546 - SEXUALIDADE E EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO

(Texto postado originalmente na lista Viagem Astral da Internet*)

- por Marco Antonio Coutinho -

É importante a gente colocar que o sexo extrafísico não é necessariamente uma coisa ruim, pesada. Da mesma forma que em corpo físico, a gente encontra diferentes atitudes fora dele. O sexo inclui atitude. Então, você pode encontrar atividades sexuais realizadas de várias formas, com vários estados de ânimos diferentes. O problema em si não é o sexo, mas a mente dos humanos. Principalmente em nossa cultura, que é muito mal resolvida em torno do sexo. E se é mal resolvida intrafisicamente, isto não quer dizer que será bem resolvida automaticamente, pelo simples fato de estar fora do corpo.

A meu ver, as relações sexuais, tais como as conhecemos fisicamente, assim como aquelas que podemos conhecer extrafisicamente - tanto as que acontecem de maneira semelhante às físicas, como aquelas que acontecem por fusão total dos dois parceiros - são manifestações de algo mais amplo, de um princípio criativo e criador, o qual assume características diferentes (mas aparentadas) dependendo do plano ou do estado de consciência em que se manifeste.

Reproduzo aqui três textos diferentes sobre o assunto.

AOs dois primeiros são experiências pessoais, na seguinte ordem:

- O primeiro narra um encontro extrafísico com duas entidades que realmente, como diziam meus avós, não eram "boa bisca". Trata-se, portanto, de um encontro extrafísico de cunho sexual, mas nada recomendável.

- O segundo é mais para o neutro. Minhas reservas ficaram mais por conta de meus próprios medos, e fui chamado atenção por um amigo extrafísico, não pela questão do sexo em si, mas pela minha atitude descontrolada e sem critério. Ou pelo menos é assim que interpreto a coisa.

O terceiro texto é muito longo para que eu o poste aqui. Trata-se de um artigo sobre experiências fora do corpo e sexualidade, que está no meu site e que eu já sugeri aos amigos que lessem, quando começamos essa discussão sobre as relações sexuais fora do corpo. Ali há não apenas os meus pontos de vista, mas o de várias outros pesquisadores e projetores, como a Silvia Malamud, o Geraldo Medeiros Jr, o Dráuzio Milagres, o Dr. Luiz Zahar (colunista da revista on line do site do IPPB), e outros. Reproduzo também no texto algumas considerações de Robert Allan Monroe** que achei muito esclarecedoras e pertinentes. Esse texto pode ser acessado em:
http://www.marco.antonio.nom.br?SPS_sex_efc.htm

Assim, vamos lá:


1º Relato Projetivo

ENCONTRO PESADO

A experiência que vou narrar aqui - acontecida no começo dos anos 90 - foi bastante breve, mas teve um impacto muito grande sobre minha consciência. Não apenas pelo fato em si, mas pela própria condição vibratória que reinou sobre todo o acontecimento.

Eu havia ido me deitar, e não estava particularmente interessado em me projetar. Só me dei conta de estar projetado quando efetivamente já estava fora de meu corpo físico e longe de meu quarto, ou de qualquer lugar que pudesse conhecer. O “local” onde eu estava era denso, pesado. Não havia nada de visível, apenas uma escuridão difusa, aliviada em alguns pontos por uma penumbra mais leve. Minha consciência raciocinava com dificuldade, como se ela própria fosse afetada pela condição vibratória daquela área.

