1215 - CALAR AS GRANDEZAS

- Por Huberto Rohden* -
 
Perguntaste-me, amigo, se eu ia escrever um livro sobre o poeta cristão de Assis... Chaga dolente me reabriu no espírito essa pergunta.
Ante os meus olhos surgiu toda a potência do meu querer - e toda a insuficiência do meu poder... Eu, é verdade, já cometi delitos dessa natureza -escrevendo sobre os heróis do espírito.
Mas, à última página, foi sempre maior o remorso que a satisfarão...
Espetada no museu a minha borboleta - via eu que perdera os mais belos encantos... Grandezas da alma não se podem dizer - só se podem calar.
Livro sobre as maravilhas divinas no homem – só devem constar de reticências e páginas em branco...
Como se pode tocar em tão delicado cristal - sem o quebrar?...
Como se pode colher uma flor - sem a matar?...
Como se pode apanhar borboleta - sem lhe tirar das asas o finíssimo pó?...
Como se pode recolher das folhas, com grosseira colher de pau, as pérolas do orvalho noturno?...
Como poderia eu assoalhar em praia pública a vida íntima duma alma?...
Como apregoar nas ruas os segredos anônimos dum coração?...
Como escancarar à devassa de olhos impuros o sancta sanctorum do templo de Deus?
Como poderia eu dizer a homens mortais o que o santo nem soube dizer ao Deus imortal?
Não, meu amigo, não posso escrever sobre as grandezas do poeta cristão de Assis. Prefiro admirar em plena liberdade esse sopro de Deus a analisá-lo no laboratório.
Em vez de falar - vou calar as grandezas do herói.
Assim, se não acerto em dizer o que ele é - não digo ao menos o que não é...
Sobre o papel do silêncio, com a tinta das reticências - escreverei a biografia do grande anônimo de Assis...
Ou, se quiseres, lançarei ao mundo uns fragmentos amorfos, com os quais poderás arquitetar o que entenderes.
Amor e alegria, entusiasmo e serenidade, sofrimento risonho e espontânea renúncia - e tudo isso aureolado de espiritual leveza e jubilosa felicidade - eis as pedras para o edifício!
Não o levantarei, para que o possas construir - segundo o teu plano.
Não se prendem raios solares - em gaiolas de ferro.
Não sei vazar em períodos corretos a poesia da Natureza.
Não sei definir com silogismos - uma alma ébria de Deus.
Nada disso sei - só sei calar grandezas humanas.
Porque toda grandeza é anônima.
Como anônimo é Deus.
O Inefável.
(Texto extraído do livro "De Alma Para Alma" - do genial filósofo brasileiro Huberto Rohden – Editora Martin Claret.)
- Nota:
* Ver a coluna dedicada a Huberto Rohden em nosso site, na seção de Multimídia – www.ippb.org.br 

Texto <1215><12/11/2012>
 

1215 - FAZENDO O MELHOR POSSÍVEL

- Por Swami Ritajananda* -
 
Quando se trata de seus deveres, vocês devem fazer o melhor possível, como a mãe que alimenta seu filho com cuidado. Ela sabe que é seu dever.
O que ocorre quando realizamos como um dever tudo aquilo que temos a fazer?
Ocorre que nos tornamos cada vez mais desapegados.
Se de nossa ação resultarem algumas experiências desagradáveis, não seremos atingidos por elas, porque não teremos agido com a idéia de receber uma recompensa.
Vocês podem fazer essa experiência. Nossos estudos têm como objetivo colocar em prática o que encontramos de melhor.
Buda disse que ao agir com a esperança de receber algum bem, colhemos sempre o sofrimento. Se não tivermos tal esperança, uma grande paz interior será realizada.
Se, depois de terem criado seus filhos com toda dedicação, vocês mais tarde acharem que eles não pensam em vocês, então sofrerão, porque esperavam seu reconhecimento.
Mas se os tivessem criado cumprindo seu dever da melhor forma possível, sem esperar recompensa, não sofreriam e ficariam em paz. Concordo que não é fácil ter essa atitude, mas é a única atitude correta.
Cada um de nós vem a este mundo para realizar sua vida, sua tarefa.
Então, é preciso poder dizer para si mesmo: “Fiz do melhor modo que pude o dever que o Senhor me deu”. Nada mais.
É bom ter sempre em mente a ideia de que viemos a este mundo para nossa evolução espiritual. Se não o conseguirmos, não importará, mas tendo essa idéia em mente, nossa vida será certamente mais feliz, ou pelo menos mais suportável. 
 
