491 - ABRAÇOS

Foi constatado pelo meu coração que as pessoas deveriam se abraçar muito mais. Um abraço vale mais do que mil palavras! Vale mais do que um beijo.

O abraço é capaz de unir coração com coração, peito com peito, pranto com pranto. São braços que se entrelaçam, são corpos inteiros que se imantam, são mãos que se cruzam e que acariciam você por detrás do coração.

Existem abraços de todos os tipos: os duros, dados por aqueles que temem; os macios e acolchoados, ofertados pelos que se entregam; os distantes, daqueles que abraçam você com meio corpo e os vazios, por aqueles que não completam você. Mas, verdade seja dita, o abraço é a maior expressão física do amor. Você até pode beijar as pessoas com os mais variados motivos: o carinhoso, o sensual, o trivial, o traidor... Entretanto, não se consegue abraçar fortemente uma pessoa que não se sente.

O abraço é o elo mais profundo. É o que faz você chorar de vez em quando. É a explosão da alegria de um gol. É o gesto inicial do encontro e a palavra final da despedida. É o momento natural quando somos capazes de nos entregar de peito aberto. O abraço é mediúnico, quando incorporamos, em nós, um ser humano.

Quando você me abraça, o mundo se enche de graça!

Quando você me acarinha, meu peito se aninha ao seu!

Quando sinto o seu abraço, um forte laço se faz entre nós!

Abraços.

- Maurício Santini -
São Paulo, 09 de janeiro de 2004.


Texto <491><04/02/2004>

490 - PRESENÇA DE AMOR

Divina Presença,
Na eternidade desse momento,
Deixo o coração viajar na canção.

A mente é incapaz de cantar e
De compreender essa vastidão de amor.
É o coração que canta em seu céu e
Recebe aquela emanação silenciosa
Em forma de orvalho criativo.

Só ele é capaz de decolar na
Nave do amor e viajar pelas estrelas
De sua paz imperecível.

Estamos juntos, não é mesmo?
Sempre estivemos, mas só o coração
É que sabia disso.

A variedade das experiências sensoriais
Formou uma barreira ilusória em nossas percepções.
Mas, o coração, menino esperto e filho direto do amor,
Sentia sua Presença.

Em meio à confusão sensorial,
Ele sempre cantou o seu amor.
Mas, quem escuta a voz do silêncio
Ecoando na câmara secreta do coração?

Quem escuta os suaves acordes da paz
Emanando do cerne da própria alma?
Quem percebe os dedos divinos dedilhando
As cordas de seu próprio coração?

Divina Presença,
Como descrever o Inefável?
Os olhos não o vêem, mas que amor é esse
Que está brilhando em tudo?

Os ouvidos não o escutam, mas que canção
É essa que viaja no silêncio?

Os dedos não o tocam, mas sinto que toco
Sua essência ao tocar os outros.

Você não está só no Cosmo, está aqui!
Suas estrelas somos todos nós.
Somos Você, tudo é Você!

O que dizer mais?
Palavras limitadas não descrevem o Infinito.
Apenas o amor é que poderá dizer algo,
No silêncio... No silêncio... No silêncio...

E também o coração, menino esperto,
Que só fica cantando e dizendo:
Tudo é ELE! Tudo é ELE! Tudo é ELE!

É só o amor que nos leva...

(Esses escritos são dedicados à Helena e à Maria Luz, as duas filhas-
estrelinhas que o Papai do Céu me emprestou por um tempo de vida para
que eu as eduque como minhas filhas também.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges -
Jundiaí, 01 de janeiro de 2004.
<Texto 490><30/01/2004>

490 - VIAJANDO NAS ONDAS DO AMPARO SERENO E FRATERNO

São agora 19h50min do dia 31 de dezembro de 2003.

Estou de férias num sítio em Jundiaí com um grupo de amigos.

Enquanto eles estão assistindo a um filme na sala da casa principal, eu estou na casa dos fundos, sentado em frente à piscina.

Sinto vontade de escrever e ligo o note-book. Passo a limpo um texto antigo e fico olhando à toa para uma névoa fina que está descendo por aqui. Ligo o som e coloco um belo CD de rock progressivo italiano (1) para escutar e curtir a beleza do momento mágico do crepúsculo, o momento do dia que mais aprecio, mesmo com a chuva fina que agora cai misturada na névoa tênue.