De repente, surgiram à minha frente duas mulheres, ambas mulatas. Uma delas era bem jovem, talvez algo em torno de 16 ou 17 anos, e um pouco mirrada. Já a outra era uma mulher bem desenvolvida. Emanava uma sensualidade pesada, um “sentimento” de sexualidade obsessiva, com uma ponta de crueldade, sem que houvesse sadismo de sua parte. Tinha um rosto interessante, carismático, de uma certa beleza exótica e angulosa. Os cabelos eram curtos, e pareciam ser tratados com gel, porque eram luzidios, aparentemente macios e com cachos longos. O corpo era muito bem feito, embora exagerado nas formas, particularmente as coxas os quadris e as nádegas, que contrastavam com os seios formosos, mas pequeninos. Entretanto, isso não comprometia a harmonia do corpo dela. Mas essa figura não parecia ser totalmente humana. Parecia-me que, do joelho para baixo, as pernas se animalizavam, e tive a impressão - embora não tenha realmente visto - que, abaixo das coxas, tinha pêlos de animal e patas no lugar dos pés. Ela estava nua, ou
seminua, e embora eu quase nunca preste atenção ao que estou vestindo, enquanto fora do corpo, notei dessa vez que estava completamente despido. Ela olhou-me com um misto de excitação, deboche e agressividade e, antes que eu pudesse me dar conta do que ia acontecer, estirou a língua. Era uma língua enorme, que nenhum ser humano poderia ter . Tinha o formato aproximado de uma língua humana, apenas pouco mais fina e muito, muito comprida. A ponto de, rapidamente, ela se curvar e passá-la entre as minhas pernas, percorrendo rapidamente meu sexo. O que senti foi muito curioso e contraditório. De um lado, um prazer irrefreável e esmagador; de outro, repugnância e terror, que me fizeram retornar com um baque ao meu corpo físico.

Hoje, com mais experiência, posso analisar aqueles dias. Eu havia me separado e estava sem qualquer companhia feminina: todas as mulheres que eu conhecia eram minhas amigas, e eu não estava com a mínima vontade de sair por aí, "conhecendo pessoas" para colocar em dia minhas necessidades. Mas houve um descompasso entre o que eu achava que devia fazer e as minhas necessidades físicas. Não gostava de me masturbar, porque achava frustrante. De modo que, várias vezes, fui dormir “em ponto de bala”. Por mais frustrante que tivesse sido uma masturbação, teria evitado essa experiência terrível. A meu favor, tive alguma sensibilidade para perceber a natureza daquela personagem. Tão terrível, baixa e densa ela era, que mesmo o desejo intenso não foi suficiente para impedir-me de perceber o inconveniente da situação.


Coragem e Paz.


- Marco Antonio Coutinho -


* * *

2º Relato Projetivo

SIMPÁTICA ASSEDIADORA

Em 1995, eu havia me projetado e estava passeando pela rua Muniz Barreto, que fica em Botafogo, bairro da cidade do Rio de Janeiro, onde resido há muitos anos.

Era uma projeção tranqüila, um pouco de recreação, um pouco de pesquisa. Várias coisas aconteceram durante essa projeção, mas o que desejo narrar aqui é o meu encontro com uma simpática assediadora. Ainda agora, enquanto escrevo, chamá-la de assediadora soa um pouco pesado. Ela não tinha a aparência nem a vibração que se costuma perceber em figuras obsessoras e vampirizantes. Era loura, olhos muito azuis e um rosto agradável, sem ser necessariamente bonita. Estava vestida com um tipo de uniforme, desses usados por aeromoças ou recepcionistas de convenções. Era um uniforme azul-claro, com jaqueta e saia. Era um pouco gordinha, mas proporcional e bem-feita. Nada havia de espetacular em seu corpo, nenhuma forma provocante ou excitante. Seu comportamento também não era sexualmente agressivo. Era simpática, tranqüila, quase cândida, apenas levemente maliciosa.

No entanto, quando flutuei para junto dela, fui tomado por uma irresistível atração sexual. Um desejo esmagador é o mínimo que posso dizer daquilo que ela exercia sobre mim, com toda aquela tranqüilidade e simpatia. Olhou-me bem nos olhos e tomou minha mão. Sem que eu pudesse entender o que ela ia fazer, colocou meu dedo indicador em sua boca e chupou-o com suavidade, enquanto dizia mentalmente: “Deve ser gostoso transar com um fantasma...”