(Texto extraído do livro “A Prática da Meditação” – Swami Ritajananda – editora ECE).
 
- Nota:
* Swami Ritajananda (Índia; 1906 – 1994) - foi monge da ordem Ramakrishna e presidente do Centre Védantique Ramakrishna, de Gretz, França, de 1961 a 1994.

Texto <1215><12/11/2012>
 

1214 - O CANTO DO BODHISATTVA – II*

Eu vi um Bodhisattva** cantando...
Era numa furna umbralina, lotada de espíritos sofredores, onde Ele surgiu com sua compaixão incondicional, em meio a uma Luz suave.
Então, Ele olhou para eles, como um pai amoroso olha para seus filhos – e os seus olhos pareciam dois sóis de Amor.
Sim, um Ser de Luz estava trabalhando no fosso trevoso e regenerando magotes de espíritos cinzentos e feridos... E eu O vi cantando um mantra para eles – como uma mãe amorosa embalando seus filhos na hora de dormir.
Ali, dentro do submundo extrafísico, Ele irradiava a esperança de novos tempos e novos horizontes para os sofredores de todo tipo – ainda imantados a culpas e atos perdidos na noite dos tempos...
Ah, eu O vi cantando – enquanto emanava suaves bênçãos...
Om Mani Padme Hum, Om Mani padme Hum, Om Mani Padme Hum...
E, ao mesmo tempo, caía uma chuva de pétalas de flor de lótus luminosas naquele lugar entristecido... E elas interpenetravam os corpos espirituais*** daqueles seres infelizes, curando suas chagas e enchendo-as de Luz.
E eles choravam, como nunca haviam feito antes – e em suas lágrimas se exteriorizavam antigos dramas e sórdidas contendas perpetradas em seu passado.
Sim, eles choravam pela ação da Luz limpando os seus centros energéticos. E também pela ação suave do Amor transformando suas dores em flores de lótus.
Ah, eu vi os espíritos trevosos transbordando de Luz, enquanto o Bodhisattva cantava o mantra da compaixão. E, maravilha das maravilhas, aquele cantinho do umbral**** foi virando sol. E, ali, a Luz lavou tudo...
E eu vi aqueles espíritos sofridos passando para outro plano, por um portal luminoso circular, logo acima deles, onde um grupo de mentores espirituais***** os aguardava, para levá-los a uma estação extrafísica de assistência e regeneração.
E, dali, eles seguiriam para novos rumos, algures...
E, onde antes era furna umbralina, surgiu um jardim cheio de lindas flores de lótus desabrochando. E, no meio delas, o Bodhisattva orando pelo bem de todos os seres.
Sim, eu vi um Sol de Amor brilhando nas covas do astral inferior...
E Ele cantava Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum...
 
P.S.:
Muitas vezes, eu sou levado fora do corpo pelos mentores extrafísicos para observar lances de assistência espiritual. Isso ocorre durante as horas de sono – e é frequente, faz parte do trabalho no qual estou envolvido. E uma parte disso é o compromisso de ventilar no plano físico os relatos dessas vivências extracorpóreas******, para o esclarecimento de outros estudantes espirituais sobre esses mecanismos anímicos-mediúnicos. Por isso eu sou levado para ver a ação dos Seres de Luz na prática da assistência interconsciencial – e também aprendo muito, além de me sentir muito honrado com as oportunidades que o Alto me dá nesses bordejos astrais.
Om Mani Padme Hum!*******
 
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 26 de outubro de 2012.
 
