371 - ATMAN-ESTRELA

(Texto passado originalmente para o grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB)

Meu filho, visualiza aquela chama branca em teu coração.

Ao mesmo tempo, pensa num círculo de luz flutuando acima de tua cabeça.

Pensa em Brahman!**

Alinha os teus chacras na sintonia dos devas *** brilhantes que moram no céu.

Eles acorrerão em teu auxílio invisivelmente e providenciarão as intuições benfeitoras em teu labor espiritual.

Nunca esqueces tu de tua natureza estelar.

Tu és mais do que aparenta!

Tu és o atman imperecível, fulgurante estrela de Brahman!

Vive a plenitude disso em teu ser.

Medita nisso!

Tu és filho de Brahman, o radiante.

As estrelas são tuas irmãs. O céu é teu irmão. Os devas são teus irmãos.

Mas não esquece tu: os homens também são teus irmãos.

Tudo o que vive é teu próximo.

Respeita a cada ser como o Divino manifestado.

Respeita a ti mesmo, pois tu és o Eterno habitando o corpo.

Respeita o corpo, teu irmão de jornada e amigo do teu aprendizado.

Agradece o dom da vida, tua professora diligente.

E caminhe com a dignidade que os teus estudos espirituais merecem.

Em todos os teus procedimentos, fica com Brahman.

Tu és o atman, estrela de Brahman.

Tu não nasce nem morre, só entra e sai da carne transitória.

É o teu fogo que faz o coração bater.

É a tua luz que brilha na cabeça.

É a tua ação que determina o teu destino.

É a tua sintonia que atrai as tuas companhias invisíveis.

Orienta o teu coração na sintonia dos devas brilhantes.

Eles virão em teu auxílio, e teus chacras serão abençoados por tua ação.

E em muitos lugares, da Terra e do Espaço, outros irmãos serão beneficiados.

Acende a chama no coração, a luz na cabeça e pensa em Brahman!

Tu és o atman-estrela, o Eterno em forma humana.

Mas tua verdadeira face é a da Luz.

Medita nisso!

E quando alguém amado partir, lembra-te da verdade:

Ele também é atman-estrela. É teu irmão. É irmão do céu e das estrelas.

Tu e ele, e toda a existência, são filhos de Brahman.

Meu filho, levanta o véu de teu coração e sintoniza o amor.

Quem sente o Eterno em si mesmo é detentor de grande contentamento.

Brahman é a respiração de tudo o que respira.

É a vida da própria vida.

Medita nisso!

E em tudo, em todos os momentos, nunca te esqueças :

Tu és o espírito imperecível e avatar do Supremo Amor.

Transforma tua carne em luz.

Verte o bem pelo olhar e pelo semblante.

Faz os teus chacras serem sóis de amor.

Ampara os fracos do caminho e esclarece-os como for possível.

Ora por eles e agradeça a Brahman por tudo.

- Os Iniciados e Sanat Khum Maat - ****

PS: Ao final desses escritos, um dos amparadores disse-me o seguinte:

"Os mestres abençoam a jornada dos que trabalham a favor do bem da humanidade. A luz os reconhece como portadores da dignidade em serviço.

Os devas visitam os seus chacras e brincam nas suas energias. O espaço se abre diante do olho espiritual e muitos seres espirituais observam a passagem terrrestre desses homens e mulheres que labutam no mundo dos homens tristes que não reconhecem Brahman e que se esquecem de que são o atman-estrela.

Diga aos seus companheiros de estudos espirituais (que muitas vezes também se esquecem de que são o atman-estrela) que os seus entes-queridos extrafísicos estarão visitando-os hoje e participando das atividades salutares em conjunto com a sintonia de seus corações.

Os atman-estrela fora da carne junto com os atman-estrela ainda na carne.

Irmãos estelares, filhos de Brahman, reunidos no mesmo sonho espiritual de aprender as artes espirituais e irradiar o bem por todos os planos.

Que seus corpos, as cadeiras, o chão, o teto, as paredes e tudo o mais que estiver no raio de ação de seus pensamentos no lugar de sua reunião espiritual sejam transformados em luz. E que os devas brinquem no lugar.

E que Brahman abençoe a jornada espiritual e humana de vocês.

Quem quer mais luz, que seja luz!"

