441 - PAIXÃO DE MORTE

Olá, meus amigos.
O poetinha transborda de felicidade
e deseja a todos, com humildade,
muita amizade, amor e vitalidade.

Hoje quero contar uma estória
que vai dar o que falar.
De tão incrível que ela é,
fica até difícil de acreditar.

441 - A ÚLTIMA VIAGEM XAMÂNICA

O som do tambor tocando,
O fogo crepitando, parece que canta.
O velho índio segue andando,
Para a sua última viagem xamânica.

440 - SUBINDO A MONTANHA

- Fernando F. Fasoli -

Escarpas íngremes de pontas cortantes sobem para o céu.
Não machuque seus pés. Pise leve. Sinta leve.
Se ainda se machuca nesta grande escalada,
Pesado você se encontra.

Para o discípulo,
Escalar a montanha é superar as dificuldades.
É deixar de ver a montanha e ver o caminho.

Olhe para baixo e veja onde você estava;
Olhe para cima e veja onde você vai estar.
Aprecie o ser luminoso,
O feixe de luz que une estes dois seres que sempre foi você.
Mudam os corpos e aumenta a luz na subida da montanha.

A ilusão (Maya) ficou para trás,
Ela não tem força para chegar ao topo.
Ela não concebe a realidade da alma (atman).
Ela não concebe a presença de Deus.

Você não encontra Deus na montanha.
Você o encontra em si mesmo.
E o melhor disso tudo, é que durante o caminho
Você conversa com ele.

OM MANI PADME HUM SATTVA!
(DEUS SALVE A JÓIA NA FLOR DE LÓTUS DO SEU CORAÇÃO!)


- GOPA GOSH GOPANANDA -
(Recebido espiritualmente por Fernando F. Fasoli - Caxias do Sul, 20 de novembro de 1995.)

- Nota de Wagner Borges: Fernando Fasoli é espiritualista e professor de artes marciais na cidade de Caxias do Sul, serra gaúcha, onde nasceu e vive. É projetor e sensitivo desde a infância, e é autor do livro "No Silêncio do Coração" (um ótimo livro sobre temas espirituais, incluindo as experiências fora do corpo, as artes marciais e os temas taoístas, budistas e hinduístas). Fernando é meu amigo há muitos anos, e autorizou-me a postar um capítulo inteiro de seu livro numa nova seção do site do IPPB que estamos elaborando. Em breve postaremos alguns de seus relatos projetivos extraídos desse capítulo específico.

Texto <440><23/06/2003>

440 - VIAGEM ESPIRITUAL – CONVERSANDO SOBRE EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO

(Entrevista com o prof. Wagner Borges para uma revista)*


1.Primeiramente, fale um pouco sobre você e o seu trabalho.

- Wagner Borges: Sou carioca, tenho 41 anos e moro em São Paulo desde 1989. A minha especialidade é a comunicação. Pelo fato de comunicar-me bem em público, desde os 19 anos comecei a realizar palestras e cursos alternativos dentro da área de pesquisas parapsíquicas. Daí, de uma forma absolutamente natural passei a escrever bastante sobre espiritualidade em geral, o que levou-me a publicar cinco livros sobre temas espirituais até o presente momento (o sexto livro sairá em breve). Além disso, até mesmo por força da facilidade de comunicação, tornei-me radialista (apresentando o programa "Viagem Espiritual" por três anos na Rádio Mundial de São Paulo), além de escrever atualmente para diversas revistas e jornais dentro da temática espiritual ("Sexto Sentido", "Espiritismo e Ciência", "Evolução", "Espiritismo Cristão", "Jornal Alternativas", "Jornal de Umbanda").

2. Quais são os cursos que você organiza?

- Wagner Borges: Realizo diversos cursos que envolvem a temática espiritual de uma maneira geral (Espiritualismo, Hinduísmo, Taoísmo, Ocultismo, Bioenergia, Mediunidade, Aura e Chacras), mas a minha maior especialidade é na área de projeção da consciência, conhecida também como viagem astral ou experiência fora do corpo.
Esse assunto é fascinante. Trata-se da capacidade parapsíquica da consciência espiritual projetar-se temporariamente para fora do seu corpo físico. Nesse caso, a pessoa sente-se saindo do próprio corpo e flutuando logo acima dele.
É uma experiência mais comum do que se pensa, e muitas pessoas passam por algo assim sem saber realmente do que se trata. Alguns pensam que é loucura, outros dizem que isso é algo obscuro, mas trata-se de uma experiência espiritual que ocorre com as pessoas independente de raça, idade, sexo, ou condição social.
Inclusive, até mesmo para situar melhor os leitores, posso relacionar aqui alguns dos sintomas clássicos dessa experiência:

- Catalepsia projetiva: Esse fenômeno causa medo em muitas pessoas, mas é muito mais comum do que se pensa. A pessoa acorda no meio da noite (ou mesmo numa soneca durante o dia) e descobre que não consegue se mexer. Parece que uma paralisia tomou conta do corpo. Ela não consegue mexer um dedo sequer. Tenta gritar para chamar alguém, mas não sai voz nenhuma. A pessoa luta tenazmente para sair desse estado, mas parece que uma força invisível tolheu-lhe os movimentos. Inclusive, pode ter alguém deitado do lado e não perceber nada do que está acontecendo. Dominada por aquela paralisia, a pessoa grita mentalmente: "Eu tenho que acordar! Isso deve ser um pesadelo!" Mas ela já está acordada, só não consegue se mover. Devido ao pânico que a pessoa sente, seus batimentos cardíacos se aceleram. A adrenalina se espalha pela circulação e estimula o corpo. O resultado disso é que a pessoa recupera os movimentos abruptamente, normalmente com um solavanco físico (espasmo muscular). Em poucos momentos, seu cérebro racionaliza o fato e dá a única resposta possível: "Foi um pesadelo!" Algumas pessoas mais impressionáveis podem fantasiar algo e jogam a culpa da paralisia em demônios ou seres espirituais. Na verdade, a pessoa acordou no meio de um processo vibratório decorrente da mudança do padrão de vibrações do corpo espiritual em relação ao corpo físico. Ela acordou em um estado transicional dos corpos. Simplesmente, ela despertou para uma situação que ocorre todas as noites quando ela dorme. Antes, ocorria com ela adormecida, e naquela situação ela acordou bem no meio da transição. Se a pessoa ficar quieta e não tentar se mover, sentirá uma sensação de flutuação por sobre o corpo. Ocorrerá um desprendimento espiritual consciente! E então ela poderá comprovar na prática de que aquilo é realmente uma saída do corpo. Verificará por ela mesma de que não se trata de doença ou coisa do demônio. Se ela não quiser tentar a experiência, é só tentar mover o dedo indicador de uma das mãos ou uma das pálpebras, assim ela recupera o movimento tranqüilamente.

- Ballonemant: A pessoa acorda e sente a sensação de estar inflando (semelhante a um balão inflando). Na verdade, é sua aura que está dilatando, mas como ela não sabe disso, pensa que é o corpo que está crescendo e inchando em todas as direções. Se a pessoa ficar quieta e deixar a sensação continuar, ela se projetará suavemente para fora do corpo. Não há perigo algum. Inclusive, essa sensação é muito familiar a sensitivos e médiuns em geral, pois eles têm forte tendência de soltura energética.

- Sensação de falsa queda durante o sono ou cochilo: Quase todo mundo já sentiu isso alguma vez. A pessoa está deitada cochilando (hipnagogia) e, repentinamente, tem a sensação de estar escorregando ou caindo abruptamente da cama. Então, ela desperta com um solavanco físico e um pequeno susto. O que aconteceu? Simplesmente seu corpo espiritual deslocou-se uma polegada para fora do alinhamento vibratório com o corpo físico e foi tracionado vigorosamente para dentro, pois o metabolismo ainda estava ativo e impediu uma soltura maior. Quando eu era pequeno, minha vó dizia que isso acontecia comigo porque eu estava crescendo. Só que não cresci muito (tenho 1,67m de altura) e até hoje isso acontece comigo.

- Estado vibracional: a pessoa desperta no meio do sono e sente uma série de vibrações (descargas energéticas) propagando-se pelo seu corpo. Parece que ela tem uma tempestade elétrica percorrendo seu corpo, às vezes acompanhada de fortes zumbidos dentro da cabeça. Isso ocorre porque o corpo espiritual acelera suas vibrações para escapar das lentas vibrações do corpo denso. Se a pessoa ficar quieta e deixar a sensação continuar, ela se projetará em instantes.