Enquanto curto a música e o ambiente, sinto uma descarga de energia azulada subindo da base da coluna até a região interna da nuca.

Imediatamente sinto a aura dilatar-se, notadamente na área dos ombros e da cabeça.

Fecho os olhos e percebo à minha direita o amparador Sanat Khum Maat (2). Ele faz um gesto de saudação com a cabeça, e aí percebo que ele é a causa do lance energético em andamento. Pelo seu olhar silencioso, sinto o seu nível de consciência. Ele é puro contentamento silencioso. De sua figura majestosa emana uma certa suavidade azulada característica dos iniciados na paz interior. Sinto o seu carinho me envolvendo como a um filho querido, e penso:

"Quantas vidas e experiências esse cara já passou para apresentar um nível de consciência elevado desses? Quantas vezes ele suportou o amargor da solidão e da incompreensão dos seus discípulos na sua jornada iniciática? Quanto tempo e esforço dedicados aos mergulhos profundos nos questionamentos conscienciais?"

Chamo o meu amigo Vítor para sentar aqui pertinho e se concentrar para pegar uma carona na presença desse amparador, mas sem avisá-lo sobre quem é e o que está rolando.

Parece que Sanat não veio para passar algo especificamente, mas apenas para visitar-me e compartilhar comigo o seu carinho em silêncio.

Aproveito que o note-book está ligado e pergunto mentalmente se posso apresentar-lhe algumas questões e anotar suas respostas na seqüência.

Ele concorda, mas ergue a mão direita e diz:

"Só quem sabe tudo é o TODO! O que posso responder-lhe é apenas o que sei dentro do grau relativo de conhecimentos que possuo no momento. E mesmo assim, pondere bem sobre a relatividade de sua compreensão para cada resposta apresentada. Dentro dos parâmetros do bom senso e da dignidade iniciática apropriada, é possível um colóquio espiritual sereno e de qualidade.
Sob a inspiração do Alto e de acordo com os princípios equânimes do amor e da luz, vamos unir nossas consciências no fluxo da inspiração superior."

Então, imediatamente descem duas colunas de luz azul sobre nós, uma para cada um. Sinto uma outra presença maior interpenetrando a nós dois. Noto que o próprio Sanat está num estado alterado de consciência, como se ligado a outros níveis espirituais superiores, algures...

Sinto-me ótimo, mas penso:

"Caramba! Esse troço é maior do que eu imaginava. Pensei que era só um papo espiritual, e agora entra um lance grande desses na faixa."

Dentro de minha cabeça há agora uma luz azul suave, e no meio dela surge um pequeno triângulo azulado interpenetrando as glândulas hipófise e pineal, a nuca, e os chacras frontal e do alto da cabeça.

Olho para o Vítor sentado lá fora em frente à janela e a piscina e me parece que há uma energia dourada em torno dele, com muito azul por dentro (3).

Ao mesmo tempo, percebo uma grande massa de energia ovalada dourada pairando em frente da casa principal, onde estão as outras pessoas.

Estou bem concentrado e sereno mentalmente, mas com a sensação de ser o último a saber das coisas aqui no lance. Penso em perguntar alguma coisa para o Sanat e registrar sua resposta, mas já nem lembro mais sobre o que queria saber. E também sinto que qualquer questão é agora ridícula, e que o lance que está rolando espiritualmente e que eu não vejo é muita "areia para o meu caminhão!"

Levanto-me e vou para fora me sentar ao lado do Vítor. Explico-lhe que está rolando um lance com o Sanat e conto-lhe sobre as cores que vi em torno dele. Ele me confirma contente que estava justamente sentindo-se interpenetrado por energias azuis e douradas.

Chamo os outros amigos que estão na outra casa para tomarem um carona no lance. O pessoal senta junto e em círculo e se concentram.

Pego a aparelho de som e coloco um belo CD de mantras hindus para rolar.

Acima de nós surge uma poderosa emanação de luz, algo não-físico brilhando no céu, como uma imensa cobertura luminosa se espalhando pela imensidão celeste. Aquilo é puro contentamento sereno em forma de luz.