Havia uma leve ironia e um inegável bom-humor em suas palavras. Ainda assim, algo em mim reagiu e todo o desejo desapareceu. Retirei rapidamente meu dedo de sua boca e flutuei para mais adiante. Cheguei perto de um restaurante que existe na Muniz Barreto, na esquina com uma outra rua. Sem saber porque, atravessei a porta do restaurante, àquela hora vazio, e dei de cara com um indivíduo que me olhava. Ele estava vestido com simplicidade: uma camisa clara, de mangas curtas, e calças comuns. Os cabelos curtos, um pouco crescidos, e nenhuma barba daquelas que muitas vezes nós atribuímos a mestres ou guias espiritiuais. E, no entanto, emanava dele uma forte autoridade espiritual. Nada que indicasse uma presença iluminadíssima, ou coisa parecida, mas uma firme e inegável, embora suave, autoridade espiritual. Ele não me disse nada. Apenas olhou-me e apontou o dedo para mim, como se me advertisse. Ficou assim por longos segundos, até que baixou a mão. Logo depois, retornei a meu corpo físico.

Não posso dizer que a mocinha que me convidou ao sexo fora do corpo fosse exatamente um obsessor. Talvez fosse alguém carente de contato sexual e projetada fora do corpo (voluntária ou involuntariamente), ou talvez uma pessoa já desencarnada que, por algum motivo, ainda mantivesse prementes as suas necessidades sexuais, conforme conhecidas no plano físico. O fato é que, por mais forte que fosse o magnetismo sexual que ela exerceu sobre mim naquele momento, alguma coisa contrária aconteceu comigo. Não foi um medo, nem qualquer forma de insegurança puramente psicológica. Foi algo como um aviso.

Quanto ao companheiro que encontrei logo depois, estou certo de que ele era alguma forma de guia, auxiliar ou amparador, e apenas tentava advertir-me contra minha fragilidade diante de apelos sexuais no mundo astral.


Coragem e Paz.

- Marco Antonio Coutinho -

* * *

O terceiro texto é o "Sexualidade e Experiências Fora do Corpo”.
Leia-o em http://www.marco.antonio.nom.br/SPS_sex_efc.htm

Abraços a todos.


- Marco Antonio Coutinho -
Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2004.

- Notas do texto:

* A lista Viagem Astral é uma das principais listas de discussão na Internet sobre as experiências fora do corpo. O Marco Antonio Coutinho, mais conhecido como MAC, é um dos moderadores da lista. O endereço na Internet é http://br.groups.yahoo.com/group/viagem-astral/

** Robert Allan Monroe (1916-1995) foi um dos maiores pesquisadores e incentivadores das experiências fora do corpo da segunda metade do século XX. Ele próprio um projetor, procurou desenvolver técnicas para reproduzir e pesquisar as saídas do corpo de forma organizada, clara e acessível. Fundou em 1971 nos E.U.A o Instituto Monroe para pesquisa da consciência.
Além do livro "Viagens Fora do Corpo" (publicado em 1971, e uma das referências clássicas no estudo das projeções da consciência, com presença obrigatória na biblioteca de qualquer projetor e pesquisador sério do tema), ele também lançou os livros ""Viagens Além do Universo" (1987) e "A Última Jornada" (1996) - todos pela Editora Record. Para maiores detalhes sobre o seu trabalho, sugiro ao leitor que visite o site do Instituto Monroe (em inglês): www.monroe-inst.com - e o site de extensão do Instituto Monroe no Brasil (coordenado pela pesquisadora Déborah Sachs): www.portalmonroebrasil.com

*** Para o leitor ter uma idéia da qualidade dos temas projetivos postados no site do MAC, reproduzo na seqüência os tópicos do último boletim enviado por ele:

Tem novidade no site do Spiritu Psique Soma...