(Esses escritos são dedicados a Paramahansa Ramakrishna e a Ramana Maharishi)

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges ; São Paulo, 18 de setembro de 2002)

* Atman (do sânscrito): "O Espírito"; "A Essência Espiritual"; "A Centelha Eterna"; "O Ser Espiritual, que não nasce nem morre, apenas entra e sai dos corpos perecíveis".

** Brahman (do sânscrito): "O Todo"; "O Supremo"; "Deus"; "O Grande Arquiteto Do Universo".

*** Devas (do sânscrito): "Divindades"; "Anjos"; "Seres Celestes".

*** Os Iniciados: Grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem sem olhar a quem.

Sobre Sanat Khum Maat o leitor poderá encontrar mais detalhes nos textos 111, 138, 139, 203, 231, 337 e 353, 357 e 369.

Texto <371><30/09/2002>

371 - CONVERSANDO COM LOPEZ, O AMPARADOR DOS CRISTAIS

Enquanto eu separava alguns textos no computador para uma palestra no IPPB, percebi um espírito na sala do meu apartamento. Ele estava à minha direita e olhava para a capa de uma revista em cima do sofá. Quando ele percebeu que eu havia notado a sua presença, virou-se e cumprimentou-me cordialmente. Sua aparência era curiosa. Era branco, alto, barba cerrada e de expressão simpática. Estava vestido com uma roupa longa branca (semelhante a uma bata grega) e de sandálias do tipo franciscana. Em sua cabeça havia uma espécie de faixa brilhante (parecia uma tiara fina brilhante).

No conjunto, ele parecia um desses gurus americanos da Nova Era.

Notei que ele já estava no ambiente há algum tempo, mas devido à correria de trabalho não consegui percebê-lo antes.

Como eu estava no computador, aproveitei para conversar mentalmente com ele e transcrever imediatamente o papo.

Pensei: "Acho que ele está aqui para um primeiro contato espiritual. Provavelmente ele irá acompanhar-me na palestra de daqui a pouco. Pelo seu jeito, ele deve ter um nome iniciático daqueles."

Então, ele riu e disse-me mentalmente: "Que nada! Não tenho nome iniciático algum. Meu nome é Lopez."

Não acreditei e comecei a rir. Um guru com nome de Lopez!

Daí, iniciamos a conversa que segue na sequência:

- Lopez, por que esse nome? Você parece mais um guru new age vestido desse jeito.

- Em meu tempo na Terra, eu tinha um nome iniciático e um grupo de discípulos dedicados. Porém, quando cheguei no Astral vi que isso era absolutamente desnecessário e que de nada me adiantava espiritualmente.Então, voltei a usar de meu antigo nome familiar. É mais compatível com o meu jeito de ser real.

- E essa roupa? Ela ainda lhe dá aquele ar de guru "fast food" new age.

- Na verdade, eu ainda uso de tal indumentária para lembrar-me constantemente do que eu era. Fazendo assim, aviso a mim mesmo de que é só uma roupa e não reflete o meu estado íntimo. É muito fácil ser enganado por si mesmo e achar que um título ou nome iniciático confere sabedoria e equilíbrio a alguém. Cometi esse erro, e hoje procuro ser apenas eu mesmo, o Lopez, filho de um casal humilde.

- Legal isso que você está dizendo. Mas, houve algum problema com você depois de sair do corpo definitivamente?

- Não. O meu problema foi íntimo mesmo. Ao chegar aqui, deparei-me com coisas que eu não imaginava. Eu era um mestre na Terra, mas aqui não sabia quase nada e via muitas pessoas comuns cheias de sabedoria. Elas viveram na prática da vida o que eu levei na teoria.

Uma das coisas que mais me fez pensar foi o caso de uma amiga que era cega. Quantas vezes eu orientei-a espiritualmente em conversas que tivemos particularmente. No entanto, ela não era muito de seguir as coisas. Não seguia cartilha alguma e não suportava que alguém lhe dissesse que parasse de rir de alguma coisa. Ela detestava preces e mantras. * Por várias vezes eu chamei-a de leviana e alertei-lhe de que ela precisava ser mais séria nas coisas.

Um dia, ela me disse: "Vi o meu anjo e ele não me pediu para parar de rir. Ele só disse para eu me cuidar e ser feliz."

Tempos depois ela se foi. Voou para fora da matéria dormindo.

Quando cheguei aqui ela veio visitar-me. Estava belíssima e radiante. Os seus olhos eram dourados. Que mulher maravilhosa.