- Notas:
* A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4570:699-o-canto-do-boddhisattva&catid=31:periodicos&Itemid=57 
** Bodhisattvas – do sânscrito – são aqueles seres bondosos que estão perto de se tornarem Budas ou Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes do Amor de todos os Budas.
Obs.: Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.
*** Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
**** Umbral – Plano astral denso; Geena (judeus); Hades (gregos); inferno (cristãos).
***** Amparador extrafísico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.
****** Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
******* Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a joia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Joia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa joia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", lançado no Brasil pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a cappella pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.
Obs.: Deixo na sequência mais dois textos antigos nessa linda sintonia espiritual dos Budas e Bodhisattvas.
 
 
BUDDHA NATURE
 
No centro do abismo, surgiu a Luz!
Era a hora do Buda!
O despertar da aurora nos limbos.
A iluminação da cova do ego!
 
Essa Luz se expandiu nas dez direções...
E, por onde ela seguia, ecoava a vibração da compaixão::
Buda! Buda! Buda!”
 
E, até hoje, por onde o coração dança na sintonia,
Escuta-se o chamado da Luz:
Buda! Buda! Buda!
 
Compaixão silenciosa, Luz infinita, Paz no coração...
Om Mani Padme Hum!
O abraço do Amor no lótus do coração,
Dentro do sol de Buddhi.
 
Oh Buda! Luz silenciosa do Oriente,
Que vem nos abraçar no Ocidente,
Cantando a Paz que não é desse mundo...
 
Vem, amigo de todos,
Na viagem espiritual,
 Que não se explica, só se sente...
 
Vem, Oh Buda!
Na sua Luz, encontramos nossa Luz!
Então, saímos da cova de nós mesmos.
 
A Luz brilhou no Limbo!
Buda! Buda! Buda!
Om Mani Padme Hum!
 
Paz e Luz.
 
P.S.:
Esses escritos foram feitos no quadro de aula, de improviso, ao fim da palestra pública de sexta-feira no IPPB (onde um dos temas foi a explicação de mantras budistas e a iluminação de Sidarta Gautama, o Buda histórico), com a presença de 150 pessoas. Logo após uma prática espiritual com a turma, enquanto o pessoal ainda conversava e trocava impressões após o exercício, escrevi rapidamente essas linhas em homenagem a todos os Budas e Bodhisattvas, Seres de Luz que abraçam a humanidade em paz silenciosa.
 
- Wagner Borges – eterno aprendiz do Todo.
São Paulo, 03 de março de 2006.
 
 
TODOS BUDAS!
 
Quando o coração se encontra, tudo vira canção.
Tudo muda na Luz.
Morre o egoísmo e surgem milhares de lótus florescendo.
E dentro de suas pétalas estão muitas crianças sorridentes.
São Crianças-Buda, mestres da paz.
Os seus olhos brilham como diamantes.
E elas também são mestres da canção.
Para alegrar o coração desperto, elas cantam a jóia no lótus:
Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum...”
Contentes, elas falam daquela Luz que é consciência pacífica e que mora nos corações. Juntas, elas cantam:
“Mãos nas mãos, coração no coração,
Homens e mulheres, crianças e velhos,
Brancos e negros, amarelos e vermelhos,
Deuses, homens e espíritos,
Todos Budas... Todos Budas... Todos Budas!”
Quando o coração se encontra, torna-se Buda.
Então, sua Luz jorra nas dez direções, para todos os seres.
Quando o coração se encontra, se encanta!
Por isso as Crianças-Buda vêm e cantam com ele.
Quando o coração se encontra, os olhos brilham muito e irradiam a plenitude de quem renasceu na Luz.
Então, fala de mãos nas mãos e de coração no coração, juntos, na mesma canção.
Na Luz do despertar da consciência, ele canta com as Crianças-Buda:
Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum...”
 
- Wagner Borges – pequeno coração nas ondas de um Grande Amor.
Salvador, 31 de janeiro de 2007.
 