“Uma bruxa narra a sua primeira saída do corpo”

“Congressos e workshops”

“L´Initation discute a cremação dos corpos”

Nesta edição do SPS, leia sobre mais um inspirador relato projetivo. Desta vez quem partilha a sua experiência — na verdade a sua primeira EFC — é Jade, uma bruxa que hoje dedica-se com bastante interesse às saídas do corpo, convencida de que este é o verdadeiro vôo das bruxas, e que a vontade é mais poderosa do que qualquer técnica.

Confira também mais lançamentos de grande interesse para quem gosta de ler: a publicação L´Initiation, em língua portuguesa, traz vários artigos muito interessantes, inclusive uma intrigante reflexão sobre a incineração dos corpos após a morte, tão discutida entre os espiritualistas atualmente. Consulte também a seção Agenda, para programar os seus eventos culturais. Anote as coordenadas de dois congressos importantes — um sobre as experiências fora do corpo e outro sobre a terapia de vidas passadas - e do I Módulo de Formação para Facilitadores da Respiração Holotrópica.

E se ainda não leu, não deixe de apreciar a entrevista com Wagner Borges, na qual ele fala sobre suas primeiras EFCs, a mania de obsessores que assola muitos projetores e de seus próximos lançamentos em livro, dentre muitos outros assuntos.

Leia também o texto de Saint-Yves d´Alveydre — Notas sobre a Tradição Cabalística — que foi transmitido a Papus, e traz dados pouco conhecidos sobre as verdadeiras origens da Cabala.

Depois de tudo isso, você ainda pode acessar os artigos sobre experiências fora do corpo, e a seção A pessoa/Os fatos.

O Boletim SPS é uma cooperação do site Spiritu Psique Soma, página pessoal de Marco Antonio Coutinho, dedicada às experiências fora do corpo, cultura e espiritualidade.

Para visitar-nos, é só dar um pulinho em www.marco.antonio.nom.br

Texto <546><20/08/2004>

546 - PREMA - A SINTONIA CRIATIVA E CURATIVA

(Na Senda Com os Mestres Invisíveis e Serenos)

Para sintonizar-se com os grandes curadores espirituais, basta realizar um simples exercício de rememoração criativa.
Por favor, faça isso de todo coração, aberto ao grande manancial da Sabedoria Universal.
Pense no AMOR QUE GERA A VIDA!
Lembre-se dos ensinamentos de Jesus:
“Eu e o Pai somos UM!”
Seja você esse Um também!
Você e o Amor, apenas UM.
Recorde-se da sabedoria de Buda:
“Abaixo da iluminação, só há dor!”
Seja você essa iluminação.
Torne-se Búdico (2).
Você e a Luz, apenas UM!
Lembre-se dos ensinamentos de Krishna, o mestre dos dharmas (3):
“O espírito é eterno. Não nasce nem morre, apenas entra e sai dos corpos perecíveis. O fogo não o queima, e a água não pode molhá-lo. Arma alguma pode atingi-lo, pois que coisa material poderá ferir o Eterno?”
Seja você essa consciência imperecível.
Você e o Divino, apenas UM!
Por favor, recorde-se da sabedoria estelar do grande Hermes Trismegistro:
“Recorde.
Você veio de uma estrela;
Está em uma estrela;
E irá para outra estrela.
Pouse suave.
Os mestres orientam.”
Seja você esse viajante eterno.
Você e a imensidão, apenas UM!
Por favor, apenas por hoje, seja UM!
E que esse Um seja todos os seres.
E o Amor seja em tudo.
Na luz dos mestres, caminhe com humildade.
Carregue o universo em seus chacras e o mundo nas mãos.
E cumpra o seu dharma:
Seja UM com o Amor Universal!
Os mestres orientam...
O Amor nos leva...
E a sabedoria ensina: seja feliz e torne os outros felizes.
Pelo menos por hoje, seja UM!