Sinto que consciências elevadas sediadas em outros planos estão vertendo energias criativas para a humanidade neste momento. Amor sereno banhando o mundo invisivelmente.

No sítio ao lado alguém coloca uma música alta para tocar e começa o barulho de pessoas bebendo e conversando alto à espera do ano novo. Aqui, aumento o som e nem ligo para a barulheira da galera.

Lá em cima aquela luz; aqui embaixo nós reunidos e embalados por uma sensação de contentamento sereno banhando nossas consciências e corpos.

Agora sei porque o Sanat estava com aquele jeito especial. Como sei, também, que ele não precisava ter falado nada mesmo. Essa onda serena já diz tudo sem dizer nada! Esse amor incondicional entrando no peito já comunica tudo além das palavras. Essa paz suave descendo em nós já exprime a grandeza espiritual que não se percebe com os sentidos da carne, mas apenas na sintonia perene dos atributos do próprio espírito, centelha divina mourejando na gleba terrena as experiências necessárias ao seu despertar pleno.

Na carona dessas vibrações superiores, damos as mãos e pensamos em compartilhar essa coisa boa com a humanidade em silêncio. Não é preciso dizer nada para o grupo reunido, pois sei que eles estão pensando e sentindo as mesmas coisas, e agradecendo pela chance de viajar sutilmente nas ondas serenas de enriquecimento das consciências entranhadas na lidas do espírito e da carne.

Ficamos ali por um tempo, até que desce uma chuva fina. Então, corremos para dentro da casa e ficamos conversando alegremente sobre o lance e o que cada um sentiu. A sensação é a de que ganhamos um presentão da Espiritualidade.

Não percebo o Sanat agora, mas agradeço a ele por ter iniciado essa carona espiritual especial. Oxalá possamos aproveitar esse presente em forma de pensamentos, sentimentos e ações sadias na existência.

Sejamos felizes, mesmo que ninguém entenda.

Façamos o bem, dentro de nossas possibilidades, mesmo que nos critiquem por isso.

Sejamos leais aos valores espirituais que almejamos, sempre lembrando de que há outras consciências nos observando e torcendo por nós incondicionalmente. Consciências serenas que não são dadas a fenômenos espalhafatosos, que nos amam sem nada pedir, jamais nos julgam, só amparam em silêncio, mesmo que ninguém acredite.

Sim, sejamos felizes, e que os nossos olhos tenham o brilho do infinito (4).


Paz e Luz.

- Wagner Borges -
(Sujeito com qualidades e defeitos, 42 anos de "encadernação", carioca radicado em São Paulo há anos, espiritualista sem medo de ser feliz, e neófito da vida.)
Jundiaí, 31 de dezembro de 2003.

Notas:

1. Cd. "Canto Di Primavera", da banda Banco, um dos principais conjuntos do rock progressivo italiano.

2. Sobre Sanat Khum Maat, o leitor poderá encontrar mais detalhes em nosso site nos textos 111, 138, 139, 203, 231, 337, 353, 357, 369, 371, 373, 411, 418, 463, 470, 478 e 482 (na seção de textos
periódicos enviados semanalmente).

3. Ver a série de textos "O Projetor Azul e Dourado" na minha coluna da revista on line de nosso site – www.ippb.org.br

4. No dia seguinte, ao passar a limpo esses escritos, e ainda sob o impacto espiritual de tudo que rolou, escrevi um texto sob o comando do coração, para deixar o lance registrado de outra maneira e também para agradecer ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo. Segue o mesmo na seqüência.
continua

Texto <490><30/01/2004>

489 - UMA CHAVE DE ABUNDÂNCIA E ESPERANÇA II

(Viajando na Luz da Mãe Divina)

Mesmo na treva profunda, Ela está!
No coração empedernido de ódio, nas brumas do temor ou na fascinação dos sentidos, Ela está!
Quem viaja no Amor, percebe-A.
Ela afasta o medo e ajuda na travessia pelos tormentosos mares das existências seriadas.

489 - ESTRELA DE AMOR

Vem, estrela!
Desce aqui.
Vem ter conosco,
Como só tu sabes fazer.