Então, ela disse-me: "O meu anjo estava certo. Vale mais sorrir do que seguir alguma cartilha espiritual formatada por alguém da Terra. Eu era cega lá no mundo, mas consegui enxergar essa verdade. Continuo rindo e enxergando mais. E estou muito bem."

Fiquei estatelado! Ela estava em situação espiritual bem superior à minha.

Compreendi a lição. Voltei a ser só o Lopez. E agora estou tentando rir mais das coisas. Essa roupa aqui é só fachada. Estou reaprendendo a ser eu mesmo.

Um espírito amigo meu me sugeriu vir assistir ao seu trabalho. Por isso estou aqui. Se você permitir, posso lhe passar alguns conhecimentos sobre o uso de cristais em algumas práticas espirituais. Essa foi uma das coisas boas que eu aprendi na Terra. A outra coisa boa foi a que eu aprendi aqui no Astral: voltar a ser eu mesmo.

E a lição principal ainda estou tentando aprender: como rir mais e soltar-me espontaneamente. É nisso que você irá ajudar-me mais. Você será o meu amparador. E eu serei o seu amparador dos cristais.E o Cristo será o amparador de nós dois na jornada.

Por agora, deixo você com o seu trabalho. Só vim dar uma olhada e apresentar-me. Agora você já sabe: sou só o Lopez, o amigo dos cristais que está aprendendo a arte de ser simples e de sorrir no trabalho espiritual.

PS: Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um ensinamento de um dos espíritos da Cia do Amor (A Turma dos Poetas em Flor):

"No bar do ego,
o barman é a arrogância;
o cliente é a vítima imbecil
e o drinque é pura baixaria."

Paz e Luz.

- Wagner Borges -
São Paulo, 27 de setembro de 2002, às 19h44min


* Obviamente que ele está se referindo ao fato de muitas pessoas rezarem ou se utilizarem de mantras em suas práticas espirituais de forma ortodoxa e radical. E ele está certo. Muitas pessoas que rezam bastante e seguem alguma linha espiritual em particular são pródigas em julgar os outros e em detonar a espiritualidade alheia, principalmente se essa for diferente da sua própria.

Há algumas que concentram-se nos mantras de forma mecânica e repetitiva, sem coração e alma, sem luz e sem verdade, sem energia e sem amor.

Pessoas assim são capazes de repetir milhares de vezes (prática de japa-mantra) os mantras, mas não são capazes de perdoar ou de sorrir simplesmente. Podem rezar muito, mas o radicalismo permeia os seus pensamentos.

Texto <371><30/09/2002>

370 - A CANÇÃO QUE O PAI DAS ESTRELAS ENSINOU

O Pai das estrelas nos ensinou a canção dos elementos:

A canção das águas, a canção dos ventos, a canção do fogo e a canção da terra.

Ele nos falou do respeito por todos os seres da natureza, pois o Seu Amor está em todas as coisas e seres.

Na canção das águas correntes, Ele nos ensinou a passagem do tempo e o valor das experiências que passam e a fluência das emoções.

Na canção do vento, Ele nos falou de renovação e do movimento do Invisível que viaja e canta.

Na canção do fogo, Ele nos falou do calor do coração e na incineração das dores do passado.

Na canção da terra, Ele nos ensinou sobre a firmeza necessária para a realização dos objetivos firmados.

O Pai das estrelas ensinou a canção dos elementos da natureza para o povo antigo. Eles aprenderam as lições das canções e cantaram com o coração.

Os ecos de suas palavras inspiradas ainda ecoam pelos sítios extrafísicos na presença dos espíritos guardiões.

E eles cantam e repassam aos homens de hoje a presença espiritual e os objetivos firmados na Espiritualidade.

Para o Eterno, todos nós, encarnados e desencarnados, somos crianças.

Por isso Ele ensinou as canções.

Que os homens cantem com o coração a alegria das estrelas nos elementos da criação e respeitem a Mãe Terra.

- Wagner Borges -
São Paulo, 23 de setembro de 2002.

PS: Enquanto eu digitava esses escritos, fui inspirado a escrever o
seguinte:

"Que o som do chocalho possa dissolver as dores do passado e aliviar o coração. Que o som dos tambores relembre aos homens da pulsação do coração da Mãe Terra, nossa amiga e protetora. Que o som da flauta siga com o vento e eleve os espíritos para a morada celestial. Que o som das águas correntes relembre aos homens de que tudo passa e que o destino de todos é a Casa do Pai Celestial, no mar das estrelas, aonde desembocam todos os espíritos após a corrida da vida.

