu o momento propício onde o seu cérebro se encontrava nas melhores condições, e essa verdade veio à tona.

Se vocês quiserem que essas experiências se tornem cada vez mais freqüentes, devem introduzir uma grande disciplina na sua vida, pois só no momento em que se habituarem a trabalhar com o corpo físico para purificá-lo e torná-lo sensível, a sua alma poderá registrar com mais facilidade as verdades sublimes."


- Omraam Mikhaël Aïvanhov* (1900-1986)

* Para maiores detalhes sobre o trabalho do mestre Aivanhov, ver sua coluna na seção de amparadores de nosso site. Há outros textos dele na seção de “Textos conscienciais” e também na seção de “Pensamentos do dia”. E para ver os diversos textos dele já postados antes, basta clicar o nome “Aivanhov” na seção de busca por nomes do site. Daí surgirão diversos textos dele postados ao longo dos anos como textos enviados periodicamente.

Texto <499><02/03/2004>

498 - CONSCIÊNCIAS FELIZES: PRESENTES DE LUZ

Caro leitor, em primeiro lugar, tenha consciência de que você não é esse corpo denso.

Você é um SER de luz se expressando por meio de um instrumento terrestre, por um tempo, e de acordo com a sua necessidade de aprendizado.

Você não nasce nem morre. É um SER imperecível.

Você já existia antes do corpo ser formado, e prosseguirá vivo depois que ele for desativado. Você apenas entra e sai dos corpos perecíveis, ao longo da fieira evolutiva.

Você é LUZ! Você é um cidadão do universo! Você é consciência!

Você é um presente de luz, mas precisa desembrulhar-se do pacote do medo e das amarras do sofrimento. Você não precisa evoluir pela dor, pois tem potencial para crescer pelo uso da inteligência criativa e pelo exercício dos sentimentos nobres em prol de vivências mais progressistas.

Chega de dor! Chega de repetir padrões antigos e desgastados! Deixe o passado de culpas, e só aproveite a experiência adquirida.

Renove-se, meu caro!

Evolua por inteligência e amor, seja feliz!

Não deixe as ondas negativas embrulharem o seu presente, pelo contrário, abra o pacote e revele a sua luz.

Assuma sua condição de avatar (1) da vida e cante a glória que você carrega em si mesmo. Não dependa de forças exteriores para exercer o seu direito de ser feliz. Isso é coisa de foro íntimo, intransferível, é estado de consciência interior.

Deixe o peso do passado e eleve-se sobre as cinzas de seus infortúnios anteriores. Flutue... Sem culpa... Sem julgamento... Tire experiência e siga em frente...

O mundo está cheio de pessoas pessimistas, pois se deixaram embrulhar nas faixas da dor, da culpa e do medo de ser feliz. Deixaram a própria glória ser engolfada pelos apelos infelizes do ego negativo.

Essas pessoas também são presentes de luz, mas esqueceram disso.

E muitas delas mudam de plano e carregam sua infelicidade para os planos extrafísicos. Choram após a morte o tempo perdido em tantas atitudes infantis. Lamentam-se de tantos atos praticados em prol do prejuízo alheio.

Você que sabe que é ESPÍRITO E LUZ, lembre-se dessas pessoas do Mundo Terreno e do Mundo Astral. Abra o seu pacote e compartilhe sua luz com elas.

Jamais as julgue, apenas abra o pacote e deixe a LUZ despertá-los.

Você, que é um presente consciente e que sabe de sua real natureza, faça sua parte: irradie sua luz por todos os poros do corpo, expanda seus pensamentos e sentimentos em todas as direções, e comunique a sua felicidade a todos os seres da Criação.

O passado se foi, e com ele a culpa e a dor; e o futuro depende de suas ações presentes. Logo, é o presente que interessa, pois é nele que se corrigem as falhas anteriores, e é nele que se forja o futuro mediante a ação sensata e criativa. Por isso, não seja um viajante do tempo, indo para a autoculpa do passado ou indo para a ansiedade de um futuro que ainda não existe.

Esteja presente no presente. E seja um presente, sempre!

Limpe a mente e o coração, flutue... Na glória... E seja feliz!

Perdoe, e se perdoe também.

Quando a alma é generosa, tudo se transforma em presente.

Você merece ser feliz: ABRA O PACOTE!

Você é LUZ: Não permita que as atitudes mesquinhas (suas e dos outros) diminuam o seu brilho.

Você depende de si mesmo para ser feliz; A vida é sua!

Você é amado por outras consciências (terrestres e extraterrestres, encarnadas e desencarnadas) que também são presentes e abriram os seus pacotes luminosos. Honre esse amor e faça-os mais felizes, sendo você mesmo mais feliz.

Você é um espírito, mas jamais esqueça de agradecer à Mãe Terra pelo valioso instrumento de aprendizado que ela lhe emprestou por um tempo. Trate bem do seu corpo, e honre-o como a Morada do Supremo.

Você sabe que tem muito a aprender, mas também já sabe que é um presente celeste aberto no mundo. Agradeça ao Alto pelo despertar.

Você sabe: quando a alma é generosa, o amor acontece e tudo se transforma. O passado deixa de ser um peso, a ânsia desaparece, e o presente se faz presente.

Você sabe: ninguém nasce, ninguém morre. É só a luz que entra e sai.