 

Querido amigo,
Ilumina nosso céu,
Aquece os nossos corações,
E norteia os nossos passos.

Na noite escura do ego,
Tu és estrela de amor
Que brilha no firmamento
De nossos corações.

Tu , estrela.
Mestre Jesus.
Desce aqui,
Nos conduz...

Somos imaturos,
E brigamos tanto!
Mas tu não ligas,
E segues brilhando.

No seu brilho, um abraço.
Em seu movimento, compreensão.
Estrela de paz e amor,
Desce aqui!

Jesus-estrela, LUZ!
Conduz-nos...
Vem ter conosco,
Amigo Jesus.*

(Esses escritos são dedicados aos amigos da Loja Maçônica "Força, Lealdade e Perseverança", que me receberam com muita alegria, carinho e fraternidade, como um irmão dos ideais de Liberdade, Fraternidade e Igualdade.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges, que não é cristão nem coisa alguma, mas apenas um sujeito com defeitos e qualidades, igual a todos, e que dá muita sorte do Grande Arquiteto Do Universo permitir-lhe trabalhar com a espiritualidade de forma consciente e responsável.
São Paulo, 11 de dezembro de 2003.

Esse texto foi escrito de improviso logo após uma palestra sobre aura, chacras e projeção da consciência na Loja Maçônica "Força, Lealdade e Perseverança", no bairro do Carandiru, em São Paulo.
Após realizar um pequeno exercício de relaxamento com o público presente (a palestra foi aberta), fui convidado a sentar-me ao lado do venerável da Loja. Então, como forma de homenagem às mulheres presentes, ele pediu para todos escutarem uma música em homenagem as mulheres de todos os lugares e condições. Enquanto a música rolava, vi pela clarividência uma imensa estrela extrafísica descer bem no meio do salão. Ela girava na horizontal e emitia raios prateados na direção de todos os presentes. Não sei se era uma aparelho extrafísico para irradiação de energia, ou se era uma forma mental emitida e controlada por inteligências superiores que assistiam ao trabalho. O fato é que aquela imensa estrela emanava uma atmosfera psíquica maravilhosa, passando a todos as energias de alegria, paz e luz por aquele encontro auspicioso na Loja Maçônica.
Daí, peguei em cima da mesa um papel que continha algumas anotações do venerável, pois era o único papel disponível por ali, e escrevi essas pequenas linhas dedicadas a Jesus. Não sei quem emanou a estrela virtuosa, só sei que enquanto eu via aquela maravilha, era em Jesus que o meu coração pulsava e sentia.
Nesses dias que antecedem o natal e o ano novo (para muitos é apenas uma época de comes e bebes e consumo desenfreado), deixo aqui registrado em aberto a admiração sadia e universalista que tenho por Jesus e tantos outros caras legais que semearam atitudes e ensinamentos maravilhosos no caminho dos homens tristes e esquecidos de sua verdadeira natureza espiritual e estelar.
Jesus, Buda, Krishna, Babaji... estrelas de amor que iluminam os céus sombrios e violentos dos homens da Terra.
Ah, esses homens-estrelas... que descem entre nós com PAZ E LUZ, em nome do Grande Arquiteto Do Universo, o TODO que está em tudo.

* Esse é um texto despretensioso, feito nas luzes do coração.
Para alguns mais mentais, é místico. Para outros, é cristão demais e não cabe na magia.
O que ninguém sabe é o que se passa no coração de quem escreve algo assim.
E também a onda de amor que desce e ordena escrever algo para os homens conturbados e presos de tanta agitação por essa época corrida.
É um texto de consolação ou de esclarecimento em algum nível?
Sei lá! Que os doutores e patrulheiros ideológicos, ou do trabalho alheio que o rotulem.
Por aqui, o que sei é que escrever isso iluminou minha consciência por dias.
E os olhos estão brilhando muito e o coração tinindo de contente.
E esses escritos simples seguirão para outros corações e levarão essa coisa boa para eles.
E se outras consciências brilharem juntas nisso, pouco importa o que digam por aí...
Rótulos disso ou daquilo... ainda sou mais a onda de amor que desceu de uma estrela.
<Texto 489><19/12/2003>