Há outras sensações decorrentes da soltura do corpo espiritual em relação ao físico, mas estas são as mais comuns.

No meu caso em particular, comecei a ter essas experiências aos 15 anos de idade. Na época, década de 1970, quase não haviam informações abertas sobre esse assunto. Daí, tive que pesquisar sozinho até descobrir o que estava rolando de verdade comigo. Com o passar do tempo, acostumei-me com aquelas experiências e notei que muito do que se falava a respeito dentro dos meios espiritualistas não correspondia às saídas do corpo que eu experimentava.
Posteriormente, conversando abertamente sobre essas viagens astrais, descobri que muitas pessoas passavam por essas experiências e não entendiam direito o que estava rolando com elas. Foi aí que decidi realizar palestras públicas para explicar melhor o tema em aberto. Com o interesse do público cada vez maior em cima, passei a montar cursos para clarear o assunto.
O resultado disso é que estou fazendo isso há mais de vinte anos, e sempre com bastante público assistindo. A metodologia que uso é extraída diretamente da experiência prática desses anos todos. Por isso uso de linguagem bem simples e de fácil compreensão, justamente para facilitar a exposição do tema de forma normal e bem urbana.


3. Quem pode participar de cada um dos cursos, quantas pessoas por turma, onde acontece?

- Wagner Borges: Um curso dessa natureza é indicado para pessoas que queiram conhecer o assunto dentro de uma ótica espiritual para o próprio crescimento como ser humano. Excetuando-se pessoas que não estejam bem física ou psiquicamente (pois essas precisam de tratamento adequado para primeiro se sentirem bem consigo mesmas), o curso é aberto para qualquer pessoa.
Normalmente um curso tem cerca de 50 a 70 alunos em média, dependendo da época do ano. Como esse assunto é muito vasto, faço o curso em quatro etapas, cada uma delas de dois sábados consecutivos. **


4. Você esteve no programa do Jô Soares?

- Wagner Borges: Sim, por duas vezes. A primeira vez foi em 1993, quando lancei o meu primeiro livro ("Viagem Espiritual Vol. 1"), ainda no SBT. A segunda vez foi em 2001, já na Globo.
Em ambas as ocasiões a entrevista foi repetida nas férias do programa, e a repercussão foi muito legal. Inclusive, na segunda vez foram projetadas no telão do programa algumas ilustrações coloridas de saídas do corpo extraídas do meu segundo livro. O Jô e o pessoal da produção dele me trataram muito bem nas duas entrevistas. ***


5. É verdade que você curte rock?

- Wagner Borges: Sim, adoro música, principalmente rock progressivo (Yes, Pink Floyd, Jethro Tull, Genesis, IQ, Camel, Focus, Flower Kings, Spock´s Beard e outros) – Um dos programas que eu fazia na Rádio Mundial até dezembro passado era sobre rock progressivo.
Já tive saídas do corpo enquanto ouvia deitado os sons viajantes do Yes e do Rick Wakeman. Também gosto de música New Age e Word Music.
Ás vezes, escrevo sobre rock progressivo para algumas publicações.


6. Deixe alguma mensagem legal para os nossos leitores:

- Wagner Borges: Ok. Deixo um grande abraço para todos, e dedico o texto abaixo aos leitores.


Texto <440><23/06/2003>

439 - EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO DURANTE A ATIVAÇÃO DOS CHACRAS

- Por Hiroshi Motoyama -


O DESPERTAR DO CHAKRA ANAHATA

Embora tivesse tido problemas digestivos (1), nunca senti nenhum incomodo relacionado com o coração. Entretanto, depois de aproximadamente dois anos após ter iniciado a Ioga, comecei a sentir um tipo de dor no ponto onde a linha que liga os dois mamilos se cruza com a mediana (o ponto Danchu do meridiano do vaso da concepção, Shanchung, VC 17) e meu coração parecia estar funcionando de modo irregular. Porém, em lugar de me sentir doente, estava saudável, muito ativo e necessitava de pouco descanso.

Nesta época, como de costume durante o período mais rigoroso do inverno, praticava o tradicional ascetismo aquático. Levantava-me de madrugada, ia para o lado de fora da casa e derramava água gelada sobre o corpo seminu, durante aproximadamente uma hora. Enquanto fazia isso, minha mãe ficava do meu lado, rezando por mim.