Que o calor do amor aqueça os corações e inspire às canções que libertam os espíritos das noites trevosas de seus medos.

Que o Amor do Pai das estrelas brilhe em nossas canções de cura e apaziguamento emocional."

- Nota: Esses escritos foram feitos da seguinte maneira: Eu estava com o meu amigo Vítor, no consultório da excelente psicóloga e terapeuta Zenaide Dias *, ali no bairro da Praça da Árvore (bairro da zona sul de São Paulo)

Nós havíamos ido até lá para conhecer a clínica dela e também para conhecermos a sensitiva e terapeuta Zuleika Silva, ** que mora em Porto Alegre e estava por esse dias em São Paulo, junto com a sua nora que lhe ajuda em diversos trabalhos.

Em meio aos papos sobre diversos temas conscienciais, percebi alguns dos amparadores que assistem ao trabalho delas, principalmente um chinês e um ancião extrafísico com jeitão de xamã.

Naturalmente que os amparadores não deixariam uma reunião dessas, com cinco pessoas que trabalham ativamente as bioenergias, sem que houvesse alguma atividade pertinente à assistência extrafísica.

Em dado instante, o chinês inspirou-me a passar para a Zuleika uma explicação sobre dois mantras que seriam muito úteis para o trabalho dela:

"Om Mani Padme Hum" e "Om Ah Hum". ***

Expliquei para ela o significado esotérico desses dois poderosos mantras.

Então, ela entrou num estado alterado de consciência e dois amparadores (um homem e uma mulher) começaram a cantar diversas canções por seu intermédio. Ele vocalizava os tons mais graves e ela os mais agudos.

Eles cantavam numa língua desconhecida, e enquanto isso eu e os demais nos concentramos também. Junto com as canções, começou a rolar um trabalho de irradiação energética para várias consciências extrafísicas doentes em vários lugares fora do ambiente. Pela clarividência percebi vários espíritos sendo resgatados de seus ambientes densos e levados para locais de assistência no plano extrafísico.

Em dado momento, tive a intuição de pegar papel e caneta e escrever o que viesse na mente, pois seria a tradução do conteúdo espiritual das canções.

Também sentia que aquelas palavras estavam impregnadas de muita energia e que haviam sido passadas por povos extraterrestres aos povos antigos da Terra. De alguma maneira, elas funcionavam como mantras de ativação interdimensional para o desprendimento consciencial das energias densas.

Foi daí que surgiu essa canção do Pai das estrelas.

Pedi a Zuleika que numa próxima oportunidade eu possa gravar as canções e depois disponibilizá-las em seu site e no nosso também. Se isso for possível, outras pessoas poderiam se beneficiar disso também. Em caso afirmativo, oportunamente nós avisaremos pelo site.

* Zenaide Dias faz um trabalho terapêutico excelente envolvendo hidroterapia, sonoterapia e desbloqueio de traumas emocionais, mesmo aqueles oriundos de vidas anteriores, e síndrome do pânico. Ela é uma sensitiva consciente e alia o seu parapsiquismo ao conhecimento psicológico e consciencial. Recentemente ela esteve em meu programa "Viagem Espiritual" dando uma excelente entrevista (que será transcrita e disponibilizada no site oportunamente)

Sua clínica é o Espaço Terapêutico Universo Psi.
Praça Santa Rita de Cássia, 41 - Praça da Árvore - Tel. (0**11) 5594-5570.
E-mail: universopsi@bol.com.br e universo_psi@uol.com.br

** Zuleika Silva é parceira da Zenaide em diversos trabalhos terapêuticos. Inclusive, as duas realizam juntas o curso "Desintoxicação Holossomática Sob o Enfoque Multidimensional" , mensalmente em São Paulo.
Ela tem uma clínica holística em Porto Alegre, o Espaço Unimundo.
Rua Landel de Moura, 1081 - Bairro Tristeza.
Tel. (0**51) 3249-8441 - Site na Internet: www.unimundo.org.br
E-mail: unimundo@terra.com.br

*** "Om Mani Padme Hum" (do sânscrito): "Salve a jóia no lótus". É o mantra da compaixão do bodhisattva Avalokitesvara no Budismo Tibetano. Bodhisattvas (do sânscrito) são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas (Iluminados). Para facilitar a explicação, digamos que eles são canais espirituais (avatares) conscientes do amor de todos os Budas.

