218 - VIAGENS ESPIRITUAIS E AMIZADES INTERDIMENSIONAIS

Como vai, meu amigo? Você se lembra daquele tempo bom?
Nós voávamos livres pelo espaço, rindo e trabalhando juntos.
Uma vez, você me disse emocionado: "Somos pássaros espirituais no Céu de Deus!"

217 - DIÁLOGOS - III

Fédon de Elis disse ao sábio Sócrates:

- Querido amigo, por favor, esclareça-me a respeito do caminho da sabedoria. Estou confuso com tantas opiniões diferentes. Um sábio de Atenas ensinou-me Filosofia e iniciou-me nas artes espirituais. Mostrou-me o valor das coisas simples da vida. Ensinou-me a apreciar a beleza das flores, o canto dos pássaros, o sorriso das pessoas, os sentimentos da música e o estudo inteligente das capacidades humanas. Fez-me ver a importância de viver e lutar pelos bons princípios. Aprendi com ele o valor da ação positiva, a participação sadia nas questões humanas e espirituais. Porém, conheci um andarilho místico, pessoa de grande encanto e cordialidade, com quem estudei durante algum tempo. Ensinou-me que toda ação é transitória, pois tudo segue o curso da evolução naturalmente. Explicou-me que as ações externas não são muito importantes. Disse-me que a viagem pelo interior de nós mesmos é a mais importante. Aprendi com ele que tudo é relativo e que nossas ações podem ser fruto de nossas ilusões sensoriais.

Caro Sócrates, um mestre estimulou-me a agir no mundo e o outro a desligar-me das coisas externas e seguir um caminho puramente espiritual. Qual dos dois tem razão? Qual é o melhor caminho, o externo ou o interno?

O sábio grego estava sentado ao lado de Apolodoro. Calado, levantou-se e colheu uma flor de um jardim próximo. Inspirado, começou a rir e conversar com a flor. Disse-lhe: "Minha pequena amiga, o que acha da pergunta de Fédon? Ele deve ir para dentro ou para fora? Tenho certeza de que você sabe a resposta. As potências divinas devem ter inserido no desabrochar de suas pétalas a sabedoria da natureza. Ensine-me o que o céu, o sol, a lua, as estrelas, a terra, a chuva e a luz divina lhe ensinaram. Revele-me a sabedoria de sua simplicidade, terna amiga flor."

Sócrates encostou suavemente a flor em seu peito e fechou os olhos. De alguma maneira por ele conhecida, fez um acoplamento áurico de seu chacra cardíaco com a aura da flor. Ficou em sintonia com ela por vários minutos.

Enquanto isso, Fédon e Apolodoro observavam o desenrolar daquela cena inesquecível: o maior sábio da Grécia consultando uma flor.

Quando Sócrates abriu os olhos havia um brilho maravilhoso em seu semblante. Sentou no chão e começou a rir novamente. Chamou os dois discípulos para sentar com ele e disse-lhes: - Essa flor tem mais sabedoria do que todos os livros de Filosofia do mundo. Disse-me que o sol brilha tanto porque tem uma luz invisível inspirando-o dentro de seu núcleo. Contou-me que cada elemento da natureza lhe serve de referência em seu aprendizado. Aprendeu com a terra, a firmeza; com a luz da lua, a suavidade; com a chuva, a adaptabilidade ao meio; com o céu, a amplitude dos horizontes. Dentro de si mesma aprendeu a meditar, ponderar e fluir com os ciclos da natureza. Dentro de seu equilíbrio interno, seguiu o fluxo de sua própria natureza e desabrochou para o mundo sua beleza, sua cor e seu perfume. Não seguiu caminho algum, de dentro ou de fora. Apenas expandiu-se em sua própria essência. Ela apenas vive e cumpre sua missão na vida: "ser uma maravilha da natureza e foco de inspiração de sábios, místicos, poetas, músicos, artistas e pessoas de coração aberto."

Meus caros Fédon e Apolodoro, o caminho da sabedoria é o caminho da flor. É apenas SER! A luz invisível que ensinou essa flor é a mesma que está dentro e fora de nós. Se viajarmos para dentro encontraremos essa luz em nosso coração. Se viajarmos para fora a encontraremos nos outros corações e no coração da própria vida. Foi isso que a flor me disse: "a luz divina está em tudo!" Caminhos de dentro ou de fora, são apenas caminhos da luz. Alegrem-se, a sabedoria é um caminho sem fronteiras! Vivam, meus amigos, e prestem mais atenção nas flores. Cada uma delas tem beleza, cor, perfume e sabedoria.

- Wagner D. Borges -
São Paulo, 04/10/98.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

- Os livros "Viagem Espiritual Vols. I e III" estão esgotados no momento. Estamos produzindo a 5a edição do "Viagem Espiritual I" (revisão geral e nova diagramação) e a 2a edição do "Viagem Espiritual III".

- Dentro em breve, estaremos lançando mais um livro, dessa vez ilustrado pelo artista Cláudio Gianfardoni.

- Em alguns dias, estaremos colocando novas fitas na seção de áudio.

Paz e luz a todos vocês!

- Wagner D. Borges -
São Paulo, 12 de maio de 2000.

*O texto "Diálogos III" foi editado como prefácio do livro "Tocar o Cosmo Interior", de Jeane Braidy e Marlon Moraes (edição pessoal dos autores).

Texto <58><12/10/1998>
Texto <217><13/05/2000>

217 - CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO ENVIO DOS TEXTOS E AS RESPOSTAS DOS E-MAILS

Olá, pessoal.
Nosso site entrou no ar em dezembro de 1997.
Começamos a enviar os textos projetivos e espiritualistas em março de 1998.

217 - AMIGO CÓSMICO, IRMÃO ESPIRITUAL

(Este texto é uma transcrição de um fita cassete contendo uma gravação de uma psicofonia ocorrida em 17 de outubro de 1998, no IPPB, durante o curso de "Carma e Reencarnação")

216 - DESPERTANDO AS CONSCIÊNCIAS

As pessoas que vivem na Terra sem a noção da própria imortalidade (e dos potenciais espirituais residentes nelas mesmas) são verdadeiros cadáveres ambulantes.

Quando a morte secciona o cordão prânico* e desativa seus invólucros densos, essas pessoas não flutuam para as dimensões espirituais. Pelo contrário, ficam manietadas às vibrações da Mãe Terra. São tomadas, então, de estranha inércia consciencial, verdadeiro "coma espiritual", permanecendo alheias à vida interdimensional.

Porém, o "PAI-ESPÍRITO" as quer de volta ao plano espiritual. Ele diz: "Chega de ego e de inércia! ACORDEM!"

O som tonitroante de Brahman vai direto a seus centros cardíacos, despertando-as para a realidade da consciência solta além da matéria.

Abençoados são aqueles que conhecem um pouco da Espiritualidade, pois já se livraram da doença espiritual da inércia e sabem que a vida é infinita e que apresenta bilhões de possibilidades de crescimento.

ESSES ESTÃO ACORDADOS!

OM TAT SAT! (2)

- Old Star (3) -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - 1998)

(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual III" - Editora Universalista.)

Notas:
1. Cordão prânico: cordão de prata.
2. Om Tat Sat (do sânscrito): Tríplice designação de Brahman, O Supremo, O
Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo. Como mantra, pode ser usado na
concentração e ativação dos chacras.
3. Old Star (do inglês): "Velha estrela". O amparador hindu que me passou este texto, prefere se chamar assim, em inglês mesmo. "Velha estrela" significa alguém que veio das estrelas e que é muito antigo no trabalho espiritual.

Texto <216><27/04/2000>