Certa manhã, aconteceu o seguinte: senti um tipo de energia quente elevar-se de meu cóccix para o coração, através da espinha dorsal. Percebi que meu tórax estava muito quente e vi brilhar em meu coração uma luz dourada. A água gelada se esquentava com esse calor e da superfície de meu corpo saía vapor; porém, eu não sentia frio. Quando a kundalini (2) subiu de meu coração para o alto da cabeça, ela tornou-se uma luz branca radiante. Deixei meu corpo e elevei-me juntamente com ela, para uma dimensão muito mais elevada. Meu corpo físico ficou imóvel, exposto ao vento frio do mundo terreno; havia me esquecido dele. Estava meio inconsciente, porém ainda podia perceber que estava nos céus e adorava o Divino. Quando voltei a mim dez ou vinte minutos depois, minha mãe me disse que havia visto uma luz dourada brilhar no alto de minha cabeça e em meu coração. Creio que esta experiência ocorreu no momento em que se ativou meu chakra anahata (chacra cardíaco, na região peitoral).


O DESPERTAR DO CHAKRA SAHASRARA

Uma das práticas que executei regularmente em meu programa inicial de disciplina foi a taoísta chamada Shoshuten. Esse método purifica o sushumna (canal central da coluna) através da circulação de energia na parte superior do corpo, o que se consegue com a elevação da kundalini pelo sushumna até o alto da cabeça e depois deixando-a fluir para o chakra ajna (chacra frontal) durante a inspiração. Em seguida, prende-se a respiração por dois ou três segundos, conservando a energia neste chakra. Depois ele é deixado fluir para o chakra svadhishthana (chacra sexual) através da linha mediana frontal, sendo conservado ali simplesmente prendendo-se mais uma vez a respiração por dois ou três segundos. Deve-se manter, então, a circulação da energia através do sushumna, partindo do muladhara (chacra da base da coluna) até o alto da cabeça e depois de volta ao muladhara, por diversas vezes.

Enquanto executava o Shoshuten, eu podia ver o interior do sushumna (3), o sahasrara (chacra coronário, situado no meio da alto da cabeça) e dois ou três outros chakras brilhando. Depois de praticar Ioga de seis meses a um ano, uma luz dourada brilhante começou a entrar e sair de meu corpo pelo alto da cabeça, e senti como se este ponto tivesse se alongado de dez a vinte centímetros. Na dimensão astral, não na física, notei um vulto que parecia a cabeça de Buda, brilhando nas cores violeta e azul, apoiado em cima de minha própria cabeça. Havia uma luz dourada-clara que entrava e saía pelo alto da coroa de Buda. Fui gradualmente perdendo a sensação do meu corpo, porém continuava com a perfeita percepção de consciência, e também de superconsciência. Pude ver meu próprio espírito elevando-se, saindo de meu corpo pelo alto da cabeça, a fim de ser revigorado nos Céus.

Tornei-me capaz de ouvir uma Voz poderosa, mas muito tema, ressoar pelo Universo. Enquanto escutava essa Voz, compreendi espontaneamente minha missão, minhas vidas anteriores, meu próprio estado de espírito, e muitas outras coisas. Em seguida, senti um estado de fato indescritível; toda minha existência espiritual ficou corno que inteiramente imersa numa serenidade extraordinária. Após algum tempo, senti que era imperativo voltar ao mundo físico. Retomei pelo mesmo caminho, entrando pelo portão no alto de minha cabeça. Tive de inundar conscientemente todo o corpo com a energia espiritual, pois ele estava enregelado e todas as extremidades paralisadas. Afinal, consegui mover mãos e pés, e gradualmente fui retomando ao estado normal.

Isso aconteceu depois de menos de um ano de prática iogue. Durante os dois anos seguintes, os chakras vishuddhi (chacra laríngeo) e anahata (chacra cardíaco) foram ativados. Meus chakras svadhishthana (sexual), manipura (chacra umbilical) e sahasrara, conforme mencionei antes, foram os primeiros a serem ativados.

Depois de ativar o chakra sahasrara, meu corpo astral tomou-se capaz de sair livremente pelo Portão de Brahman (4). Isso me permitiu observar o mundo exterior durante a meditação.

