795 - EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO E PRESENÇAS EXTRATERRESTRES

(Matéria Publicada no Jornal dos Espíritos na Internet)

Por ocasião de um seminário de Ufologia, Ciência e Espiritualidade - realizado em São Paulo no mês de junho de 2007 -, o Jornal dos Espíritos - na Internet: www.jornaldosespiritos.com - entrevistou vários dos palestrantes do evento, entre eles o Prof. Wagner Borges. Segue-se abaixo o teor da entrevista.

- Jornal dos Espíritos: Wagner Borges, você pode nos contar qual a sua experiência mais marcante com os extraterrestres em suas projeções astrais?

- Wagner Borges: Foi uma em que eu acordei fora do corpo, durante o sono, fora da Terra, no espaço sideral. E tinha um guia espiritual chinês comigo, um mentor, e na nossa frente tinha uma série de focos de luz, imensos, e eu sabia, por intuição, que cada foco de luz daquele era um espírito superior de algum outro orbe, que não mantinha a forma do perispírito - corpo astral, corpo espiritual, psicossoma -, nem humanóide mais.

E aí, um daqueles seres se aproximou. Tinha uns três metros de diâmetro e entrou em minha mente, assim como se ele estivesse me "escaneando". Em um segundo, esse ser sabia tudo de mim, desta existência e de todas as outras, num segundo, só para ter uma idéia de frente para quem eu estava...

Sentia que ele conhecia tudo de mim - até o defeito mais escondidinho que eu tinha, ele conhecia -, mas não condenava nada; era pura compreensão e amor, serenidade pura... Então, ele despejou uma série de informações dentro da minha mente,

só que eram tantas, que eu não conseguia segurar...

Ele percebeu e, mentalmente, se comunicou com o guia chinês e disse o seguinte: "Ele não está entendendo, vamos tentar de novo."

E, eu me preparei... mas novamente vieram todas aquelas idéias dentro da minha cabeça e eu não conseguia segurar nada.

Pela terceira vez, ele tentou e eu não conseguia... a informação era tão alta que

eu não tinha nível para poder ancorá-la como ser humano. E aí, escutei, mentalmente, ele falar para o guia chinês: "Leve-o embora e traga-o em outra oportunidade, no futuro", e se afastou.

Fiquei me sentindo o último dos últimos.

Neste momento, fui puxado para o corpo - com aquela sensação de queda

abrupta -, sentei-me na cama e comecei a me recriminar, com raiva de mim mesmo: por que não tinha entendido? Por que tanta informação boa tinha vindo e eu não tinha nível para ancorar aquilo?

Aí, me aparece, do lado da cama, o guia chinês e fala para mim: "Não fica assim, não; quando eu levei-o para lá, eu já sabia que você não iria entender nada!"

Eu falei: "Então, para que você me levou?"

Ele respondeu: "Para você saber que não sabe nada! Todas às vezes, ao longo da sua vida, que você achar que sabe bastante, que o seu ego subir, lembra dessa experiência; por mais que o ser humano saiba as coisas da Terra, ele é neófito no espaço, é um calouro, tem muito que aprender; então mantenha humildade por sua vida inteira, trabalha com justiça e com equilíbrio, e sempre lembre dessa experiência, todo dia, para você nunca achar que sabe muito."

Essa foi uma das experiências mais marcantes. Eu costumo contar para meus alunos que eu "paguei mico" no espaço. Quando, às vezes, alguém fala: "Puxa, você pode ser meu guru?" -, eu respondo: "Como vou ser seu guru? Eu pago mico no espaço... procura outro, porque eu não tenho nível para isso, não... sou só um ser humano tentando crescer."

- Entrevista realizada por Rosana Souza.

Nota:

O Seminário Especial de Ufologia, Ciência e Espiritualidade ocorreu em 23 e 24 de junho de 2007, em São Paulo. Para ler as entrevistas com os diversos palestrantes do evento - Rosana Beni, Américo Canhoto, Rafael Cury, Alfredo Nahas -, incluindo fotos, favor acessar o site do Jornal dos Espíritos na Internet, no seguinte endereço específico: http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col30.htm.