"Om Ah Hum" (do sânscrito): Esse é um mantra muito usado pelos budistas tibetanos. Om é a vibração interdimensional, a energia do Todo em tudo. Hum é a vibração particularizada, canalizada num determinado contexto vibracional. É algo como a afirmação da vibração superior vertida no plano relativo da manifestação fenomênica. Por analogia, é algo como "Assim seja!" ou "Amém!" O Ah entre o Om e o Hum é o elo de ligação, o ponto de equilíbrio.

Aqui por e-mail fica difícil explicar o contexto vibracional prático desse mantra nos chacras, mas ele é muito utilizado nas práticas do Budismo tibetano e por vários grupos esotéricos. Contudo, num contexto consciencial ele é algo como "Desencana!", "Solte-se!", "Abra o coração e a mente para o fluxo do amor que liberta e faz sorrir!", "Viva, bata palmas de alegria!", "Espiritualidade é amor e alegria, sorria!"

Resumindo: "Solte-se e seja feliz!"

No excelente livro "O Despertar do Buda Interior", do Lama Surya Das (Editora Rocco), ele dá uma excelente explicação do que significa o mantra Om Ah Hum despojado de toda sacralidade e adaptado para ocidentais:

"Om Ah Hum:
Seja sua respiração, Ah!
Sorria, Ei!
Relaxe, Oh!
E lembre-se, não há como errar."

Nesse livro ele também conta uma piada fantástica:

"O que o Dalai Lama disse ao vendedor de cachorro quente em Nova York?"
"ME FAZ UM COM TUDO!"

Texto <370><26/09/2002>

370 - TRADUÇÃO DO POEMA DE BAUDELAIRE (1821-1867)

Acima dos lagos, acima dos vales,
das montanhas, dos bosques,
das nuvens, dos mares,
além do sol, além do espaço etéreo,
além dos confins das esferas estelares,
o espírito se move com agilidade.

E como bom nadador que delira na onda,
singra alegremente a imensidão profunda,
com indizível e máscula volúpia.

Voa meu espírito, bem longe
desses miasmas mórbidos,
vai se purificar no ar superior
e bebe como puro e divino licor
o fogo claro dos espaços límpidos,
longe do tédio e das vastas mágoas,
que carregam com seu peso a existência brumosa.

Feliz quem pode com asa vigorosa
se lançar aos campos luminosos e serenos,
aquele que com pensamentos como pássaros,
que de manhã voam para o céu livremente.

Quem paira sobre a vida e sem esforço compreende
a linguagem das flores e das coisas mudas.



Texto <370><26/09/2002>

370 - O ROSA BRILHANTE DO GRANDE REI

A vida é magnífica e o universo é fantástico. Mas a maior riqueza de todas é aquela que mora no coração espiritual.

O Grande Rei sustenta as inumeráveis estrelas do tapete sideral, mas ele gosta mesmo é do brilho espiritual do coração.

Imagine um amor incomensurável, mas que é tão simples, e que é o sol do espírito em você mesmo.

Imagine uma luz rosa brilhante no centro do seu peito. Deixe-a permear todo corpo, como se ela viajasse por todas as células comunicando o amor e saudando o Grande Rei.

Pense nisso:

O calor do sol pode incinerar o seu corpo físico, se você chegar perto dele. Porém, o sol espiritual do seu peito é indestrutível e eterno.

Portanto, lá em cima há uma estrela de quinta grandeza bem quente, mas que um dia se apagará. Dentro do seu peito há um outro sol, mais poderoso, pois é eterno. Você carrega o eterno em você mesmo.

O Grande Rei está em você!

Brahman, * o sol dos sóis, o Grande Rei, o Todo, o Supremo Amor.

O incomensurável poder que dá brilho aos zilhões de sóis espalhados pela
imensidão sideral, mas que é simples e terno, e gosta do sol do coração
espiritual. **

Ele está em você!
Ele está em tudo!

Tudo é Ele!
Tudo é Ele!
Tudo é Ele!


Paz e Luz.


- Wagner Borges -
São Paulo, 12 de setembro de 2002.

* Brahman (do sânscrito): O Todo, O Supremo, Deus, O Grande Arquiteto Do
Universo, O Pai-Mãe de todos, O Grande Rei (Maharaj)
** Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um belo poema projetivo de
Baudelaire:
continua

Texto <370><26/09/2002>