P.S.: Esses escritos foram feitos durante a 2a fase do curso de Rei Ki realizada no IPPB, onde Dirce Bustamante (Rei Ki Master) me convidou para participar da iniciação reikiana. Ao final da mesma, ela me pediu para conduzir uma prática vibracional com a turma. Então, inspirado por um dos amparadores presentes no ambiente, escrevi essas linhas de improviso, ali mesmo no salão, enquanto a turma realizava a prática (4).


- Wagner Borges -

São Paulo, 23 de maio de 2004.

1. Prema (do sânscrito): Amor Divino; Amor Incondicional.

2. Búdico (do sânscrito “Buddhi”: “Iluminação pura”): Iluminado.

3. Dharma (do sânscrito): Missão; dever; trabalho; mérito; programação existencial.

4. Oportunamente escreverei sobre essa prática vibracional num dos próximos textos. Esclareço, ainda, que acompanhei pela clarividência todo o processo de iniciação (em duas fases do curso) do Rei Ki, levada a cabo pela instrutora do curso. Inclusive, um dos mestres extrafísicos que ampara a atmosfera espiritual (egrégora) do Rei Ki, surgiu à minha frente na hora e explicou-me várias coisas, justamente para que eu posteriormente pudesse relatar o que rola no ambiente durante o lance iniciático.
Em breve, assim que sobrar um tempo na correria de trabalho do momento, escreverei um longo artigo sobre o Rei Ki, inclusive esclarecendo diversos pontos e desmistificando vários mitos propalados por parte de alguns reikianos sem discernimento.
Fui iniciado no Rei Ki e observei espiritualmente o processo todo, e penso que o texto que escrevi demonstra tranquilamente o nível do que percebi como espiritualista livre e sem cabrestos doutrinários prendendo o discernimento.
Ainda bem que na turma não tinha nenhum “viajante na maionese psíquica” repetindo igual papagaio o chavão que ouviu de algum instrutor reikiano sem discernimento, tipo assim: “Sou só um canal das energias e o meu estado íntimo não afeta o que estou fazendo. Posso estar de pileque ou fumando, e isso não afeta em nada as energias canalizadas!”
Isso é um equívoco comum de muita gente nessa área.
Bom, isso é papo para o extenso artigo que escreverei em breve sobre esse tema.
De passagem, só digo que o Rei Ki é uma arte amorosa e bonita de trabalhar com as energias, nem superior (como querem alguns arrogantes) ou inferior (como pensam alguns de outros métodos) a qualquer outra, apenas mais uma maneira de ensinar aos homens a canalizar a SABEDORIA E O AMOR UNIVERSAL nas artes da cura e da espiritualidade.
O importante não é o método adotado, seja esse ou aquele, mas o AMOR que se passa naquilo que se faz. E isso não se aprende em curso algum! Isso vem do coração de cada um.

Obs.: Para maiores informações sobre o trabalho da Dirce Bustamante, ver sua coluna na revista on line do site do IPPB – www.ippb.org.br

Texto <546><20/08/2004>

545 - OS GRILHÕES

- Por Sry Aurobindo -

O mundo inteiro anseia por liberdade, no entanto, cada criatura está apaixonada por seus grilhões; este é o primeiro paradoxo e o nó intrincável de nossa natureza.
O homem está apaixonado pelos grilhões de nascimento, assim ele fica aprisionado aos grilhões companheiros da morte. Nestes grilhões ele aspira pela liberdade de seu ser e domínio de sua realização.
O homem está apaixonado pelo poder; assim ele fica sujeito à fraqueza. Porque o mundo é um mar de ondas de força, que se encontram e continuamente se chocam umas com as outras; ele que poderia cavalgar na crista de uma onda, deve ser vencido sob o choque de centenas.
O homem está apaixonado pelo prazer; por isso ele deve se submeter ao jugo da tristeza e da dor. Porque a felicidade sem mistura é apenas para a alma livre e sem paixão; mas isso que continua no homem depois do prazer é uma energia sofredora e extenuada.
O homem tem fome de calma, mas também tem sede de experiências de uma mente agitada e de um coração inquieto.
Para sua mente, o prazer é uma febre, a calma, uma inércia e monotonia,
O homem está apaixonado pelas limitações de seu ser físico, e contudo gostaria de ter também a liberdade de sua mente infinita e de sua alma imortal.
E alguma coisa nele encontra uma curiosa atração por estes contrastes; eles constituem, para o ser mental, a intensidade artística da vida. Não é apenas o néctar, mas o veneno também que atrai seu paladar e sua curiosidade.