Texto <795><20/07/2007>

794 - O TRABALHO DURANTE O SONO

- por Charles Webster Leadbeater -

Um dos pontos subsidiários mais gratos que o estudo da Teosofia nos revela é o da possibilidade de empregarmos utilmente as horas em que o corpo está dormindo. Lembro-me bem de como eu ficava furioso, nos primeiros anos da minha juventude, pela necessidade de gastar tempo em dormir, quando havia tanto trabalho importante a fazer, e de como, em conseqüência, tentava reduzir ao mínimo as horas de sono. Gozando de boa saúde e resistência física, durante alguns anos me preparei para dormir apenas quatro horas por noite, e pensava que assim estava ganhando tempo para o trabalho que tinha pela frente. Mas agora que sei mais sobre isso, vejo que laborava em erro, e como podia ter aumentado efetivamente a minha eficiência permitindo-me um repouso normal, além de assegurar ao meu corpo mais energia para o trabalho em meus anos subseqüentes. Foi-me, em verdade, reconfortante verificar na literatura teosófica que só o corpo permanece insensível durante o sono, enquanto o homem real prossegue em seu trabalho e executa realmente a maior parte dele, e o faz melhor, porque não se acha travado pelo corpo físico.

No entanto, os próprios estudantes de Teosofia, que estão habituados a pensar nos mundos superiores e na possibilidade de continuarem ativos neles, nem sempre se dão conta inteiramente de que lá é que está a vida real, e de que a vida neste mundo físico não passa de um interlúdio. Em nossa consciência de vigília, muitos de nós consideramos a vida diurna como real e a noturna ou do sonho como irreal; mas a verdade é exatamente o inverso, o que é fácil ver refletindo que nesta vida a maioria de nós nada sabe em relação àquela, ao passo que naquela vida nós nos lembramos inteiramente desta. Esta vida sofre, portanto, diariamente, uma solução de continuidade; aquela é contínua, desde o berço ao túmulo e além deste. Além disso, como durante aquela vida o corpo físico é abandonado, o Ego* pode manifestar muito mais de si mesmo. O homem no seu corpo astral está bem mais próximo de si mesmo do que aprisionado nesta sua representação física, que é tudo quanto podemos ver aqui.

Quando, mais adiante em nossa evolução, chegarmos a um desenvolvimento maior e o homem conseguir funcionar em seu corpo mental, chegaremos em outro estágio mais próximo da realidade; em verdade, além desse senão mais um estágio para a manifestação do Ego em seu corpo causal, ao possuir uma consciência unificada que se estende ao longo de todas as idades, desde a época remota em que se elevou acima do reino animal até o infinito que está à sua frente.

Vejamos então o que podemos fazer à noite com esta vida, enquanto deixamos repousar o corpo físico. Muitas formas de atividade se abrem diante de nós, e, porque já as mencionei com minúcias no livro "Auxiliares Invisíveis**", dispensar-me-ei de repeti-las aqui. Resumirei dizendo que durante as horas de vigília podemos ajudar qualquer pessoa que saibamos em aflição ou sofrimento, detendo-nos para formar uma imagem-pensamento nítida e bem definida do que sofre, e então verter uma corrente de compaixão, amizade e força; mas durante a noite podemos fazer mais do que isso - podemos levar mais longe o remédio e ir no corpo astral até o leito do enfermo, para ver exatamente o de que está precisando e lhe proporcionar o que se fizer especialmente indicado no caso particular, em vez de lhe oferecer simplesmente um reconforto e consolação de caráter geral.

Podemos assim dar auxilio e ânimo, não só aos vivos, mas também à vasta legião dos mortos, que não raro disso têm real necessidade, devido em parte ao falso e mau ensinamento religioso que recebem, e em parte à total ignorância das condições dos outros mundos, que predomina geralmente entre o público deste lado do véu. Trabalho como esse comporta variedades infinitas, que ainda estão longe de esgotar as possibilidades que se oferecem diante de nós. No mundo astral podemos ao mesmo tempo dar e receber ensinamentos. Graças ao anonimato do mundo astral, podemos assistir, inspirar e aconselhar toda espécie de gente que no mundo físico provavelmente não nos escutaria. Podemos sugerir idéias boas e liberais aos ministros e aos estadistas, aos poetas e aos pregadores, e a todos os tipos de escritores de livros, jornais e revistas. Podemos sugerir enredos aos novelistas e boas idéias aos filantropos. Podemos ir aonde quisermos e fazer qualquer espécie de trabalho que se nos apresente. Podemos, ocasionalmente, visitar todos os lugares interessantes do mundo, e contemplar suas majestosas construções e seus cenários mais encantadores. As mais belas artes e as mais admiráveis músicas estarão inteiramente à nossa disposição, sem dinheiro e sem preço, por não falar na música ainda mais maravilhosa e do colorido mais esplendoroso do próprio mundo astral.