Você sabe: paraíso e inferno são estados de consciência, cada um carrega o seu dentro de si mesmo.

Você sabe: não é o planeta ou o corpo que lhe prendem espiritualmente. São suas culpas, seus medos e seus dramas que lhe causam dor.

Você sabe: que há seres invisíveis bondosos que lhe ajudam sutilmente. Mas também sabe que eles não podem viver ou passar pelas provas por você. Eles ajudam no que for possível, mas a vida é sua, e os seus resultados também.

Você sabe: que o guru é legal, o amparador espiritual é luminoso, o mestre é sereno, e o anjo é majestoso. Mas também sabe que você precisa fazer a sua parte corretamente, enquanto eles fazem a deles, e daí, quando todos estão fazendo bem sua parte, rola aquela sintonia maravilhosa, fruto interdimensional de consciências que trabalham juntas em prol de objetivos sadios. Consciências que são um PRESENTE (2).

Você sabe que é uma consciência imperecível, um SER de luz.

Por isso mesmo, mais uma vez eu lhe digo: ABRA O PACOTE E SEJA FELIZ!


(Esses escritos são dedicados àquelas pessoas, independente de raça, sexo, religião ou condição, que trabalham em prol de climas melhores na existência, mesmo em meio a tantos problemas, e que insistem em passar e fazer coisas boas na vida, mesmo que ninguém entenda, e que ainda lhes digam que não vale a pena o esforço. Mesmo assim, elas persistem. Elas são presentes!)

PS: Escrevi essas linhas sob a inspiração de um amparador extrafísico que não quer ser identificado. Segundo ele, o que importa não é quem é o autor, mas sim que o leitor fique feliz e saiba que é um presente de luz.
De minha parte, agradeço ao Papai do Céu por todas essas oportunidades de ser feliz enquanto compartilho com os outros esses escritos conscienciais. Graças a Ele descobri, que mesmo tendo muitas deficiências, o meu pacote está aberto, e tem muita luz irradiando dele.
Sejamos felizes, todos nós.

- Wagner Borges -
São Paulo, 26 de fevereiro de 2004, às 20h04min.

1. Avatar (do sânscrito): Emissário divino.
2. Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me dos ensinamentos que um mestre extrafísico me passou recentemente durante uma vivência espiritual na cidade de Salvador:

"MAGIA É LUZ.
AMOR É PRESENÇA.

LUZ E AMOR: VIDA!
MAGIA E VIDA: PRESENÇA.

EM CADA CANTO DA NATUREZA
ECOAM ESTAS PALAVRAS:

MAGIA: AMOR E LUZ!
VIDA: PRESENÇA!
LUCIDEZ: CONSCIÊNCIA!"

Texto <498><27/02/2004>

497 - ONDE QUER QUE TU ESTEJAS, FRANCISCO DE ASSIS

Onde quer que tu estejas, Francisco,
Estás semeando as sementes do Amor,
No coração tão sofrido da humanidade.

Onde quer que tu estejas, Francisco,
Sei que andas consolando as pessoas.
Vejo e sinto quantas lágrimas tu fazes verter.

Onde quer que tu estejas, Francisco,
As flores sorriem e dançam para ti, Paizinho do Amor!

Onde quer que estejas, Francisco,
Os religiosos apegados à matéria e os poderosos
Financeiros exploradores do povo faminto
De água, comida e amor,
Ajoelham-se para ti, Ó amante da Mãe Terra!
Eles se ajoelham para seguir teus exemplos.

Onde quer que tu estejas, Francisco,
Arrastas tu os corações prostituídos para
A senda do Amor.

Ah, Paizinho, que pegadas bonitas as tuas.
Nessa Estrada do Amor que tanto tento
Saber qual é!

Essa Estrada do Amor que está dentro
De nós mesmos,
Mas como é difícil de ver!

Oh, Paizinho de meu cardíaco,
Sustenta meus pensamentos
Dos raios do Sol de Deus.

Oh, Paizinho, vejo o senhor acariciando
O lobo que dominastes simplesmente
Com teu AMOR!

Ah, Paizinho, que tal domesticar o meu lobo interior,
Para entrar de pé firme na Estrada do Amor?!?!

Ah, Paizinho...
Oh, Francisco de Jesus...
Oh, Francisco de Deus...
Amor... É teu nome!...

(Dedico este poema ao Amigão Wagner Borges)

- Washington da Silva -
São Paulo, 13 de fevereiro de 2004.

PS: Escrevi esse texto ouvindo o belo CD "Meditação", da grande cantora baiana Cássia Aguiar.

Washington da Silva é professor de Português e Literaturas Brasileira e Portuguesa há mais de dez anos. É praticante de Yoga e amante da cultura da Antiga Índia, país que muito marcou a sua alma.
É muito interessado na Filosofia do Tantra, especialmente as escolas que estudam e praticam o Maithuna (alquimia sexual). Apesar de amar várias filosofias da Índia, está sempre disposto a aprender tudo de outras escolas filosóficas espirituais ou não, a fim de colocar em prática na vida cotidiana.
Atualmente, está dedicando-se ao Daime Xamanismo e aprendendo a ver a Natureza e a vida de outras formas...
É integrante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site (www.ippb.org.br).

Texto <497><26/02/2004>