(Texto extraído do excelente livro “Sabedoria de Sry Aurobindo” – Editora Shakti.)


Texto <545><17/08/2004>

545 - CAMINHOS DA PROJEÇÃO II

Erga-se além do corpo!
Transcenda o plano das meras aparências e vislumbre o infinito.
As dimensões extrafísicas estão convocando os projetores conscientes para o aprendizado extracorpóreo.
É hora de seguir as trilhas de luz dos amparadores e de ascultar espiritualmente os chacras. Perceba os sussurros internos do coração e faça a luz subir e descer pela coluna vertebral (da base da coluna ao bulbo raquidiano e vice-versa).
Visualize uma tocha acesa (com chamas violetas) incrustada no topo da cabeça (chacra coronário). Mantenha a energia circulando pela coluna e concentre-se mentalmente no mantra “EU SOU” ** durante todo o tempo.
Ative seu potencial e decole na viagem espiritual rumo às Excelsas Dimensões de Brahman!
Voe com confiança e agradeça pela oportunidade da experiência consciente.
Amplie sua lucidez e abrace invisivelmente a todos os mundos e seres.
Que a luz de Hórus, a virtude de Rama, a sabedoria de Hermes e o amor de
Jesus o acompanhem nas jornadas além da carne transitória.
E que sua meta seja a PAZ!


- Sanat Khum Maat –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual III” – Editora Universalista – 1998.)

* Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 138 (postado pelo site em 1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual).
Segue na seqüência os outros textos dele (que devido a profundidade de seus apontamentos, é um dos amparadores mais queridos dos leitores, que frequentemente enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual), postados na seção de textos periódicos do site enviados semanalmente (www.ippb.org.br) : 111, 138, 139, 203, 231, 337, 353, 357, 369, 371, 373, 411, 418, 463, 470, 478, 482, 490, 530, 535 e 544.

** Sobre o mantra “EU SOU!”, ver o texto abaixo, com diversas explicações sobre o mesmo no texto de Vyasa e nas notas.

OBS. Esse texto já foi postado pelo site em 2002, mas sua leitura aqui torna-se necessária para enriquecer o texto de Sanat Khum Maat.

======================================
SINTONIA E COMUNICABILIDADE ESPIRITUAL
======================================

(Texto postado originalmente na lista Sintonia em resposta ao e-mail de um amigo sobre imortalidade)