Que pode um homem fazer aqui para se preparar a fim de tomar parte daquela obra superior? Bem, a vida é contínua; e, sejam quais forem às características que um homem mostre aqui em seu corpo físico, ele certamente as mostrará também em seu corpo astral. Se aqui ele estiver cheio de alegria e sempre ansioso por uma oportunidade de prestar serviço - então, ainda que de nada se recorde, pode estar inteiramente confiante de se ocupar utilmente, ao máximo de sua capacidade, também no mundo astral. E, portanto, se um homem que não guarda lembrança nenhuma desta vida deseja estar de todo certo de que é útil ali e está cumprindo plenamente o seu dever, pode ele facilmente convencer-se disso pautando sua vida aqui no mundo que sabe necessário àquele objetivo. Não há mistério algum quanto aos requisitos. Franqueza e sinceridade, calma, coragem, saber e amor farão dele um obreiro astral inteiramente útil, e todas essas qualificações se acham ao alcance de todo homem que deseje dar-se ao trabalho de desenvolvê-las.

Não é difícil ver por que são todas elas necessárias. Um homem não pode consagrar toda a sua energia a uma obra como essa, a menos que a vida superior constitua para ele o único objetivo. Deve conhecer o mundo astral, seus habitantes e suas características; de outra forma, estará sempre tropeçando, e sentir-se-á desamparado em face de qualquer emergência que lhe surja. A coragem, é claro, lhe é indispensável, à semelhança do que acontece com o homem que se aventura no meio de florestas inexploradas ou na superfície do mar alto. Deve também possuir calma, porquanto, se já é coisa sumamente grave para um homem perder o seu sangue-frio no mundo físico, é infinitamente mais grave quando não existe matéria física para interceptar o pleno das vibrações de cólera. Quaisquer manifestações de irritabilidade, excitação e impaciência no mundo astral fazem dele, imediatamente, um objeto de temor, de modo que aqueles a quem deseje ajudar se esquivarão com pavor. O amor à humanidade, e o conseqüente desejo ardente de ajudar, deve ele possuir no mais alto grau, pois sem isso nunca pode ter paciência para tratar amigavelmente com o terror pânico e a estupidez irracional que tantas vezes encontramos entre os mortos. Porque muitos dos casos que temos de resolver requerem uma excessiva doçura e uma convivência tal com o sofrimento que nenhum homem, por mais enérgico e cuidadoso que seja, está apto a tratar com eles se não estiver cheio de verdadeiro amor e conservar os seus veículos sob perfeito domínio.

Muitos trabalhos são realizados no mundo astral, além daqueles em que somos especialmente interessados. Muitos médicos visitam, durante o sono de seu corpo, casos nos quais se acham vivamente empenhados, ou a respeito dos quais se sentem inquietos. Na maioria desses casos, o homem não tem consciência disso no seu corpo físico, mas toda nova informação que ele recolhe de suas investigações astrais muita vez lhe chega como uma espécie de intuição à sua consciência de vigília. Conheci médicos que são capazes de fazer isso intencionalmente e com plena consciência, e, como é natural, essa capacidade lhes confere grandes vantagens sobre os seus colegas. Um médico que falece não raro continua, após a morte, a interessar-se por seus pacientes e, algumas vezes tenta curá-los do outro lado, ou sugere - a seu sucessor encarregado do caso - tratamento que, com sua recém-adquirida faculdade astral, julga ser indicado. Conheci um médico - membro de nossa Sociedade - que, logo após a sua morte, promoveu reuniões com todos os seus pacientes anteriormente falecidos, e lhes passou a pregar a Teosofia, de modo que agora se ocupa no mundo astral com numeroso grupo de discípulos.