(Texto extraído do livro “Teoria dos Chacras” – Hiroshi Motoyama – Editora Pensamento)

- Comentários de Wagner Borges: O livro "Teoria dos Chacras", do pesquisador japonês Hiroshi Motoyama é uma das principais obras sobre o estudo dos chacras dentro do contexto iogue. Uma das partes essenciais do seu livro é quando ele narra as repercussões da ativação dos chacras dentro de sua prática iogue. E com isso, ele também relata as projeções da consciência que ocorriam com ele durante o processo de ativação energética.

Baseado nas narrativas projetivas dele, e de outros iogues ao longo da História, pode-se dizer que seguramente há estreita relação dos processos energéticos dos chacras com as saídas do corpo. Por esse motivo, e evidenciando tal correlação bioenergética com as projeções, é que selecionei esses dois relatos projetivos iogues para esse envio de texto pelo site.

1. O autor se refere a alguns problemas digestivos ocorridos com ele enquanto atendia a pessoas doentes e assediadas espiritualmente. Nesse ocasião, o seu chacra umbilical foi afetado seriamente pela ação das energias pesadas dos obsessores que assediavam às pessoas que ele estava atendendo. Isso chegou a prejudicar as suas saídas do corpo por um tempo, já que ele se deparava com severos ataques extrafísicos e não sabia lidar espiritualmente com isso.

Numa da partes do seu livro ele explica como isso acontecia com ele: "Há aproximadamente treze anos (1967), dezessete anos após ter-me iniciado na ioga, minha mãe ficou doente. Substituindo-a, dei consultas espirituais aos membros do Tamamitsu Shrine durante uns três anos. A princípio, era capaz de deixar meu corpo, através do chakra sahasrara, durante a meditação para entrar num estado de união divina ou superior. Contudo, depois de uns seis meses de ter dado início àquelas consultas, apareciam espíritos diante de meu chakra manipura ou ajna quando eu me concentrava, isso me obrigava a negociar com eles constantemente. Era incapaz de passar por eles e deixar meu corpo através do chakra sahasrara para alcançar aquela união – uma situação que continuou por dois ou três anos. Apesar de não ter mais ficado doente depois de começar a praticar a ioga, meu estômago passou a abalar-se com facilidade e comecei a sentir-me freqüentemente cansado."

2. Kundalini (do sânscrito): Kundalini significa literalmente "enroscada". Esse nome deve-se ao seu movimento ondulatório que lembra o movimento de uma serpente. Daí a expressão esotérica "fogo serpentino". Ela também é chamada pelos iogues de "Shakti" (do sânscrito): a força divina aninhada na base da coluna (chacra básico).

Kundalini nada tem a ver com o sexo diretamente, muito embora seja a energia que ativa e vitaliza a sexualidade. Devido a prática de exercícios tântricos que envolvem a contenção do orgasmo, quando esse conhecimento chegou ao Ocidente foi logo desvirtuado. Hoje, esse tema surge associado a rituais e posturas sexuais aqui no Ocidente. No entanto, o despertar da kundalini é um processo puramente espiritual e energético em essência. Envolve a ativação dos chacras, principalmente do chacra cardíaco, que equilibra e distribui corretamente o fluxo ascendente da shakti ao longo dos nádis.

3. Os nádis são os condutos sutis de transporte de energia pelo sistema. Há milhares deles interligando vibracionalmente vários pontos energéticos no corpo sutil. Estão correlacionados com os mesmos pontos no corpo denso. Contudo, apenas dez deles é que são de grande importância na ativação dos chacras e da kundalini. E desses, são três os principais: Ida, Píngala e Sushumna.
Esses nádis são importantes porque correm ao longo do duplo etérico da coluna, onde estão situadas as raízes dos chacras principais.

4. Portão de Brahman (do sânscrito "Brahmarandra"): Trata-se de uma abertura sutil situada no centro do chacra coronário. Dentro do Hinduísmo se considera essa abertura como a passagem sutil do espírito, ligada ao centro cardíaco em linha reta por dentro do canal central da coluna vertebral. É por isso que muitos iogues narram saídas do corpo pelo alto da cabeça, principalmente nos momentos de ativação de alguns chacras, ou mesmo no despertar da Kundalini.

Texto <439><20/06/2003>