Olá.
Tudo bem aí, cara?
Está aqui ao meu lado um dos amparadores que está ligado a mim há várias vidas.
Acabei de ler seu e-mail e dos demais amigos que opinaram sobre vida após a morte, experiências de quase-morte (EQM) e projeção da consciência. Pensei em postar mais alguma coisa sobre o tema, mas ele me ditou espiritualmente os escritos que vem a seguir.
Entenda: isso não é uma psicografia. Ele está aqui ao meu lado e vejo-o pela clarividência. Pela clariaudiência "escuto mentalmente" o que ele sugere. E vou digitando tudo, bem consciente. Não tenho nenhuma dúvida disso! Por isso minha postura é de extrema segurança e certeza quando falo sobre esses temas. Não estou viajando na "maionese do plano astral", como muitos teóricos de estudos conscienciais diriam, mas estou bem sereno e consciente, usando as capacidades do corpo mental superior, e com a sintonia ligada ao "BUDDHI" (1) (há alguns anos um dos espíritos ensinou-me várias práticas a respeito).
Meus chacras estão acesos, principalmente o cardíaco, o frontal e o coronário, e olhe que nem preciso ficar decorando ou fazendo mistérios com seus bija-mantras (2) específicos (como muitas ordens esotéricas e espiritualistas fazem) Inclusive, outro dia dois caras, um deles ocultista e o outro estudante de um certo grau avançado de estudos teosóficos, falaram comigo que estavam abismados por eu estar explicando numa palestra aberta (cerca de 200 pessoas presentes) a natureza e aplicação prática dos bijas-mantras na ativação consciente dos chacras.
Que posso fazer? Para mim isso tudo é absolutamente natural.
Não é necessário nenhum mistério para trabalhar com a minha consciência e seus potenciais. E nem nenhuma dúvida quanto a presença desse amigo extrafísico aqui do meu lado.
As percepções podem ser ilusórias, ou melhor, distorcidas pela ação de "Maya" (3), principalmente quando os centros de força estão bloqueados e limitando a lucidez da consciência. Porém, quando acesos mediante estudo e desenvolvimento consciente, abrem portas interdimensionais que franqueiam o acesso a outros planos de manifestação (denso, etérico, astral, mental, causal, búdico, nirvânico etc.)
Isso é evolução e faz parte do processo o contato com outros seres (de vários planos) situados em outras freqüências vibracionais. Vivendo num universo com tantas dimensões é praticamente impossível estar solitário em alguma atividade espiritual. Sempre achei um absurdo alguém estudar sobre planos não-físicos (que interpenetram as dimensões mais densas) e negar a interdependência vibracional entre seus habitantes. Negar a passagem de informações (pela via que manifestar-se: intuitiva, mediúnica, projetiva, intelectual ou artística) de uma dimensão a outra é simplesmente querer trancar vibratoriamente cada um na sua faixa espiritual (o que destrói o conceito de sintonia e de integração consciencial entre todos os seres).
É possível pessoas extrafísicas passarem conceitos elevados (principalmente se são oriundos de dimensões mais avançadas, e isso pode ser comprovado pelo nível e qualidade da informação em questão) às pessoas do plano físico. E é possível, também, projetar-se para fora do corpo até outros planos e colher informações extrafísicas pertinentes.
É possível alguém enganar-se nisso?
É óbvio que sim, como em qualquer outra área, principalmente se faltar discernimento e amor na avaliação das vivências (há muitos fanáticos e ególatras como exemplo claro disso). Contudo, lastreado por discernimento, vontade de crescer, alegria, simplicidade, sentimentos verdadeiros e profunda vontade de servir ao "Amor Maior Que Governa a Existência", é possível caminhar espiritualmente sob a ação da própria divindade que mora na câmara secreta do coração (em sânscrito:"Anahata": "Invicto ou Inviolado") e saber com certeza o que é real naquela manifestação interdimensional.
Como diria o sábio Shankara, autor do célebre "Viveka Chuda Mani" ("A Jóia Suprema do Discernimento"): TUDO É UM! TUDO É BRAHMAN! E O ATMAN (4) SABE DISSO EM SEU CORAÇÃO!
É por transitar conscientemente por outras dimensões e estar com as antenas "em sintonia", sem medo ou teoria que bloqueie meus potenciais, que o meu chacra do coração parece um sol e os chacras da cabeça parecem duas turbinas ligadas a uma lucidez ampliada, pelo menos enquanto escrevo essas linhas.
Quando falo da certeza em relação à sobrevivência além da morte do corpo (mero descarte do veículo de manifestação denso) não é motivado por alguma crença ou por achar que isso é assim e pronto. Não!
A Terra gira em torno do Sol (e o Galileu Galilei quase dançou por isso). Isso não é relativo (lembrei-me do Einstein lendo os livros da "Doutrina Secreta" de Blavatsky), é certo! Da mesma forma, para mim a imortalidade é plena certeza. Digo isso não somente por estar lastreado nas minhas próprias experiências e nos estudos que faço de todas as áreas espiritualistas, mas sobretudo porque é o meu coração espiritual que proclama isso dentro de mim.
Segue abaixo os escritos passados pelo amparador extrafísico aqui presente, que é o sábio Vyasa.