Sei também de muitos casos de amizades formadas no mundo astral. Acontece muitas vezes que membros de nossa Sociedade, que vivem em regiões opostas do mundo e não têm oportunidade de se encontrar fisicamente, se conhecem, entretanto, em sua vida astral. Quando estão efetivamente em lados opostos do mundo, o dia de um é noite para o outro, mas geralmente há uma transposição para tornar possível o conhecimento, os que são no mundo físico leitores assíduos continuam suas atividades nessa linha durante o sono. Grupos de estudantes prolongam suas reuniões, e, com as facilidades adicionais que o mundo astral lhes propicia, são quase sempre capazes de solucionar problemas que aqui apresentavam dificuldades.

Não só os amigos mortos, mas os amigos vivos, que estão do outro lado da terra, nos rodeiam durante o dia todo, embora não os vejam os nossos olhos físicos. Nunca estamos sós, e, como no mundo astral a maioria dos pensamentos é visível, convêm termos presente à mente esse fato, a fim de evitar que, por inadvertência, enviemos vibrações astrais que possam fazer sofrer aqueles a quem amamos.

- Texto extraído do excelente livro "O Lado Oculto das Coisas" - Charles Webster Leadbeater - Editora Pensamento.

Nota de Wagner Borges:

Charles Webster Leadbeater - Londres, Inglaterra -1847-1934; foi um excelente clarividente, escritor, orador e uma das mais influentes personalidades da Sociedade Teosófica. Também foi maçom, sacerdote da Igreja Anglicana e Bispo da Igreja Católica Liberal. É o autor de uma grande coletânea de livros e artigos da literatura teosófica e espiritualista, com destaque para: "Os Chacras", "O Homem Visível e Invisível", "O Lado Oculto das Coisas", "O Que Há Além da Morte", "Auxiliares Invisíveis", "O Plano Astral", "Formas de Pensamento", "Clarividência", entre outros.

Notas do Texto:

* A expressão "Ego" no contexto desses escritos teosóficos se refere ao "Eu Espiritual" - ou "Consciência Espiritual"; é diferente da abordagem clássica orientalista, onde ego é o conjunto de coisas estranhas da personalidade inferior do homem; por exemplo, "fulano de tal está com o ego inflado!"

** O livro "Auxiliares Invisíveis" - publicado no Brasil pela Editora Pensamento - é um dos melhores livros de Leadbeater. Trata das saídas do corpo de dois irmãos para o trabalho projetivo de assistência inter-planos.


Texto <794><18/07/2007>

793 - CANTANDO E RINDO COM O TIO II

(No Astral ou na Terra, Azul é a Cor do Mar)
 
Ninguém sabe o que se passa dentro do coração da gente.
Quem só liga para a aparência das pessoas e das coisas, só vê a casca.
Por isso a galera se engana muito e apronta o que não deve.
O legal é ver a qualidade de cada um; a música que cada um faz.
Tem gente que toca muito bem; e outros entornam o caldo feio.
Cara, somos todos moleques! Na Terra ou no Astral, a coisa pega.
O que cada um faz revela o que está em seu próprio coração.
Quem faz maldades estraga a própria música e ferra a si mesmo.

 * * *

 A alegria cura um monte de troço dentro da gente.
Só não vê quem não quer: fazer o mal faz mal, até para quem faz!
E a maldade deixa seqüelas e corrompe a luz do espírito.
Mas tem cara que só saca isso depois que morre e deixa o corpo.
É fora da carne que se vê quem é o verdadeiro otário!
Quem vive e não canta direito, já era!

* * *

Olha, faz assim, meu irmão.
Entra na jogada e depois você me diz.
Enche a sua testa de azul, tranqüilamente.
Depois, desce até o seu peito e enche tudo de rosa-lindo.
Vai com calma, só na manha. Faz tudo limpo e lindo.
Faz de conta que ainda é cedo e deixa falar o coração.
Tudo é muito além do que se imagina. E o amor também é...
Azul em cima; rosa no peito; e o amor fazendo a festa.
O Papai do Céu está em tudo! Brother, Ele é o cara!