P.S.:
Esses escritos foram feitos durante uma prática espiritual com a turma de 70 alunos do curso “Lótus Espirituais”, realizado na cidade de Salvador. Enquanto o pessoal se concentrava, de mãos dadas - rolava no som a bela canção “All Around the World”*-, o ambiente se enchia de luz pacífica, e eu percebia a presença espiritual de vários amparadores extrafísicos ligados às vibrações compassivas dos Budas e Bodhisattvas. Daí, eu escrevi essas linhas de improviso, ali mesmo, na penumbra da sala, para registrar o Amor que beijava espiritualmente as areias das praias secretas de nossos corações.
 
- Nota:
* A música “All the Around World” faz parte do CD “Progaid”, lançado na Inglaterra e na América do Norte - em 2005. Trata-se de um projeto beneficente, com toda renda da venda do CD direcionada para as vítimas do tsunami ocorrido no Oriente - em dezembro de 2004. Várias bandas de rock progressivo – Spock’s Beard, IQ, Jadis, Flower Kings, Pendragon, e outros -, participam desse lindo trabalho. E as músicas são maravilhosas, cheias de solos de guitarra e teclados virtuosos.
Link do site do Youtube com a primeira versão da canção:
http://www.youtube.com/watch?v=MsnkKQ9JvC8 

Texto <1214><08/11/2012>

1213 - AMPARADORES EXTRAFÍSICOS*

Tudo que é positivo nos motiva.
Nossa filosofia é o serviço.
Não procuramos recompensas ou reconhecimento de ninguém.
Fazemos o que temos que fazer!
Não observamos seus defeitos, pois só olhamos o que é positivo.
Somos amparadores do serviço espiritualista e não poderia ser diferente.
Estamos despertos e precisamos interagir com os valores positivos da vida.
Não seguimos nenhuma convenção, seguimos apenas o Bem.
Somos todos amigos dos bons objetivos e não há disputa entre amparadores, pois não temos tempo para dissensões.
Há muito serviço a fazer.
O trabalho espiritual é nossa alegria.
Somos amigos e companheiros de jornada espiritual.
Que o amor do “TODO-TAO-OM”** abençoe seu esforço e guie seus passos no rumo do supremo equilíbrio.
 
Paz e Luz!
 
 - Ananda*** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges.)
 
- Notas:
* Amparador extrafísico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.
** TODO-TAO-OM – aqui o Ananda juntou três referências espirituais, de culturas diferentes, mas com o mesmo sentido. Ou seja, justamente para dar ideia do universalismo com que os amparadores extrafísicos trabalham em prol do bem de todos, pouco importando a raça, sexo, religião ou condicão social de ninguém.
Obs.: O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. / Om - do sânscrito – é o principal mantra dentro do contexto hinduísta. Representa a vibração do Todo em tudo; a vibração divina que permeia a todos os seres, o som sutil do Eterno (Brahman). / Tao - do chinês - "O Caminho"; "a essência de tudo"; "O Todo".
*** Ananda - do sânscrito - bem-aventurança espiritual; êxtase espiritual.
Obs.: Ao longo dos milênios da tradição hinduísta, muitos iogues e estudantes espirituais assumiram a expressão “Ananda” como parte da formação de seu nome iniciático, ou mesmo como um mantra evocativo das energias superiores.
O amparador extrafísico que me passou esses escritos assumiu o nome de Ananda como forma de homenagem a Krishna, o senhor da bem-aventurança e felicidade plena.
Diga-se de passagem, ele é um dos amparadores mais ternos que conheço.
Para enriquecer esse escritos, deixo mais dois textos dele na sequência (ambos extraídos do meu livro “Viagem Espiritual – Vol. III).
 
 
ALIADOS DO BEM
 
Olhe além dos limites físicos e veja a magnitude de um trabalho espiritual que envolve muitos planos de manifestação.
Os amparadores estão agindo invisivelmente em todas os planos onde haja necessidade de esclarecimento e ajuda espiritual.
Eles operam sutilmente por intermédio das energias e das intuições providenciais.
Veiculam inspirações benéficas e apoiam as atitudes nobilitantes.
Trabalham sob o influxo de forças celestiais e sob o sábio comando dos mestres da consciência cósmica. Seu trabalho é constante, ativo, paciente e generoso.
Quem trabalha com esses Aliados do Bem é detentor de muito brilho, e é veículo espiritual de celestes numes*.
 