Um abraço.

Wagner Borges.





================
PÉROLA DE VYASA
================

EU SOU! (5)
Dentro ou fora do corpo,
SOU EU mesmo.
Na Terra ou no espaço,
EU SOU!

Mortal e imortal, estrela e carne,
Grande e pequeno, raso e profundo,
Mestre e discípulo, humano e espiritual,
Tudo junto em mim mesmo.
Tudo e nada,
O TODO em tudo,
Em meu ser procurando ser.
Essa é minha certeza inabalável:
EU SOU!
Em qualquer lugar ou condição,
Com corpo ou sem corpo,
Minha chama espiritual está acesa.
EU SOU a luz revestida de experiência,
Forma e sem -forma manifestando-se na Criação.
EU SOU, e sei de um Amor Incomensurável
Que preenche todo meu ser, além de qualquer escala.
EU SOU, e meu coração comprova
Que não nasço e nem morro.
Há inumeráveis estrelas e universos à minha frente,
E também dentro de mim.
Viajo por esses universos, dentro e fora da carne,
Por incontáveis eons.
A única certeza que tenho
É que EU SOU!
E o meu coração-estrela atesta isso
Nas ondas do Amor multidimensional.

OM TAT SAT! (6)


- Vyasa -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 05 de março de 1999; às 07h34min.)


- Notas do sânscrito:

1. Buddhi: É o eu espiritual, intelecto, entendimento, conhecimento, intuição, discernimento, razão; o poder pensante por si só, independente das impressões vindas do exterior; a faculdade de julgar, discernir e resolver; a potência que transforma em conceitos claros e perfeitos as impressões procedentes dos sentidos." (Definição extraída do "Glossário Teosófico"; página 91; Editora Ground).
Certa vez, um dos amparadores hindus me deu a seguinte explicação sobre a natureza do Buddhi:
"Buddhi é a origem e causa da perfeição em si mesmo; os poderes divinos sob o comando da razão; é a alma da vontade que impele o ser ao objetivo escolhido; é a força de caráter que leva o ser à plena consecução de sua tarefa no mundo. No dizer dos rishis (do sânscrito: "sábios") que compilaram "Os Upanishads" (do sânscrito: "é a parte final dos Vedas, as escrituras sagradas e mais antigas e importantes da Índia"), Buddhi é a força espiritual que permeia o coração e e é também a chama espiritual, o sol interno, que vivifica e leva o ser na rota do SOL DE TODOS: BRAHMAN!"

2. Bija-mantra: Núcleo vibratório de um mantra; Mantra semente; Senha vibratória para evocação de uma determinada frequência espiritual.

3. Maya: Ilusão.

4. Atman: Essência espiritual; Centelha divina; Espírito; Pedacinho de Deus.

5. EU SOU! (em sânscrito: "So Ham"): Frase afirmativa da natureza do atman (espírito); Frase afirmativa da natureza divina do ser; Mantra da certeza inolvidável da natureza espiritual do ser; Como diria Shankara: "É o bija-mantra de Brahmatman" (ou seja: O atman é Brahman!)

6. OM TAT SAT: Tríplice designação de Brahman; Mantra de origem vedantina de poderosa vibração nos chacras.

Texto <545><17/08/2004>

544 - ERA UMA VEZ UNS SERES...

- Por J. J. Benítez -

Era uma vez uma Humanidade...
Aqueles seres pretendiam desvelar o segredo da VIDA e, todavia, não hesitavam em abortá-la.
Aqueles seres lançaram-se à conquista do futuro e, todavia, ignoravam sua origem.
Aqueles seres, todavia, seguiam acorrentados à miséria.
Aqueles seres estudaram DEUS e, todavia, ignoravam tudo sobre si mesmos.