* * *

A Terra - linda bola azul girando no espaço - é nossa irmã.
Nela, nós limpamos a área e aprendemos a engatinhar nas lições.
Acima dela, brilham as estrelas, também nossas irmãs.
Em cada luz, novas lições; em cada um, novas canções.
E todos nós vamos seguindo, na Terra ou no Astral, bem vivos...
Assim como seguem vivendo outros seres das estrelas, também nossos irmãos.
Nesse jogo da vida universal, quem manda é o Papai do Céu.
Ele é o cara! E conhece o coração e a canção de cada um.
 
 P.S.:
Azul da cor do mar - bem no centro da testa.
Rosa-lindo no peito - o amor é o que vale.
Faz de conta que ainda é cedo e deixa falar o coração.
A alegria cura e faz viver direito; aí a canção fica boa, de verdade.
E é cantando que o Tio vai nessa, só na manha, na luz do Papai do Céu.
 
- Companhia do Amor -
A Turma dos Poetas em Flor.
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 10 de julho de 2007.)
 
 
Nota:
 O primeiro texto do Tio está postado no site do IPPB, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/textos/companhia-do-amor/cantando-e-rindo-com-o-tio
A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor - Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br.

Texto <793><13/07/2007>

793 - VIAJANDO ESPIRITUALMENTE PELOS CHACRAS

(Prece ao Senhor dos Olhos de Lótus)

- por Wagner Borges -

Krishna, obrigado pela oportunidade de servir espiritualmente, mais uma vez.

Abençoe essa jornada de trabalho espiritual e ilumine nossas consciências.

Seja o comandante sutil de nossos chacras, da base da coluna ao alto da cabeça.

Que a luz de nossas mãos seja a Sua luz!

Que o templo secreto de nossos corações seja a Sua morada.

Govinda, abençoe essa jornada, para que a egrégora desses trabalhos e estudos possa irradiar o bem para todos os seres.

Sozinhos, até podemos fazer algumas coisas boas, mas com muito esforço.

Contudo, com Você junto, o esforço se transforma em alegria, e tudo vira sol.

Então, sentimos a luz celeste aumentando nossos potenciais e inspirando nossos corações.

Gopala, com Você o serviço fica lindo e nossos chacras se abrem como lótus espirituais.

E os espíritos tristes se soltam na luz, de volta para casa, envolvidos no Seu carinho.

Senhor dos olhos de lótus, que os nossos chacras se abram, suavemente, nas ondas do Seu amor.

E que nossa jornada seja auspiciosa, mais uma vez.

Que, por onde formos, tudo melhore, dentro e fora de nós.

Que os nossos pensamentos, nossos atos e nossos passos sejam Seus, amigo querido.

Krishna, muito obrigado, por tudo.

Om Maharaj!

P.S.: Esses escritos foram feitos momentos antes de um curso de Aura e Chacras, realizado no IPPB. Enquanto eu fazia uma pequena meditação, antes de começar a aula, vi um dos amparadores da equipe extrafísica de Krishna. Ele me saudou e passou-me uma energia maravilhosa. Então, tocado pela inspiração do coração, fiz essa prece em homenagem ao senhor dos olhos de lótus e protetor dos trabalhos espirituais, a quem devo tanto. Depois, li o texto para a turma de 60 alunos presente, para compartilhar com eles a alegria do momento. E, agora, estou disponibilizando esses escritos para todos. São bem simples, mas de grande coração.

Paz e Luz.

São Paulo, 17 de março de 2007.

Notas:

* Govinda e Gopala - do sânscrito - são epítetos de Krishna, considerado como o "Pastorzinho divino", que tangencia os seres na direção da Bem-Aventurança - ananda - e da consciência cósmica - o samadhi, a expansão da consciência, muitas vezes associada ao despontar da aurora dissolvendo as trevas - o ego - e fazendo a atmosfera dançar na luz. Govinda e Gopala também são considerados como mantras de dissolução de climas psicofísicos densos. Trazem alegria e espantam as confusões e equívocos.

* Maharaja - do sânscrito Maharaj - Grande Rei! É um dos epítetos de Krishna.

* Chacras - do sânscrito - rodas de luz; vórtices energéticos na aura.

* Egrégora - do grego "Egregorien", que significar "velar", "cuidar" - é a atmosfera coletiva plasmada espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.

É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude - independentemente de linha espiritual - forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, à qual se agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interconsciencial.

Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei."

Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.

O dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza esse mundo será melhor de viver.

Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que ajudam a todos, independentemente de credo, raça ou cultura esposada.


Texto <793><13/07/2007>

792 - CHACRAS E CURA PSÍQUICA II

"Cada chacra é uma janela para o invisível; um verdadeiro portal psicofísico que, freqüentemente, troca energias com outros planos de manifestação.

O chacra do topo de cabeça - chamado de chacra da coroa - é uma verdadeira festa de luz! É o centro energético que está ligado com a expansão da consciência e a multidimensionalidade.

É o chacra que sinaliza o caminho da evolução sideral; aponta para outras etapas do desenvolvimento do homem, para as estrelas e para o infinito, que começa a se esboçar no topo da cabeça, através das idéias maiores que surgem, pelo contato excelente com outras consciências que já vivem esse momento infinito.

É o centro pelo qual vêm às idéias avançadas e o contato com seres que não têm mais a forma humanóide. É a bússola espiritual na navegação sideral, que sinaliza a direção evolutiva do homem para outros orbes e para outras estrelas.

É o chacra que liga a consciência humana com a Consciência Universal!

O chacra da testa - frontal - é o centro da responsabilidade, pelo qual se aprende e se guarda na memória as informações.

É o chacra da visão espiritual, da intuição, da percepção, do conhecimento e da síntese intelectual. Ao mesmo tempo, é o chacra que suaviza a energia dos olhos.

É, por excelência, um sol na testa! E, suavemente, irradia luz para dentro dos olhos e é capaz de descansar a mente.

Porém, nos dias atuais, é um chacra sobrecarregado de tensões, pensamentos e excessos, funcionando de forma muito acelerada. No entanto, essa aceleração é artificial, motivada pelas luzes transitórias do mundo e pelo conhecimento parcial das coisas.

É necessário pensar no centro frontal, também, como um centro de descanso da mente, como um sol, que não apenas pulsa de dentro para fora, mas também para dentro dos olhos, para limpar a tela mental e suavizar a mente.

Esse chacra é capaz de carinho profundo!

O chacra da garganta - laríngeo - é, por excelência, o centro da comunicação e da mediunidade. É o centro artístico da expressão!

Está ligado à sensibilidade mediúnica, que capta a criatividade vinda de outros planos e de outras consciências.

Como é o centro da comunicação, sofre toda a repercussão da mesma. E, como é um centro situado entre a cabeça e o peito, sofre repercussão dos outros centros, constantemente. Por isso os grandes iniciados sempre ensinaram sobre o silêncio, para manter esse centro conservado. Aquele silêncio que capta a criatividade e melhora a expressão.

Esse é outro centro sobrecarregado pela correria do mundo moderno e pela necessidade premente de estar acelerado.

A visualização de uma jóia incrustada no centro laríngeo favorece o descanso desse centro; favorece a meditação suave e seu equilíbrio energético.

O centro peitoral - chacra cardíaco - é, por excelência, o canal de toda transformação afetiva, em que o homem instintivo se transforma em espiritual.

É o centro alquímico verdadeiro!

A verdadeira transformação ocorre no centro cardíaco. Todo amor, toda qualidade afetiva, todo abraço, todo idealismo por algo melhor está no chacra do coração. Toda cura, todo toque terapêutico e toda assistência espiritual vibra nesse centro. Inclusive, é um chacra capaz de abraçar humanidades situadas em outros orbes.

É o centro que dissolve o egoísmo e o bairrismo planetário - o racismo, os preconceitos sexuais, sociais, econômicos e de qualquer espécie.

Esse centro é um sol peitoral que jamais poderá ser envenenado pelas péssimas vibrações da vingança. O ódio gera uma energia viscosa e escura, que adere no centro cardíaco como uma espécie de ‘piche consciencial'. Jamais permitam desejos de vingança acalentados! Por mais ocultos que eles estejam, são observados extrafisicamente. O sol peitoral não pode ser nublado pelas nuvens do ódio nem envenenado por maledicência alguma.

O centro abdominal - chacra umbilical - é, por excelência, o centro das emoções densas, misturadas com o processo da alimentação normal.

É um centro de grande vitalidade!