Om!**
 
 
- Ananda
(Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. III” – Editora Universalista – 1998.)
 
- Notas:
* Celestes numes - eflúvios celestes; energias superiores.
** Om - do sânscrito – é o principal mantra dentro do contexto hinduísta. Representa a vibração do Todo em tudo; a vibração divina que permeia a todos os seres, o som sutil do Eterno (Brahman).
 
ANANDA
 
Quando eu andava perdido nas vagas da ilusão, o toque de Amor do Sr. Krishna me despertou para a Realidade.
Desse momento em diante, deixei a estrada do meu ego e passei a trilhar o caminho da Sabedoria.
Percebi que muito do que eu fazia antes era motivado pelo meu egocentrismo e por uma dor psíquica profunda, corrosiva, que drenava minha lucidez espiritual.
Enfrentei meus monstros interiores e saí vencedor de mim mesmo.
Nos momentos difíceis, o que me sustentava era saber que o Sr. Krishna velava por mim.
Hoje, equilibrado e feliz, faço parte de suas hostes de trabalhadores invisíveis a favor da humanidade.
Eu sou Ananda, discípulo de Krishna e servidor extrafísico do mundo.
 
- Ananda -
(Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. III” – Editora Universalista – 1998.)

Texto <1213><01/11/2012>

1213 - TEOREMA DO AMOR

- Por Eduardo Liedens (1971-1995) -
 
Para o matemático absolutista, o Teorema do Amor é uma mera abstração.
Porém, através da reflexão ponderada, é incontestável a sua aplicação prática e concreta na resolução da complicada equação emocional dos problemas cotidianos.
Procedimento Geral:
 
1. Não perca tempo a queixar-se da dificuldade do problema. Resolva-o!
 
2. Subtraia:
- A ansiedade;
- A Maledicência;
- A Inveja;
- A Ira;
- A Timidez.
 
3. Extraia a raiz, ou melhor, pela raiz:
- Toda Leviandade;
- Todas as Variáveis do Medo;
- A Autoculpa;
- O Egoísmo;
- A Depressão.
 
4. Multiplique:
- Bons Pensamentos;
- Bons Sentimentos;
- A Vontade de Crescer;
- O Bom Humor;
- A Boa Leitura.
 
5. Some:
- Conhecimento com Sentimento;
- Criatividade com Intuição;
- Atitudes coerentes com a Confiança em Si;
- Boa Intenção com discernimento;
- Amigos e Amigas.
 
6. Divida:
- Com todos, o resultado deste teorema, que é a compreensão lúcida com o perdão incondicional = Amor.
 
Ser um bom aluno da vida é ótimo, e ter a noção exata da importância disto, melhor ainda. Portanto, aplique o Teorema do Amor - e boas provas!
 
- Nota de Wagner Borges:
Eduardo era meu amigo e um grande pesquisador espiritualista do Rio Grande do Sul. Foi morar no "lado de lá" em 1995. Alguns meses antes, ele havia me enviado alguns de seus textos e exercícios para apreciação. Atualmente, ele encontra-se engajado em um imenso trabalho de assistência espiritual no plano extrafísico. Por isso, é muito difícil ele aparecer para um papo. Está feliz da vida! Afinal, está de volta ao lugar para onde sempre sonhou voltar. Só veio à Terra por um tempo de 25 anos mesmo. E agora espalha sua luz para o pessoal do "lado de lá". Outro dia, remexendo em pastas antigas, achei um de seus textos. Então, resolvi postá-lo como uma homenagem a este amigo que partiu da Terra tão cedo. Tenho certeza de que ele gostará de saber disso lá do Astral e, de forma semelhante, aqui no plano físico, os seus familiares e amigos queridos.
 

Texto <1213><01/11/2012>