Também é altamente sobrecarregado pela tensão emocional. Porém, é um centro terno e suave para quem souber trabalhar com ele; para quem imaginar um sol umbilical! É como um sol suave e generoso, que vai se expandindo, não pela força, mas pelo sentimento, pela generosidade, que não está apenas no centro peitoral, também flui no centro umbilical, apaziguando os órgãos abdominais, toda a região da cintura e das costas e equilibrando as emoções mais densas.

É um centro de grande capacidade ectoplásmica!

E tem alta ressonância com as energias dos vegetais, com as energias do mar e do vento e com as energias da natureza em geral.

A energia verde é excelente para este centro - o verde esmeralda; o verde da natureza!

O centro sexual - chamado de chacra sacro - é, por excelência, o centro da reprodução. Também é o centro que traz toda a sensação corporal de calor ou de frio, através da pele. É o centro do prazer!

É também um centro altamente sobrecarregado, seja pela repressão sexual, ou por sua exacerbação.

É necessário visualizar um sol no baixo ventre - um sol branco, o mais brilhante possível -, para que limpe as formas mentais aderidas, não somente desta vida, mas de outras também, e de uma eventual sexualidade mal resolvida.

O centro da base da coluna - chacra básico - é a sede dos desejos mais densos.

Muitas vezes, esse chacra é como se fosse um menino. Ora, cheio de explosões emocionais em relação aos valores da terra; ora, tímido, com medo desses mesmos valores e da própria vida.

É um chacra muitas vezes minimizado em sua importância, por ser um centro que está na parte inferior do corpo. Entretanto, é um verdadeiro sol que sustenta o equilíbrio do corpo! E carrega o sangue de energia - a força vital planetária.

Nenhum dos sete centros pode ser menosprezado. Cada um tem a sua importância no contexto vital do Ser. Desde a base da coluna até o topo da cabeça, deve haver harmonia.

A base da coluna vibra, por excelência, na cor dourada - que é capaz de estabilizar o vermelho denso que vem da terra - harmonizando as outras energias e mantendo o equilíbrio do soma saudável.

Os centros secundários têm relativa importância - como os centros energéticos dos pés -, por onde entra a energia planetária. Esses pés, que sustentam o equilíbrio do corpo e que seguram, muitas vezes, a tensão e o cansaço corporal, por todo um dia.

É necessário acender os chacras das plantas dos pés, como dois sóis branco- fluorescentes pulsando suavemente e dando-lhes a devida atenção - tratando os pés com respeito, amor e agradecimento.

Os chacras das palmas das mãos são centros, por excelência, do toque, da cura e da gesticulação, expressando idéias e sentimentos. São excelentes para dispersão de energias pesadas em torno, através dos diversos métodos de manipulação manual da energia.

Desde as plantas dos pés ao alto da cabeça, o mesmo ser brilhante, com todos os centros potencializados pela força da vontade, pela disciplina perene e pela consciência que trabalha.

Os chacras são centros de força vital!

Por eles, são feitas leituras psíquicas e espirituais. Neles, seres de outros planos lêem tudo aquilo que vai dentro das energias de alguém. Seres que se apresentam com formas só de luz, sem a limitação da forma humanóide, quando observam o ser humano, como no presente momento, o fazem por esses chacras. Eles não observam a forma humana, mas os chacras!*

Os centros inferiores estão ligados a Terra: agradeça ao planeta, por hospedá-lo por mais uma vida!

Os centros superiores estão ligados ao Cosmos, ao qual se agradece toda a amplitude e novas oportunidades de conhecimento futuro.

O homem está entre o Céu e a Terra. É um elemento híbrido: veio das estrelas, mas ocupa um invólucro terrestre. Tem as duas naturezas em si mesmo: é filho da terra e é filho do espaço!

Deve saudar sua Mãe-Terra; deve saudar o Pai-Espaço! Tudo isso dentro do próprio coração."

 

* * *

 

"Quando pensar em alguém querido que partiu, selecione um dos sete centros principais e tente sentir aquela consciência por esse chacra.

Pode ser qualquer um dos centros principais, e isso varia de dia para dia, de acordo com as circunstâncias de vida de cada pessoa. Uma hora, você vai sentir isso no coração; outra hora, na testa. Portanto, é necessário entrar, de um a um, nesses chacras e perceber por onde é que você está mais sensível naquele momento.

Sempre focando a consciência no centro luminoso escolhido. E, ali, suavemente, asculte psiquicamente o universo à sua volta; perceba o que está no ambiente e eleve a vibração, para perceber algo a mais.

Pense na pessoa amada, sem dramas e sem emoções torpes. Pense num contato sadio de pessoas que se amam e que se abraçam e sorriem... E que se alegram no contato!

E, por aquele centro, sinta a presença do ser amado, que pode estar em um outro plano, ou até mesmo em um outro orbe. Mas há a conexão psíquica pelos chacras.

Essa é a chave mediúnica avançada: sentir psiquicamente pelos chacras; se comunicar e se ligar pelos centros vitais. É possibilidade de qualquer estudante espiritual, de qualquer nível. Demanda trabalho e esforço, porém é factível para qualquer pessoa dedicada.

Sempre lembrando que esse é um profundo mergulho de espírito. Deve haver amor! Deve haver elevação da consciência e objetivos nobres.

Se o contato for feito por apego, a tendência é que outras entidades entrem na corrente da comunicação e estraguem o processo. O contato precisa ser feito de alto nível, de consciência a consciência, para que ambas fiquem felizes, lá e aqui.

Chega de contato lacrimoso. Chega de dramas entre os homens e os espíritos. Chega de ilusão. O contato precisa ser saudável! Consciências avançadas com consciências avançadas, seguindo no caminho do infinito...

Nada de dramas no contato espiritual! É hora desse contato ser alegre, consciente e dinâmico. É hora de vocês apertarem as mãos uns dos outros, entre planos - abraçarem uns aos outros. Mesmo que os corpos - denso e sutil -, não sejam mais compatíveis, os chacras o são. E, pela ligação energética e psíquica entre eles, daqui e de lá, é feita a conexão."

 

* * *

 

"Nenhum iniciado sadio foi contra o exercício da mediunidade nos tempos antigos. O que sempre se alertou foi sobre o contato inquieto e aflitivo com as entidades extrafísicas dramáticas e trevosas.

E, conhecendo o ser humano e seus apegos, é mais do que certo que contatos elevados não se darão facilmente; não enquanto o ser humano não transcender os limites dos sentidos e das emoções grossas.

Se o contato for através de perspectivas avançadas, nada poderá se interpor entre as consciências. Mas que esse contato seja por objetivos nobres e que, inclusive, realize trabalhos de assistência espiritual no processo.

Que não seja um contato por curiosidade ou por mediocridade. Que seja de consciência a consciência. Ou, como diziam os antigos mestres: de coração dourado a coração dourado... Para que tudo brilhe!

Na Terra ou no Espaço, que tudo brilhe!

E que os homens, da Terra ou do Espaço, sejam felizes!

Tanto os que estão na carne, quanto os que estão fora dela."

 

 - Os Iniciados** -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 13 de dezembro de 2006.)

 

Notas:

 * Esses escritos são a transcrição de gravações de mensagens psicofônicas recebidas dos amparadores extrafísicos, durante uma reunião do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB.

Obs.: Tradicionalmente, dentro de estudos espiritualistas ocidentais, quando se faz uma correlação dos chacras com as cores, se utiliza a classificação de cores oriunda da refração da luz no espectro, na seguinte seqüência:

- Vermelho / chacra básico;

- Laranja / chacra sexual;

- Amarelo / chacra umbilical;

- Verde / chacra cardíaco;

- Azul celeste / chacra laríngeo;

- Índigo / chacra frontal;

- Violeta / chacra coronário.

Contudo, essa correlação não é absoluta, pois os chacras mudam de cores de acordo com os pensamentos e sentimentos da pessoa. Aqui nesse estudo a visualização das cores está relacionada ao ponto de vista extrafísico dos amparadores sobre o tema. As cores sugeridas por eles são úteis para as condições específicas que eles apontaram na comunicação. Ou seja, são visualizações direcionadas às cores que equilibrariam melhor os chacras sob certas condições.

Para mais informações sobre os chacras, sugiro aos leitores que leiam a primeira parte desse texto - postada como texto 784 na seção de textos periódicos do site do IPPB - www.ippb.org.br.

 ** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a quem.


Texto <792><11/07/2007>